terça-feira, 7 de março de 2017

Mesmo assim, sem nenhuma vacilação, seguiram-no


“Por isso te lembro despertes o dom de Deus que existe em ti.”  - Paulo - ( II Timóteo, 1:6 )




Amados irmãos, bom dia!
"Paulo aconselhava ao companheiro não olvidasse a necessidade de acordar o “dom de Deus”, no altar do coração. Que o homem sofrerá tentações, que cairá muitas vezes, que se afligirá com decepções e desânimos, na estrada iluminativa, não padece dúvida para nenhum de nós, irmãos mais velhos em experiência maior; entretanto, é imprescindível marcharmos de alma desperta, na posição de reerguimento e reedificação, sempre que necessário. Que as sombras do passado nos fustiguem, mas jamais nos esqueçamos de reacender a própria que luz." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )- 






"Os apóstolos não sabiam, no momento da convocação, qual seria a extensão do trabalho que teriam de realizar junto a Jesus, ignoravam também que a missão do Mestre de Nazaré iria transformar o mundo, estabelecendo um marco divisório de eras: antes e depois do Cristo. Mesmo assim, sem nenhuma vacilação, seguiram-no. O Cristo foi o iniciador da mais pura, da mais sublime moral, da moral evangélico-cristã, que há de renovar o mundo, aproximar os homens e torná-los irmãos; que há de fazer brotar de todos os corações a caridade e o amor do próximo e estabelecer entre os humanos uma  solidariedade comum; de uma moral, enfim, que há de transformar a Terra, tornando-a morada de Espíritos superiores aos que hoje a habitam. É a lei do progresso, a que a natureza está submetida, que se cumpre, e o Espiritismo é a alavanca de que Deus se utiliza para fazer que a humanidade avance.

Conhecedor profundo da alma humana, Jesus aproveitava cada momento no trato com as pessoas para preencher-lhes a existência com sua sabedoria, sem se deter nos fatos ou em questões de menor importância, mas procurando auxiliar um maior número de indivíduos, por meio da disseminação do bem. Em verdade, há dois mil anos, o povo acreditava que Jesus seria um comandante revolucionário, como tantos outros, a desvelar-se por reivindicações políticas, à custa da morte, do suor e das lágrimas de muita gente. Ainda hoje, vemos grupos compactos de homens indisciplinados que, administrando ou obedecendo, se reportam ao Cristo, interpretando-o qual se fora patrono de rebeliões individuais, sedento de guerra civil. Entretanto, do Evangelho não transparece qualquer programa nesse sentido. 

Que Jesus é o divino Governador do Planeta não podemos duvidar. O que fará Ele do mundo redimido ainda não sabemos, porque ao soldado humílimo são defesos os planos do general. A Boa-Nova, todavia, é muito clara, quanto à primeira plataforma do Mestre dos mestres. Ele não apresentava títulos de reformador dos hábitos políticos, viciados pelas más inclinações de governadores e governados de todos os tempos. Anunciou-nos a celeste revelação que Ele viria salvar-nos de nossos próprios pecados, libertar-nos da cadeia de nossos próprios erros, afastando-nos do egoísmo e do orgulho que ainda legislam para o nosso mundo consciencial.

Devemos nos empenhar em sair do casulo do orgulho e do egocentrismo aos quais nos recolhemos, procurando nos integrar num sistema existencial caracterizado pela convivência, interação e auxílio ao próximo. Não basta o esforço da aquisição ou do desenvolvimento de virtudes. É preciso sair de nós mesmos e caminhar em direção aos que necessitam de amparo. A virtude é sempre grande e venerável, mas não de cristalizar-se à maneira de jóia rara sem proveito. Se o amor cobre a multidão dos pecados, o serviço santificante que nele se inspira pode dar aos  pecadores convertidos ao bem a companhia dos anjos, antes que os justos ociosos possam desfrutar o celeste convívio." -( FEB - EADE )-









O SONO E OS SONHOS 

400. O Espírito encarnado permanece de bom grado no seu envoltório corporal? 

“É como se perguntasses se ao encarcerado agrada o cárcere. O Espírito encarnado aspira constantemente à sua libertação e tanto mais deseja ver-se livre do seu invólucro, quanto mais grosseiro é este.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 6 de março de 2017

O chamamento de Jesus


“O homem de coração dobre é inconstante em todos os  seus caminhos.” -( Tiago, 1:8 )-




Amados irmãos, bom dia!
"O sentimento é o santuário da criatura. Sem luz aí dentro, é impossível refletir a paz luminosa que flui incessantemente de Cima. Ofereçamos ao Senhor um coração firme e terno para que as Divinas Mãos nele gravem os Augustos Desígnios. Atendida semelhante disposição em nossa vida íntima, encontraremos em todos os caminhos o abençoado lugar de cooperadores da Divina Vontade." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )- 






Interpretação do texto: 

O chamamento de Jesus a esses apóstolos apresenta características inusitadas. Primeiro é a aceitação irrestrita e imediata à convocação. Segundo é a transformação operada nos seus espíritos. É interessante notar que, por todos os recantos onde Jesus deixou o sinal de sua passagem, houve sempre grande movimentação no que se refere ao ato de levantar e seguir. André e Tiago deixam as redes para acompanhar o Salvador. Mateus levanta-se para segui-lo. Os paralíticos que retomam a saúde se erguem e andam. Lázaro atende-lhe ao chamamento e levanta-se do sepulcro. Em dolorosas peregrinações e profundos esforços da vontade, Paulo de Tarso procura seguir o Mestre divino, [...] depois de se haver levantado, às portas de Damasco. Numerosos discípulos do Evangelho, [...] acordaram de sua noite de ilusões terrestres, ergueram-se para o serviço da redenção e demandaram os testemunhos santificados no trabalho e no sacrifício.

A disposição de seguir Jesus, de imediato, é encontrada em todos aqueles que iriam, mais tarde, constituir o grupo dos doze apóstolos. E é natural que assim fosse.  Quando Jesus chama a si Pedro, André, Tiago, João e Mateus, é que lhes conhecia as disposições íntimas e sabia que eles o acompanhariam e que eram capazes de desempenhar a missão que tencionava confiar-lhes. E mister se fazia que eles próprios tivessem intuição da missão que iriam desempenhar para, sem hesitação, atenderem ao chamamento de Jesus. [...] Em muitos passos do Evangelho se lê: “Mas Jesus, conhecendo-lhes os pensamentos, lhes diz...”. Ora, como poderia Ele conhecer os pensamentos dos seus interlocutores, senão pelas irradiações fluídicas desses pensamentos e, ao mesmo tempo, pela vista espiritual que lhe permitia ler-lhes no foro íntimo? Muitas vezes, supondo que um pensamento se acha sepultado nos refolhos da alma, o homem não suspeita que traz em si um espelho onde se reflete aquele pensamento, um revelador na sua própria irradiação fluídica, impregnada dele. 

O encontro com o Mestre, e o subsequente chamamento de Jesus, os fazem recordar a missão que tinham assumido antes daquela experiência reencarnatória, quando se encontravam no plano espiritual. Daí o atendimento imediato, colocando em planos secundários a família e as obrigações profissionais. Frente a frente com o Cristo, os apóstolos recordam, ainda que de forma incompleta, que deveriam realizar algo grandioso que concorreria para a harmonia do universo, porque estariam executando a vontade de Deus, na categoria de seus ministros.

As missões dos Espíritos têm sempre por objeto o bem. Quer como Espíritos, quer como homens [encarnados], são incumbidos de auxiliar o progresso da humanidade, dos povos ou dos indivíduos, dentro de um círculo de ideias mais ou menos amplas, mais ou menos especiais e de velar pela execução de determinadas coisas." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






399. Sendo as vicissitudes da vida corporal expiação das faltas do passado e, ao mesmo tempo, provas com vistas ao futuro, seguir-se-á que da natureza de tais vicissitudes se possa deduzir de que gênero foi a existência anterior? 

“Muito amiúde é isso possível, pois que cada um é punido naquilo por onde pecou. Entretanto, não há que tirar daí uma regra absoluta. As tendências instintivas constituem indício mais seguro, visto que as provas por que passa o Espírito o são, tanto pelo que respeita ao passado, quanto pelo que toca ao futuro.” 

Chegado ao termo que a Providência lhe assinou à vida na erraticidade, o próprio Espírito escolhe as provas a que deseja submeter-se para apressar o seu adiantamento, isto é, escolhe meios de adiantar-se e tais provas estão sempre em relação com as faltas que lhe cumpre expiar. Se delas triunfa, eleva-se; se sucumbe, tem que recomeçar. O Espírito goza sempre do livre-arbítrio. Em virtude dessa liberdade é que escolhe, quando desencarnado, as provas da vida corporal e que, quando encarnado, decide fazer ou não uma coisa e procede à escolha entre o bem e o mal. Negar ao homem o livre-arbítrio fora reduzi-lo à condição de máquina.  Mergulhado na vida corpórea, perde o Espírito, momentaneamente, a lembrança de suas existências anteriores, como se um véu as cobrisse. Todavia, conserva algumas vezes vaga consciência dessas vidas, que, mesmo em certas circunstâncias, lhe podem ser reveladas. Esta revelação, porém, só os Espíritos superiores espontaneamente lha fazem, com um fim útil, nunca para satisfazer a vã curiosidade. As existências futuras, essas em nenhum caso podem ser reveladas, pela razão de que dependem do modo por que o Espírito se sairá da existência atual e da escolha que ulteriormente faça. O esquecimento das faltas praticadas não constitui obstáculo à melhoria do Espírito, porquanto, se é certo que este não se lembra delas com precisão, não menos certo é que a circunstância de as ter conhecido na erraticidade e de haver desejado repará-las o guia por intuição e lhe dá a idéia de resistir ao mal, idéia que é a voz da consciência, tendo a secundá-la os Espíritos superiores que o assistem, se atende às boas inspirações que lhe dão. O homem não conhece os atos que praticou em suas existências pretéritas, mas pode sempre saber qual o gênero das faltas de que se tornou culpado e qual o cunho predominante do seu caráter. Bastará então julgar do que foi, não pelo que é, sim, pelas suas tendências. As vicissitudes da vida corpórea constituem expiação das faltas do passado e, simultaneamente, provas com relação ao futuro. Depuram-nos e elevam-nos, se as suportamos resignados e sem murmurar. A natureza dessas vicissitudes e das provas que sofremos também nos podem esclarecer acerca do que fomos e do que fizemos, do mesmo modo que neste mundo julgamos dos atos de um culpado pelo castigo que lhe inflige a lei. Assim, o orgulhoso será castigado no seu orgulho, mediante a humilhação de uma existência subalterna; o mau rico, o avarento, pela miséria; o que foi cruel para os outros, pelas crueldades que sofrerá; o tirano, pela escravidão; o mau filho, pela ingratidão de seus filhos; o preguiçoso, por um trabalho forçado, etc.




Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 5 de março de 2017

Senhor, estou pronto!


“Porque  não  temos  aqui  cidade  permanente,  mas  buscamos a futura.”  - Paulo - (Hebreus, 13:14) 




Amados irmãos, bom dia!
"Por mais que o impulso de propriedade ateie fogueiras de perturbações e discórdias, na maquinaria do mundo, a realidade é que homem algum possui no chão  do Planeta domicílio permanente. Todos os patrimônios materiais a que se atira, ávido de possuir, se desgastam e transformam. Nos bens que incorpora ao seu  nome, até o corpo que julga exclusivamente seu, ocorrem modificações cada dia, impelindo-­o a renovar-­se e melhorar-se para a eternidade. Se não estás cego, pois, para as leis da vida, se já despertaste para o  entendimento superior, examina, a tempo, onde te deixará, provisoriamente, o  comboio da experiência humana, nas súbitas paradas da morte." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )- 








"Seguindo com Simão Pedro e André para o centro de Cafarnaum, encontrou Levi. [...] Entrou calmamente na coletoria e, avistando um funcionário culto, conhecido publicano da cidade, perguntou-lhe: — Que fazes tu, Levi? O interpelado fixou-o com surpresa; mas, seduzido pelo suave magnetismo de seu olhar, respondeu sem demora: — Recolho os impostos do povo, devidos a Herodes. — Queres vir comigo para recolher os bens do céu? — perguntou-lhe Jesus, com firmeza e doçura. Levi, que seria mais tarde o apóstolo Mateus, sem que pudesse definir as santas emoções que lhe dominavam a alma, atendeu comovido: — Senhor, estou pronto!... — Então, vamos — disse Jesus, abraçando-o. [...] 

Na tarde desse mesmo dia, o Mestre fez a primeira pregação da Boa-Nova na praça ampla, cercada de verdura e situada naturalmente junto às águas.  

O chamamento de Jesus aos irmãos João e Tiago, ocorreu na manhã seguinte à pregação de Jesus. [...] o Mestre se aproximou de dois jovens que pescavam nas margens [do Tiberíades] e os convocou para o seu apostolado. — Filhos de Zebedeu — disse, bondoso —, desejais participar das alegrias da Boa-Nova?! Tiago e João, que já conheciam as pregações do Batista e que o tinham ouvido na véspera, tomados de emoção se lançaram para ele, transbordantes de alegria: — Mestre! Mestre! — exclamavam felizes. Como se fossem irmãos bem-amados que se encontrassem depois de longa ausência, tocados pela força do amor que se irradiava do Cristo, fonte inspiradora das mais profundas dedicações, falaram largamente da ventura de sua união perene, no futuro, das esperanças com que deveriam avançar para o porvir, proclamando as belezas do esforço pelo Evangelho do Reino. 

Os dois rapazes galileus eram de temperamento apaixonado. Profundamente generosos, tinham carinhosas e simples, ardentes e sinceras as almas. João tomou das mãos do Senhor e beijou-as afetuosamente, enquanto Jesus lhe acariciava os anéis macios dos cabelos.Tiago, como se quisesse hipotecar a sua solidariedade inteira, aproximou-se do Messias e lhe colocou a destra sobre os ombros, em amoroso transporte." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






398. Sendo os pendores instintivos uma reminiscência do seu passado, dar-se-á que, pelo estudo desses pendores, seja possível ao homem conhecer as faltas que cometeu? 

“Até certo ponto, assim é. Preciso se torna, porém, levar em conta a melhora que se possa ter operado no Espírito e as resoluções que ele haja tomado na erraticidade. Pode suceder que a existência atual seja muito melhor que a precedente.” 

a) — Poderá também ser pior, isto é, poderá o Espírito cometer, numa existência, faltas que não praticou em a precedente? 

“Depende do seu adiantamento. Se não souber triunfar das provas, possivelmente será arrastado a novas faltas, consequentes, então, da posição que escolheu. Mas, em geral, estas faltas denotam mais um estacionamento que uma retrogradação, porquanto o Espírito é suscetível de se adiantar ou de parar, nunca, porém, de retroceder.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 4 de março de 2017

Senhor, seguiremos os teus passos


“Aparte­-se do mal, e faça o bem; busque a paz, e siga-­a.”  - Pedro -  ( I Pedro, 3:11 )




Amados irmãos, bom dia!
"Nosso esforço deve convergir para a grande realização. Dilacere-­se­-nos o ideal ou  fira-­se-­nos a alma, apartemo-­nos do  mal e pratiquemos o bem possível, identifiquemos a verdadeira paz e sigamo-­la. E tão logo  alcancemos as primeiras expressões do  sublime serviço, referente à própria edificação, lembremo-­nos de que não basta evitar o mal e sim nos afastarmos dele, semeando sempre o bem, e que não vale tão ­somente desejar a paz, mas buscá-­la e segui-­la com toda a persistência de nossa   fé." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-






Interpretação do texto evangélico: 


Relata-nos o Espírito Humberto de Campos como aconteceu o chamamento de Mateus, dos irmãos Pedro e André e dos filhos de Zebedeu (João e Tiago) para fazerem parte do colégio dos doze apóstolos de Jesus. 

Daí a algum tempo, depois de haver passado por Nazaré, descansando igualmente em Caná, Jesus se encontrava nas circunvizinhanças da cidadezinha de Cafarnaum, como se procurasse, com viva atenção, algum amigo que estivesse à sua espera. Em breves instantes, ganhou as margens do Tiberíades e se dirigiu, resolutamente, a um grupo alegre de pescadores, como se, de antemão, os conhecesse a todos. [...] 

Jesus aproximou-se do grupo e, assim que dois deles desembarcaram em terra, falou-lhes com amizade: — Simão e André, filhos de Jonas, venho da parte de Deus e vos convido a trabalhar pela instituição de seu reino na Terra! André lembrou-se de já o ter visto, nas cercanias de Betsaida [...] enquanto Simão, embora agradavelmente surpreendido, o contemplava, enleado. No entanto, quase a um só tempo, dando expansão aos seus temperamentos acolhedores e sinceros, exclamaram respeitosamente: — Sede bem-vindo!... 

Jesus então lhes falou docemente do Evangelho, com o olhar incendido de júbilos divinos. [...] — Querei ser meus discípulos? [perguntou-lhes Jesus] André e Simão se interrogaram a si mesmos, permutando sentimentos de admiração embevecida. Refletia Pedro: que homem seria aquele? onde já lhe escutara o timbre carinhoso da voz íntima e familiar? Ambos os pescadores se esforçavam por dilatar o domínio de suas lembranças, de modo a encontrá-lo nas recordações mais queridas. Não sabiam, porém, como explicar aquela fonte de confiança e de amor que lhes brotavam no âmago do Espírito e, sem hesitarem, sem uma sombra de dúvida, responderam simultaneamente: — Senhor, seguiremos os teus passos." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






397. Nas existências corpóreas de natureza mais elevada do que a nossa, é mais clara a lembrança das anteriores? 

“Sim, à medida que o corpo se torna menos material, com mais exatidão o homem se lembra do seu passado. Esta lembrança, os que habitam os mundos de ordem superior a têm mais nítida.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 3 de março de 2017

O chamamento de Levi ( Mateus ), Pedro, André, João e Tiago Maior


“Mas quando se converterem ao Senhor, então o véu se tirará.”  - Paulo - ( II Coríntios, 3:16 )




Amados irmãos, bom dia!
"Não é fácil rasgar os véus que ensombram a mente humana. Quem apenas analisa, pode ser  defrontado por  dificuldades inúmeras, demorando-­se muito tempo nas interpretações alheias. Para que sintam efetivamente a vida eterna com o Senhor, é indispensável se convertam ao serviço  de redenção. Somente quando chegam a semelhante cume espiritual é que se libertam dos véus pesados que lhes obscurecem o coração e o entendimento, atingindo as esferas superiores, em vôos sublimes para a Divindade." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-






Texto evangélico: 


"E, depois disto, saiu, e viu um publicano, chamado Levi, assentado na recebedoria e disse-lhe: Segue-me. E ele, deixando tudo, levantou-se e o seguiu (Lc 5:27-28). 

E Jesus, andando junto ao mar da Galileia, viu dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores. E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então, eles, deixando logo as redes, seguiram-no. E, adiantando-se dali, viu outros dois irmãos: Tiago, filho de Zebedeu, e João, seu irmão, num barco com Zebedeu, seu pai, consertando as redes; e chamou-os. Eles, deixando imediatamente o barco e seu pai, seguiram-no" (Mt 4:18-22).





Estudo do Livro dos Espíritos







396. Algumas pessoas julgam ter vaga recordação de um passado desconhecido, que se lhes apresenta como a imagem fugitiva de um sonho, que em vão se tenta reter. Não há nisso simples ilusão? 

“Algumas vezes, é uma impressão real; mas também, frequentemente, não passa de mera ilusão, contra a qual precisa o homem pôr-se em guarda, porquanto pode ser efeito de superexcitada imaginação.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 2 de março de 2017

Hoje, veio a salvação a esta casa


“E  os  nossos  aprendam  também  a  aplicar-­se  às  boas  obras, nas coisas necessárias, para que não sejam infrutuosos.”  - Paulo - (-Tito, 3:14 )




Amados irmãos, bom dia!
"É preciso crer na bondade, todavia, é indispensável movimentarmo-­nos com ela, no serviço de elevação. É necessário guardar a fé, contudo, se não a testemunhamos, nos trabalhos de cada dia, permaneceremos na velha superfície do palavrório. Claro que todos devemos aprender o caminho da iluminação, entretanto, se nos não dispomos a palmilhá-­lo, não passaremos da atitude verbalista. As escolas religiosas, igualmente, revelam grande número de demonstrações dessa ordem. São os crentes promissores e infrutuosos, que a todos iludem pelo  aspecto brilhante. Dia virá, porém, no  qual se certificarão de que é sempre melhor fazer para ensinar depois, que ensinar sempre sem fazer nunca." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-  






E, quando Jesus chegou àquele lugar, olhando para cima, viu-o e disse-lhe: Zaqueu, desce depressa, porque, hoje, me convém pousar em tua casa. E, apressando-se, desceu e recebeu-o com júbilo. E, vendo todos isso, murmuravam, dizendo que entrara para ser hóspede de um homem pecador. E, levantando-se Zaqueu, disse ao Senhor: Senhor, eis que eu dou aos pobres metade dos meus bens; e, se em alguma coisa tenho defraudado alguém, o restituo quadruplicado. E disse-lhe Jesus: Hoje, veio a salvação a esta casa, pois também este é filho de Abraão. Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido (Lc 19:5-10). 

"Jesus, cujo olhar penetra o âmago das criaturas, percebeu o que ia pela alma de Zaqueu, notou o quanto era sincero aquele arroubo, e daí o ter-lhe solicitado hospedagem, para o escâdalo do povo, que, como em outras ocasiões, entrou logo a murmurar, censurando-o por albergar-se em casa de pecadores. Notemos, no entanto, que cena maravilhosa ali ocorre. Ao acolher tal hóspede, Zaqueu cai-lhe aos pés, e exclama: “Senhor, distribuo aos pobres a metade dos meus haveres; e se lesei a alguém, seja no que for, restituo-lhe quadruplicado”. Não diz: distribuirei, hei de restituir, mas sim: distribuo, restituo, o que caracteriza bem a realidade de sua transformação moral. E isso ele o faz publicamente, penitenciando-se num gesto de humildade perfeita, como poucas vezes se descreve nos Evangelhos.

Zaqueu representa a soma de dificuldades que os arrependidos trazem no coração. Sintonizados, entretanto, com o Evangelho de Jesus, reconhecem que é possível vencer os desvios de caráter e corrigir os erros cometidos. O serviço de Jesus é infinito. Na sua órbita, há lugar para todas as criaturas e para todas as ideias sadias em sua expressão substancial. Se, na ordem divina, cada árvore produz segundo a sua espécie, no trabalho cristão, cada discípulo contribuirá conforme sua posição evolutiva. 

A transformação espiritual de Zaqueu apenas começara naquele encontro com Jesus. Recebendo a oportunidade de se reajustar perante a Lei de Deus, deveria, daí para a frente, desenvolver todos os esforços necessários para o progresso do seu Espírito. O amanhã lhe reservaria as provações, destinadas a combater as imperfeições que ainda lhe marcavam a personalidade. Mas, sob o amparo do Alto saberia, por certo, superá-las e se transformar, definitivamente, em pessoa de bem. Em meio da grande noite, é necessário acendamos nossa luz. Sem isso é impossível encontrar o caminho da libertação. Sem a irradiação brilhante de nosso próprio ser, não poderemos ser vistos com facilidade pelos mensageiros divinos, que ajudam em nome do Altíssimo, e nem auxiliaremos efetivamente a quem quer que seja. É indispensável organizar o santuário interior e iluminá-lo, a fim de que as trevas não nos dominem. [...] Nossa necessidade básica é de luz própria, de esclarecimento íntimo, de autoeducação, de conversão substancial do “eu” ao reino de Deus.

As provações da vida são desafios que permitem à criatura humana considerar a precariedade dos valores materiais que, em geral, absorvem a humanidade encarnada. Redimensionando a existência à luz do entendimento evangélico, agora revivido pelo Espiritismo, aprendemos fazer distinção entre o certo e o errado, entre o que é de duração passageira e o que é eterno. Emmanuel esclarece: Cada criatura recebeu determinado talento da Providência divina para servir no mundo e para receber do mundo o salário da elevação. Velho ou moço, com saúde do corpo ou sem ela, recorda que é necessário movimentar o dom que recebeste do Senhor, para avançares na direção da grande luz. Ninguém é tão pobre que nada possa dar de si mesmo. [...] Quem cumpre o dever que lhe é próprio, age naturalmente em benefício do equilíbrio geral. [...] Todo o dia é ocasião de semear e colher.

A conversão de Zaqueu nos traz preciosas lições. Mostram, sobretudo, que em razão das nossas más escolhas, podemos acumular tesouros que nada representam em termos de crescimento espiritual, mas que produzirão dores e privações em futuras reencarnações. No mundo vivem os que entesouram na Terra e os que entesouram no Céu. Os primeiros escondem suas possibilidades no cofre da ambição e do egoísmo e, por vezes, atiram moedas douradas ao faminto que passa, procurando livrar-se de sua presença; os segundos ligam suas existências a vidas numerosas, fazendo de seus servos e dos auxiliares de esforços a continuação de sua própria família. Estes últimos sabem empregar o sagrado depósito de Deus e são mordomos fiéis, à face do mundo." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






395. Podemos ter algumas revelações a respeito de nossas vidas anteriores? 

“Nem sempre. Contudo, muitos sabem o que foram e o que faziam. Se se lhes permitisse dizê-lo abertamente, extraordinárias revelações fariam sobre o passado.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 1 de março de 2017

Corre ao encontro do Mestre


“Sigamos, pois,  as  coisas que  contribuem para  a paz  e  para a edificação de uns para com os outros.” - Paulo - ( Romanos, 14:19 )




Amados irmãos, bom dia!
"O caminho é infinito e o Pai vela por todos. Auxiliemos e edifiquemos. Se és discípulo do Senhor, aproveita a oportunidade na construção do bem. Semeando paz, colherás harmonia; santificando as horas com o Cristo, jamais conhecerás o desamparo." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-








Interpretação do texto evangélico: 

E, tendo Jesus entrado em Jericó, ia passando. E eis que havia ali um homem, chamado Zaqueu; e era este um chefe dos publicanos e era rico. E procurava ver quem era Jesus e não podia, por causa da multidão, pois era de pequena estatura. E, correndo adiante, subiu a uma figueira brava para o ver; porque havia de passar por ali (Lc 19:1-4). 

O encontro de Zaqueu com Jesus ocorreu em Jericó (Yareah, do hebraico), cidade localizada a 12 quilômetros do Mar Morto, cujo nome significa, provavelmente, “lua” ou “cidade da lua”. Essa localidade da Judeia era, à época de Jesus, a segunda cidade mais importante  da Palestina, de comércio intenso, onde ocorria grande circulação de dinheiro. Aparentemente, o encontro entre Jesus e Zaqueu foi casual. Sabemos, porém, que não foi assim, como se observa no último versículo do texto evangélico: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido”. 

Por outro lado, sabemos que Jesus aproveitava todas as circunstâncias para ensinar e encaminhar as pessoas ao bem. Assim também aconteceu com Zaqueu que, a partir daquele instante, teve a existência transformada. A ida a Jericó foi um momento especial para Jesus porque, logo depois, começaria seu suplício culminado com a crucificação. Humberto de Campos relata como foi o encontro de Zaqueu com Jesus: Grandes [...] multidões se apinhavam nas estradas. Um publicano abastado, de nome Zaqueu, conhecia o renome do Messias e desejava vê-lo. Chefe prestigioso na sua cidade, homem rico e enérgico, Zaqueu era, porém, de pequena estatura, tanto assim que, buscando satisfazer ao seu vivo desejo, procurou acomodar-se sobre um sicômoro, levado pela ansiosa expectativa com que esperava a passagem de Jesus. Coração inundado de curiosidade e de sensações alegres, o chefe publicano, ao aproximar-se o Messias, admirou-lhe o porte nobre e simples, sentindo-se magnetizado pela sua indefinível simpatia.

Zaqueu era pessoa notoriamente desprezada pelos habitantes da cidade. Primeiro por ser publicano, segundo por ser chefe dos publicanos e, em terceiro lugar, por ser uma pessoa que enriqueceu possivelmente de forma ilícita. Sendo assim, a conversão de Zaqueu ao Cristianismo se reverte de maior importância, indicando que todo pecador pode regenerar-se. “Muitos viam em Zaqueu o avarento incorrigível; Ele [Jesus], no entanto, nele identificou o homem rico de nobre coração, capaz de transfigurar a riqueza em trabalho e beneficência.”

Refletindo, porém, sobre tais acontecimentos percebemos que também nós somos continuamente visitados por Jesus, acudidos pela misericórdia divina, por Ele intermediada em nosso benefício. Vemos igualmente que a prova da riqueza não é fácil de ser suportada. Pode estimular a exacerbação das más tendências e o predomínio das paixões inferiores. Se a riqueza é causa de muitos males, se exacerba tanto as más paixões, se provoca mesmo tantos crimes, não é a ela que devemos inculpar, mas ao homem, que dela abusa, como de todos os dons de Deus. Pelo abuso, ele torna pernicioso o que lhe poderia ser de maior utilidade. É a consequência do estado de inferioridade do mundo terrestre. Se a riqueza somente males houvesse de produzir, Deus não a teria posto na Terra. Compete ao homem fazê-la produzir o bem. Se não é um elemento direto de progresso moral, é, sem contestação, poderoso elemento de progresso intelectual. Zaqueu não mais se comprazia com a vida que levava, daí a sua evidente necessidade de conhecer Jesus, correndo à frente da multidão e subindo numa árvore para que pudesse localizar o Mestre. É importante destacar, a propósito, algumas características da personalidade de Zaqueu. Mesmo sendo desprezado pelos seus conterrâneos, de viver insatisfeito, talvez preso pelo desânimo ou desespero, não perde tempo em lamentações. A sua percepção espiritual e a sua acuidade mental, desenvolvidas pelo exercício contínuo de calcular e raciocinar que a profissão oferecia, lhes fazem refletir que Jesus é o caminho da sua regeneração espiritual. Diante desse fato, ele enfrenta os obstáculos e “corre” ao encontro do Mestre de Nazaré, subindo numa árvore para, daí, poder enxergar o Senhor e ser visto por Ele. Pode parecer a alguns que, subindo a uma árvore para conseguir ver as feições de Jesus, Zaqueu tenha cedido apenas à curiosidade. É evidente, porém, que o móvel de sua ação era bem mais elevado: talvez uma ânsia incontida de receber alguma bênção, ou de ouvir-lhe uma palavra que demudasse o rumo de sua existência. Por simples curiosidade, não iria ele expor-se ao ridículo e enfrentar os ápodos e gracejos da multidão, mormente tendo-se em vista a alta posição que ocupava entre os publicanos." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






394. Nos mundos mais elevados do que a Terra, onde os que os habitam não se vêem premidos pelas necessidades físicas, pelas enfermidades que nos afligem, os homens compreendem que são mais felizes do que nós? Relativa é, em geral, a felicidade. Sentimo-la, mediante comparação com um estado menos ditoso. Visto que, em suma, alguns desses mundos, se bem melhores do que o nosso, ainda não atingiram o estado de perfeição, seus habitantes devem ter motivos de desgostos, embora de gênero diverso dos nossos. Entre nós, o rico, conquanto não sofra as angústias das necessidades materiais, como o pobre, nem por isso se acha isento de tribulações, que lhe tornam amarga a vida. Pergunto então: Na situação em que se encontram, os habitantes desses mundos não se consideram tão infelizes quanto nós, na em que nos vemos, e não se lastimam da sorte, olvidados de existências inferiores que lhes sirvam de termos de comparação? 

“Cabem aqui duas respostas distintas. Há mundos, entre os de que falas, cujos habitantes guardam lembrança clara e exata de suas existências passadas. Esses, compreendes, podem e sabem apreciar a felicidade de que Deus lhes permite fruir. Outros há, porém, cujos habitantes, achando-se, como dizes, em melhores condições do que vós na Terra, não deixam de experimentar grandes desgostos, até desgraças. Esses não apreciam a felicidade de que gozam, pela razão mesma de se não recordarem de um estado mais infeliz. Entretanto, se não a apreciam como homens, apreciam-na como Espíritos.” 

No esquecimento das existências anteriormente transcorridas, sobretudo quando foram amarguradas, não há qualquer coisa de providencial e que revela a sabedoria divina? Nos mundos superiores, quando o recordá-las já não constitui pesadelo, é que as vidas desgraçadas se apresentam à memória. Nos mundos inferiores, a lembrança de todas as que se tenham sofrido não agravaria as infelicidades presentes? Concluamos, pois, daí que tudo o que Deus fez é perfeito e que não nos toca criticar-lhe as obras, nem lhe ensinar como deveria ter regulado o Universo. Gravíssimos inconvenientes teria o nos lembrarmos das nossas individualidades anteriores. Em certos casos, humilhar-nos-ia sobremaneira. Em outros nos exaltaria o orgulho, peando-nos, em consequência, o livre-arbítrio. Para nos melhorarmos, dá-nos Deus exatamente o que nos é necessário e basta: a voz da consciência e os pendores instintivos. Priva-nos do que nos prejudicaria. Acrescentemos que, se nos recordássemos dos nossos precedentes atos pessoais, igualmente nos recordaríamos dos dos outros homens, do que resultariam talvez os mais desastrosos efeitos para as relações sociais. Nem sempre podendo honrar-nos do nosso passado, melhor é que sobre ele um véu seja lançado. Isto concorda perfeitamente com a doutrina dos Espíritos acerca dos mundos superiores à Terra. Nesses mundos, onde só reina o bem, a reminiscência do passado nada tem de dolorosa. Tal a razão por que neles as criaturas se lembram da sua antecedente existência, como nos lembramos do que fizemos na véspera. Quanto à estada em mundos inferiores, não passa então, como já dissemos, de mau sonho.




Que a graça e a paz sejam conosco!