quarta-feira, 9 de dezembro de 2015

Os médiuns precursores


"E dizendo: Varões, porque fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões." -( Atos, 14: 15 )-



Amados irmãos, bom dia!
O Cristianismo é fonte bendita de restauração da alma para Deus, portanto, estejamos atentos ao chamado que nos faz diariamente o Senhor. Muitos são chamados, mas, poucos os escolhidos. Que nos coloquemos à disposição entre esses.










“Segundo informações colhidas na obra História do Espiritismo, de Arthur Conan Doyle, os principais médiuns precursores do Espiritismo foram: Emmanuel Swedenborg, Edward Irving, Andrew Jackson Davis, as irmãs Fox e Daniel Douglas Home, cujos resumos bibliográficos veremos a seguir, excluindo-se o das irmãs Fox, já apresentado.

Emmanuel Swedenborg – De acordo com o autor supracitado, seria impossível estabelecer-se uma data que marcasse o início da manifestação de uma força inteligente exterior ao homem, uma vez que esse fato existiu, embora de forma esporádica, em todas as épocas. Considera ele, entretanto, que Emmanuel Swedenborg – o grande vidente sueco do século dezoito – foi o grande anunciador do influxo espírita dos últimos tempos, quando o fenômeno mediúnico deixa de ter caráter episódico, para transformar-se numa invasão organizada pelo mundo espiritual.  
Swedenborg era engenheiro de minas e uma autoridade em metalurgia, física e astronomia. Desde criança foi médium clarividente: emancipado do corpo, conseguia ver o que se passava em outros lugares sem, aparentemente, sair do seu estado normal de consciência. Assim é que viu e descreveu, com perfeita exatidão, um incêndio que acontecia em Estocolmo, estando, ele, a trezentas milhas de distância, num jantar com dezesseis convidados. No entanto, a vidência propriamente dita, isto é, a possibilidade de ver os Espíritos, eclodiu subitamente em uma noite de abril de 1744, na cidade de Londres, Inglaterra, e o acompanhou durante toda a sua existência. Na mesma noite – diz ele – o mundo dos Espíritos, do céu e do inferno, abriu-se convincentemente para mim, e aí encontrei muitas pessoas de meu conhecimento e de todas as condições. Desde então diariamente o Senhor abria os olhos de meu Espírito para ver, perfeitamente desperto, o que se passava no outro mundo e para conversar, em plena consciência, com anjos e Espíritos.

Eis alguns ensinos transmitidos por Swedenborg:

1. O mundo espiritual consiste de várias esferas representando diversos graus de felicidade e luminosidade. Após a morte iremos para aquela à qual se adapte a nossa condição espiritual.

2. O cenário, as condições e a estrutura do mundo espiritual assemelham-se aos da sociedade terrena. Há residências para as famílias, templos religiosos, auditórios e palácios.

3. A morte é suave, uma vez que os seres celestiais ajudam os recém-chegados ao mundo espiritual, que passam, em seguida, por um período de absoluto repouso, reconquistando a consciência em pouco tempo.

4. Existem anjos e demônios, mas que não são de ordem diferente da nossa: são apenas almas humanas altamente evoluídas ou, então, retardatárias.

5. O homem não muda com a morte. Leva consigo os seus hábitos mentais adquiridos, os seus preconceitos, as suas preocupações. É julgado por uma lei espiritual que leva em consideração os resultados globais da sua vida.

6. As crianças são recebidas no mundo espiritual sem nenhum tipo de discriminação pelo fato de serem ou não batizadas. Crescem no outro mundo sob a orientação de jovens que lhes servem de mães até a chegada das mães verdadeiras.

7. Não há penas eternas. Os que estão no inferno podem trabalhar para saírem de lá, desde que tenham vontade de fazê-lo. Os que estão no céu também podem alcançar posições mais elevadas. Há casamento sob a forma de união espiritual, onde um homem e uma mulher formam uma unidade completa.


Em sua descrição do mundo espiritual, Swedenborg descia aos mínimos detalhes. Assim é que falava, por exemplo, da sua arquitetura, da música, da literatura e da ciência ali cultivadas, das suas flores, escolas, bibliotecas, dos seus museus, dos esportes ali praticados. Escreveu as seguintes obras: Céu e Inferno, A Nova Jerusalém e Arcana Coelestia.” -( FEB )- 



Que a graça e a paz sejam conosco! 

terça-feira, 8 de dezembro de 2015

Visão histórica representativa da expansão do fenômeno mediúnico entre os principais povos


"E curai os enfermos que nela houver e dizei-lhes: É chegado a vós o Reino de Deus." - Jesus - ( Lucas, 10:9 )



Amados irmãos bom dia!
Devemos sempre nos colocarmos a serviço do bem maior que é o Senhor, em tudo praticando a caridade. É através das obras que justificamos nossa fé. Que possamos usar todos os momentos das nossas vidas nesse sentido.








“Os anais de todas as nações mostram que, desde épocas remotíssimas da História, a evocação dos Espíritos era praticada por certos homens que tinham feito disso uma especialidade. O mais antigo código religioso que se conhece, os Vedas, aparecido [na Índia] milhares de anos antes de Jesus Cristo, afirma a existência dos Espíritos. Eis como o grande legislador Manu se exprime a respeito: “Os Espíritos dos antepassados, no estado invisível, acompanham certos brâmanes [sacerdotes que oficiavam o sacrifício do Veda] convidados para as cerimônias em comemoração dos mortos, sob uma forma aérea; seguem-nos e tomam lugar ao seu lado quando eles se assentam.”  Assim é que desde [...] tempos imemoriais, os padres iniciados nos mistérios [doutrina secreta] preparam indivíduos chamados faquires para a evocação dos Espíritos e para a obtenção dos mais notáveis fenômenos do magnetismo. Também desde a mais remota antiguidade [...] o povo da China entrega-se à evocação dos Espíritos dos Avoengos. O missionário Huc refere grande número de experiências, cujo fim era a comunicação dos vivos com os mortos [...]. Com o tempo e em consequência das guerras que forçaram parte da população hindu a emigrar, o segredo das evocações espalhou-se em toda a Ásia, encontrando-se ainda entre os egípcios e entre os hebreus a tradição que veio da Índia.

Com efeito, todos [...] os historiadores estão de acordo em atribuir aos padres do antigo Egito poderes que pareciam sobrenaturais e misteriosos. Os magos dos faraós realizavam estes prodígios que são referidos na Bíblia; mas, deixando de parte o que pode haver de legendário nessas narrações, é bem certo que eles evocavam os mortos, pois Moisés, seu discípulo, proibiu formalmente que os hebreus se entregassem a essas práticas: “Que entre nós ninguém use de sortilégio e de encantamentos, nem interrogue os mortos para saber a verdade.” A despeito dessa proibição, vemos Saul ir consultar a pitonisa de Endor e, por seu intermédio, comunicar-se com a sombra de Samuel. [...] Apesar da proibição de Moisés, houve sempre investigadores que foram tentados por essas evocações misteriosas; instituíam uma doutrina secreta a que chamavam Cabala, mas cercando-se de precauções e fazendo o adepto jurar inviolável segredo para o vulgo. “Qualquer pessoa que – diz o Talmud [livro que contém a doutrina da lei moisaica] –, sendo instruída nesse segredo (a evocação dos mortos), o guarda com vigilância em um coração puro pode contar com o amor de Deus e o favor dos homens; seu nome inspira respeito, sua ciência não teme o olvido, e torna-se ele herdeiro de dois mundos: aquele em que vivemos agora e o mundo futuro”.

Ainda com respeito ao povo hebreu, deve-se ressaltar que o [...] profetismo em Israel, durante vinte consecutivos séculos, é um dos fenômenos transcendentais mais notáveis da História. [...] A verdade é que os profetas israelitas são médiuns inspirados [...]. A origem do profetismo em Israel é assinalada por imponente manifestação. Um dia, Moisés escolhe 70 anciães e os coloca ao redor do tabernáculo. Jeová revela sua presença em uma nuvem, imediatamente as poderosas faculdades de Moisés se transmitem aos outros e “eles profetizaram”.

Na Grécia, a crença nas evocações era geral. Todos os templos possuíam mulheres chamadas pitonisas encarregadas de proferir oráculos, evocando os deuses [Espíritos]; mas, às vezes, o consultante queria, ele próprio, ver e falar à sombra desejada, e, como na Judéia, conseguia-se pô-lo em comunicação com o ser ao qual desejava interrogar. Por outro lado, discípulos [...] de Sócrates referem-se, com admiração e respeito, ao amigo invisível que o acompanhava constantemente. Na Itália sucede o mesmo que na Índia, no Egito e entre os hebreus. O privilégio de evocar os Espíritos, primitivamente reservado aos membros da classe sacerdotal, espalhou-se pouco a pouco entre o povo e, se crermos em Tertuliano, o Espiritismo era exercido entre os antigos pelos mesmos meios que, hoje, entre nós. Aliás, Tertuliano trata, em termos explícitos, das mesas girantes e falantes. “Se é dado – diz ele – aos magos fazer aparecer fantasmas, evocar as almas dos mortos, poder forçar a boca das crianças a proferir oráculos; se eles realizam grande número de milagres, se explicam sonhos, se têm às suas ordens Espíritos mensageiros e demônios, em virtude dos quais as mesas que profetizam são um fato vulgar, com que redobrado zelo esses Espíritos poderosos não se esforçarão por fazer em próprio proveito o que eles fazem em serviço de outrem?” Em apoio das afirmações de Tertuliano, pode-se citar uma passagem de Amiano Marcelino sobre Patrício e Hilário, levados perante o tribunal romano por crime de magia, acusação esta de que eles se defenderam referindo “que tinham fabricado, com pedaços de loureiro, uma mesinha (mensulam) sobre a qual colocaram uma bacia circular feita de vários metais, tendo um alfabeto gravado nas bordas. Em seguida, um homem vestido de linho, depois de ter recitado uma fórmula e feito uma evocação ao deus da profecia, tinha suspendido por cima da bacia um anel preso a um fio de linho muito fino e consagrado por meios misteriosos. O anel, saltando sucessivamente, mas sem confusão, sobre várias letras gravadas, e parando sobre cada uma, formava versos perfeitamente regulares, em resposta às questões propostas. Em Roma, no templo de Minerva, Pausânias, ali condenado a morrer de fome, passou a viver, em Espírito, monoideizado na revolta em que se alucinava, aparecendo e desaparecendo aos olhos de circunstantes assombrados, durante largo tempo. Sabe-se que Nero, nos últimos dias de seu reinado, viu-se fora do corpo carnal, junto de Agripina e de Otávia, sua genitora e sua esposa, ambas assassinadas por sua ordem, a lhe pressagiarem a queda no abismo. Os Espíritos vingativos em torno de Calígula eram tantos que, depois de lhe enterrarem os restos nos jardins de Lâmia, eram ali vistos, frequentemente, até que se lhe exumaram os despojos para a incineração.

Na Gália, o processo de intercâmbio com o plano espiritual era intenso. A comemoração dos mortos é de iniciativa gaulesa. No dia primeiro de novembro celebrava-se a festa dos Espíritos, não nos cemitérios – os gauleses não honravam os cadáveres –, mas sim em cada habitação, onde os bardos [poetas] e os videntes evocavam as almas dos defuntos. No entender deles, os bosques e as charnecas eram povoados por Espíritos errantes. Os Duz e os Korrigans eram almas em procura de novas encarnações. Todavia, onde a mediunidade atinge culminâncias é justamente no Cristianismo nascituro. Toda a passagem do Mestre inesquecível, entre os homens, é um cântico de luz e amor, externando-lhe a condição de Medianeiro da Sabedoria Divina. E, continuando-lhe o ministério, os apóstolos que se lhe mantiveram leais converteram-se em médiuns notáveis, no dia de Pentecostes, quando, associadas as suas forças, por se acharem “todos reunidos”, os emissários espirituais do Senhor, através deles, produziram fenômenos físicos em grande cópia, como sinais luminosos e vozes diretas, inclusive fatos de psicofonia e xenoglossia, em que os ensinamentos do Evangelho foram ditados em várias línguas, simultaneamente, para os israelitas de procedências diversas. Desde então, os eventos mediúnicos para eles se tornaram habituais. Espíritos materializados libertavam-nos da prisão injusta. O magnetismo curativo era vastamente praticado pelo olhar e pela imposição das mãos. Espíritos sofredores eram retirados de pobres obsessos, aos quais vampirizavam. Um homem objetivo e teimoso, quanto Saulo de Tarso, desenvolve a clarividência, de um momento para outro, vê o próprio Cristo, às portas de Damasco, e lhe recolhe as instruções. E porque Saulo, embora corajoso, experimente enorme abalo moral, Jesus, condoído, procura Ananias, médium clarividente na aludida cidade, e pede-lhe socorro para o companheiro que encetava a tarefa. Não somente na casa dos apóstolos em Jerusalém mensageiros espirituais prestam contínua assistência aos semeadores do Evangelho; igualmente no lar dos cristãos, em Antioquia, a mediunidade opera serviços valiosos e incessantes. Dentre os médiuns aí reunidos, um deles, de nome Agabo, incorpora um Espírito benfeitor que realiza importante premonição. E nessa mesma igreja, vários instrumentos medianímicos aglutinados favorecem a produção da voz direta, consignando expressiva incumbência a Paulo e Barnabé. Os fatos mediúnicos continuam a produzir-se no decorrer dos tempos. A Igreja Católica, mais do que qualquer outra, tinha necessidade de combater essas práticas, para si detestáveis, e, portanto, durante a Idade Média, milhares de vítimas foram queimadas sem piedade, sob o nome de feiticeiros e mágicos, por terem evocados os Espíritos. Nada obstante, nessa mesma época, destacam-se [...] duas grandes figuras históricas: Cristóvão Colombo, o descobridor de um novo mundo [...], e Joana d´Arc, que obedece às suas vozes. Em sua aventurosa missão, Colombo era guiado por um gênio invisível. Tratavam-no de um visionário. Nas horas das maiores dificuldades, ele escutava uma voz desconhecida murmurar-lhe ao ouvido: “Deus quer que teu nome ressoe gloriosamente através do mundo; ser-te-ão dadas as chaves de todos esses portos desconhecidos do oceano que se conservam atualmente fechados por formidáveis cadeias”. A vida de Joana d´Arc está na memória de todos. Sabe-se que, em todos os lugares, seres invisíveis inspiravam e dirigiam a heróica virgem de Domrémy. Todos os êxitos de sua gloriosa epopéia são previamente anunciados. Surgem aparições diante dela; vozes celestes ciciam-lhe ao ouvido. Nela, a inspiração flui como o borbotar de uma torrente impetuosa. Em meio dos combates, nos conselhos, como diante de seus juízes, por toda parte, essa criança de 18 anos comanda ou responde com segurança, consciente do sublime papel que desempenha, jamais variando na fé nem nas palavras, inquebrantável mesmo diante das súplicas, mesmo em face da morte [...].  Além desses dois exemplos, resplandece a figura de Francisco de Assis, exalçando a mediunidade [...] em luminosos acontecimentos [...].

A esses nomes gloriosos temos o direito de acrescentar os dos grandes poetas. Depois da música é a poesia um dos focos mais puros da inspiração; provoca o êxtase intelectual, que permite entrar em comunicação com as esferas superiores. [...] Todos os grandes poetas heróicos principiam seus cantos por uma invocação aos deuses ou à musa; e os Espíritos inspiradores atendem à deprecação. Murmuram ao ouvido do poeta mil coisas sublimes, mil coisas que só ele entende, entre os filhos dos homens. Aliás, pode-se dizer que os [...] homens de gênio, de todas as espécies, artistas, sábios, literatos, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes de compreender por si mesmos e de conceber grandes coisas. Ora, precisamente porque os julgam capazes, é que os Espíritos, quando querem executar certos trabalhos, lhe sugerem as idéias necessárias e assim é que eles, as mais das vezes, são médiuns sem o saberem. Têm, no entanto, vaga intuição de uma assistência estranha, visto que todo aquele que apela para a inspiração, mais não faz do que uma evocação. Se não esperasse ser atendido, por que exclamaria, tão frequentemente: meu bom gênio, vem em meu auxílio? Assim é que, por exemplo, Dante Alighieri [...] é um médium incomparável. Sua “Divina Comédia” é uma peregrinação através dos mundos invisíveis. [...] É pelos olhos da sua Beatriz, morta, que Alighieri vê “o esplendor da viva luz eterna”, que iluminou toda a sua vida. Em meio daquela sombria Idade Média, sua vida e sua obra resplandecem como os cimos alpestres quando se coloram dos últimos clarões do dia e já o resto da Terra está mergulhada na sombra.

Desse modo, a mediunidade, que refulgia entre os primeiros cristãos, não se oculta; ao contrário, continua a produzir fenômenos grandiosos. Citaremos, mais adiante, outros exemplos não só de poetas-médiuns como também de músicos inspirados. Prossegue a expansão do fenômeno mediúnico quando vemos, já na Idade Moderna, [...] Lutero transitando entre visões; Teresa d´Ávila em admiráveis desdobramentos; José de Copertino levitando ante a espantada observação do papa Urbano VIII [...].Tasso compõe aos 18 anos seu poema cavalheiresco “Renaud”, sob a inspiração de Ariosto, e mais tarde, em 1575, sua obra capital, a “Jerusalém Libertada”, vasta epopéia, que afirma haver-lhe sido igualmente inspirada. Shakespeare, Milton [...] foram também inspirados. As obras principais de Shakespeare, dentre as quais Hamlet e Macbeth, [...] contêm cenas célebres em que se movem aparições. Os espectros do pai de Hamlet e de Banquo, presos ao mundo material pelo jugo do passado, se tornam visíveis e impelem os vivos ao crime. Milton fazia sua filhas tocarem harpa antes de compor seus cantos do “Paraíso Perdido”, porque, dizia ele, a harmonia atrai os gênios inspiradores. [...] Goethe se abeberou amplamente nas fontes do invisível. [...] O “Fausto” é uma obra mediúnica e simbólica de primeira ordem. [...]. O famoso músico Mozart é também um grande médium inspirado. Numa [...] de suas cartas a um amigo íntimo, nos inicia nos mistérios da inspiração musical: “Dizes que desejarias saber qual o meu modo de compor e que método sigo. Não te posso verdadeiramente dizer a esse respeito senão o que se segue, porque eu mesmo nada sei e não mo posso explicar. Quando estou em boas disposições e inteiramente só, durante o meu passeio, os pensamentos musicais me vêm com abundância. Ignoro donde procedem esses pensamentos e como me chegam; nisso não tem a minha vontade a menor intervenção.” No declínio de sua vida, quando já sobre ele se estendia a sombra da morte, em um momento de calma, de perfeita serenidade, ele chamou um de seus amigos que se achavam no quarto: “Escuta – disse ele – estou ouvindo música.” O amigo lhe respondeu: “Não ouço nada.” Mozart, porém, tomado de arroubo, continua a perceber as harmonias celestes. E seu pálido semblante se ilumina. Finalmente, dentre os grandes médiuns dessa época, destaca-se a significativa presença do sueco Emmanuel Swedenborg, um dos mais importantes precursores do Espiritismo. No período que abrange o fim da Idade Moderna e início da Idade Contemporânea, emerge, com todo o vigor, a figura inolvidável de Beethoven. Este músico famoso, [...] referindo-se à fonte de que lhe provinha a concepção de suas obras-primas, dizia [...]: “Sinto-me obrigado a deixar transbordar de todos os lados as ondas de harmonia provenientes do foco da inspiração. Procuro acompanhá-las e delas me apodero apaixonadamente; de novo me escapam e desaparecem entre a multidão de distrações que me cercam. Daí a pouco, torno a apreender com ardor a inspiração; arrebatado, vou multiplicando todas as modulações, e venho por fim a me apropriar do primeiro pensamento musical.”

Ainda na fase inicial da Idade Contemporânea, pode-se citar Honoré de Balzac. Este grande escritor francês, em várias de suas obras, tocou em todos os problemas da vida invisível, do ocultismo e do magnetismo. Todas essas questões lhe eram familiares. Trata-se com a competência do verdadeiro mestre, numa época em que ainda eram pouquíssimos conhecidas. Era não somente um profundo observador, mas também um vidente na mais elevada acepção do termo. O célebre músico Chopin, por sua vez, [...] tinha visões que, à vezes, o aterravam. Suas mais belas composições – sua “Marcha Fúnebre”, seus “Noturnos” – foram escritas em completa obscuridade. Em meados do século dezenove – em plena Idade Contemporânea – acontece uma popularização inesperada dos fenômenos mediúnicos, os quais se expandem rapidamente por todo o mundo. Essa expansão é tão marcante que levou o famoso escritor inglês Arthur Conan Doyle a afirmar que os fenômenos em questão possuíam todas as características de uma invasão organizada.  Essa fase de popularização do fenômeno mediúnico propiciou o advento da Doutrina Espírita, codificada por Allan Kardec. Dentre os fatos que antecederam imediatamente a Codificação, os mais significativos foram, sem dúvida, os ocorridos em Hydesville, nos Estados Unidos, e os denominados mesas girantes,  que se propagaram especialmente pela Europa.

Finalmente, pode-se dizer que, após o advento da Doutrina Espírita, o fenômeno mediúnico continua a expandir-se. Médiuns notáveis têm possibilitado o intercâmbio entre os dois planos da vida. Apenas a título exemplificativo citaremos: Eusapia Paladino, na Itália; Florence Cook e Sra. d´Espérance, na Inglaterra; Sra. Piper, nos Estados Unidos; Amália Domigo Y Soler, na Espanha, e os excelentes médiuns brasileiros Ana Prado, Zilda Gama, Yvone Pereira e, especialmente, Francisco Cândido Xavier.” -( FEB )-



Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 7 de dezembro de 2015

O fenômeno da intercomunicação mediúnica


"E eles lhes contaram o que lhes acontecera  no caminho e como deles foi conhecido ao partir do pão." -( Lucas, 24: 35 )-



Amados irmãos, bom dia!
No livro de Chico Xavier, O Pão Nosso, temos a seguinte mensagem sobre o versículo acima: Compactas multidões de candidatos à fé se afastam do serviço divino, por não atingirem, depois de certa expectação, as vantagens que aguardavam no imediatismo da luta humana. Sem garantia financeira, sem caprichos satisfeitos, não comungam na crença renovadora, respeitável e fiel. Vimos que essa tem sido a realidade de muitos até hoje. Ao iniciarmos nosso estudo dessa semana sobre os fenômenos da comunicação mediúnica, corremos o sério risco de nos incluirmos no comportamento acima, uma vez que, precisamos nos libertar dos nossos interesses materiais para que compreendamos tais fatos. Que os bons Espíritos nos auxiliem a esse entendimento.








O fenômeno mediúnico através dos tempos


Principais características da manifestação do fenômeno mediúnico ao longo do tempo

“Consoante os esclarecimentos do Espírito André Luiz, articulando, [...] ao redor de si mesma, as radiações das sinergias funcionais das agregações celulares do campo físico ou do psicossomático [perispirítico], a alma encarnada ou desencarnada está envolvida na própria aura ou túnica de forças eletromagnéticas, em cuja tessitura circulam as irradiações que lhe são peculiares. Evidenciam-se essas irradiações, de maneira condensada, até um ponto determinado de saturação, contendo as essências e imagens que lhe configuram os desejos no mundo íntimo, em processo espontâneo de auto-exteriorização, ponto esse do qual a sua onda mental se alonga adiante, atuando sobre todos os que com ela se afinem e recolhendo naturalmente a atuação de todos os que se lhe revelem simpáticos.

Desse modo, pode-se dizer que a aura é [...] a nossa plataforma onipresente em toda comunicação com as rotas alheias, antecâmara do Espírito, em todas as nossas atividades de intercâmbio com a vida que nos rodeia, através da qual somos vistos e examinados pelas Inteligências Superiores, sentidos e reconhecidos pelos nossos afins, e temidos e hostilizados ou amados e auxiliados pelos irmãos que caminham em posição inferior à nossa. Isso porque exteriorizamos, de maneira invariável, o reflexo de nós mesmos, nos contatos de pensamento a pensamento, sem necessidade das palavras para as simpatias ou repulsões fundamentais. É por essa couraça, [...] espécie de carapaça fluídica, em que cada consciência constrói o seu ninho ideal, que começaram todos os serviços da mediunidade na Terra, considerando-se a mediunidade como atributo do homem encarnado para corresponder-se com os homens liberados do corpo físico. Essa obra de permuta, no entanto, foi iniciada no mundo sem qualquer direção consciente, porque, pela natural apresentação da própria aura, os homens melhores atraíram para si os Espíritos humanos melhorados, cujo coração generoso se voltava, compadecido, para a esfera terrena, auxiliando os companheiros da retaguarda, e os homens rebeldes à Lei Divina aliciaram a companhia de entidades da mesma classe, transformando-se em pontos de contato entre o bem e o mal ou entre a Luz e a Sombra que se digladiam na própria Terra.

Pelas ondas de pensamento a se enovelarem umas sobre as outras, segundo a combinação de frequência e trajeto, natureza e objetivo, encontraram-se as mentes semelhantes entre si, formando núcleos de progresso em que homens nobres assimilaram as correntes mentais dos Espíritos Superiores, para gerar trabalho edificante e educativo, ou originando processos vários de simbiose em que almas estacionárias se enquistaram mutuamente, desafiando debalde os imperativos da evolução e estabelecendo obsessões lamentáveis, a se elastecerem sempre novas, nas teias do crime ou na etiologia complexa das enfermidades mentais. A intuição foi, por esse motivo, o sistema inicial de intercâmbio, facilitando a comunhão das criaturas, mesmo a distância, para transfundi-las no trabalho sutil da telementação, nesse ou naquele domínio do sentimento e da idéia, por intermédio de remoinhos mensuráveis de força mental, assim como na atualidade o remoinho eletrônico infunde em aparelhos especiais a voz ou a figura de pessoas ausentes, em comunicação recíproca na radiotelefonia e na televisão.

Essas considerações, em torno da aura e da intuição, trazem uma explicação científica para a revelação histórica de que as [...] crenças na imortalidade da alma e nas comunicações entre os vivos [encarnados] e os mortos [desencarnados] eram gerais entre os povos da antigüidade. Tais crenças, portanto, tiveram origem no exercício natural e empírico da mediunidade (mediunismo primitivo) – no qual a intuição, como foi visto, constituiu o sistema inicial de intercâmbio. As primeiras manifestações mediúnicas apresentam-se sob a forma do animismo tribal, com a personalização das forças da natureza. É o que se denomina fetichismo. Os fetiches básicos do homem primitivo eram a Terra-Mãe e o Céu-Pai.  O fenômeno mediúnico é, desse modo, conhecido [...] desde as primeiras idades do mundo [...]. Desse fato originou-se a crença na pluralidade dos deuses, uma vez que [...] chamando deus a tudo o que era sobre-humano, os homens tinham por deuses os Espíritos.

Com o desenvolvimento mental do ser humano, fundem-se a experiência e a imaginação, dando nascimento à mitologia popular, com as suas divindades repletas de magia (os deuses do Olimpo grego, por exemplo). Em seguida, e ainda nessa fase primitiva das manifestações mediúnicas, aparece a primeira expressão religiosa antropomórfica da humanidade: o culto dos ancestrais (manes, deuses-lares, deuses locais). Na verdade, os povos antigos transformaram os Espíritos em [...] divindades especiais. As Musas [deusas mitológicas] não eram senão a personificação alegórica dos Espíritos protetores das ciências e das artes, como os deuses Lares e Penates simbolizavam os Espíritos protetores da família.


Rompendo a fase do mediunismo primitivo, seguem-se os períodos do mediunismo oracular e do mediunismo bíblico.  Os oráculos predominam no início do processo civilizatório. Deles partem orientações diversas que abrangem as relações sociais, políticas e religiosas dos grandes povos da antiguidade. No mediunismo bíblico, entretanto, o fenômeno mediúnico adquire nova dimensão, afastando-se do politeísmo até então reinante, para representar a manifestação do Deus Universal e Supremo. O fenômeno mediúnico continua a sua trajetória evolutiva e só atinge a culminância com a Doutrina Espírita, que define a mediunidade como condição natural do ser humano e a enfoca sob os aspectos racional e científico.” -( FEB )- 



Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 6 de dezembro de 2015

Utilização do magnetismo humano-espiritual na Casa Espírita: a prece


"Perseverai em oração, velando nela com ação de graças."  ( Paulo aos Colossenses, 4: 2 )



Amados irmãos, bom dia!
Uma poderosa ferramenta nos foi ensinada e precisamos usá-la sem cessar: a prece. Através dela nos unimos ao Criador e aos bons Espíritos e assim, nos mantemos em harmonia com o bem e com a verdadeira vida. Que ela seja uma constante em nossas vidas.







“A prece caracteriza-se como uma importante prática espírita, recomendada pelos próprios Espíritos Orientadores da Codificação Espírita. Sem dúvida.[...] A oração é prodigioso banho de forças, tal a vigorosa corrente mental que atrai. [...] A oração, com o reconhecimento de nossa desvalia, coloca-nos em posição de simples elos de uma cadeia de socorro, cuja orientação reside no Alto.  

Pela prece, obtém o homem o concurso dos bons Espíritos que acorrem a sustentá-lo em suas boas resoluções e a inspirar-lhe idéias sãs. Ele adquire, desse modo, a força moral necessária a vencer as dificuldades e a volver ao caminho reto, se deste se afastou. Por esse meio, pode também desviar de si os males que atrairia pelas suas próprias faltas. Neste sentido, a [...] prece não é movimento mecânico dos lábios, nem disco de fácil repetição no aparelho da mente. É vibração, energia, poder. A criatura que ora, mobilizando as próprias forças, realiza trabalhos de inexprimível significação .Semelhante estado psíquico descortina forças ignoradas, revela a nossa origem divina e coloca-nos em contato com as fontes superiores.

Por exercer a prece uma como ação magnética, poder-se-ia supor que o seu efeito depende da força fluídica. Assim, entretanto, não é. Exercendo sobre os homens essa ação, os Espíritos, em sendo preciso, suprem a insuficiência daquele que ora, ou agindo diretamente em seu nome, ou dando-lhe momentaneamente uma força excepcional, quando o julgam digno dessa graça, ou que ela lhe pode ser proveitosa. O homem que não se considere suficientemente bom para exercer salutar influência, não deve por isso abster-se de orar a bem de outrem, com a idéia de que não é digno de ser escutado. Está no pensamento o poder da prece, que por nada depende nem das palavras, nem do lugar, nem do momento em que seja feita. Pode-se, portanto, orar em toda parte e a qualquer hora, a sós ou em comum. A influência do lugar ou do tempo só se faz sentir nas circunstâncias que favoreçam o recolhimento. A prece em comum tem ação mais poderosa, quando todos os que oram se associam de coração a um mesmo pensamento e colimam o mesmo objetivo, porquanto é como se muitos clamassem juntos e em uníssono. Mas, que importa seja grande o número de pessoas reunidas para orar, se cada uma atua isoladamente e por conta própria?! Cem pessoas juntas podem orar como egoístas, enquanto duas ou três, ligadas por uma mesma aspiração, orarão quais verdadeiros irmãos em Deus, e mais força terá a prece que lhe dirijam do que a das cem outras.” -( FEB )-



Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 5 de dezembro de 2015

Utilização do magnetismo humano-espiritual na Casa Espírita: a água fluidificada


"E disse Pedro: Não tenho prata nem ouro, mas o que tenho, isso te dou." -( Atos, 3: 6 )-



Amados irmãos, bom dia!
Colocarmos nossas vidas a serviço do amor celestial é a certeza de estamos vivendo a verdadeira vida. Que os bons Espíritos nos auxiliem nessa doação de amor ao próximo e a nós mesmos.








“A [...] água é veículo dos mais poderosos para os fluidos de qualquer natureza, informa o Espírito André Luiz, citando o benfeitor espiritual Lísias. Informa, ainda, que na Colônia Nosso Lar a água é empregada, sobretudo, como alimento e remédio, e que ali existem serviços consagrados exclusivamente à manipulação da água pura, pela captação de elementos oriundos do sol e do magnetismo espiritual. É comum, na Casa Espírita, a magnetização da água pelos benfeitores espirituais, que incorporam ao líquido simples recursos magnéticos de sabido valor para o equilíbrio psicofísico do enfermo. Aliás, inúmeras substâncias existentes na Natureza são passíveis de transformação; no entanto, a água é o veículo de escolha em razão da simplicidade da sua constituição molecular. Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os magnetizadores e que consiste em dar-se, pela ação da vontade, a uma substância qualquer, à água, por exemplo, propriedades muito diversas: um gosto determinado e até as qualidades ativas de outras substâncias. Desde que não há mais de um elemento primitivo e que as propriedades dos diferentes corpos são apenas modificações desse elemento, o que se segue é que a mais inofensiva substância tem o mesmo princípio que a mais deletéria. Assim, a água, que se compõe de uma parte de oxigênio e de duas de hidrogênio, se torna corrosiva, duplicando-se a proporção do oxigênio [transforma-se em água oxigenada que, não diluída, é potente corrosivo].
Transformação análoga se pode produzir por meio da ação magnética dirigida pela vontade.  É assim que as mais insignificantes substâncias [...] podem adquirir qualidades poderosas e efetivas, sob a ação do fluido espiritual ou magnético, ao qual elas servem de veículo, ou, se quiserem, de reservatório.” -( FEB )- 



Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 4 de dezembro de 2015

O colaborador espírita do passe


"Amado, não sigas o mal, mas o bem. Quem faz o bem é de Deus; mas quem faz o mal não tem visto a Deus." -( III João, 11 )-



Amados irmãos, bom dia!
"Transformemos nossas misérias em lições." -( O Pão Nosso - Chico Xavier )-
Busquemos o bem e o mal se afastará de nós, assim, através do desejo de uma reforma íntima e no empenho para que ela aconteça, estaremos a cada passo mais próximos do Senhor.









“O trabalhador espírita que atua na transmissão do passe deve considerar a tarefa como uma oportunidade de servir ao próximo. Entende, primeiramente, que [...] toda competência e especialização no mundo, nos setores de serviço, constituem o desenvolvimento da boa vontade. Bastam o sincero propósito de cooperação e a noção de responsabilidade para que sejamos iniciados, com êxito, em qualquer trabalho novo.  Jamais esquecendo que [...] Deus opera maravilhas por intermédio do trabalho de boa vontade.

Em segundo lugar, é sempre oportuno recordar as orientações do benfeitor Alexandre, citadas no livro Missionários da Luz, de autoria de André Luiz: Todos, com maior ou menor intensidade, poderão prestar concurso fraterno, nesse sentido [...], porquanto, revelada a disposição fiel de cooperar a serviço do próximo, por esse ou aquele trabalhador, as autoridades de nosso meio designam entidades sábias e benevolentes que orientam, indiretamente, o neófito, utilizando-lhe a boa vontade e enriquecendo-lhe o próprio valor. São muito raros, porém, os companheiros que demonstram a vocação de servir espontaneamente. Muitos, não obstante bondosos e sinceros nas suas convicções, aguardam a mediunidade curadora, como se ela fosse um acontecimento miraculoso em suas vidas e não um serviço do bem, que pede do candidato o esforço laborioso do começo. Claro que, referindo-nos aos irmãos encarnados, não podemos exigir a cooperação de ninguém [...]; entretanto, se algum deles vem ao nosso encontro, solicitando admissão às tarefas de auxílio, logicamente receberá nossa melhor orientação, no campo da espiritualidade. Dessa forma, o trabalhador do passe que se mantém constante na atividade e [...] que o interesse dele nas aquisições sagradas do bem seja mantido acima de qualquer preocupação transitória, deve esperar incessante progresso das faculdades radiantes, não só pelo próprio esforço, senão também pelo concurso de Mais Alto, de que se faz merecedor.

Conseguida a qualidade básica, o candidato ao serviço precisa considerar a necessidade de sua elevação urgente, para que as suas obras se elevem no mesmo ritmo [...]. Antes de tudo, é necessário equilibrar o campo das emoções. Não é possível fornecer forças construtivas a alguém, ainda mesmo na condição de instrumento útil, se fazemos sistemático desperdício das irradiações vitais. Um sistema nervoso esgotado, oprimido, é um canal que não responde pelas interrupções havidas. A mágoa excessiva, a paixão desvairada, a inquietude obsidente, constituem barreiras que impedem a passagem das energias auxiliadoras. Por outro lado, é preciso examinar também as necessidades fisiológicas, a par dos requisitos de ordem psíquica. A fiscalização dos elementos destinados aos armazéns celulares é indispensável, por parte do próprio interessado em atender as tarefas do bem. O excesso de alimentação produz odores fétidos, através dos poros, bem como das saídas dos pulmões e do estômago, prejudicando as faculdades radiantes, porquanto provoca dejeções anormais e desarmonias de vulto no aparelho gastrintestinal, interessando a intimidade das células. O álcool e outras substâncias tóxicas operam distúrbios nos centros nervosos, modificando certas funções psíquicas e anulando os melhores esforços na transmissão de elementos regeneradores e salutares.

Recomendam, também, os instrutores espirituais que é importante que os colaboradores, ligados a esse tipo de atividade, adquiram maiores conhecimentos sobre a atividade. Decerto, o estudo da constituição humana lhes é naturalmente aconselhável, tanto quanto ao aluno de enfermagem, embora não seja médico, se recomenda a aquisição de conhecimentos do corpo em si. E do mesmo modo que esse aprendiz de rudimentos da Medicina precisa atentar para a assepsia do seu quadro de trabalho, o médium passista necessitará vigilância no seu campo de ação, porquanto de sua higiene espiritual resultará o reflexo benfazejo naqueles que se proponha socorrer. Eis por que se lhe pede a sustentação de hábitos nobres e atividades limpas, com a simplicidade e a humildade por alicerces no serviço de socorro aos doentes [...]. O investimento cultural ampliar-lhe-á os recursos psicológicos, facilitando-lhe a recepção das ordens e avisos dos instrutores que lhe propiciem amparo, e o asseio mental lhe consolidará a influência, purificando-a, além de dotar-lhe a presença com a indispensável autoridade moral, capaz de induzir o enfermo ao despertamento das próprias forças de reação.” -( FEB )- 



Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 3 de dezembro de 2015

Doação e recepção fluídica durante o passe


"E para que me não exaltasse pelas excelências das revelações, foi-me dado um espinho na carne, mensageiro de satanás." -( Paulo, II Coríntios, 12: 7 )-




Amados irmãos, bom dia!
"Porque assumir posição de mestre infalível, quando não passamos de simples aprendizes?" -( O Pão Nosso - Chico Xavier )-
Que nossa caminhada seja suave e constante, reconhecendo nosso lugar e humildemente buscando na sabedoria do Mestre Jesus, direção e força para nossa evolução.







“No passe ou transmissão fluídica, não basta a existência de alguém com disposição para doar suas energias magnéticas. É necessário que ocorra uma interação entre o doador e o receptor. Estabelecido o clima de confiança, qual acontece entre o doente e o médico preferido, cria-se a ligação sutil entre o necessitado e o socorrista e, por semelhante elo de forças, ainda imponderáveis no mundo, verte o auxílio da Esfera Superior, na medida dos créditos de um e outro. Ao toque da energia emanante do passe, com a supervisão dos benfeitores desencarnados, o próprio enfermo, na pauta da confiança e do merecimento de que dá testemunho, emite ondas mentais características, assimilando os recursos vitais que recebe, retendo-os na própria constituição fisiopsicossomática, através das várias funções do sangue. O socorro, quase sempre hesitante a princípio, corporifica-se à medida que o doente lhe confere atenção, porque, centralizando as próprias radiações sobre as províncias celulares de que se serve, lhes regula os movimentos e lhes corrige a atividade, mantendo-lhes as manifestações dentro de normas desejáveis, e, estabelecida a recomposição, volve a harmonia orgânica possível, assegurando à mente o necessário governo do veículo em que se amolda.

O processo de socorro pelo passe é tanto mais eficiente quanto mais intensa se faça a adesão daquele que lhe recolhe os benefícios, de vez que a vontade do paciente, erguida ao limite máximo de aceitação, determina si mesmo mais elevados potenciais de cura. Nesse estado de ambientação, ao influxo dos passes recebidos, as oscilações mentais do enfermo se condensam, mecanicamente, na direção do trabalho restaurativo, passando a sugeri-lo às entidades celulares do veículo em que se expressam, e os milhões de corpúsculos do organismo fisiopsicossomático tendem a obedecer, instintivamente, às ordens recebidas, sintonizando-se com os propósitos do comando espiritual que os agrega.” -( FEB )-



Que a graça e a paz sejam conosco!