quinta-feira, 7 de maio de 2015

Os órfãos


"...que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita". - ( São Mateus 6:3 ) -


Amados irmãos, agradecemos a presença de vocês. Pela oportunidade que tem nos dado de pelo menos nos sentirmos melhores em trabalhar a favor de nós mesmos, na caminhada rumo ao Mestre.
Um maravilhoso bom dia!


                         


                                                                    Os órfãos

"Meus irmãos, amai os órfãos; se soubéssemos quanto é triste ser só o abandonado, sobretudo na infância! Deus permite que haja órfãos para nos exortar a lhes servimos de pais. Que divina caridade ajudar uma pobre criança abandonada, impedi-la de sofrer fome e frio, dirigir sua alma a fim de que não se perca no vício! Quem estende a mão à criança abandonada é agradável a Deus, porque compreende e pratica sua lei. Pensai também que, frequentemente, a criança que socorreis vos foi cara numa outra encarnação;  e se pudésseis vos lembrar, não seria mais caridade, mas um dever. Assim, pois, meus amigos, todo ser sofredor é vosso irmão e tem direito à vossa caridade, não essa caridade que fere o coração, não essa esmola que queima a mão que a recebe, porque vossos óbolos, frequentemente, são bem amargos! Quantas vezes eles seriam recusados se, em casa,  a doença e a privação não os esperassem! Dai delicadamente, acrescentai ao benefício o mais precioso de todos o benefícios: uma palavra, uma carícia, um sorriso amigo; evitai esse ar de proteção que fere de novo o coração que sangra, e pensai que fazendo o bem, trabalhais para vós e para os vossos". ( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 13, Um Espírito Familiar, Paris, 1860 ).



                                                                      Que assim seja!

quarta-feira, 6 de maio de 2015

Piedade



..."que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita". - ( São Mateus 6:3 ) -


Boa tarde irmãos!
Que esta tarde seja repleta de energia positiva, pensamentos úteis e a prática do bem.
Irmãos, pedimos desculpas à espiritualidade maior que nos acompanha neste trabalho e a vocês que sempre nos incentivam lendo nossa página. Hoje excepcionalmente não pudemos publica-la no horário de costume.


                                     

                                                                      
                                                                       Piedade

"A piedade é  a virtude que mais vos aproxima dos anjos; é a irmã da caridade, que vos conduz até Deus. Ah! deixai o vosso coração se enternecer diante das misérias e dos sofrimentos dos vossos semelhantes, vossas lágrimas são um bálsamo que lhes aplicais sobre as feridas e quando, por uma doce simpatia, vindes a lhes restituir a esperança e a resignação, que encanto experimentais! Esse encanto, é verdade, tem um certo amargor, porque nasce ao lado da infelicidade, mas se não tem a agrura dos gozos mundanos, não tem as pungentes decepções do vazio que estes deixam atrás de si; há uma suavidade penetrante que alegra a alma. A piedade, uma piedade bem sentida, é amor; o amor é devotamento;  o devotamento é o esquecimento de si mesmo e esse esquecimento, essa abnegação em favor dos infelizes, é a virtude por excelência, a que praticou em toda a sua vida o Divino Messias e que ensinou em sua doutrina tão santa e tão sublime. Quando essa doutrina retornar à sua pureza primitiva e for admitida por todos os povos, dará felicidade à Terra, nela fazendo reinar, enfim, a concórdia, a paz e o amor.

O sentimento mais próprio para vos fazer progredir, domando vosso egoísmo e vosso orgulho, o que dispõe vossa alma à Humanidade, a beneficência e ao amor do próximo, é a piedade! essa piedade que vos comove até as entranhas, diante dos sofrimentos de vossos irmãos, que vos faz lhes estender a mão segura e vos arranca lágrimas de simpatia. Portanto, não sufoqueis jamais em vossos corações essa emoção celeste, não façais como esses egoístas endurecidos que se distanciam dos aflitos, porque a visão da miséria perturbaria por instante sua alegre existência; temeis permanecer indiferentes quando puderdes ser úteis...

Quanto a piedade está longe, entretanto, de causar a perturbação e o aborrecimento com os quais se apavora o egoísta! Sem dúvida, a alma experimenta, ao contato da infelicidade alheia e voltando-se para si mesma, um abalo natural e profundo que faz vibrar todo o vosso ser e vos afeta penosamente; mas a compensação será grande quando vierdes a restituir a coragem e a esperança a um irmão infeliz que se emociona com a pressão da mão amiga e cujo olhar, ao mesmo tempo úmido de emoção e de reconhecimento, se volta docemente para vós antes de se  fixar no céu agradecendo por lhe haver enviado um consolador, um apoio. A piedade é a melancólica mas celeste precursora da caridade, essa primeira virtude, da qual é irmã e cujos benefícios prepara e enobrece". ( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 13, Michel, Bordéus, 1862),

Boa tarde amigos!
Deus, em sua infinita bondade continue nos abençoando.
Muito obrigado! 

terça-feira, 5 de maio de 2015

Os infortúnios ocultos / O óbulo da viúva


..."que a vossa mão mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita". - ( São Mateus. 6:3 ) -


Amados irmãos, bom dia!
Não há fé sem obras e na caridade ela melhor se manifesta; o egoísmo e a inveja são os maiores obstáculos a essa graça. Que o amor do nosso Pai nos liberte deles para que possamos, verdadeiramente, vivenciarmos essa benção.





                                                       Os infortúnios ocultos

"Nas grandes calamidades, a caridade se manifesta, e se veem generosos  impulsos para reparar os desastres, mas, ao lado desses desastres gerais,  há milhares  de  desastres  particulares que passam despercebidos, as pessoas que jazem sobre  um catre sem se lamentarem. São a esses infortúnios discretos e ocultos que a verdadeira generosidade sabe ir descobrir, sem esperar que eles venham pedir assistência".


                                                           O óbulo da viúva


"Jesus estando sentado defronte da caixa de esmolas, considerava de que maneira o povo nela atirava o dinheiro, e que várias pessoas ricas tinham colocado muito. - Veio também uma pobre viúva, que nela colocou somente duas pequenas moedas, do valor de um quarto de vintém. - Então Jesus tendo chamado seus discípulos, lhes disse: Eu vos digo em verdade, esta pobre viúva deu mais do que todos aqueles que colocaram na caixa de esmola; - porque todos os outros deram de sua abundância, mas esta deu de sua indigência, tudo mesmo o que tinha e tudo o que lhe restava para viver. ( São Marcos, 12: 41-44; São Lucas, 21: 1-4 )

Muitas pessoas lamentam não poderem fazer tanto bem quanto o gostariam, por falta de recursos suficientes, e, se desejam a fortuna, é, dizem elas, para dela fazerem um bom uso. A intenção é louvável, sem dúvida, e pode ser muito sincera em alguns; mas é bem certo que seja em todos completamente desinteressada? Não há delas  que, desejando mesmo fazer o bem aos outros, estariam bem contentes em começar por o fazer  a si mesmas, de se darem algumas alegrias a mais, de se proporcionarem um pouco do supérfluo que lhes falta, sob a condição de darem o resto aos pobres? Essa segunda intenção, dissimulada talvez, mas que encontrariam no fundo do seu coração se quisessem nele rebuscar, anula o mérito da intenção, porque a verdadeira caridade pensa nos outros antes de pensar em si. O sublime da caridade, nesse caso, seria procurar, no seu próprio trabalho, pelo emprego de suas forças, de sua inteligência, de seus talentos, os recursos que faltam para realizar suas intenções generosas; aí estaria o sacrifício mais agradável ao Senhor. Infelizmente, a maioria sonha com meios mais fáceis de se enriquecer, de repente e sem trabalho, correndo atrás de quimeras como descobertas de tesouros, uma chance incerta favorável, a recuperação de heranças inesperadas, etc.

Aqueles cuja intenção é pura de toda ideia pessoal, devem se consolar de sua impossibilidade em fazer tanto bem quanto gostariam, pelo pensamento de que o óbulo do pobre, que dá se privando, pesa mais na balança de Deus do que o ouro do rico, que dá sem se privar de nada. A satisfação seria grande, sem dúvida, em poder largamente socorrer a indigência; mas se ela é negada, é preciso se submeter e se limitar a fazer o que se pode. Aliás, não é senão com o ouro que se podem secar as lágrimas, e é preciso ficar inativo por não o possuir? Aquele que quer sinceramente se tornar útil aos seus irmãos para isso encontra mil ocasiões; que as procure e as encontrará; se não for de uma maneira, será de outra, porque não há ninguém, tendo o livre gozo de suas faculdades, que não possa prestar um serviço qualquer, dar uma consolação, abrandar um sofrimento físico ou moral, fazer uma tentativa útil; à falta de dinheiro, cada um não tem seu trabalho, seu tempo, seu repouso, dos quais pode dar uma parte? Aí também está o óbulo do pobre, a moeda da viúva." -( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 13 )-






Que aprendamos a transbordar em nós mesmos.
A graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 4 de maio de 2015

Que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita


..."que a vossa mão mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita". - ( São Mateus. 6:3 ) -


Bom dia irmãos!
Mais uma vez nos reunimos num único propósito,  o de refletirmos sobre as palavras de Jesus. Que possamos mesmo diante de nossas imperfeições. sermos melhores um pouquinho a cada dia.





                                                            Fazer o bem sem ostentação

"Fazer o bem sem ostentação é um grande mérito; ocultar a mão que dá é ainda mais meritório; é o sinal incontestável de uma grande superioridade moral; porque para ver as coisas de mais alto vulgo, é preciso fazer abstração da vida presente e se identificar com a vida futura; é preciso, numa palavra, colocar-se acima da Humanidade para renunciar `a satisfação que proporciona o testemunho dos homens e esperar a aprovação de Deus. Aquele que estima a aprovação dos homens mais do que a de Deus, prova que tem mais fé nos homens do que em Deus, e que a vida presente é mais para ele, do que a vida futura ou mesmo que não crê na vida futura; se diz o contrário, age como se não cresse no que diz.

Que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a mão direita, é uma figura que caracteriza admiravelmente a beneficência modesta;  mas se há a modéstia real, há também a modéstia simulada, o simulacro da modéstia real; há pessoas que escondem a mão que dá tendo o cuidado de mostrar-lhe um pedaço, atento se alguém não a viu esconder...

Qual será será, pois, a recompensa daquele que faz pesar seus benefícios sobre o beneficiado, que lhe impõe, de alguma sorte, testemunhos de reconhecimento, lhe faz sentir a sua posição em exaltando o preço dos sacrifícios que se impôs a ele? Oh! para este não há nem a recompensa terrestre, porque será privado da doce satisfação de ouvir abençoar seu nome, o que é um primeiro castigo do seu orgulho... O bem que faz é sem proveito para si, uma vez que o censura, porque todo benefício censurado é uma moeda falsa e sem valor.

A beneficência sem ostentação tem um duplo mérito; além da caridade material é a caridade moral; ela poupa a suscetibilidade do beneficiado e o faz aceitar o benefício sem que seu amor-próprio sofra com isso e salvaguardando a sua dignidade de homem, porque alguém aceitará um serviço, mas não receberá uma esmola; ora, converter um serviço em esmola pela maneira que é prestado, é humilhar aquele que o recebe e há sempre orgulho e maldade em humilhar alguém. A verdadeira caridade, ao contrário, é delicada e engenhosa para dissimular o benefício, evita até  as menores aparências ofensivas, porque toda ofensa moral aumenta o sofrimento que nasce da necessidade; ela sabe encontrar palavras doces e afáveis que colocam o beneficiário à vontade em face do benfeitor, ao passo que a caridade orgulhosa o esmaga. O sublime da verdadeira generosidade é quando o benfeitor, mudando de papel, encontra o meio de parecer ele mesmo beneficiado em face daquele a quem presta serviço. Eis o que querem dizer estas palavras: Que a mão esquerda não saiba o que dá a mão direita", ( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap.13, baseado em São Mateus. 6:1-4 e 8;1-4 )


Que Deus em sua infinita bondade nos ajude a trabalhar o nosso orgulho, fazendo com que possamos sempre lembrar do nosso próximo com amor e humildade.
Agradecemos aos irmãos que nos acompanham diariamente e pedimos que orem por nós, nos fortalecendo sempre nesta caminhada rumo ao Mestre.
Que Sua luz brilhe em nós,

domingo, 3 de maio de 2015

Amai os vossos inimigos - palestra


... "que a vossa mão esquerda não saiba o que dá a vossa mão direita". -( São Mateus, 6: 3 )-




Amados irmãos, bom dia!
Para que melhor assimilemos os ensinamentos que haurimos nessa semana, vamos hoje assistir essa palestra do nosso irmão pedindo a nosso Pai celestial e aos bons Espíritos que nos auxiliem na compreensão e na prática de tão nobre sentimento.




A todos um ótimo domingo e que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 2 de maio de 2015

Eu sou o mais forte!


"... sede pois cheios de  misericórdia, como vosso Deus é cheio de misericórdia". -( São Lucas 6:36 )-


Amados irmãos, bom dia!
A cada novo dia nos dá o Senhor nova oportunidade para nosso crescimento. Como imagem e semelhança dele, busquemos ser o mais forte na batalha  da vida.
Peçamos através dessa oração, sua  força  e direção.





A graça e a paz sejam conosco. 
Forte abraço fraterno!

sexta-feira, 1 de maio de 2015

A vingança e o ódio


"... sede pois cheios de  misericórdia, como vosso Deus é cheio de misericórdia". -( São Lucas 6:36 )-


Bom dia!
Que a graça e a paz do Senhor seja conosco, que Ele nos abençoe abundantemente.




                            




                                                            A vingança e o ódio


"A vingança é o último vestígio abandonado pelos costumes bárbaros, que tendem a se apagar do meio dos homens... Por isso, a vingança é um indício certo do estado atrasado dos homens que a ela se entregam, e que dos Espíritos que podem ainda inspira-la. Portanto, meus amigos esse sentimento não deve jamais fazer  vibrar o coração de quem se diga e se afirme espírita. Vingar-se, vós o sabeis, é de tal modo contrário a esta prescrição do Cristo: "Perdoai aos vossos inimigos", que aquele que se recusa a perdoar, não somente não é espírita, como não é nem mesmo cristão. A vingança é uma inspiração tanto mais funesta quanto a falsidade e a baixeza são suas companheiras assíduas..

Para trás, pois, com esses costumes selvagens! Para trás com esses usos de outro tempo! Todo espírita que pretendesse, hoje, ter ainda o direito de se vingar, seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tomou por divisa: Fora da caridade não há salvação! Mas não, eu não poderia  deter-me em semelhante ideia, de que um membro da grande família espírita possa jamais no futuro ceder ao impulso da vingança, de outro modo senão para perdoar". ( Jules Olivier, Paris, 1862 ).

"Amais-vos uns aos outros e sereis felizes. Sobretudo, tomai a tarefa de amar aqueles que vos inspiram indiferença, ódio e desprezo. O Cristo, de quem deveis fazer vosso modelo, vos deu o exemplo desse devotamento; missionário do amor, amou até dar o seu sangue e a própria vida. O sacrifício que vos obriga a amar aqueles que vos ultrajam e vos perseguem é penoso; mas, é precisamente isso que vos torna superiores a eles; se vós os odiais como vos odeiam, não valeis mais do que eles... Ainda que a lei do amor queira que se ame indistintamente a todos os irmãos, não endureça o coração contra os maus procedimentos; ao contrário, é a mais penosa prova... mas Deus está lá e pune nesta vida e na outra aqueles que faltam à lei de amor. Não vos esqueceis, meus caros filhos, que o amor nos aproxima de Deus e que o ódio nos afasta dele".( O Evangelho Segundo o Espiritismo, cap. 12, Instruções dos Espíritos, Fénelon, Bordéus, 1861).  






Que tenham um ótimo feriado, cheio de paz. harmonia, descanso e muita alegria.