sábado, 7 de setembro de 2019

O Céu e o Inferno


"É bom louvar o Senhor e cantar salmos ao vosso nome, ó Altíssimo". -( Salmos, 91: 2 )-




Amados irmãos, bom dia!
Quando louvamos o Senhor, somos nós que ficamos felizes, pois, o seu amor transborda e nos torna inteiros.




5. O Cristo não pôde, no entanto, revelar aos seus contemporâneos todos os mistérios do futuro. Ele próprio o disse: Muitas outras coisas vos diria se estivésseis em estado de as compreender, e eis por que vos falo em parábolas. Sobretudo no que diz respeito à moral, isto é, aos deveres do homem, foi o Cristo muito explícito porque, tocando na corda sensível da vida material, sabia fazer-se compreender; quanto a outros pontos, limitou-se a semear sob a forma alegórica os germens que deveriam ser desenvolvidos mais tarde. A doutrina das penas e recompensas futuras pertence a esta última ordem de idéias. Sobretudo, em relação às penas, ele não poderia romper bruscamente com as idéias preconcebidas. Vindo traçar aos homens novos deveres, substituir o ódio e a vingança pelo amor do próximo e pela caridade, o egoísmo pela abnegação, era já muito; além disso, não podia racionalmente enfraquecer o temor do castigo reservado aos prevaricadores, sem enfraquecer ao mesmo tempo a idéia do dever. Se ele prometia o reino dos céus aos bons, esse reino estaria interdito aos maus, e para onde iriam eles? Demais, seria necessária a inversão da Natureza para que inteligências ainda muito rudimentares pudessem ser impressionadas de feição a identificarem-se com a vida espiritual, levando-se em conta a circunstância de Jesus se dirigir ao povo, à parte menos esclarecida da sociedade, que não podia prescindir de imagens de alguma sorte palpáveis, e não de idéias sutis. Eis a razão por que Jesus não entrou em minúcias supérfluas a este respeito; nessa época não era preciso mais do que opor uma punição à recompensa.




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 6 de setembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Porque aos teus anjos ele mandou que te guardem em todos os teus caminhos". -( Salmos, 90: 11 )-




Amados irmãos, bom dia!
Temos a proteção da graça do Senhor. Devemos tomar posse dela e agir segundo seus ensinamentos.





4. À medida que o Espírito se desenvolvia, o véu material ia-se-lhe dissipando pouco a pouco, e os homens habilitavam-se a compreender as coisas espirituais. Mas isso não aconteceu senão lenta e gradualmente. Por ocasião de sua vinda, já Jesus pôde proclamar um Deus clemente, falando do seu reino, não deste mundo, e acrescentando: — Amai-vos uns aos outros e fazei bem aos que vos odeiam, ao passo que os antigos diziam: olho por olho, dente por dente. Ora, quais eram os homens que viviam no tempo de Jesus? Seriam almas novamente criadas e encarnadas? Mas se assim fosse, Deus teria criado para o tempo de Jesus almas mais adiantadas que para o tempo de Moisés? E daí o que teria decorrido para estas últimas? Consumir-se-iam por toda a eternidade no embrutecimento? O mais comezinho bom-senso repele essa suposição. Não; essas almas eram as mesmas que viviam sob o império das leis moisaica se que tinham adquirido, em várias existências, o desenvolvimento suficiente à compreensão de uma doutrina mais elevada, assim como hoje mais adiantadas se encontram para receber um ensino ainda mais completo.




Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 5 de setembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Senhor, fôstes nosso refúgio de geração em geração. Antes que se formassem as montanhas, a terra e o universo, desde toda a eternidade, vós sois Deus".-( Salmos, 89: 1 - 2 )-




Amados irmãos, bom dia!
A brevidade da vida em cada encarnação, é muita curta. Saibamos viver nossa eternidade espiritual e nos posicionarmos a favor dos ensinamentos que nos tem sido dados pelo Senhor.




3. Quanto mais próximo do estado primitivo, mais material é o homem. O senso moral é o que de mais tardio nele se desenvolve, razão pela qual também não pode fazer de Deus, dos seus atributos e da vida futura, senão uma idéia muito imperfeita e vaga. Assimilando-o à sua própria natureza, Deus não passa para ele de um soberano absoluto, tanto mais terrível quanto invisível, como um rei despótico que, fechado no seu palácio, jamais se mostrasse aos súditos. Sem compreenderem o seu poder moral, só o aceitam pela força material. Não o vêem senão armado com o raio, ou no meio de coriscos e tempestades, semeando de passagem a destruição, a ruína, semelhantemente aos guerreiros invencíveis. Um Deus de mansuetude e cordura não seria um Deus, porém um ser fraco e sem meios de se fazer obedecer. A vingança implacável, os castigos terríveis, eternos, nada tinham de incompatíveis com a idéia que se fazia de Deus, não lhes repugnavam à razão. Implacável também ele, homem, nos seus ressentimentos, cruel para os inimigos e inexorável para os vencidos, Deus, que lhe era superior, deveria ser ainda mais terrível. Para tais homens eram precisas crenças religiosas assimiladas à sua natureza rústica. Uma religião toda espiritual, toda amor e caridade não podia aliar-se à brutalidade dos costumes e das paixões. Não censuremos, pois, a Moisés sua legislação draconiana, apenas bastante para conter o povo indócil, nem o haver feito de Deus um Deus vingativo. A época assim o exigia, essa época em que a doutrina de Jesus não encontraria eco e até se anularia.




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 4 de setembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Feliz o povo que vos sabe louvar, caminha na luz de vossa face, Senhor". -( Salmos, 88: 16 )-




Amados irmãos, bom dia!
A história nos tem mostrado que as nações só se desenvolveram, enquanto caminhavam segundo os ensinamentos do Senhor. Os sofrimentos dos povos são diretamente proporcionais a seu distanciamento de Deus.




2. A doutrina das penas eternas teve sua razão de ser, como a do inferno material, enquanto o temor podia constituir um freio para os homens pouco adiantados intelectual e moralmente.Na impossibilidade de apreenderem as nuançes tantas vezes delicadas do bem e do mal, bem como o valor relativo das atenuantes e agravantes, os homens não se impressionariam, então, a não ser pouco ou mesmo nada com a idéia das penas morais. Tampouco compreenderiam a temporalidade dessas penas e a justiça decorrente das suas gradações e proporções.




Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 3 de setembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Senhor, meu Deus, de dia clamo a vós e de noite vos dirijo o meu lamento". -( Salmos, 87: 2 )-




Amados irmãos, bom dia!
Que seria de nós sem o nosso Deus único? Só nele devemos depositar nossa confiança e esperança. Que jamais esqueçamos que nada somos sem o Senhor.




ORIGEM DA DOUTRINA DAS PENAS ETERNAS 

1. A crença na eternidade das penas perde terreno dia a dia, de modo que, sem ser profeta, pode prever-se-lhe o fim próximo. Tais e de tal ordem poderosos e peremptórios têm sido os argumentos a ela opostos, que nos parece quase supérfluo ocuparmo-nos de tal doutrina de ora em diante, deixando que por si mesma se extinga. Mas não se pode contestar que, apesar de caduca, ainda constitui a tecla dos adversários das idéias novas, o ponto que defendem com mais obstinação, convictos aliás da vulnerabilidade que ela apresenta, e não menos convictos das consequências dessa queda. Por este lado, a questão merece sério exame.




Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 2 de setembro de 2019

O Céu e o Inferno

                                                                                                                                                 
" E cantarão entre danças: todas as minhas fontes se acham em ti". -( Salmos, 86: 7 )-



Amados irmãos, bom dia!
A felicidade é uma constante na vida dos que amam a Deus e trilham os seus caminhos.




10. Mas, por que não teria o Cristo falado do purgatório? É que, não existindo a idéia, não havia palavra que a representasse.O Cristo serviu-se da palavra inferno, a única usada, como termo genérico, para designar as penas futuras, sem distinção. Colocasse ele, ao lado da palavra inferno, uma equivalente a purgatório e não poderia precisar-lhe o verdadeiro sentido sem ferir uma questão reservada ao futuro; teria, enfim, de consagrar a existência de dois lugares especiais de castigo. O inferno em sua concepção genérica, revelando a idéia de punição, encerrava, implicitamente, a do purgatório, que não é senão um modo de penalidade. Reservado ao futuro o esclarecimento sobre a natureza das penas, competia-lhe igualmente reduzir o inferno ao seu justo valor. Uma vez que a Igreja, após seis séculos, houve por bem suprir o silêncio de Jesus quanto ao purgatório, decretando-lhe a existência, é porque ela julgou que ele não havia dito tudo. E por que não havia de dar-se sobre outros pontos o que com este se deu?




Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 1 de setembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Neste dia de angústia é para vós que clamo, porque vós me atendereis". -( Salmos, 85: 7 )-




Amados irmãos, bom dia!
Os ouvidos do Senhor sempre estão prontos a nos ouvir; jamais deixa seus filhos sem direção.




9. — Seja qual for a duração do castigo, na vida espiritual ou na Terra, onde quer que se verifique, tem sempre um termo, próximo ou remoto. Na realidade não há para o Espírito mais que duas alternativas, a saber: — punição temporária e proporcional à culpa, e recompensa graduada segundo o mérito. Repele o Espiritismo a terceira alternativa, da eterna condenação. O inferno reduz-se à figura simbólica dos maiores sofrimentos cujo termo é desconhecido. O purgatório, sim, é a realidade. A palavra purgatório sugere a idéia de um lugar circunscrito: eis por que mais naturalmente se aplica à Terra do que ao Espaço infinito onde erram os Espíritos sofredores, e tanto mais quanto a natureza da expiação terrena tem os caracteres da verdadeira expiação. Melhorados os homens, não fornecerão ao mundo invisível senão bons Espíritos; e estes, encarnando-se, por sua vez só fornecerão à Humanidade corporal elementos aperfeiçoados. A Terra deixará, então, de ser um mundo expiatório e os homens não sofrerão mais as misérias decorrentes das suas imperfeições. Aliás, por esta transformação, que neste momento se opera, a Terra se elevará na hierarquia dos mundos.




Que a graça e a paz sejam conosco!