segunda-feira, 21 de outubro de 2019

O Céu e o Inferno

                                                                                                                                              
 "Louvai o Senhor porque ele é bom, porque sua misericórdia é eterna". 
 -( Salmos, 135: 1 )-




 Amados irmãos, bom dia!   
 O louvor deve habitar nossos corações, pois, é uma forma de gratidão por
 tudo que nos tem dado o Senhor.

  


6. A doutrina dos demônios tem, por conseguinte, origem na antiga crença dos dois princípios. Compete-nos examiná-la aqui tão-somente no ponto de vista cristão para ver se está de acordo com as noções mais exatas que possuímos hoje, dos atributos da Divindade. Esses atributos são o ponto de partida, a base de todas as doutrinas religiosas; os dogmas, o culto, as cerimônias, os usos e a moral, tudo é relativo à idéia mais ou menos justa, mais ou menos elevada que se forma de Deus, desde o fetichismo até o Cristianismo. Se a essência de Deus continua a ser um mistério para as nossas inteligências, compreendemo-la no entanto melhor que nunca, mercê dos ensinamentos do Cristo. O Cristianismo racionalmente ensina-nos que: Deus é único, eterno, imutável, imaterial, onipotente, soberanamente justo e bom, infinito em todas as perfeições. Foi por isso que algures dissemos — (1ª Parte, cap. VI,“Doutrina das penas eternas”): 
“Se se tirasse a menor parcela de um só dos seus atributos, não haveria mais Deus, por isso que poderia coexistir um ser mais perfeito.” Estes atributos, na sua plenitude absoluta, são, pois, o critério de todas as religiões, estalão da verdade de cada um dos princípios que ensinam. E para que qualquer desses princípios seja verdadeiro, preciso é que não encerre um atentado às divinas perfeições. Vejamos se assim é, de fato, na doutrina vulgar dos demônios.




Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 20 de outubro de 2019

O Céu e o Inferno


"Louvai ao Senhor porque ele é bom; cantai a glória de seu nome porque ele é amável". -( Salmos, 134: 3 )-




Amados irmãos, bom dia!
A cada amanhecer devemos abrir nossos corações à alegria da vida e louvar ao Senhor pela graça de sua presença conosco.




5. O duplo princípio do bem e do mal foi, durante muitos séculos, e sob vários nomes, a base de todas as crenças religiosas. Vemo-lo assim sintetizado em Oromase e Arimane entre os persas, em Jeová e Satã entre os hebreus. Todavia, como todo soberano deve ter ministros, as religiões geralmente admitiram potências secundárias, ou bons e maus gênios. Os pagãos fizeram deles individualidades com a denominação genérica de deuses e deram-lhes atribuições especiais para o bem e para o mal, para os vícios e para as virtudes. Os cristãos e os muçulmanos herdaram dos hebreus os anjos e os demônios.




Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 19 de outubro de 2019

O Céu e o Inferno


"Levantai as mãos para o santuário e bendizei ao Senhor". -( Salmos, 133: 2 )-




Amados irmãos, bom dia!
Os salmistas sempre nos incentivam ao louvor, pois, reconhecem em seus corações a gradiosidade dele. Que saibamos reconhecer também o que nos tem feito o Senhor, desde sempre..




4. Provada e patente a luta entre o bem e o mal, triunfante este muitas vezes sobre aquele, e não se podendo racionalmente admitir que o mal derivasse de um benéfico poder, concluiu-se pela existência de dois poderes rivais no governo do mundo. Daí nasceu a doutrina dos dois princípios, aliás lógica numa época em que o homem se encontrava incapaz de, raciocinando, penetrar a essência do Ser Supremo. Como compreenderia, então, que o mal não passa de estado transitório do qual pode emanar o bem, conduzindo-o à felicidade pelo sofrimento e auxiliando-lhe o progresso? Os limites do seu horizonte moral, nada lhe permitindo ver para além do seu presente, no passado como no futuro, também não lhe permitia compreender que já houvesse progredido, que progrediria ainda individualmente, e muito menos que as vicissitudes da vida resultavam das imperfeições do ser espiritual nele residente, o qual preexiste e sobrevive ao corpo, na dependência de uma série de existências purificadoras até atingir a perfeição. Para compreender como do mal pode resultar o bem, é preciso considerar não uma, porém, muitas existências; é necessário apreender o conjunto do qual — e só do qual —resultam nítidas as causas e respectivos efeitos.




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 18 de outubro de 2019

O Céu e o Inferno


"Oh! Como é bom, como é agradável para irmãos unidos viverem juntos". -( Salmos, 132: 1 )-




Amados irmãos, bom dia!
Não nascemos para sermos como ilhas. Fomos criados para vivermos em comunidade, com irmãos, pois, somos filhos do mesmo Pai.




3. Se nos remontarmos a estes últimos, então, surpreendê-los-emos mais exclusivamente preocupados com a satisfação de necessidades materiais, resumindo o bem e o mal neste mundo somente no que concerne à satisfação ou prejuízo dessas necessidades. Acreditando num poder extra-humano e porque o prejuízo material é sempre o que mais de perto lhes importa, atribuem-no a esse poder, do qual fazem, aliás, uma idéia muito vaga. E por nada conceberem fora do mundo visível e tangível, tal poder se lhes afigura identificado nos seres e coisas que os prejudicam. Os animais nocivos não passam para eles de representantes naturais e diretos desse poder. Pela mesma razão,vêem nas coisas úteis a personificação do bem: daí, o culto votado a certas plantas e mesmo a objetos inanimados. Mas o homem é comumente mais sensível ao mal que ao bem; este lhe parece natural, ao passo que aquele mais o afeta. Nem por outra razão se explica, nos cultos primitivos, as cerimônias sempre mais numerosas em honra ao poder maléfico: o temor suplanta o reconhecimento. Durante muito tempo o homem não compreendeu senão o bem e o mal físicos; os sentimentos morais só mais tarde marcaram o progresso da inteligência humana, fazendo-lhe entrever na espiritualidade um poder extra-humano fora do mundo visível e das coisas materiais. Esta obra foi, seguramente, realizada por inteligências de escol, mas que não puderam exceder certos limites.




Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 17 de outubro de 2019

O Céu e o Inferno


"Vistam-se de justiça os vossos sacerdotes e jubilantes cantem de alegria os vossos fiéis". -( Salmos, 131: 9 )-




Amados irmãos, bom dia!
A justiça jamais poderá faltar nos corações que amam a Deus.




2. Como prova da sua inocência, o quadro dos homens primitivos extasiados ante a Natureza e admirando nela a bondade do Criador é, sem dúvida, muito poético, mas pouco real. De fato, quanto mais se aproxima do primitivo estado, mais o homem se escraviza ao instinto, como se verifica ainda hoje nos povos bárbaros e selvagens contemporâneos; o que mais o preocupa, ou, antes, o que exclusivamente o preocupa é a satisfação das necessidades materiais, mesmo porque não tem outras. O único sentido que pode torná-lo acessível aos gozos puramente morais não se desenvolve senão gradual e morosamente; a alma tem também a sua infância, a sua adolescência e virilidade como o corpo humano; mas para compreender o abstrato, quantas evoluções não tem ela de experimentar na Humanidade! Por quantas existências não deve ela passar! Sem nos remontarmos aos tempos primitivos, olhemos em torno a gente do campo e perscrutemos os sentimentos de admiração que nela despertam o esplendor do Sol nascente, do firmamento a estrelada abóbada, o trino dos pássaros, o murmúrio das ondas claras, o vergel florido dos prados. Para essa gente o Sol nasce por hábito, e uma vez que desprende o necessário calor para sazonar as searas, não tanto que as creste, está realizado tudo o que ela almejava; olha o céu para saber se bom ou mau tempo sobrevirá; que cantem ou não as aves, tanto se lhe dá, desde que não desbastem da seara os grãos; prefere às melodias do rouxinol, o cacarejar da galinhada e o grunhido dos porcos; o que deseja dos regatos cristalinos, ou lodosos, é que não sequem nem inundem; dos prados, que produzam boa erva, com ou sem flores.
Eis aí tudo o que essa gente almeja, ou, o que é mais, tudo o que da Natureza apreende, conquanto muito distanciada já dos primitivos homens.




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

O Céu e o Inferno


"Senhor, meu coração não se enche de orgulho, meu olhar não se levanta arrogante. Não procuro grandezas, nem coisas superiores a mim". -( Salmos, 130: 1 )-




Amados irmãos, bom dia!
À medida que evoluímos, nossos valores vão evoluindo também e, assim, passamos a entender as coisas como elas realmente são e não como apenas, em nosso entendimento. O Senhor não nos quer enganados e, quando o buscamos compreender, ele a nós se revela.




OS DEMÓNIOS


ORIGEM DA CRENÇA NOS DEMÔNIOS

1. Em todos os tempos os demônios representaram papel saliente nas diversas teogonias, e, posto que consideravelmente decaídos no conceito geral, a importância que se lhes atribui, ainda hoje, dá à questão uma tal ou qual gravidade, por tocar o fundo mesmo das crenças religiosas. Eis porque útil se torna examiná-la, com os desenvolvimentos que comporta. 
A crença num poder superior é instintiva no homem. Encontramo-la, sob diferentes formas, em todas as idades do mundo. Mas, se hoje, dado o grau de cultura atingido, ainda se discute sobre a natureza e atributos desse poder, calcule-se que noções teria o homem a respeito, na infância da Humanidade.




Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 15 de outubro de 2019

O Céu e o Inferno


"Ponho minha esperança no Senhor. Minha alma tem confiança em sua palavra". -( Salmos, 129: 5 )-




Amados irmãos, bom dia!
A felicidade está na confiança que depositamos no Senhor. Ele confiou em nós quando nos criou e nos deu a oportunidade de sermos seus colaboradores.




15. Realiza-se assim a grande lei de unidade da Criação; Deus nunca esteve inativo e sempre teve puros Espíritos, experimentados e esclarecidos, para transmissão de suas ordens e direção do Universo, desde o governo dos mundos até os mais ínfimos detalhes. Tampouco teve Deus necessidade de criar seres privilegiados, isentos de obrigações; todos, antigos e novos, adquiriram suas posições na luta e por mérito próprio; todos, enfim, são filhos de suas obras. E, desse modo, completa-se com igualdade a soberana justiça do Criador.




Que a graça e a paz sejam conosco!