domingo, 14 de agosto de 2016

O dia dos pais



                                                                 FILHOS 


Amados irmãos, bom dia!

"Vós, filhos, sede obedientes a vossos pais, no Senhor, porque isto é justo." - Paulo. (EFÉSIOS, 6:1.)








"Se o direito é campo de elevação, aberto a todos os espíritos, o dever é zona de serviço peculiar a todos os seres da Criação. Não somente os pais humanos estão cercados de obrigações, mas igualmente os filhos, que necessitam vigiar a si mesmos, com singular atenção. 

Quase sempre a mocidade sofre de estranhável esquecimento. 

Estima criar rumos caprichosos, desdenhando sagradas experiências de quem a precedeu, no desdobramento das realizações terrestres, para voltar, mais tarde, em desânimo, ao ponto de partida, quando o sofrimento ou a madureza dos anos lhe restauram a compreensão. Os filhos estão marcados por divinos deveres, junto daqueles aos quais foram confiados pelo Supremo Senhor, na senda humana. 

É indispensável prestar obediência aos progenitores, dentro do espírito do Cristo, porque semelhante atitude é justa. Se muitas vezes os pais se furtam à claridade do progresso espiritual, escolhendo o estacionamento em zonas inferiores, nem mesmo nas circunstâncias dessa ordem seria razoável relegá-los ao próprio infortúnio. 

Claro está que os filhos não devem descer ao sorvedouro da insensatez ou do crime por atender-lhes aos venenosos caprichos, mas encontrarão sempre o recurso adequado para retribuírem aos benfeitores os inestimáveis dons que lhes devem. Não nos esqueçamos de que o filho descuidado, ocioso ou perverso é o pai inconsciente de amanhã e o homem inferior que não fruirá a felicidade doméstica." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-




Estudo do Livro dos Espíritos







194. É possível que, em nova encarnação, a alma de um homem de bem anime o corpo de um celerado? 

“Não, visto que não pode degenerar.” 

a) — A alma de um homem perverso pode tornar-se a de um homem de bem? 

“Sim, se se arrependeu. Isso constitui então uma recompensa.” 

A marcha dos Espíritos é progressiva, jamais retrograda. Eles se elevam gradualmente na hierarquia e não descem da categoria a que ascenderam. Em suas diferentes existências corporais, podem descer como homens, não como Espíritos. Assim, a alma de um potentado da Terra pode mais tarde animar o mais humilde obreiro e vice-versa, por isso que, entre os homens, as categorias estão, freqüentemente, na razão inversa da elevação das qualidades morais. Herodes era rei e Jesus, carpinteiro.




Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 13 de agosto de 2016

As epístolas de Paulo I


"E o fogo provará qual seja a obra de cada um." - Paulo - ( I Coríntios, 3: 13 )




Amados irmãos, bom dia!
Que ninguém se engane: cada um deve edificar o trabalho que lhe é peculiar. O caráter, o amor, a fé, a paciência, a esperança representam conquistas para a vida eterna realizadas pela criatura com o auxílio do Divino Mestre, mas, todos devem contar com as experiências necessárias que, no instante oportuno, lhe provarão as qualidade espirituais. ( O Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )








“É possível que Paulo tenha escrito muitas outras cartas, mas somente 14 chegaram até nós. As epístolas paulinas são as seguintes, segundo a ordem existente no Novo Testamento:

1. Romanos
2. Coríntios (primeira e segunda)
3. Gálatas
4. Efésios
5. Filipenses
6. Colossenses
7. Tessalonicenses (primeira e segunda)
8. Timóteo (primeira e segunda)
9. Tito
10. Filemon
11. Hebreus

As epístolas paulinas [...] não são tratados de teologia, mas respostas a situações concretas. Verdadeiras cartas que se inspiram no formulário então em uso [...], não são nem “cartas” meramente particulares, nem “epístolas” puramente literárias, mas explanações que Paulo destina a leitores concretos e, para além deles, a todos os fiéis de Cristo. Não se deve, pois, buscar aí exposição sistemática e completa do pensamento do Apóstolo; sempre se deve supor, por detrás delas, a palavra viva, de que são o comentário em pontos particulares.[...] Embora dirigidas em ocasiões e a auditórios diferentes, descobre-se nelas uma mesma doutrina fundamental, centrada em torno de Cristo morto e ressuscitado, mas que se adapta, se desenvolve e se enriquece no decurso desta vida consagrada totalmente a todos (1 Cor 9:19-22).

Emmanuel esclarece como e por que Paulo teve a ideia de escrever as suas cartas. Onde quer que o apóstolo estivesse sempre chegavam emissários das igrejas por ele fundadas, portadores de assuntos urgentes, que solicitavam a presença de Paulo, na localidade, para resolver conflitos ali existentes. Evidentemente, ele não podia atender a todos, pois os deslocamentos, de uma cidade para outra, eram demorados e nem sempre os dedicados discípulos, Silas e Timóteo, estavam disponíveis para substituí-lo. Preocupado com a situação e sem saber como atender às rogativas dos fiéis, Paulo orou fervorosamente a Jesus, pedindo-lhe solução para o problema. Após a prece, ouviu, sob inspiração, Jesus dizer-lhe: Não te atormentes com as necessidades de serviço. É natural que não possas assistir pessoalmente a todos, ao mesmo tempo. Mas é possível a todos satisfazeres, simultaneamente, pelos poderes do espírito. [...] Poderás resolver o problema escrevendo a todos os irmãos em meu nome; os de boa vontade saberão compreender, porque o valor da tarefa não está na presença pessoal do missionário, mas do conteúdo espiritual do seu verbo, da sua exemplificação e da sua vida. Doravante, Estevão permanecerá mais conchegado a ti, transmitindo-te meus pensamentos, e o trabalho de evangelização poderá ampliar-se em benefício dos sofrimentos e das necessidades do mundo. [...]

Assim começou o movimento dessas cartas imortais, cuja essência espiritual provinha da esfera do Cristo, através da contribuição amorosa de Estêvão — companheiro abnegado e fiel daquele que se havia arvorado, na mocidade, em primeiro perseguidor do Cristianismo.

Há escritores que contestam a genuinidade de algumas epístolas de Paulo, tendo como base razões teológicas, de estilo e literárias. É possível que algumas epístolas, por exemplo, aos dirigidas aos efésios, aos colossenses e aos tessalonicenses, tenham sido escritas por um discípulo que teria servido de secretário ao apóstolo dos gentios. Entretanto, nada disso diminui o trabalho missionário de Paulo nem ofusca a sua fenomenal missão.” -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos







193. Pode um homem, nas suas novas existências, descer mais baixo do que esteja na atual? 

“Com relação à posição social, sim; como Espírito, não.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 12 de agosto de 2016

As epístolas de Paulo


"Irmãos, orai por nós." -( Paulo - I Tessalonicenses, 5: 25 )-




Amados irmãos, bom dia! 
A súplica de intercessão é um dos mais belos atos de fraternidade. Jesus orou por seus discípulos e seguidores nas horas supremas. Não olvides os bens da intercessão. 







“Através de suas epístolas, Paulo transmitiu aos seus discípulos uma fervorosa fé em Jesus Cristo e na sua ressurreição. As cartas ou epístolas de Paulo são denominadas pastorais porque estão dirigidas a um destinatário específico. Trata-se de instruções, conselhos, repreensões ou exortações do apóstolo aos seus discípulos. As demais epístolas existentes no Evangelho (Pedro, João, Judas Tadeu), ao contrário, são de caráter universal porque destinadas aos cristãos, em geral. Quem pretenda conhecer Paulo deve estudar as suas epístolas e os Atos dos Apóstolos “[...] duas fontes independentes que se confirmam e se completam, não obstante algumas divergências em pormenores”.

As epístolas e os Atos [dos Apóstolos] nos traçam também um retrato surpreendente da personalidade do Apóstolo. Paulo é apaixonado, alma de fogo que se consagra sem limites a um ideal. E esse ideal é essencialmente religioso. Para ele, Deus é tudo e ele o serve com uma lealdade absoluta, primeiro perseguindo aqueles que ele tem na conta de hereges (Gl 1:13; At 24: 5, 14), depois pregando o Cristo, após haver entendido por revelação que só nele está a salvação.

Esse zelo incondicional traduz-se pela abnegação total ao serviço daquele que ama. Trabalhos, fadigas, sofrimentos, privações, perigos de morte (1 Cor 4:8-13; 2 Cor 4:8; 6:4-10; 11:23-27), nada lhe importa, contando que cumpra a missão pela qual sente responsável (1 Cor 9:16). [...] O ardor do seu coração sensível se traduz bem nos sentimentos que demonstra por seus fiéis.

Há historiadores que enxergam aspectos místicos no caráter de Paulo, outros o consideram, sob certas circunstâncias, exaltado e doentio. Nada é menos fundamentado. [...] Ele nada tem do imaginativo, se julgarmos pelas imagens pouco numerosas e corriqueiras que emprega [...]. Paulo é, antes, cerebral. Nele se une a um coração ardente inteligência lúcida, lógica, exigente, preocupada em expor a fé segundo as necessidades dos ouvintes. [...] Paulo argumenta muitas vezes como rabino, segundo métodos exegéticos que recebeu do seu meio e da sua educação (por exemplo, Gl 3:16; 4:21-31). [...] Além disso, esse semita tem boa cultura grega, recebida talvez desde a infância em Tarso, enriquecida por repetidos contatos com o mundo greco-romano, e esta influência se reflete na sua maneira de pensar, bem como em sua linguagem e no estilo.” -( FEB - EADE )-




Estudo do Livro dos Espíritos






192. Pode alguém, por um proceder impecável na vida atual, transpor todos os graus da escala do aperfeiçoamento e tornar-se Espírito puro, sem passar por outros graus intermédios? 

“Não, pois o que o homem julga perfeito longe está da perfeição. Há qualidades que lhe são desconhecidas e incompreensíveis. Poderá ser tão perfeito quanto o comporte a sua natureza terrena, mas isso não é a perfeição absoluta. Dá-se com o Espírito o que se verifica com a criança que, por mais precoce que seja, tem de passar pela juventude, antes de chegar à idade da madureza; e também com o enfermo que, para recobrar a saúde, tem que passar pela convalescença. Demais, ao Espírito cumpre progredir em ciência e em moral. Se somente se adiantou num sentido, importa se adiante no outro, para atingir o extremo superior da escala. Contudo, quanto mais o homem se adiantar na sua vida atual, tanto menos longas e penosas lhe serão as provas que se seguirem.” 

a) — Pode ao menos o homem, na vida presente, preparar com segurança, para si, uma existência futura menos prenhe de amarguras? 

“Sem dúvida. Pode reduzir a extensão e as dificuldades do caminho. Só o descuidoso permanece sempre no mesmo ponto.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 11 de agosto de 2016

A última viagem de Paulo (viagem a Roma)


"Naquele dia, quem estiver no telhado, tendo as suas alfaias em casa, não desça a tomá-las." - Jesus - ( Lucas, 17: 31 )



Amados irmãos, bom dia!
Que saibamos separar as alfaias de adorno dos vasos essenciais, as frivolidades dos deveres justos a fim de não sofrermos dolorosos abalos no coração. Muitas vezes, os companheiros, os pais e os filhos não conseguem mover-se além das zonas inferiores de compreensão.








“Lucas narra todas as peripécias dessa viagem marítima: o naufrágio, o refúgio em Malta e chegada em Roma (Atos dos Apóstolos, 27:3-28;15). Ali permaneceu em prisão domiciliar durante dois anos, recebendo visitas e trabalhando na pregação do Evangelho (Atos dos Apóstolos, 28:30-31). São deste período as cartas do cativeiro: a Filemon, aos colossenses, aos efésios e aos filipenses. Há indicações que Paulo foi libertado no ano 63, situação que lhe permitiu executar antigo projeto de pregar o Evangelho na Espanha, “nos confins do mundo”, como afirmou em sua epístola aos Romanos, 15:24. Alguns estudiosos têm dúvidas se, efetivamente, Paulo pregou a Boa Nova na Espanha, até porque não é fácil reconstruir o itinerário dessa última viagem. Sabemos que ele voltou a Éfeso e dali partiu para Macedônia. Também esteve em Creta (I Timóteo, 1:5), em Corinto e em Mileto (II Timóteo, 4:19-20). Nesse período escreveu duas cartas: a primeira a Timóteo e a de Tito. Foi preso em 66 e levado de volta a Roma. Emmanuel esclarece que Paulo foi à Espanha onde difundiu o Evangelho, partindo para este país quando da chegada de Pedro a Roma. Alegando que Pedro o substituíra com vantagem, deliberou embarcar no dia prefixado, num pequeno navio que se destinava à costa gaulesa. [...] Acompanhado de Lucas, Timóteo e Dimas, o velho advogado dos gentios partiu ao amanhacer de um dia lindo, cheio de projetos generosos. A missão visitou parte das Gálias, dirigindo-se ao território espanhol, demorando-se mais na região de Tortosa.

Enquanto Paulo estava na Espanha ocorreu a prisão do apóstolo João, que ficou mantido sob vigilância nos cárceres imundos do Esquilino; Pedro envia mensagem a Paulo, suplicando-lhe intercessão junto às autoridades romanas, seus conhecidos, em benefício do filho de Zebedeu. Paulo interrompe, então, seu trabalho evangélico na Espanha e retorna imediatamente a Roma. O ano 64 seguia o seu curso normal, indiferente às aflições que se abatiam sobre numerosos cristãos. Tempos depois, Paulo é outra vez aprisionado em Roma. Este segundo cativeiro foi mais penoso do que o primeiro, pois o apóstolo ficou em prisão comum, considerado malfeitor (desde o ano de 64, o nome cristão era sinônimo de marginal por ordem do imperador Nero). Escreve a segunda epístola a Timóteo. O texto existente em II Timóteo, 4:11, é considerado o testamento do apóstolo. Supõe-se que escreveu a epístola aos hebreus entre os anos 64–66, em Roma, ou talvez em Atenas. Segundo a tradição, foi decapitado no ano 67, em Roma. São tocantes momentos finais do apóstolo Paulo. Emocionadíssimo, escreve a sua última epístola (a segunda, destinada a Timóteo), amparado pela presença amiga de Lucas. A firmeza de sua fé, a convicção irredutível no amor do Cristo são grandiosas, envolvendo Tigilino, seu carrasco, que, trêmulo, lastima ter que decapitá-lo.


Do outro lado, no plano espiritual, amigos sinceros o aguardavam, sendo inicialmente abraçado por Ananias, aquele que lhe restituiu a visão nos idos tempos, após os acontecimentos na estrada de Damasco. Mais tarde, encontra Gamaliel que, reunidos em caravana, viajam por todos os lugares onde peregrinou, chegando em Jerusalém, no calvário, local onde Jesus foi crucificado. A luminosa caravana espiritual ora fervorosamente, envolvidos em júbilos elevados. Paulo vê, então, surgir à sua frente a radiante figura de Jesus que tem, ao seu lado, Estêvão e Abigail. “[...] Deslumbrado, arrebatado, o Apóstolo apenas pôde estender os braços, porque a voz lhe fugia no auge da comoção.” -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






191. As dos nossos selvagens são almas no estado de infância?

“De infância relativa, pois já são almas desenvolvidas, visto que já nutrem paixões.” 

a) — Então, as paixões são um sinal de desenvolvimento? 

“De desenvolvimento, sim; de perfeição, porém, não. São sinal de atividade e de consciência do eu, porquanto, na alma primitiva, a inteligência e a vida se acham no estado de gérmen.” 

A vida do Espírito, em seu conjunto, apresenta as mesmas fases que observamos na vida corporal. Ele passa gradualmente do estado de embrião ao de infância, para chegar, percorrendo sucessivos períodos, ao de adulto, que é o da perfeição, com a diferença de que para o Espírito não há declínio, nem decrepitude, como na vida corporal; que a sua vida, que teve começo, não terá fim; que imenso tempo lhe é necessário, do nosso ponto de vista, para passar da infância espírita ao completo desenvolvimento; e que o seu progresso se realiza, não num único mundo, mas vivendo ele em mundos diversos. A vida do Espírito, pois, se compõe de uma série de existências corpóreas, cada uma das quais representa para ele uma ocasião de progredir, do mesmo modo que cada existência corporal se compõe de uma série de dias, em cada um dos quais o homem obtém um acréscimo de experiência e de instrução. Mas, assim como, na vida do homem, há dias que nenhum fruto produzem, na do Espírito há existências corporais de que ele nenhum resultado colhe, porque não as soube aproveitar.




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 10 de agosto de 2016

A terceira viagem de Paulo


"E, sendo ele consumado,  veio a ser a causa de eterna salvação para todos os que lhe obedecem." -( Paulo aos Hebreus, 5: 9 )-




Amados irmãos, bom dia? 
A quem obedeces? Acaso, atendes, em primeiro lugar, às vaidades humanas ou às opiniões alheias, antes de observares o conselho do Mestre Divino? É justo refletir sempre, quanto a isso, porque somente quando atendemos, em tudo, aos ensinamentos vivos de Jesus, é que podemos quebrar a escravidão do mundo em favor da libertação eterna. -( O Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )-










“Esta viagem aconteceu no período de 53 a 58 da nossa Era. Começa em Antioquia e termina em Jerusalém. De Antioquia Paulo viaja para Éfeso. Por dois anos anda por toda a Ásia Menor, anunciando o Evangelho, fundando inúmeras igrejas e promovendo a conversão de inúmeros gentios. Os seus companheiros de viagem, apoio imprescindível na difusão do Cristianismo, foram Timóteo (não um dos doze apóstolos) e Erasto (Atos dos Apóstolos, 19:1-22). Nesse período escreve as cartas aos gálatas e a primeira aos coríntios. Retorna a Éfeso onde fica algum tempo com João, o evangelista. O progresso do Cristianismo em Éfeso produziu um decréscimo no movimento comercial e religioso, do célebre santuário de Artemis (Artemisa ou Diana) ali existente. Tal situação provocou um motim, encabeçado pelos ourives e negociantes devocionais, obrigando Paulo abandonar a cidade (Atos dos Apóstolos, 19:23-41). Seguiu, então, para Macedônia e Acaia, acompanhado por alguns discípulos: Sópratos, Aristarco, Segundo, Gaio, Timóteo, Tíquico e Trófimo (Atos dos Apóstolos, 19:21-40; 20:1-6). Embarcando em Filipos, escreve a Segunda Epístola aos Coríntios, e empreende viagem para Jerusalém. Fez escalas em Trôade, Mileto, Tiro e outras cidades, chegando a Jerusalém, no ano 58. Paulo e seus companheiros foram bem recebidos pelos irmãos cristãos, e por Tiago e Pedro (Atos dos Apóstolos, 20:7-38; 21:1-26). Antes de seguir viagem para Jerusalém, Paulo sofreu perseguição de alguns judeus enfurecidos que o mantiveram prisioneiro em Cesareia por dois anos. Nessa cidade, Paulo estreitou os laços de amizade com Filipe, um dos doze apóstolos, que ali vivia com as suas quatro filhas profetisas (Atos dos Apóstolos 21:8-10).


Chegando em Jerusalém Paulo foi até a casa de Tiago (possivelmente, Tiago filho de Alfeu) e, indo ao Templo, foi preso (Atos dos Apóstolos, 21:17- 34). Percebendo que seria morto se permanecesse prisioneiro em Jerusalém, Paulo apela ao Procurador da Galileia (Festo) para ser submetido ao julgamento de César uma vez que era cidadão romano (Atos dos Apóstolos, 21:34-40; 22:1-29). Após os esclarecimentos que Paulo prestou ao tribuno romano, foi, então, enviado a Roma para ser julgado (Atos dos Apóstolos, 23:10-11).” -( FEB - EADE )-




Estudo do Livro dos Espíritos







190. Qual o estado da alma na sua primeira encarnação? 

“O da infância na vida corporal. A inteligência então apenas desabrocha: a alma se ensaia para a vida."




Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 9 de agosto de 2016

A segunda viagem de Paulo


"Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude e se há algum louvor, nisso pensai." -( Paulo aos Filipenses, 4: 8 )-



Amados irmãos, bom dia!
Pensar é criar. A realidade dessa criação pode não exteriorizar-se, de súbito, no campo dos efeitos transitórios, mas o objeto formado pelo poder mental vive no mundo íntimo, exigindo cuidados especiais para o esforço de continuidade ou extinção. -( O Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )-








“Esta viagem ocorreu, possivelmente, entre os anos 50 e 52. Paulo se encontrava em Antioquia (Atos dos Apóstolos, 15:30-35) em companhia do apóstolo Barnabé, do evangelista João Marcos e de mais dois amigos: Silas — cristão da igreja de Antioquia — e Timóteo, discípulo da igreja de Listra (Licaônia), que seriam seus companheiros de viagem, uma vez que Barnabé e Marcos foram pregar em Chipre. Os três viajantes (Paulo, Silas e Timóteo), por onde passavam fundavam igrejas “[...] confirmadas na fé e crescidas em número, de dia a dia” (Atos dos Apóstolos, 16:4-5). Mais tarde, os três atravessaram a Frígia, indo até Listra e Icônio. Seguiram para o norte passando pela região da Galácia: Trôade, Filipos, Anfípolis, Bereia chegando à Ásia Menor (Atos dos Apóstolos, 16:6-10). Em Trôade Paulo teve uma visão de um macedônio que pedia-lhe auxílio (Atos dos Apóstolos, 16:9-10). Ao acordar, seguiu viagem para a Macedônia que até a sua principal cidade, Filipos, uma colônia romana. Aí, Paulo libertou uma mulher, que praticava a arte da adivinhação, subjugada por um Espírito malévolo. A libertação espiritual da médium, porém, provocou ira nos que se beneficiam das consultas mediúnicas. Assim, aprisionaram Paulo e Silas, levando-os à presença dos magistrados sob alegação que eles estavam perturbando a ordem imposta pelos romanos, relacionada às pregações religiosas. Os dois discípulos sofreram graves agressões físicas, inclusive uma surra de vara, antes de serem jogados na prisão, com os pés amarrados a um cepo (Atos dos Apóstolos, 16: 16-24). À noite, Paulo e Silas puseram-se a orar dentro da prisão. De repente, sobreveio um terremoto de tal intensidade que abalou os alicerces do cárcere. Imediatamente abriram-se todas as portas e os grilhões se soltaram, libertando-os (Atos dos Apóstolos, 16: 25-40). Saindo de Filipos, partiram para Tessalônica, atravessando Anfípolis e Apolônia. Por três sábados seguidos pregou na sinagoga tessalonicense, explicando que Jesus era o Messias aguardado (Atos dos Apóstolos, 17: 1-4). A opinião dos judeus ficou, então, dividida, ocorrendo conflitos que obrigaram Paulo e Silas a partirem para Bereia, onde foram bem recebidos. No entanto, os convertidos de Beréia providenciaram a partida dos dois para Atenas, uma vez que os judeus enfurecidos da Tessalônica haviam seguido Paulo e Silas para prendê-los (Atos dos Apóstolos, 17:10-14).


O sonho de Paulo era pregar em Atenas, terra dos filósofos e de homens cultos. A sua pregação no areópago, no entanto, a despeito de fervorosa e bela, não mereceu a devida atenção dos intelectuais, vaidosos e superficiais, que zombaram das sinceras convicções do pregador do Cristo, especialmente quando este abordou a questão da ressurreição. Raros, como Dionísio, o areopagita (membro do tribunal, juiz), e uma mulher por nome Dâmaris, ouviram e aceitaram as ideias expostas por Paulo (Atos dos Apóstolos, 17:15-34). O contato de Paulo com os atenienses, no Areópago, apresenta lição interessante aos discípulos novos. [...] É possível que a assembleia o aclamasse com fervor, se sua palavra se detivesse no quadro filosófico das primeiras exposições. Atenas reverenciá-lo-ia, então, por sábio [...]. Paulo, todavia, refere-se à ressurreição dos mortos, deixando entrever a gloriosa continuação da vida, além das ninharias terrestres. Desde esse instante, os ouvintes sentiram-se menos bem e chegaram a escarnecer-lhe a palavra amorosa e sincera, deixando-o quase só. O ensinamento enquadra-se perfeitamente nos dias que correm. Numerosos trabalhadores do Cristo [...] são atenciosamente ouvidos e respeitados por autoridades nos assuntos em que se especializaram; contudo, ao declararem sua crença na vida além do corpo, em afirmando a lei de responsabilidade, para lá do sepulcro, recebem, de imediato, o riso escarninho dos admiradores de minutos antes, que os deixam sozinhos, proporcionando-lhes a impressão de verdadeiro deserto. Saindo de Atenas, Paulo foi para Corinto, onde conheceu o casal Áquila e Priscilla, judeus recém-chegados da Itália. Ficou quase dois anos em Corinto, pregando na sinagoga e dedicando-se à fabricação de tendas. Muitos se converteram ao Cristianismo e aceitaram Jesus como o Messias (Atos dos Apóstolos, 18:1-4). Em Corinto, ele escreveu as duas cartas aos tessalonicenses. Sendo continuamente hostilizado por alguns judeus, regressa a Antioquia, acompanhado, até Éfeso, por Áquila e Priscila (Atos dos Apóstolos, 18:19-22), permanecendo algum tempo em Cesareia.” -( FEB - EADE )- 





Estudo do Livro dos Espíritos






TRANSMIGRAÇÕES PROGRESSIVAS 

189. Desde o início de sua formação, goza o Espírito da plenitude de suas faculdades? 

“Não, pois que para o Espírito, como para o homem, também há infância. Em sua origem, a vida do Espírito é apenas instintiva. Ele mal tem consciência de si mesmo e de seus atos. A inteligência só pouco a pouco se desenvolve.”



Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 8 de agosto de 2016

Conversão e missão de Paulo de Tarso - As viagens missionárias


"Mas a sabedoria que vem do alto é primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade e sem hipocrisias." -( Tiago, 3: 17 )-




Amados irmãos, bom dia!
Examina, pois, as páginas de seu contato com o pensamento alheio, diariamente, e faze companhia àquelas que te desejam elevação. Não precisas das que se te afigurem mais brilhantes, mas daquelas que te façam melhor. ( O Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )








“Paulo estava convencido que na estrada de Damasco o Senhor o encarregara de levar o Evangelho aos povos gentílicos. Entretanto, compreendia que os judeus, seus irmãos de raça, deveriam também conhecer a mensagem de Jesus. Segundo relata Atos dos Apóstolos, “[...] sua prática usual era ir primeiro à sinagoga local. Gálatas, 2:7-9, no entanto, indica que sua atividade era, de maneira manifesta, dirigida aos gentios”.

Nas suas viagens visitou a maioria dos centros urbanos de destaque do mundo antigo, como os da Grécia, da Ásia Menor, além de Roma e Espanha. Passou por muitas atribulações, mas, de Espírito inquebrantável, conseguiu levar o Evangelho a inúmeros corações sequiosos de paz e de esclarecimento. Por onde passava, fundou igrejas ou núcleos de estudo do Evangelho. Os convertidos ao Cristianismo e seguidores de Paulo eram, em geral, escravos do Império Romano. A sua oratória exuberante atraía, também, romanos cultos, pertencentes à classe alta. Alguns eram claramente pessoas influentes, do tipo que levava litígios pessoais aos tribunais de justiça, e que podia se permitir fazer doações para as boas causas. Os companheiros de trabalho de Paulo desfrutavam também do estilo de vida tipicamente móvel das classes mais altas; na ausência das igrejas instaladas em prédios, a comunidade cristã dependia da generosidade de seus membros mais ricos para fornecer instalações para o culto coletivo e hospitalidade para pregadores ambulantes. Ao mesmo tempo, Paulo tinha a convicção de que o Evangelho transcendia as barreiras de raça, sexo e classe, e insistia na igualdade de todos os crentes.




 A primeira viagem






A missão apostólica, propriamente dita, tem início em Antioquia, entre os anos de 45 e 49. Paulo e Barnabé — seguidos do jovem João Marcos, autor do segundo evangelho — partem para propagar a Boa Nova, em terras distantes (Atos dos Apóstolos, 12:25). De Antioquia vai a Chipre e Salamina; daí seguem até Pafos, onde encontra um mago, falso profeta, chamado Bar-Jesus (ou Elimas) que tudo fez para impedir o Procônsul Sérgio Paulo de ouvir a pregação de Paulo e Barnabé. Paulo, entretanto, neutralizou a ação de Elimas, de forma que o Procônsul ficou maravilhado pela Doutrina do Senhor (Atos dos Apóstolos, 13:4-12). De Pafos, alcançam Perge, da Panfília. João Marcos se separa do grupo, retornando a Jerusalém. Paulo e Barnabé saem de Perge e chegam a Antioquia da Psídia (Atos dos Apóstolos, 13:13-14). Nessa localidade, os apóstolos atraíram grande multidão para ouví-los. Entretanto, os judeus encheram-se de inveja e promoveram acirrada perseguição, obrigando Paulo e Barnabé seguirem viagem para Icônio (Atos dos Apóstolos, 13:44-52). Em Icônio, os dois mensageiros do Evangelho sofrem ultrajes e apedrejamentos por parte dos membros da sinagoga, enciumados da boa receptividade dos judeus e gregos que se maravilharam com os ensinos de Jesus. Paulo e Barnabé fogem então, para Listra e Derbe, cidades da Licaônia (Atos dos Apóstolos, 14: 1-7).

Devido à boa recepção dos povos pagãos, o apóstolo começa a usar o “[...] seu nome grego Paulo, de preferência ao nome judaico Saulo [...], e é também então que ele suplanta seu companheiro Barnabé, em razão de sua preponderância na pregação.” (Atos dos Apóstolos, 14:12). Retornando a Antioquia, levanta-se ali a primeira controvérsia entre os cristãos, procedentes de Jerusalém e ainda presos às tradições do Judaísmo, que pretendiam impor a observância da lei moisaica aos cristãos convertidos, provenientes do paganismo. Os cristãos de Antioquia decidem, então, enviar Paulo e Barnabé a Jerusalém, para discutir o assunto com os apóstolos (Atos dos Apóstolos, 15:2). Assim, 14 anos após a sua conversão (Gálatas, 2:1), em 49, volta Paulo a Jerusalém para participar de um concílio apostólico, onde seria aceito como apóstolo, com missão junto aos gentios, oficialmente reconhecida (Gálatas, 2:2). Reuniram-se Pedro, Tiago e seus colaboradores, constituindo o chamado “Assembleia ou Concílio de Jerusalém”. Nesse concílio ficou determinado que os cristãos de origem gentílica ou judaica, teriam total liberdade para seguir, ou não, os rituais disciplinares impostos pela lei moisaica, evitando, porém, manifestações idólatras (Atos dos Apóstolos, 15:1-30).” -( FEB - EADE )- 




Estudo do Livro dos Espíritos







188. Os Espíritos puros habitam mundos especiais, ou se acham no espaço universal, sem estarem mais ligados a um mundo do que a outros? 

“Habitam certos mundos, mas não lhes ficam presos, como os homens à Terra; podem, melhor do que os outros, estar em toda parte.”

Segundo os Espíritos, de todos os mundos que compõem o nosso sistema planetário, a Terra é dos de habitantes menos adiantados, física e moralmente. Marte lhe estaria ainda abaixo, sendo-lhe Jú- piter superior de muito, a todos os respeitos. O Sol não seria mundo habitado por seres corpóreos, mas simplesmente um lugar de reunião dos Espíritos superiores, os quais de lá irradiam seus pensamentos para os outros mundos, que eles dirigem por intermédio de Espíritos menos elevados, transmitindo-os a estes por meio do fluido universal. Considerado do ponto de vista da sua constituição física, o Sol seria um foco de eletricidade. Todos os sóis como que estariam em situação análoga. O volume de cada um e a distância a que esteja do Sol nenhuma relação necessária guardam com o grau do seu adiantamento, pois que, do contrário, Vênus deveria ser tida por mais adiantada do que a Terra e Saturno menos do que Júpiter. Muitos Espíritos, que na Terra animaram personalidades conhecidas, disseram estar reencarnados em Júpiter, um dos mundos mais próximos da perfeição, e há causado espanto que, nesse globo tão adiantado, estivessem homens a quem a opinião geral aqui não atribuía tanta elevação. Nisso nada há de surpreendente,desde que se atenda a que, possivelmente, certos Espíritos, habitantes daquele planeta, foram mandados à Terra para desempenharem aí certa missão que, aos nossos olhos, os não colocava na primeira plana. Em segundo lugar, deve-se atender a que, entre a existência que tiveram na Terra e a que passaram a ter em Júpiter, podem eles ter tido outras intermédias, em que se melhoraram. Finalmente, cumpre se considere que, naquele mundo, como no nosso, múltiplos são os graus de desenvolvimento e que, entre esses graus, pode medear lá a distância que vai, entre nós, do selvagem ao homem civilizado. Assim, do fato de um Espírito habitar Júpiter não se segue que esteja no nível dos seres mais adiantados, do mesmo modo que ninguém pode considerar-se na categoria de um sábio do Instituto, só porque reside em Paris. As condições de longevidade não são, tampouco, em qualquer parte, as mesmas que na Terra e as idades não se podem comparar. Evocado, um Espírito que desencarnara havia alguns anos, disse que, desde seis meses antes, estava encarnado em mundo cujo nome nos é desconhecido. Interrogado sobre a idade que tinha nesse mundo, disse: “Não posso avaliá-la, porque não contamos o tempo como contais. Depois, os modos de existência não são idênticos. Nós, lá, nos desenvolvemos muito mais rapidamente. Entretanto, se bem não haja mais de seis dos vossos meses que lá estou, posso dizer que, quanto à inteligência, tenho trinta anos da idade que tive na Terra.” Muitas respostas análogas foram dadas por outros Espíritos e o fato nada apresenta de inverossímil. Não vemos que, na Terra, uma imensidade de animais em poucos meses adquire o desenvolvimento normal? Por que não se poderia dar o mesmo com o homem noutras esferas? Notemos, além disso, que o desenvolvimento que o homem alcança na Terra aos trinta anos talvez não passe de uma espécie de infância, comparado com o que lhe cumpre atingir. Bem curto de vista se revela quem nos toma em tudo por protótipos da criação, assim como é rebaixar a Divindade o imaginar-se que, fora o homem, nada mais seja possível a Deus.




Que a graça e a paz sejam conosco!