sábado, 7 de dezembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Abre tua boca a favor do mundo, por causa de todos os abandonados". -( Provérbios, 31: 8 )-




Amados irmãos, bom dia!
Cuidemos uns dos outros como irmãos verdadeiros. Juntos sempre seremos mais fortes.




11. Ainda uma outra razão é alegada: — As almas permanecem na morada que a justiça divina lhes designa — o que equivale dizer no céu ou no inferno. Assim, as que estão no inferno, de lá não podem sair, posto que para tanto a mais ampla liberdade seja outorgada aos demônios. As do céu, inteiramente entregues à sua beatitude, estão muito superiores aos mortais para deles se ocuparem, e são bastantemente felizes para não voltarem a esta terra de misérias, no interesse de parentes e amigos que aqui deixassem. Então essas almas podem ser comparadas aos nababos que dos pobres desviam a vista com receio de perturbar a digestão? Mas se assim fora essas almas se mostrariam pouco dignas da suprema bem aventurança, transformando-se em padrão de egoísmo! 
Restam ainda as almas do purgatório, porém, estas, sofredoras como devem ser, antes que doutra coisa, devem cuidar da sua salvação. Deste modo, não podendo nem umas nem outras almas corresponder ao nosso apelo, somente o demônio se apresenta em seu lugar. Então é o caso de dizer: se as almas não podem vir, não há de que recear pela perturbação do seu repouso.




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 6 de dezembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Afasta de mim a falsidade e mentira, não me dês nem pobreza nem riqueza, concede-me o pão que me é necessário". -( Provérbios, 30: 8 )-




Amados irmãos, bom dia!
Que sejamos sábios ao buscar o entendimento que nos vem do alto. Que jamais nos desviemos deles.




10. A evocação, dizem, é uma falta de consideração para com os mortos, cujas cinzas devem ser respeitadas. Mas quem é que diz tal? São os antagonistas de dois campos opostos, isto é, os incrédulos que nas almas não crêem, e os crédulos que pretendem que só os demônios, e não as almas, podem vir. Quando a evocação é feita com recolhimento e religiosamente; quando os Espíritos são chamados, não por curiosidade, mas por um sentimento de afeição e simpatia, com desejo sincero de instrução e progresso, não vemos nada de irreverente em apelar-se para as pessoas mortas, como se fizera com os vivos. Há, contudo, uma outra resposta peremptória a essa objeção, e é que os Espíritos se apresentam espontaneamente, sem constrangimento, muitas vezes mesmo sem que sejam chamados. Eles também dão testemunho da satisfação que experimentam por comunicar-se com os homens, e queixam-se às vezes do esquecimento em que os deixam. Se os Espíritos se perturbassem ou se agastassem com os nossos chamados, certo o diriam e não retornariam; porém, nessas evocações, livres como são, se se manifestam, é porque lhes convém.




Que a graça e a paz sejam conosco!


quinta-feira, 5 de dezembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Por falta de visão, o povo vive sem freios, ditoso o que observa a instrução". -( Provérbios, 29: 18 )-




Amados irmãos, bom dia!
Quando nos afastamos dos caminhos do Senhor, passamos a viver perdidos e sob o comando da estultícia dos maus governantes.




9. É certo que alguns críticos jucundos ou mal intencionados têm descrito as reuniões espíritas como assembléias de nigromantes ou feiticeiros, e os médiuns como astrólogos e ciganos, isto porque talvez quaisquer charlatães tenham afeiçoado tais nomes às suas práticas, que o Espiritismo não pode, aliás, aprovar. 
Em compensação, há também muita gente que faz justiça e testemunha o caráter essencialmente moral e grave das reuniões sérias. Além disso, a Doutrina, em livros ao alcance de todo o mundo, protesta bem alto contra os abusos, para que a calúnia recaia sobre quem merece.




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 4 de dezembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Aquele que afasta o ouvido para não ouvir a instrução, até em sua oração é um objeto de horror". -( Provérbios, 28: 9 )-




Amados irmãos, bom dia!
A cada amanhecer nos convida o Senhor a buscar a instrução. Não há como caminhar sem ela e, só os seus caminhos nos levam à verdadeira felicidade.




8. Mas temos ainda outra contradição: — Se Moisés proibiu evocar os mortos, é que estes podiam vir, pois do contrário inútil fora a proibição. Ora, se os mortos podiam vir naqueles tempos, também o podem hoje; e se são Espíritos de mortos os que vêm, não são exclusivamente demônios. Demais, Moisés de modo algum fala nesses últimos. É duplo, portanto, o motivo pelo qual não se pode aceitar logicamente a autoridade de Moisés na espécie, a saber: — primeiro, porque a sua lei não rege o Cristianismo; e, segundo, porque é imprópria aos costumes da nossa época. Mas, suponhamos que essa lei tem a plenitude da autoridade por alguns outorgada, e ainda assim ela não poderá, como vimos, aplicar-se ao Espiritismo. É verdade que a proibição de Moisés abrange a interrogação dos mortos, porém de modo secundário, como acessória às práticas da feitiçaria. O próprio vocábulo interrogação, junto aos de adivinho e agoureiro, prova que entre os hebreus as evocações eram um meio de adivinhar; entretanto, os espíritas só evocam mortos para receber sábios conselhos e obter alívio em favor dos que sofrem, nunca para conseguir revelações ilícitas. Certo, se os hebreus usassem das comunicações como fazem os espíritas, longe de as proibir, Moisés acoroçoá-las-ia, porque o seu povo só teria que lucrar.




Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 3 de dezembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Não te gabes do dia de amanhã porque não sabe o que ele poderá engedrar". -( Provérbios, 27: 1 )-




Amados irmãos, bom dia!
Busquemos sempre, a orientação do Senhor, para todos os nossos passos. Seja o nosso proceder agradável a ele.




7. Finalmente convém saber se a Igreja coloca a lei moisaica acima da evangélica, ou por outra, se é mais judia que cristã. Convém também notar que, de todas as religiões, precisamente a judia é que faz menos oposição ao Espiritismo, porquanto não invoca a lei de Moisés contrária às relações com os mortos, como fazem as seitas cristãs.




Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Sem lenha o fogo se apaga; desaparecido o relator, acaba-se a questão". -( Provérbios, 26: 20 )-




Amados irmãos, bom dia!
Somos seres espirituais criados pelo amor do Pai. Devemos, como ele, sermos elementos de união e fraternidade.




6. A esta objeção opõem a afirmativa de que todas as leis de Moisés foram ditadas em nome de Deus, assim como as do Sinai. Mas julgando-as todas de fonte divina, por que ao decálogo limitam os mandamentos? Qual a razão de ser da diferença? Pois não é certo que se todas essas leis emanam de Deus devem todas ser igualmente obrigatórias? E porque não conservaram a circuncisão, à qual Jesus se submeteu e não aboliu? Ah! esquecem que, para dar autoridade às suas leis, todos os legisladores antigos lhes atribuíam uma origem divina. Pois bem: Moisés, mais que nenhum outro, tinha necessidade desse recurso, atento ao caráter do seu povo; e se, a despeito disso, ele teve dificuldade em se fazer obedecer, que não sucederia se as leis fossem promulgadas em seu próprio nome! Não veio Jesus modificar a lei moisaica, fazendo da sua lei o código dos cristãos? Não disse ele: — “Vós sabeis o que foi dito aos antigos, tal e tal coisa, e eu vos digo tal outra coisa?” Entretanto Jesus não proscreveu, antes sancionou a lei do Sinai, daqual toda a sua doutrina moral é um desdobramento. Ora,Jesus nunca aludiu em parte alguma à proibição de evocar os mortos, quando este era um assunto bastante grave para ser omitido nas suas prédicas, mormente tendo ele tratado de outros assuntos secundários.




Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 1 de dezembro de 2019

O Céu e o Inferno


"Como uma cidade desmantelada, sem muralhas; tal é o homem que não é senhor de sí". -( Provérbios, 25: 28 )-




Amados irmãos, bom dia!
Disse-nos o Senhor: Instruí-vos! Portanto, que busquemos a sabedoria, pois, só ela, nos capacita a dominarmos nosso proceder.




5. Há duas partes distintas na lei de Moisés: a lei de Deus propriamente dita, promulgada sobre o Sinai, e a lei civil ou disciplinar, apropriada aos costumes e caráter do povo. Uma dessas leis é invariável, ao passo que a outra se modifica com o tempo, e a ninguém ocorre que possamos ser governados pelos mesmos meios por que o eram os judeus no deserto e tampouco que os capitulares de Carlos Magno se moldem à França do século XIX. Quem pensaria hoje, por exemplo, em reviver este artigo da lei moisaica: “Se um boi escornar um homem ou mulher, que disso morram, seja o boi apedrejado e ninguém coma de sua carne; mas o dono do boi será julgado inocente”? (Êxodo, 21:28 e seguintes.) Este artigo, que nos parece tão absurdo, não tinha, no entanto, outro objetivo que o de punir o boi e inocentar o dono, equivalendo simplesmente à confiscação do animal, causa do acidente, para obrigar o proprietário a maior vigilância. A perda do boi era a punição que devia ser bem sensível para um povo de pastores, a ponto de dispensar outra qualquer; entretanto, essa perda a ninguém aproveitava, por ser proibido comer a carne. Outros artigos prescrevem o caso em que o proprietário é responsável. Tudo tinha sua razão de ser na legislação de Moisés, uma vez que tudo ela prevê em seus mínimos detalhes, mas a forma, bem como o fundo, adaptavam-se às circunstâncias ocasionais. Se Moisés voltasse em nossos dias para legislar sobre uma nação civilizada, decerto não lhe daria um código igual ao dos hebreus.




Que a graça e a paz sejam conosco!