sábado, 22 de julho de 2017

Bem sei quem és: o Santo de Deus


“E dele temos este mandamento: que quem ama a Deus,  ame também a seu irmão.”  - João - ( I João, 4:21 )




Amados irmãos, bom dia!
"O irmão iluminado e bondoso, em si, já representa uma obra viva do Pai, através da qual O conhecemos e admiramos; o irmão ignorante ou infeliz, porém, é uma obra que o Céu nos convida a amparar e embelezar, no rumo da perfeição, em nome do Todo ­Misericordioso. Se amas a Deus no irmão que te entende e ajuda, não te esqueças de honrá­  lo e querê­lo no irmão que ainda te não pode amar." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )- 








Interpretação do texto evangélico:

E estava na sinagoga deles um homem com um Espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. E repreendeu-o Jesus, dizendo: cala-te e sai dele. Então, o Espírito imundo, agitando-o e clamando com grande voz, saiu dele (Mc 1: 23-26). 

"Temos, aqui, um exemplo de obsessão simples, caracterizada pela provocação de um Espírito perturbado que indaga o Cristo de forma irônica e com falsa lisonja. Jesus, porém, conhecendo-lhe as intenções, repreende-o de forma direta e incisiva, afastando-o do obsidiado. Precisamos guardar vigilância contra as ações obsessivas, entretanto, o cuidado deve ser redobrado quando são originárias de Espíritos hipócritas, enganadores, acostumados a estimular «[...] a desconfiança e a animosidade contra os que lhes são antipáticos. Especialmente os que lhes podem desmascarar as imposturas são objeto da maior animadversão [desaprovação, advertência, censura, reprimenda] da parte deles.» 

Refere-se o evangelista a entidades perversas que se assenhoreavam do corpo da criatura. Entretanto, essas inteligências infernais prosseguem dominando vastos organismos do mundo. Na edificação da política, erguida para manter os princípios da ordem divina, surgem sob os nomes de discórdia e tirania; no comércio, formado para estabelecer a fraternidade, aparecem com os apelidos de ambição e egoísmo; nas religiões e nas ciências, organizações sagradas do progresso universal, acodem pelas denominações de orgulho, vaidade, dogmatismo e intolerância sectária. 

Não somente o corpo da criatura humana padece a obsessão de Espíritos perversos. Os agrupamentos e instituições dos homens sofrem muito mais. E quando Jesus se aproxima, através do Evangelho, pessoas e organizações indagam com pressa: ‘‘Que temos com o Cristo? Que temos a ver com a vida espiritual?’’ É preciso, permanecer vigilante à frente de tais sutilezas, porquanto o adversário vai penetrando também os círculos do Espiritismo evangélico, vestido nas túnicas brilhantes da falsa ciência." -( FEB - EADE )- 





Estudo do Livro dos Espíritos






537. A mitologia dos antigos se fundava inteiramente em idéias espíritas, com a única diferença de que consideravam os Espíritos como divindades. Representavam esses deuses ou esses Espíritos com atribuições especiais. Assim, uns eram encarregados dos ventos, outros do raio, outros de presidir ao fenômeno da vegetação, etc. Semelhante crença é totalmente destituída de fundamento? 

“Tão pouco destituída é de fundamento, que ainda está muito aquém da verdade.” 

a) — Poderá então haver Espíritos que habitem o interior da Terra e presidam aos fenômenos geológicos? 

“Tais Espíritos não habitam positivamente a Terra. Presidem aos fenômenos e os dirigem de acordo com as atribuições que têm. Dia virá em que recebereis a explicação de todos esses fenômenos e os compreendereis melhor.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 21 de julho de 2017

Obsessões espirituais


“E qual o pai dentre vós que, se o filho lhe pedir pão,  lhe dará uma pedra?”  - Jesus - ( Lucas, 11:11 )




Amados irmãos, bom dia!
"Se a paternidade terrena, imperfeita e deficiente, vela em favor dos filhos, que dizer da Paternidade de Deus, que sustenta o Universo ao preço de inesgotável amor? O Todo ­Compassivo nunca atira pedras às mãos súplices que lhe rogam auxílio. Se te demoras, pois, no seio das inibições provisórias, permanece convicto  de que todos os impedimentos e dores te foram concedidos por respostas do Alto aos teus pedidos de socorro, amparo e lição, com vistas à vida eterna." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-  









Texto evangélico:

E estava na sinagoga deles um homem com um Espírito imundo, o qual exclamou, dizendo: Ah! Que temos contigo, Jesus Nazareno? Vieste destruir-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus. E repreendeu-o Jesus, dizendo: cala-te e sai dele. Então, o Espírito imundo, agitando-o e clamando com grande voz, saiu dele. Marcos. 1: 23-26 E, havendo-se eles retirado, trouxeram-lhe um homem mudo e endemoninhado. E, expulso o demônio, falou o mudo; e a multidão se maravilhou, dizendo: Nunca tal se viu em Israel. [...] Trouxeram-lhe, então, um endemoninhado cego e mudo; e, de tal modo o curou, que o cego e mudo falava e via. Mateus, 9: 32-33. 12: 22 E eis que um homem da multidão clamou, dizendo, Mestre, peço-te que olhes para meu filho, porque é o único que eu tenho. Eis que um Espírito o toma, e de repente clama, e o despedaça até espumar; e só o larga depois de o ter quebrantado. E roguei aos teus discípulos que o expulsassem, e não puderam. E Jesus, respondendo, disse: Ó geração incrédula e perversa! Até quando estarei ainda convosco e vos sofrerei? Traze-me cá o teu filho. E, quando vinha chegando, o demônio o derribou e convulsionou; porém Jesus repreendeu o espírito imundo, e curou o menino, e o entregou a seu pai. Lucas, 9: 38-42 E chegaram à outra margem do mar, à província dos gadarenos. E, saindo ele do barco, lhe saiu logo ao seu encontro, dos sepulcros, um homem com Espírito imundo, o qual tinha a sua morada nos sepulcros, e nem ainda com  cadeias o podia alguém prender. Porque, tendo sido muitas vezes preso com grilhões e cadeias, as cadeias foram por ele feitas em pedaços, e os grilhões, em migalhas, e ninguém o podia amansar. E andava sempre, de dia e de noite, clamando pelos montes e pelos sepulcros e ferindo-se com pedras. E, quando viu Jesus ao longe, correu e adorou-o. E, clamando com grande voz, disse: Que tenho eu contigo, Jesus, Filho do Deus Altíssimo? Conjuro-te por Deus que não me atormentes. (Porque lhe dizia: sai deste homem, Espírito imundo.) E perguntou-lhe: Qual é o teu nome? E lhe respondeu, dizendo: Legião é o meu nome, porque somos muitos. E rogava-lhe muito que não os enviasse para fora daquela província. E andava ali pastando no monte uma grande manada de porcos. E todos aqueles demônios lhe rogaram, dizendo: Manda-nos para aqueles porcos, para que entremos neles. E Jesus logo lho permitiu. E, saindo aqueles Espíritos imundos, entraram nos porcos; e a manada se precipitou por um despenhadeiro no mar (eram quase dois mil) e afogou-se no mar. E os que apascentavam os porcos fugiram e o anunciaram na cidade e nos campos; e saíram muitos a ver o que era aquilo que tinha acontecido. E foram ter com Jesus, e viram o endemoninhado, o que tivera a legião, assentado, vestido e em perfeito juízo, e temeram. Marcos, 5: 1-15 

"A obsessão é um mal epidêmico que afeta a Humanidade desde os tempos imemoriais. Decorre da imperfeição moral do ser humano, da mesma forma que as doenças resultam de imperfeições físicas.  Allan Kardec classifica a obsessão em três níveis, conforme a gravidade ou intensidade do problema: 

Obsessão simples, fascinação e subjugação.  Chama-se obsessão à ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Apresenta caracteres muito diferentes, que vão desde a simples influência moral, sem perceptíveis sinais exteriores, até a perturbação completa do organismo e das faculdades mentais.  A obsessão simples é de ocorrência comum e raras são as pessoas que, em algum momento da existência, não lhe tenham sofrido a ação. O obsessor se imiscui na vida da pessoa, alimenta-lhe idéias fixas que, se mantidas, afetam-lhe o equilíbrio emocional e psíquico. Surgem como efeito de inquietações, desconfianças, inseguranças, enfermidades que conduzem a pessoa ao leito. A obsessão simples é parasitose comum em quase todas as criaturas, em se considerando o natural intercurso psíquico vigente em todas as partes do Universo. Tendo-se em vista a infinita variedade das posições vibratórias em que se demoram os homens, estes sofrem, quanto influem em tais faixas, sintonizando, por processo normal, com os outros comensais aí situados.  

A fascinação tem consequências mais graves que a obsessão simples. «É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium [obsidiado] e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio.»  Em geral, o fascinado não acredita que esteja sendo enganado: o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente. A fascinação ocorre por meio de persistente indução telepática, produzida pelo obsessor sobre a mente do obsidiado. Esta ação repercute no corpo físico que, paulatinamente, se revela debilitado e enfermo, em razão do vampirismo associado ao processo. À medida que o campo mental da vítima cede à influência obsessiva, assimila não apenas a indução telepática, mas também as atitudes e formas de ser do seu hóspede. 

A subjugação é uma obsessão muito grave, daí ter sido chamada de “possessão” no passado, uma vez que há domínio mais severo do obsessor sobre o obsidiado. A subjugação «é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado. Numa palavra: o paciente fica sob um verdadeiro jugo.» 

No painel das obsessões, à medida que se agrava o quadro da interferência, a vontade do hospedeiro perde os contatos de comando pessoal, na razão direta em que o invasor assume a governança. A [...] subjugação pode ser física, psíquica e simultaneamente físio-psíquica. A primeira, não implica na perda da lucidez intelectual, porquanto a ação dá-se diretamente sobre os centros motores, obrigando o indivíduo, não obstante se negue à obediência, a ceder à violência que o oprime. [...] No segundo caso, o paciente vai [sendo] dominado mentalmente, tombando em estado de passividade, não raro sob tortura emocional, chegando a perder por completo a lucidez [...]. Por fim, assenhoreia-se, simultaneamente, dos centros do comando motor e domina fisicamente a vítima, que lhe fica inerte, subjugada, cometendo atrocidades sem nome. 

Jesus curou muitos processos obsessivos, ilustrados neste Roteiro com exemplos, sendo duas de Mateus, duas de Marcos e uma de Lucas. Nos dias atuais, como à época de Jesus, a obsessão apresenta caráter epidêmico, em razão do elevado número de casos existentes. Nos textos evangélicos mencionados percebemos que a obsessão, entre outros fatores, pode ser provocada por um ou mais Espíritos e que traz danos à saúde, alguns sérios, altamente lesivos. Importa considerar que o obsessor é usualmente denominado “demônio”, ou “Espírito imundo” nos textos bíblicos, em decorrência dos danos provocados." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






AÇÃO DOS ESPÍRITOS NOS FENÔMENOS DA NATUREZA 

536. São devidos a causas fortuitas, ou, ao contrário, têm todos um fim providencial, os grandes fenômenos da Natureza, os que se consideram como perturbação dos elementos?

“Tudo tem uma razão de ser e nada acontece sem a permissão de Deus.” 

a) — Objetivam sempre o homem esses fenômenos? 

“Às vezes têm, como imediata razão de ser, o homem. Na maioria dos casos, entretanto, têm por único motivo o restabelecimento do equilíbrio e da harmonia das forças físicas da Natureza.” 

b) — Concebemos perfeitamente que a vontade de Deus seja a causa primária, nisto como em tudo; porém, sabendo que os Espíritos exercem ação sobre a matéria e que são os agentes da vontade de Deus, perguntamos se alguns dentre eles não exercerão certa influência sobre os elementos para os agitar, acalmar ou dirigir? 

“Mas, evidentemente. Nem poderia ser de outro modo. Deus não exerce ação direta sobre a matéria. Ele encontra agentes dedicados em todos os graus da escala dos mundos.”




Que a graça e apaz sejam conosco!

quinta-feira, 20 de julho de 2017

Também eu vos envio a vós


“Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós.”  - Jesus - ( João, 20:21 )




Amados irmãos, bom dia!


"Todo cristão sincero sabe como o Senhor Supremo enviou  à Terra o  Embaixador Divino. 

Fê-­lo nascer na manjedoura singela. 

Deu-­lhe trabalho construtivo na infância. 

Conferiu­-lhe deveres pesados, na preparação, com prece e jejum no deserto. 

Inspirou-­lhe vida frugal e simples. 

Não lhe permitiu o estacionamento em alegrias artificiais. 

Conduziu-­o ao serviço ativo no bem de todos. 

Inclinou-­lhe o coração para os doentes e necessitados. 

Enviou-­o ao círculo de pecadores contumazes.

Induziu­-o a banquetear-­se com pessoas consideradas de má vida, para que o seu amor não fosse uma jóia de luxo e sim o clima abençoado para a salvação de muitos.

Fê-­lo ensinar o bem e praticá-­lo entre os paralíticos e cegos, leprosos e loucos, de modo a beneficiá-­los. E, ao término de sua missão sublime, deu-­lhe a morte na cruz, entre ladrões, com o abandono dos amigos, sob perseguição e desprezo, para que as criaturas aprendessem o processo de sacrifício  pessoal, como garantia de felicidade, a caminho da ressurreição do homem interior na vida eterna. 

Foi assim que o Supremo Pai enviou  à Terra o Filho Divino e, nesse padrão, podemos entender o que Jesus desejava dizer quando  asseverou  que expediria mensageiros ao mundo nas mesmas normas. Assim, pois, o cristão que aspira a movimentar­-se entre facilidades terrestres, certamente ainda não acordou para a verdade." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-








Estudo do Livro dos Espíritos






535. Quando algo de venturoso nos sucede é ao Espírito nosso protetor que devemos agradecê-lo? 

“Agradecei primeiramente a Deus, sem cuja permissão nada se faz; depois, aos bons Espíritos que foram os agentes da sua vontade.” 

a) — Que sucederia se nos esquecêssemos de agradecer? 

“O que sucede aos ingratos.” 

b) — No entanto, pessoas há que não pedem nem agradecem e às quais tudo sai bem! 

“Assim é, de fato, mas importa ver o fim. Pagarão bem caro essa felicidade de que não são merecedoras, pois quanto mais houverem recebido, tanto maiores contas terão que prestar.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 19 de julho de 2017

Não temas, crê somente.


“Porque  está  escrito:  Destruirei  a  ciência  dos sábios  e  aniquilarei a inteligência dos inteligentes.”  - Paulo - ( I Coríntios, 1:19 )




Amados irmãos, bom dia!
"Em toda parte da História, vemos triunfadores de ontem arrojados ao pó da Terra, cientistas que semeiam vaidade e recolhem os frutos da morte, filósofos louvados pela turba invigilante, que plantam audaciosas teorias de raça e economia, conduzindo o povo à fome, à ignorância e à destruição. Procura, pois, a fé e age, de conformidade com a lei de amor  que ela te descortina ao coração, porque, acima de nós, infinito é o Poder do Senhor e dia virá em que toda a mentira e toda a vaidade serão confundidas." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-  






Estando ele ainda falando, chegaram alguns dos principais da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre? E Jesus, tendo ouvido essas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente ( Mc 5: 35-36). 

Situação semelhante ainda se repete nos dias atuais: diante da aflição do próximo sempre há indivíduos que fazem julgamentos precipitados, que emitem opiniões taxativas, como se conhecessem todos detalhes do problema. São criaturas que dificultam, ou até impedem, o acesso do sofredor à fonte de auxílio. Nem sempre o fazem de forma deliberada, ou com espírito de maldade, mas por força do hábito. Todavia, trata-se de um comportamento anti-fraterno, anti-solidário, que merece ser revisto, combatido mesmo porque, independentemente da situação, não se justifica abafar a esperança de alguém, ainda que a situação se revele desesperadora ou sem solução. 

Não te faças portador das mensagens de pessimismo. A Terra já possui legiões enormes para a força do mal. Sê a palavra que reconforte e auxilie. Ainda que te encontres diante daqueles que se mostram nas vascas da agonia, fala em esperança e não lhes vaticines o mergulho na morte, porque Deus é também misericórdia e a misericórdia de Deus poderá desmentir-te. Lázaro, enfaixado no túmulo, era alguém com atestado de óbito indiscutível, mas Jesus chamou-o a mais amplo aproveitamento das horas, e Lázaro reviveu. Devemos seguir o exemplo de Jesus perante o pai aflito que lhe buscava o concurso fraterno: “E Jesus, tendo ouvido essas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente.” Esta é a segurança que o Mestre nos concede: com ele, não há motivo para temores. Afinal, ele é o Cristo, o amigo maior, orientador supremo e guia seguro. 

Ao pronunciar as palavras “não temas” é como se ele pedisse para não colocar obstáculos à manifestação da misericórdia celestial. “Crê somente”, expressão pronunciada em seguida, indica a necessidade de o solicitante elevar o padrão de vibração mental, favorecido pela firme confiança ou fé. E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, e Tiago, e João, irmão de Tiago. E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço e os que choravam muito e pranteavam. E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina e os que com ele estavam e entrou onde a menina estava deitada. E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talitá cumi, que, traduzido, é: Menina, a ti te digo: levanta-te. E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto ( Mc 5: 37-42). 

O mestre, não há dúvida, [...] ressuscitou a filha de Jairo porque, se não chegasse a tempo, ela iria para a sepultura imediatamente e então morreria. [...] Mas como se deu a cura? Não é difícil explicar pelo Espiritismo. A morte é separação da alma do corpo, devido a deficiência do fluido vital. Assim, nos casos de síncope e catalepsia, há desequilíbrio do fluido vital. Jesus, conhecedor das leis dos fluidos e da natureza humana, pelo seu amplo poder magnético, preencheu a deficiência do fluido na menina, deficiência que proibia o Espírito de agir naturalmente sobre o corpo; equilibrando esse fluido por todo o organismo, restituiu a saúde à paciente; ela pôde tomar posse do seu corpo. 

Não podemos ignorar o ensinamento moral dessa cura. Jesus acalma e estimula fé nos aflitos. Não se aborrece com os incrédulos, ou pessimistas, quando estes zombam ao ouvi-lo afirmar que a garota não estava morta, mas que dormia. Afasta os presentes que alimentavam o clima desarmônico de alvoroço e de desgaste emocional pelo excesso de pranto. Junto com três apóstolos e os pais da enferma, adentra ao local onde a menina estava deitada e realiza a cura. Trata-se de uma situação que merece maiores reflexões. O gesto de solidariedade é sempre bem vindo. As lágrimas são, muitas vezes, manifestações de afeto ou de sentimento. Uma carta-se natural. Entretanto, é preciso saber administrar as emoções para que estas não se transformem em processos de desequilíbrio. No momento da provação é importante buscar o conforto na oração, apoiar-se no amor de Jesus e do Pai Celestial, a fim de que a dor não resulte em lamentações e queixas, sempre improdutivas e perturbadoras. É fundamental acreditar no Supremo Bem. 

Jesus ressuscitando Lázaro, a filha de Jairo e o filho da viúva de Naim, teve em mira promover ressurreições de almas. Operava milagres como meio de atingir um fim: ressuscitar Espíritos mortos, sepultados em túmulos de carne. Tal é o que de fato o interessava.  “Ressuscitar Espíritos mortos, sepultados em túmulos de carne”, significa dizer que há muita gente doente perambulando pelo mundo. Em geral, não padecem de males físicos, mas enfermidades morais. De sorte que as curas realizadas por Jesus visavam, também, a cura espiritual, causa das enfermidades físicas. Novos elementos emergem na continuidade do texto: “Mas ele, pegando-lhe na mão, clamou, dizendo: Levanta-te, menina, e o seu Espírito voltou, e ela logo se levantou e andou”. E todos ficaram maravilhados. Tais fatos evidenciam atitudes que envolvem, não apenas interesse do Mestre em operar no bem, mas, ainda, aspectos de consideração, de envolvimento afetivo e de respeito. A atitude de Jesus: “pegando-lhe na mão” indica muito mais que força e providência terapêuticas. Define aproximação e segurança à paciente. Tal gesto, o de “segurar a mão”, não se restringe a mero contato fisico, mas uma forma de garantir envolvimento, proteção, apoio. 

Em seguida, vemos o comando de Jesus associado à sua autoridade, atitudes que lhe atestam a elevada hierarquia espiritual. A frase “levanta-te menina” é mais do que simples ordenação, mas um afirmação imperativa, necessária à postura positiva que o Espírito enfermo deveria tomar para livrar-se daquela situação. Os fatos tomam dimensões ampliadas, atingido o Espírito que se encontrava desdobrado, parcialmente desligado do corpo físico, fora do estado normal de consciência. E, como o corpo encontrava-se em condições de continuar servir ao Espírito, este foi reintegrado à vestimenta física, claramente expressa neste registro: “E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos”. No sentido mais amplo, podemos afirmar que todos os que se encontram “mortos” para a realidade espiritual, podem, em determinado momento, por si mesmos ou por intercessão de um Espírito amigo, ouvir o chamamento do Cristo, despertando-se para a vida. É também neste sentido que Paulo exclama: “Desperta, ó tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Efésios, 5;14). Sendo assim, é necessário que a pessoa acorde para a vida. «A criatura necessita indagar de si mesma o que faz, o que deseja, a que propósitos atende e a que finalidades se destina.» 

O episódio da cura da filha de Jairo encerra inestimável lição de despertamento espiritual, não só para as conquistas facultadas pela reencarnação, mas a respeito da conscientização moral, ambas necessárias ao progresso do  Espírito imortal. Há milhares de companheiros nossos que dormem, indefinidamente, enquanto se alonga debalde para eles o glorioso dia de experiência sobre a Terra. Percebem vagamente a produção incessante da Natureza, mas não se recordam da obrigação de algo fazer em benefício do progresso coletivo. Diante da árvore que se cobre de frutos ou da abelha que tece o favo de mel, não se lembram do comezinho dever de contribuir para a prosperidade comum. De maneira geral, assemelham-se a mortos preciosamente adornados. Chega, porém, um dia em que acordam e começam a louvar o Senhor, em êxtase admirável... Isso, no entanto, é insuficiente. Há muitos irmãos de olhos abertos, guardando, porém, a alma na posição horizontal da ociosidade. É preciso que os corações despertos se ergam para a vida, se levantem para trabalhar na sementeira e na seara do bem, a fim de que o Mestre os ilumine. Esforcemo-nos por alertar os nossos companheiros adormecidos, mas não olvidemos a necessidade de auxiliá-los no soerguimento." -( FEB - EADE )- 





Estudo do Livro dos Espíritos






534. Será por influência de algum Espírito que, fatalmente, a realização dos nossos projetos parece encontrar obstáculos? 

“Algumas vezes é isso efeito da ação dos Espíritos; muito mais vezes, porém, é que andais errados na elaboração e na execução dos vossos projetos. Muito influem nesses casos a posição e o caráter do indivíduo. Se vos obstinais em ir por um caminho que não deveis seguir, os Espíritos nenhuma culpa têm dos vossos insucessos. Vós mesmos vos constituís em vossos maus gênios.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 18 de julho de 2017

Imponhas as mãos para que sare e viva


“A  caridade  é sofredora,  é  benigna;  a  caridade  não  é  invejosa, não trata com leviandade, não se ensoberbece.”  - Paulo - ( I Coríntios, 13:4 )




Amados irmãos, bom dia!
"Em todas essas situações, na maioria dos casos, quem dá se revela um tanto  melhor que todo aquele que não dá, de mente cristalizada na indiferença ou  na secura; todavia, para aquele que dá, irradiando o amor silencioso, sem propósitos de recompensa e sem mescla de personalismo inferior, reserva o Plano Maior o título  de Irmão. -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-  







E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés e rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva. E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava (Mc 5: 22-24). 

"O fato de um dos dirigentes da Sinagoga ter procurado Jesus para “ressuscitar” a sua filha não deve surpreender, uma vez que, ainda que os judeus não aceitassem os ensinamentos cristãos, se curvavam à superioridade moral e espiritual de Jesus. Dessa forma, o Mestre estava sempre rodeado de uma “grande multidão, que o apertava.” 

Outro ponto que chama atenção é que Jairo não via a filha como morta, mas como moribunda, daí a atitude humilde de prostrar-se aos pés de Jesus e suplicar-lhe auxílio, pedindo-lhe para impor as mãos sobre a filha e fazê-la retornar à vida. A menina, realmente, não estava desencarnada, como se constatou mais tarde. Entretanto, as ligações perispirituais com o corpo físico deveriam estar muito enfraquecidas. Em certos estados patológicos, quando o Espírito há deixado o corpo e o perispírito só por alguns pontos se lhe acha aderido, apresenta ele, o corpo, todas as aparências da morte e enuncia-se uma verdade absoluta, dizendo que a vida aí está por um fio. Semelhante estado pode durar mais ou menos tempo; podem mesmo algumas partes do corpo entrar em decomposição, sem que, no entanto, a vida se ache definitivamente extinta. Enquanto não se haja rompido o último fio, pode o Espírito, quer por uma ação enérgica, da sua própria vontade, quer por um influxo fluídico estranho, igualmente forte, ser chamado a volver ao corpo. É como se explicam certos fatos de prolongamento da vida contra todas as probabilidades e algumas supostas ressurreições.

Jairo devia desconhecer o mal que atingiu a filha, entretanto, sabia que o magnetismo poderoso do Cristo, associado ao imenso amor do Mestre, era a única forma de beneficiar a enferma querida. «Jesus impunha as mãos nos enfermos e transmitia-lhes os bens da saúde. Seu amoroso poder conhecia os menores desequilíbrios da Natureza e os recursos para restaurar a harmonia indispensável.»  -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos







533. Podem os Espíritos fazer que obtenham riquezas os que lhes pedem que assim aconteça? 

“Algumas vezes, como prova. Quase sempre, porém, recusam, como se recusa à criança a satisfação de um pedido inconsiderado.” 

a) — São os bons ou os maus Espíritos que concedem esses favores? 

“Uns e outros. Depende da intenção. As mais das vezes, entretanto, os que os concedem são os Espíritos que vos querem arrastar para o mal e que encontram meio fácil de o conseguirem, facilitando-vos os gozos que a riqueza proporciona.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A ressurreição da filha de Jairo


“A caridade jamais se acaba.”  - Paulo - ( I Coríntios, 13:8 )




Amados irmãos, bom dia!
"Tudo, ao redor de teus passos, na vida exterior, é obscuro e problemático. O amor, porém, é a luz inextinguível. A caridade jamais se acaba. O bem que praticares, em algum lugar, é teu advogado em toda parte. Através do amor que nos eleva, o mundo se aprimora. Ama, pois, em Cristo, e alcançarás a glória eterna." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )- 






Texto evangélico:

E eis que chegou um dos principais da sinagoga, por nome Jairo, e, vendo-o, prostrou-se aos seus pés e rogava-lhe muito, dizendo: Minha filha está moribunda; rogo-te que venhas e lhe imponhas as mãos para que sare e viva. E foi com ele, e seguia-o uma grande multidão, que o apertava. [...] Estando ele ainda falando, chegaram alguns dos principais da sinagoga, a quem disseram: A tua filha está morta; para que enfadas mais o Mestre? E Jesus, tendo ouvido essas palavras, disse ao principal da sinagoga: Não temas, crê somente. E não permitiu que alguém o seguisse, a não ser Pedro, e Tiago, e João, irmão de Tiago. E, tendo chegado à casa do principal da sinagoga, viu o alvoroço e os que choravam muito e pranteavam. E, entrando, disse-lhes: Por que vos alvoroçais e chorais? A menina não está morta, mas dorme. E riam-se dele; porém ele, tendo-os feito sair, tomou consigo o pai e a mãe da menina e os que com ele estavam e entrou onde a menina estava deitada. E, tomando a mão da menina, disse-lhe: Talitá cumi, que, traduzido, é: Menina, a ti te digo: levanta-te. E logo a menina se levantou e andava, pois já tinha doze anos; e assombraram-se com grande espanto. Marcos, 5: 22-24; 35-42 

"A história relatada no texto evangélico ilustra exemplos de ressurreição citados no Evangelho, como por exemplo, a de Lázaro (João, 11: 30-44) e a do filho da viúva de Naim (Lucas, 7:11-17). A palavra “ressurreição” significava, naquela época, reencarnação ou retorno do Espírito ao corpo físico sem que tivesse morrido. A reencarnação fazia parte dos dogmas dos judeus, sob o nome de ressurreição. [...] As idéias dos judeus sobre esse ponto, como sobre muitos outros, não eram claramente definidas, porque apenas tinham vagas e incompletas noções acerca da alma e da sua ligação com o corpo. Criam eles que um homem que vivera podia reviver, sem saberem precisamente de que maneira o fato poderia dar-se. Designavam pelo termo ressurreição o que o Espiritismo, mais judiciosamente, chama reencarnação. Com efeito, a ressurreição dá idéia de voltar à vida o corpo que já está morto, o que a Ciência demonstra ser materialmente impossível, sobretudo quando os elementos desse corpo já se acham desde muito tempo dispersos e absorvidos. A reencarnação é a volta da alma ou Espírito à vida corpórea, mas em outro corpo especialmente formado para ele e que nada tem de comum com o antigo. 

O registro de Marcos não se refere, obviamente, à reencarnação. A filha de Jairo estava reencarnada há doze anos, mas por um motivo, não indicado no texto, entrou num estado de morte aparente. Por desconhecer esse estado, lamentáveis equívocos de sepultar pessoas ainda vivas aconteceram no passado. Em consequência, ao fazer a exumação, encontrava-se o cadáver em posição diferente da que foi sepultado. Felizmente, tal fato é raro nos dias atuais, considerando os progressos médicos de comprovação da morte. A “ressurreição” da filha de Jairo pode ser catalogada como fenômeno de quase-morte, estado comatoso ou de catalepsia. A chamada Experiência de Quase Morte é o estado de morte clínica experimentado durante alguns momentos, após os quais a pessoa retorna à vida do corpo físico. 

Os relatos do que se passou, feitos aos médicos e enfermeiras, por indivíduos de várias culturas e credos, coincidem com o que diz o Espiritismo e demais religiões reencarnacionistas.  Tais pessoas relatam a ocorrência de acontecimentos semelhantes, vividos nos breves instantes entre uma parada cardíaca mais prolongada e a ressuscitação corporal, subsequente. Entre essas ocorrências, afirmam encontrar, após a travessia de um túnel ou de outras passagens, seres de luz que as acolhem carinhosamente. É frequente a recepção pelos parentes e amigos falecidos. 

No coma ocorre um estado de inconsciência, similar ao sono profundo, do qual não se consegue despertar o indivíduo. Infecções, traumatismos, distúrbios metabólicos são alguns exemplos de agentes indutores do coma.  A catalepsia é uma condição na qual o doente entra numa espécie de transe. Não consegue reagir ou fornecer respostas aos estímulos externos, mas as conversas são ouvidas. A catalepsia pode ser induzida por substancias psicoativas ou por grave distúrbio psíquico.  Por outro lado, a ressurreição pode ser compreendida como o símbolo de renovação espiritual, como esclarece Emmanuel: Ressurreição é ressurgimento. E o sentido de renovação não se compadece com a teoria das penas eternas. Nas sentenças sumárias e definitivas não há recurso salvador. Através da referência do Mestre, contudo, observamos que a Providência Divina é muito mais rica e magnânima que parece. Haverá ressurreição para todos, apenas com a diferença de que os bons tê-la-ão em vida nova e os maus em nova condenação, decorrente da criação reprovável deles mesmos." -( FEB - EADE )- 





Estudo do Livro dos Espíritos







532. Têm os Espíritos o poder de afastar de certas pessoas os males e de favorecê-las com a prosperidade? 

“De todo, não; porquanto, há males que estão nos decretos da Providência. Amenizam-vos, porém, as dores, dando-vos paciência e resignação. 

Ficai igualmente sabendo que de vós depende muitas vezes poupar-vos aos males, ou, quando menos, atenuá-los. A inteligência, Deus vo-la outorgou para que dela vos sirvais e é principalmente por meio da vossa inteligência que os Espíritos vos auxiliam, sugerindo-vos idéias propícias ao vosso bem. Mas, não assistem senão os que sabem assistir-se a si mesmos. Esse o sentido destas palavras: Buscai e achareis, batei e se vos abrirá. 

“Sabei ainda que nem sempre é um mal o que vos parece sê-lo. Frequentemente, do que considerais um mal sairá um bem muito maior. Quase nunca compreendeis isso, porque só atentais no momento presente ou na vossa própria pessoa.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 16 de julho de 2017

Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal


“Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus,  de modo algum entrareis no Reino dos Céus.”  - Jesus - ( Mateus, 5 :20 )




Amados irmãos, bom dia!
"Eis por que Jesus traça aos aprendizes novo padrão de vida. O cristão não surgiu  na Terra para circunscrever-­se à casinhola da personalidade; apareceu, com o Mestre da Cruz, para transformar vidas e aperfeiçoá­-las com a própria existência que, sob a inspiração do Mentor Divino, será sempre um cântico de serviço aos semelhantes, exalçando o  amor  glorioso e sem­ fim, na direção do Reino dos Céus que começa, invariavelmente, dentro de nós mesmos." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-  








E logo Jesus, conhecendo que a virtude de si mesmo saíra, voltou-se para a multidão e disse: Quem tocou nas minhas vestes? E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? E ele olhava em redor, para ver a que isso fizera. Então, a mulher, que sabia o que lhe tinha acontecido, temendo e tremendo, aproximou-se, e prostrou-se diante dele, e disse-lhe toda a verdade. E ele lhe disse: Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal (Mc 5:30-34). 

Consideremos o seguinte trecho: “E disse Jesus: Quem tocou nas minhas vestes? E disseram-lhe os seus discípulos: Vês que a multidão te aperta, e dizes: Quem me tocou? E ele olhava em redor, para ver a que isso fizera.” Sabia Jesus que dele irradiara-se uma virtude. De igual modo, assim também acontece no movimento de auxílio ao próximo. São processos universais definidos pela Lei Divina: os valores sublimados que circulam pelo Universo, na forma de bênçãos, são sempre recolhidos por alguém, em algum lugar e em momento específico. Depois de Jesus localizar a mulher que fora beneficiada pela sua poderosa irradiação magnética, e ouvir a sua história, acrescenta, complementando o auxílio prestado: “Filha, a tua fé te salvou; vai em paz e sê curada deste teu mal.” 

Emmanuel esclarece, com propriedade, a respeito desse procedimento de Jesus: É importante observar que o Divino Mestre, após o benefício dispensado, sempre se reporta ao prodígio da fé, patrimônio sublime daqueles que O procuram. Diversas vezes, ouvimo-lo na expressiva afirmação: — “A tua fé te salvou.” Doentes do corpo e da alma, depois do alívio ou da cura, escutam a frase generosa. É que a vontade e a confiança do homem são poderosos fatores no desenvolvimento e iluminação da vida. O navegante sem rumo e que em nada confia, somente poderá atingir algum porto em virtude do jogo das forças sobre as quais se equilibra, desconhecendo, porém, de maneira absoluta, o que lhe possa ocorrer. O enfermo, descrente da ação de todos os remédios, é o primeiro a trabalhar contra a própria segurança. O homem que se mostra desalentado em todas as coisas, não deverá aguardar a cooperação útil de coisa alguma. As almas vazias embalde reclamam o quinhão de felicidade que o mundo lhes deve. As negações, em que perambulam, transformam-nas, perante a vida, em zonas de amortecimento, quais isoladores em eletricidade. Passa corrente vitalizante, mas permanecem insensíveis. 

Nos empreendimentos e necessidades de teu caminho, não te isoles nas posições negativas. Jesus pode tudo, teus amigos verdadeiros farão o possível por ti; contudo, nem o Mestre e nem os companheiros realizarão em sentido integral a felicidade que ambicionas, sem o concurso de tua fé, porque também tu és filho do mesmo Deus, com as mesmas possibilidades de elevação.  A cura dos males espirituais traduz-se como grande desafio para todos nós. Ainda que abençoados pela cura de enfermidades que atingem a organização física, poderão ocorrer recidivas, se não existir ajustamento espiritual aos ditames das leis divinas que regem a vida. 

No que se refere aos poderes curativos, temo-los em Jesus nas mais altas afirmações de grandeza. Cercam-no doentes de variada expressão. Paralíticos estendem-lhe membros mirrados, obtendo socorro. Cegos recuperam a visão. Ulcerados mostram-se limpos. Alienados mentais, notadamente obsidiados diversos, recobram equilíbrio. É importante considerar, porém, que o Grande Benfeitor a todos convida para a valorização das próprias energias. Reajustando as células enfermas da mulher hemorroíssa, diz-lhe, convincente: — “Filha, tem bom ânimo! A tua fé te curou.” [...] Não salienta a confiança por simples ingrediente de natureza mística, mas sim por recurso de ajustamento dos princípios mentais, na direção da cura. E encarecendo o imperativo do pensamento reto para a harmonia do binômio mente-corpo, por várias vezes o vemos impelir os sofredores aliviados à vida nobre, como no caso do paralítico de Betesaida, que, devidamente refeito, ao reencontrá-lo no templo, dele ouviu a advertência inesquecível: —“Eis que já estás são. Não peques mais, para que te não suceda coisa pior.” [João, 5:14]" -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos







531. Extingue-se-lhes com a vida corpórea a malevolência dos seres que nos fizeram mal na Terra? 

“Muitas vezes reconhecem a injustiça com que procederam e o mal que causaram. Mas, também, não é raro que continuem a perseguir-vos, cheios de animosidade, se Deus o permitir, por ainda vos experimentar.” 

a) — Pode-se pôr termo a isso? Por que meio? 

“Podeis. Orando por eles e lhes retribuindo o mal com o bem, acabarão compreendendo a injustiça do proceder deles. Demais, se souberdes colocar-vos acima de suas maquinações, deixar-vos-ão, por verificarem que nada lucram.” 

A experiência demonstra que alguns Espíritos continuam em outra existência a exercer as vinganças que vinham tomando e que assim, cedo ou tarde, o homem paga o mal que tenha feito a outrem.




Que a graça e a paz sejam conosco!