segunda-feira, 22 de agosto de 2016

Síntese dos principais ensinos da epístola aos gálatas


"Ide! Eis que vos mando como cordeiros ao meio de lobos." - Jesus - ( Lucas, 10:3 )




Amados irmãos, bom dia!
"O apelo do Cristo ressoa, ainda agora... É imprescindível caminhar na direção dos lobos, não na condição de fera contra fera, mas na posição de cordeiros-embaixadores; não por emissários da morte, mas por doadores da vida eterna." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-









“A análise dos ensinamentos que se seguem deve considerar, sempre, a ação dos zelotes que desejavam, por um lado, que os judeus convertidos voltassem ao Judaísmo, e, por outro, desmoralizar a mensagem cristã e a Paulo, considerado traidor por ter-se tornado cristão.

» Constância na fé cristã

“Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho, o qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo: se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema. Porque persuado eu agora a homens ou a Deus? Ou procuro agradar a homens? Se estivesse ainda agradando aos homens, não seria servo de Cristo. Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens, porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo. [...] Nós somos judeus por natureza e não pecadores dentre os gentios. Sabendo que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas pela fé em Jesus Cristo, temos também crido em Jesus Cristo, para sermos justificados pela fé de Cristo e não pelas obras da lei, porquanto pelas obras da lei nenhuma carne será justificada. Pois, se nós, que procuramos ser justificados em Cristo, nós mesmos também somos achados pecadores, é, porventura, Cristo ministro do pecado? De maneira nenhuma. [...] Ó insensatos gálatas! Quem vos fascinou para não obedecerdes à verdade, a vós, perante os olhos de quem Jesus Cristo foi já representado como crucificado? Só quisera saber isto de vós: recebestes o Espírito pelas obras da lei ou pela pregação da fé? Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?” (Gl 1:8-12; 2:15-17; 3:1-4).

» Fidelidade ao Cristo

“É evidente que, pela lei, ninguém será justificado diante de Deus, porque o justo viverá da fé. Ora, a lei não é da fé, mas o homem que fizer estas coisas por elas viverá. [...] De maneira que a lei nos serviu de aio, para nos conduzir a Cristo, para que, pela fé, fôssemos justificados. Mas, depois que a fé veio, já não estamos debaixo de aio. Porque todos sois filhos de Deus pela fé em Cristo Jesus; porque todos quantos fostes batizados em Cristo já vos revestistes de Cristo. Nisto não há judeu nem grego; não há servo nem livre; não há macho nem fêmea; porque todos vós sois um em Cristo Jesus. E, se sois de Cristo, então, sois descendência de Abraão e herdeiros conforme a promessa” (Gl 3: 11-12, 22-29).

» O homem com o Cristo é livre

“Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou e não torneis a meter-vos debaixo do jugo da servidão. Eis que eu, Paulo, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Cristo de nada vos aproveitará. [...] Porque nós, pelo espírito da fé, aguardamos a esperança da justiça. Porque, em Jesus Cristo, nem a circuncisão nem a incircuncisão têm virtude alguma, mas, sim, a fé que opera por caridade. [...] Porque vós, irmãos, fostes chamados à liberdade. Não useis, então, da liberdade para dar ocasião à carne, mas servi-vos uns aos outros pela caridade. Porque toda a lei se cumpre numa só palavra, nesta: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. [...] Mas o fruto do Espírito é: caridade, gozo, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, mansidão, temperança. Contra essas coisas não há lei. E os que são de Cristo crucificaram a carne com as suas paixões e concupiscências. Se vivemos no Espírito, andemos também no Espírito (Gl 5: 1-2, 5-6, 13-14, 22-25).

A carta aos gálatas sintetiza a necessidade de se manter fiel ao Cristo em benefício do próprio progresso espiritual. Um dos maiores desastres no caminho dos discípulos é a falsa compreensão com que iniciam o esforço na região superior, marchando em sentido inverso para os círculos da inferioridade. Dão, assim, a ideia de homens que partissem à procura de ouro, contentando-se, em seguida, com a lama do charco. [...] Observamos enfermos que se dirigem à espiritualidade elevada, alimentando nobres impulsos e tomados de preciosas intenções; conseguida a cura, porém, refletem na melhor maneira de aplicarem as vantagens obtidas na aquisição do dinheiro fácil. [...] Numerosos aprendizes persistem nos trabalhos do bem; contudo, eis que aparecem horas menos favoráveis e se entregam, inertes, ao desalento, reclamando prêmio aos minguados anos terrestres em que tentaram servir na lavoura do Mestre divino e plenamente despreocupados dos períodos multimilenários em que temos sido servidos pelo Senhor. Tais anomalias espirituais que perturbam consideravelmente o esforço dos discípulos procedem dos filtros venenosos compostos pelos pruridos de recompensa. Trabalhemos, pois, contra a expectativa de retribuição, a fim de que prossigamos na tarefa começada, em companhia da humildade, portadora de luz imperecível.” -( FEB - EADE )- 




Estudo do Livro dos Espíritos








202. Quando errante, que prefere o Espírito: encarnar no corpo de um homem, ou no de uma mulher?

“Isso pouco lhe importa. O que o guia na escolha são as provas por que haja de passar.” 

Os Espíritos encarnam como homens ou como mulheres, porque não têm sexo. Visto que lhes cumpre progredir em tudo, cada sexo, como cada posição social, lhes proporciona provações e deveres especiais e, com isso, ensejo de ganharem experiência.  Aquele que só como homem encarnasse só saberia o que sabem os homens.




Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 21 de agosto de 2016

Epístola aos gálatas


"E, quando esta epístola tiver sido lida entre vós, fazei que também o seja na igreja dos laodicenses, e a que veio de Laodicéia lêde-a vós também." - Paulo. (Colossenses, 4 :16.)



Amados irmãos, bom dia!
Quando soubermos compreender as pequeninas experiências de cada dia com a luz do Evangelho, concluiremos que todas as epístolas do bem procedem de Deus para a comunidade geral de seus filhos. -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-








“Os gálatas viveram na Galácia, antiga província romana, região situada no centro da Ásia Menor (atualmente, fica próxima de Ancara, na Turquia). A Galácia original era formada de diversos povos e abrigava várias comunidades cristãs primitivas. Os gálatas originais eram celtas que, vindo da Europa central, tinham invadido a Ásia Menor e se estabeleceram ali no século III a.C. Mas os soberanos da Galácia estenderam seu poder sobre os territórios vizinhos, povoados por outros grupos étnicos; esses grupos foram incluídos na província da Galácia e eram gálatas no sentido político, embora não no sentido étnico. Alguns desses grupos pertenciam as cidades de Antioquia da Psídia, Icônio, Listra e Derbe, que foram evangelizadas por Paulo e Barnabé por volta de 47d.C.2 Nessa carta, escrita, possivelmente, entre 48 e 55, foi enviada, em especial às igrejas de Antioquia da Psídia, Icônio, Listra e Derbe e, talvez, à Galácia étnica. Paulo faz uma apaixonada súplica aos cristãos das diferentes igrejas para que não se desviem do Evangelho. Eles [...] estavam propensos a dar ouvidos a certos mestres que os exortavam a acrescentar à sua fé em Cristo alguns traços característicos do Judaísmo, em particular a circuncisão. Esses mestres tentavam também diminuir a autoridade de Paulo, insistindo em que ele estava em dívida para como os líderes eclesiais de Jerusalém por sua delegação apostólica e não tinham nenhum direito de desviá-los da prática [judaica] de Jerusalém.

A epístola pode ser lida contra o pano de fundo do ressugirmento do nacionalismo militante da Judeia nos anos após 44 d.C. Esses militantes (que vieram a ser chamados de zelotes) tratavam os judeus que confraternizavam com gentios como traidores.” -( FEB - EADE )-




Estudo do Livro dos Espíritos







201. Em nova existência, pode o Espírito que animou o corpo de um homem animar o de uma mulher e vice-versa? 

“Decerto; são os mesmos os Espíritos que animam os homens e as mulheres.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 20 de agosto de 2016

Síntese dos principais ensinamentos da segunda epístola aos coríntios


"Também nos gloriamos nas tribulações." Paulo - ( Romanos, 5: 3 )



Amados irmãos, bom dia!
As tribulações sempre veem ao nosso encontro como forma de  mostrar o que precisa ser mudado. Seus ensinamentos são preciosos e nunca devemos deixar de observa-los, pois, estão a  mostrar que algo precisa ser revisto. Busquemos no exemplo do nosso Mestre Jesus e nos bons Espíritos o auxílio para compreendermos esses ensinamentos e a graça de nos transformarmos com eles.








» O caráter do ministério cristão

“E graças a Deus, que sempre nos faz triunfar em Cristo e, por meio de nós, manifesta em todo lugar o cheiro do seu conhecimento. Porque para Deus somos o bom cheiro de Cristo, nos que se salvam e nos que se perdem. Para estes, certamente, cheiro de morte para morte; mas, para aqueles, cheiro de vida para vida. E, para essas coisas, quem é idôneo? Porque nós não somos, como muitos, falsificadores da palavra de Deus; antes, falamos de Cristo com sinceridade, como de Deus na presença de Deus. [...] E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica.[...] Como não será de maior glória o ministério do Espírito? [...] Ora, o Senhor é Espírito; e onde está o Espírito do Senhor, aí há liberdade” (2 Cor 2:14-17; 3: 4-6, 8 e 17).

» As tribulações decorrentes da divulgação do Cristianismo

“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade. [...] Porque não nos pregamos a nós mesmos, mas a Cristo Jesus, o Senhor; e nós mesmos somos vossos servos, por amor de Jesus. Porque Deus, que disse que das trevas resplandecesse a luz, é quem resplandeceu em nossos corações, para iluminação do conhecimento da glória de Deus, na face de Jesus Cristo. Temos, porém, esse tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus e não de nós. Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos, mas não desanimados; perseguidos, mas não desamparados; abatidos, mas não destruídos; trazendo sempre por toda parte a mortificação do Senhor Jesus no nosso corpo, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossos corpos. E assim nós, que vivemos, estamos sempre entregues à morte por amor de Jesus, para que a vida de Jesus se manifeste também em nossa carne mortal” (2 Cor 4:1-2, 5-11).

» Necessidade do bom ânimo; deter nas coisas espirituais

“Por isso, não desfalecemos; mas, ainda que o nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova de dia em dia. Porque a nossa leve e momentânea tribulação produz para nós um peso eterno de glória mui excelente, não atentando nós nas coisas que se veem, mas nas que se não veem; porque as que se veem são temporais, e as que se não veem são eternas. [...]Porque sabemos que, se a nossa casa terrestre deste tabernáculo se desfizer, temos de Deus um edifício, uma casa não feita por mãos, eterna, nos céus. E, por isso, também gememos, desejando ser revestidos da nossa habitação, que é do céu; se, todavia, estando vestidos, não formos achados nus. Porque também nós, os que estamos neste tabernáculo, gememos carregados, não porque queremos ser despidos, mas revestidos, para que o mortal seja absorvido pela vida. Ora, quem para isso mesmo nos preparou foi Deus, o qual nos deu também o penhor do Espírito. Pelo que estamos sempre de bom ânimo, sabendo que, enquanto estamos no corpo, vivemos ausentes do Senhor (2 Cor 4:16-18; 5: 1-6).

» Cuidados com os falsos profetas

“Mas temo que, assim como a serpente enganou Eva com a sua astúcia, assim também sejam de alguma sorte corrompidos os vossos sentidos e se apartem da simplicidade que há em Cristo. Porque, se alguém for pregar-vos outro Jesus que nós não temos pregado, ou se recebeis outro espírito que não recebestes, ou outro evangelho que não abraçastes, com razão o sofrereis. Porque penso que em nada fui inferior aos mais excelentes apóstolos. E, se sou rude na palavra, não o sou, contudo, na ciência; mas já em tudo nos temos feito conhecer totalmente entre vós. Pequei, porventura, humilhando-me a mim mesmo, para que vós fôsseis exaltados, porque de graça vos anunciei o evangelho de Deus?[...] Mas o que eu faço o farei para cortar ocasião aos que buscam ocasião, a fim de que, naquilo em que se gloriam, sejam achados assim como nós. Porque tais falsos apóstolos são obreiros fraudulentos, transfigurando-se em apóstolos de Cristo. E não é maravilha, porque o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Não é muito, pois, que os seus ministros se transfigurem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras” (2 Cor 11: 3-7, 12-15).

A epístola aos romanos é uma maravilhosa apologia à fé, defendida por Paulo, que afirma que o justo viverá pela fé. Não poucos aprendizes interpretaram erradamente a assertiva. Supuseram que viver pela fé seria executar rigorosamente as cerimônias exteriores dos cultos religiosos. Frequentar os templos, harmonizar-se com os sacerdotes, respeitar a simbologia sectária, indicariam a presença do homem justo. Mas nem sempre vemos o bom ritualista aliado ao bom homem. E, antes de tudo, é necessário ser criatura de Deus, em todas as circunstâncias da existência. Paulo de Tarso queria dizer que o justo será sempre fiel, viverá de modo invariável, na verdadeira fidelidade ao Pai que está nos céus. Os dias são ridentes e tranquilos? Tenhamos boa memória e não desdenhemos a moderação. São escuros e tristes? Confiemos em Deus, sem cuja permissão a tempestade não desabaria. Veio o abandono do mundo? O Pai jamais nos abandona. Chegaram as enfermidades, os desenganos, a ingratidão e a morte? Eles são todos bons amigos, por trazerem até nós a oportunidade de sermos justos, de vivermos pela fé, segundo as disposições sagradas do Cristianismo.

As epístolas aos coríntios reflete o compromisso de Paulo de sempre confiar e esperar no Cristo, como também nos aconselha Emmanuel. É natural confiar no Cristo e aguardar nele, mas que dizer da angústia da alma atormentada no círculo de cuidados terrestres, esperando egoisticamente que Jesus lhe venha satisfazer os caprichos imediatos? [...] É imprescindível, portanto, esperar em Cristo com a noção real da eternidade. A filosofia do imediatismo, na Terra, transforma os homens em crianças. Não vos prendais à idade do corpo físico, às circunstâncias e condições transitórias. Indagai da própria consciência se permaneceis com Jesus. E aguardai o futuro, amando e realizando com o bem, convicto de que a esperança legítima não é repouso e, sim, confiança no trabalho incessante.” -( FEB - EADE )-




Estudo do Livro dos Espíritos







SEXOS NOS ESPÍRITOS 

200. Têm sexos os Espíritos? 

“Não como o entendeis, pois que os sexos dependem da organização. Há entre eles amor e simpatia, mas baseados na concordância dos sentimentos.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 19 de agosto de 2016

Síntese dos principais ensinamentos da primeira epístola aos coríntios


"Embraçando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do maligno." - Paulo - ( Efésios, 6:16 )




Amados irmãos, bom dia!
"Somente a confiança no Poder Maior, na Justiça Vitoriosa, na Sabedoria Divina consegue anular os dardos invisíveis, inflamados no veneno que intoxica os corações. Todo trabalhador sincero do Cristo movimenta-se na frente de longa e porfiada luta na Terra. Golpes da sombra e estiletes da incompreensão cercam-no em todos os lugares. E, se a bondade conforta e a esperança ameniza, é imprescindível não esquecer que só a fé representa escudo bastante forte para conservar o coração imune das trevas." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-










» Necessidade da concórdia e união no Cristo

Paulo suplica aos cristãos “Eu rogo-vos, porém, irmãos, pelo nome de nosso Senhor Jesus Cristo, que digais todos uma mesma coisa e que não haja entre vós dissensões; antes, sejais unidos, em um mesmo sentido e em um mesmo parecer. [...] Porque Cristo enviou-me não para batizar, mas para evangelizar; não em sabedoria de palavras, para que a cruz de Cristo se não faça vã. Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. [...]Porque os judeus pedem sinal, e os gregos buscam sabedoria; mas nós pregamos a Cristo crucificado, que é escândalo para os judeus e loucura para os gregos. Mas, para os que são chamados, tanto judeus como gregos, lhes pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1 Cor 1: 10-11;17-18; 22-24).

» A missão dos pregadores

“Pois quem é Paulo e quem é Apolo, senão ministros pelos quais crestes, e conforme o que o Senhor deu a cada um? Eu plantei, Apolo regou; mas Deus deu o crescimento. Pelo que nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas Deus, que dá o crescimento. Ora, o que planta e o que rega são um; mas cada um receberá o seu galardão, segundo o seu trabalho. Porque nós somos cooperadores de Deus; vós sois lavoura de Deus e edifício de Deus. Segundo a graça de Deus que me foi dada, pus eu, como sábio arquiteto, o fundamento, e outro edifica sobre ele; mas veja cada um como edifica sobre ele. Porque ninguém pode pôr outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo” (1 Cor 3:5-11).

» Necessidade de vida moral reta

“Geralmente, se ouve que há entre vós fornicação e fornicação tal, qual nem ainda entre os gentios, como é haver quem abuse da mulher de seu pai. Estais inchados e nem ao menos vos entristecestes, por não ter sido dentre vós tirado quem cometeu tal ação. [...] Alimpai-vos, pois, do fermento velho, para que sejais uma nova massa, assim como estais sem fermento. Porque Cristo, nossa páscoa, foi sacrificado por nós. Pelo que façamos festa, não com o fermento velho, nem com o fermento da maldade e da malícia, mas com os asmos da sinceridade e da verdade. Já por carta vos tenho escrito que não vos associeis com os que se prostituem” (1 Cor 5:1-2; 7-9). “Ora, quanto às coisas que me escrevestes, bom seria que o homem não tocasse em mulher; mas, por causa da prostituição, cada um tenha a sua própria mulher, e cada uma tenha o seu próprio marido. O marido pague à mulher a devida benevolência, e da mesma sorte a mulher, ao marido. [...] Digo, porém, aos solteiros e às viúvas, que lhes é bom se ficarem como eu. Mas, se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se (1 Cor 7:1-3; 8-9).

» O cristão não é idólatra, nem faz sacrifícios aos ídolos

“Ora, no tocante às coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que todos temos ciência. A ciência incha, mas o amor edifica. E, se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe como convém saber. Mas, se alguém ama a Deus, esse é conhecido dele. Assim que, quanto ao comer das coisas sacrificadas aos ídolos, sabemos que o ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus, senão um só. Porque, ainda que haja também alguns que se chamem deuses, quer no céu quer na Terra (como há muitos deuses e muitos senhores), todavia, para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele. [...] Portanto, meus amados, fugi da idolatria” (1 Cor 8: 1-6; 10:14).

» Os dons do Espírito ou carismas

“Acerca dos dons espirituais, não quero, irmãos, que sejais ignorantes. Vós bem sabeis que éreis gentios, levados aos ídolos mudos, conforme éreis guiados. Portanto, vos quero fazer compreender que ninguém que fala pelo Espírito de Deus diz: Jesus é anátema! E ninguém pode dizer que Jesus é o Senhor, senão pelo Espírito Santo. Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo. E há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos. Mas a manifestação do Espírito é dada a cada um para o que for útil. Porque a um, pelo Espírito, é dada a palavra da sabedoria; e a outro, pelo mesmo Espírito, a palavra da ciência; e a outro, pelo mesmo Espírito, a fé; e a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar; e a outro, a operação de maravilhas; e a outro, a profecia; e a outro, o de discernir os espíritos; e a outro, a variedade de línguas; e a outro, a interpretação das línguas. Mas um só e o mesmo Espírito opera todas essas coisas, repartindo particularmente a cada um como quer” (1 Cor 12: 1-11).

» A necessidade da caridade

“Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos e não tivesse caridade, seria como o metal que soa ou como o sino que tine. E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda a fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse caridade, nada seria. E ainda que distribuísse toda a minha fortuna para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse caridade, nada disso me aproveitaria. A caridade é sofredora, é benigna; a caridade não é invejosa; a caridade não trata com leviandade, não se ensoberbece, não se porta com indecência, não busca os seus interesses, não se irrita, não suspeita mal; não folga com a injustiça, mas folga com a verdade; tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. A caridade nunca falha; mas, havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá; porque, em parte, conhecemos e, em parte, profetizamos. Mas, quando vier o que é perfeito, então, o que o é em parte será aniquilado. Quando eu era menino, falava como menino, sentia como menino, discorria como menino, mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino. Porque, agora, vemos por espelho em enigma; mas, então, veremos face a face; agora, conheço em parte, mas, então, conhecerei como também sou conhecido. Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e a caridade, estas três; mas a maior destas é a caridade” (1 Cor 13: 1-13).” -( FEB - EADE )-




Estudo do Livro dos Espíritos






199. Por que tão frequentemente a vida se interrompe na infância? 

“A curta duração da vida da criança pode representar, para o Espírito que a animava, o complemento de existência precedentemente interrompida antes do momento em que deveria terminar, e sua morte, também não raro, constitui provação ou expiação para os pais.” 

a) — Que sucede ao Espírito de uma criança que morre pequenina? 

“Recomeça outra existência.” 

Se uma única existência tivesse o homem e se, extinguindo-se-lhe ela, sua sorte ficasse decidida para a eternidade, qual seria o mérito de metade do gênero humano, da que morre na infância, para gozar, sem esforços, da felicidade eterna e com que direito se acharia isenta das condições, às vezes tão duras, a que se vê submetida a outra metade? Semelhante ordem de coisas não corresponderia à justiça de Deus. Com a reencarnação, a igualdade é real para todos. O futuro a todos toca sem exceção e sem favor para quem quer que seja. Os retardatários só de si mesmos se podem queixar. Forçoso é que o homem tenha o merecimento de seus atos, como tem deles a responsabilidade. Aliás, não é racional considerar-se a infância como um estado normal de inocência. Não se vêem crianças dotadas dos piores instintos, numa idade em que ainda nenhuma influência pode ter tido a educação? Algumas não há que parecem trazer do berço a astúcia, a felonia, a perfídia, até pendor para o roubo e para o assassínio, não obstante os bons exemplos que de todos os lados se lhes dão? A lei civil as absolve de seus crimes, porque, diz ela,  obraram sem discernimento. Tem razão a lei, porque, de fato, elas obram mais por instinto do que intencionalmente. Donde, porém, provirão instintos tão diversos em crianças da mesma idade, educadas em condições idênticas e sujeitas às mesmas influências? Donde a precoce perversidade, senão da inferioridade do Espírito, uma vez que a educação em nada contribuiu para isso? As que se revelam viciosas, é porque seus Espíritos muito pouco hão progredido. Sofrem então, por efeito dessa falta de progresso, as consequências, não dos atos que praticam na infância, mas dos de suas existências anteriores. Assim é que a lei é uma só para todos e que todos são atingidos pela justiça de Deus.




Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

Epístolas aos coríntios


"Tomai também o capacete da salvação." - Paulo - ( Efésios, 6: 17 )



Amados irmãos, bom dia!
Constantemente somos alvos de toda espécie de ataques cujo objetivo é tirar nosso foco do caminho do Senhor. É imprescindível atentar ao conselho do apóstolo Paulo quanto a nos protegermos com o capacete da salvação. A fé é o componente essencial desse capacete. Somente ela é que irá nos proteger. Depositemos nossa confiança no Senhor e peçamos que nos fortaleça em nossas lutas diárias.








“Paulo escreveu duas epístolas aos coríntios, destacando, em ambas, Jesus como a sabedoria de Deus. Corinto, capital da província de romana de Acaia, foi importante cidade fundada pelos gregos. Situada no istmo que separa as duas cidades portuárias de Lecaion, no golfo de Corinto, de Cencreia, no golfo Sarônico, foi centro de grande trânsito de viajantes e imenso posto comercial da antiguidade. As duas epístolas aos coríntios compõem-se, provavelmente, de várias pequenas cartas ou bilhetes escritos por Paulo à igreja cristã de Corinto, no início da quinta década d.C. Por causa do seu conteúdo, e extensão, essas epístolas se situam entre as mais importantes. Revela preocupação com as ideias e os costumes gregos, amplamente difundidos em Corinto.

Um dos problemas, era a imoralidade sexual, como o incesto, mantida pelos convertidos ao Cristianismo. Outro problema era a prática, herdada dos costumes romanos, de cobrir a cabeça quando se orava ou profetizava, como sinal de culto e devoção. Uma terceira dificuldade era o hábito que existia em certos cristãos de fazer refeições, na forma de banquetes, no templo de algum deus. Por último, havia o uso e abuso dos poderes mediúnicos.

Existia, pois, na igreja de Corinto, fortes disputas entre os cristãos: os de origem judaica abominavam as práticas politeístas gentílicas, consideradas bárbaras e imorais. Foi uma comunidade continuamente sacudida por escândalos, mas que recebeu muita atenção e cuidados por parte do apóstolo dos gentios. O [...] ex-doutor da Lei procurou enriquecer a igreja de Corinto de todas as experiências que trazia da instituição antioquense. Os cristãos da cidade viviam num oceano de júbilos indefiníveis. A igreja possuía seu departamento de assistência aos que necessitavam de pão, de vestuário, de remédios. Venerandas velhinhas revezavam-se na tarefa santa de atender os mais desfavorecidos. Diariamente, à noite, havia reuniões para comentar a passagem da vida do Cristo; em seguida à pregação central e ao movimento das manifestações de cada um, todos entravam em silêncio, a fim de ponderar o que recebiam do Céu através do profetismo. Os não habituados ao dom das profecias possuíam faculdades curadoras, que eram aproveitadas a favor dos enfermos, em uma sala próxima. O mediunismo evangelizado, dos tempos modernos, é o mesmo profetismo das igrejas apostólicas.

A igreja cristã de Corinto, à época de Paulo, foi muito protegida pela presença de certos romanos ricos, como Tito Justo. “Os israelitas pobres encontravam na igreja um lar generoso, onde Deus se manifestava em demonstrações de bondade, ao contrário das sinagogas, em cujo recinto [...] encontravam apenas a rispidez de preceitos tirânicos, nos lábios de sacerdotes sem piedade.” -( FEB - EADE )- 





Estudo do Livro dos Espíritos








198. Não tendo podido praticar o mal, o Espírito de uma criança que morreu em tenra idade pertence a alguma das categorias superiores? 

“Se não fez o mal, igualmente não fez o bem e Deus não o isenta das provas que tenha de padecer. Se for um Espírito puro, não o é pelo fato de ter animado apenas uma criança, mas porque já progredira até à pureza.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

Síntese dos principais ensinamentos da epístola aos romanos


"Santifica-os na verdade." - Jesus - ( João, 17: 17 )




Amados irmãos, bom dia!
Chegando o tempo em que nosso Mestre seria entregue aos seus algozes, dirigindo-se ao Pai, rogou pelos discípulos que aqui ainda permaneceriam, para que os santificasse. Não pediu para lhes dar prêmios, privilégios, mas, que em sua condição de encarnados, os santificasse. Essa é a atitude que devemos ter em nossas orações, pedir ao Pai que nos santifique a fim de que possamos concluir nossa jornada terrestre, fortalecidos pela graça do Pai.









» A Justiça de Deus

Para que ocorra a salvação, Paulo esclarece que todos os seres humanos devem estar cientes de que, sendo julgados por Deus, devem agir de acordo com os princípios da sua justiça (Rm 2:1-16). Os homens que se afastaram de Deus, ou que o desconhecem, que trazem o coração impenitente, que pecam contra a Lei, serão submetidos à justiça divina “a qual recompensará cada um segundo as suas obras” (Rm 2:7). A justiça de Deus se fundamenta naquilo que o homem faz ou deixa de fazer: “Porque todos os que sem lei pecaram sem lei também perecerão; e todos os que sob a lei pecaram pela lei serão julgados. Porque os que ouvem a lei não são justos diante de Deus, mas os que praticam a lei hão de ser justificados” (Rm 2:12-13). Os que têm conhecimento espiritual e não o colocam em prática, serão julgados com mais rigor. Eis que tu, que tens por sobrenome judeu, e repousas na lei, e te glorias em Deus; e sabes a sua vontade, e aprovas as coisas excelentes, sendo instruído por lei; e confias que és guia dos cegos, luz dos que estão em trevas, instruidor dos néscios, mestre de crianças, que tens a forma da ciência e da verdade na lei; tu, pois, que ensinas a outro, não te ensinas a ti mesmo? Tu, que pregas que não se deve furtar, furtas? Tu, que dizes que não se deve adulterar, adulteras? Tu, que abominas os ídolos, cometes sacrilégio? Tu, que te glorias na lei, desonras a Deus pela transgressão da lei? Porque, como está escrito, o nome de Deus é blasfemado entre os gentios por causa de vós. Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão. Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura, a incircuncisão não será reputada como circuncisão? E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará, porventura, a ti que pela letra e circuncisão és transgressor da lei? Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão, a que é do coração, no espírito, não na letra, cujo louvor não provém dos homens, mas de Deus (Romanos, 2:17-29).



» A fé em Jesus como medida de salvação

Paulo reconhece que no atual estágio evolutivo da Humanidade, todos somos pecadores, “como está escrito: não há um justo, nenhum sequer” (Rm 3:10). Entretanto, analisa que podemos nos salvar pela fé em Jesus: “Mas, agora, se manifestou, sem a lei, a justiça de Deus, tendo o testemunho da Lei e dos Profetas, isto é, a justiça de Deus pela fé em Jesus Cristo para todos e sobre todos os que creem; porque não há diferença” (Rm 3:21-22).

» A fé em Jesus e a paz com Deus

“Sendo, pois, justificados pela fé, temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo; pelo qual também temos entrada pela fé a esta graça, na qual estamos firmes; e nos gloriamos na esperança da glória de Deus. E não somente isto, mas também nos gloriamos nas tribulações, sabendo que a tribulação produz a paciência; e a paciência, a experiência; e a experiência, a esperança” (Rm 5: 1-4).

» O homem sem o Cristo vive em pecado

“Portanto, agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus, que não andam segundo a carne, mas segundo o espírito. Porque a lei do Espírito de vida, em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte. Porquanto, o que era impossível à lei, visto como estava enferma pela carne, Deus, enviando o seu Filho em semelhança da carne do pecado, pelo pecado condenou o pecado na carne, para que a justiça da lei se cumprisse em nós, que não andamos segundo a carne, mas segundo o Espírito. Porque os que são segundo a carne inclinam-se para as coisas da carne; mas os que são segundo o Espírito, para as coisas do Espírito. Porque a inclinação da carne é morte; mas a inclinação do Espírito é vida e paz. [...] E, se Cristo está em vós, o corpo, na verdade, está morto por causa do pecado, mas o espírito vive por causa da justiça” (Rm 8: 1-6; 10).” -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos







SORTE DAS CRIANÇAS DEPOIS DA MORTE 

197. Poderá ser tão adiantado quanto o de um adulto o Espírito de uma criança que morreu em tenra idade? 

“Algumas vezes o é muito mais, porquanto pode dar-se que muito mais já tenha vivido e adquirido maior soma de experiência, sobretudo se progrediu.” 

a) — Pode então o Espírito de uma criança ser mais adiantado que o de seu pai? 

“Isso é muito freqüente. Não o vedes vós mesmos tão amiudadas vezes na Terra?”





Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Epístola aos romanos - assuntos


"Pois nós somos um santuário do Deus vivo." -( Paulo - II Coríntios, 6: 16 )-



Amados irmãos, bom dia!
Criados à forma do nosso Criador, cabe a cada um buscar imitá-lo em sua perfeição através da prática dos ensinamentos do nosso Mestre Jesus. Só assim viveremos a vida em plenitude, graça e felicidade. Que não sejamos o joio no meio do trigo.








“Nessa epístola, encontramos os seguintes assuntos:
a) desejo de Paulo de viajar a Roma para encontrar com os membros desta a igreja cristã;
b) o homem justificado pela fé está a caminho da salvação;
c) combate a idolatria e vida dissoluta dos gentios e impenitência dos judeus.

Paulo se encontrava em Corinto, em vias de partir para Jerusalém, quando escreveu a sua epístola aos romanos (no inverno de 55–56 d.C.). Por essa carta se percebe que Paulo não esteve presente, nem fundou a igreja cristã de Roma, como já se pensou no passado. Na verdade, parece que ele tinha escassas informações a respeito dessa comunidade. As [...] raras alusões de sua epístola deixam apenas vislumbrar uma comunidade em que os convertidos do Judaísmo e do paganismo correm o perigo de se desentenderem. Assim, para preparar sua chegada acha útil enviar por sua patrona Febe (Rm 16:1) uma carta em que expõe sua solução do problema judaísmo-cristianismo, tal como acaba de amadurecer devido à crise gálata. Romanos“[...] oferece explanação continuada, em que algumas grandes seções se concatenam harmoniosamente com o auxílio de temas que primeiro anunciam e depois são retomados.” Não existem dúvidas relacionadas à autenticidade da epístola aos romanos. Apenas se tem perguntado se os capítulos 15 e 16 não teriam sido acrescentados posteriormente. Supõe-se que o capítulo 16, repleto de saudações, teria sido, originalmente, um bilhete que o apóstolo enviou à igreja cristã de Éfeso. O desenvolvimento das ideias sobre a fé é, nessa carta, mais elaborado e mais completo do que em qualquer outra, escrita por Paulo. Neste sentido, começa por afirmar que não se envergonha do Evangelho, porque ele é força de Deus para a salvação de todos os que creem, independentemente se é judeu ou grego. “O justo viverá pela fé”, afirma (Romanos, 1: 16-17) Em seguida, apresenta uma tese e ardorosa defesa sobre a salvação do homem pela fé (Romanos, 1 a 5). Os membros da igreja cristã romana, formada de judeus e gentílicos convertidos ao Cristianismo, se desentendiam continuamente. O motivo básico, que produzia intranquilidade a Paulo, era o culto, idolatria e costumes que os romanos e demais gentios tinham dificuldades de abandonar: “E, como eles se não importaram de ter conhecimento de Deus, assim Deus os entregou a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convém; estando cheios de toda iniquidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio, contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes ao pai e à mãe; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis, sem misericórdia. [...] E bem sabemos que o juízo de Deus é segundo a verdade sobre os que tais coisas fazem. E tu, ó homem, que julgas os que fazem tais coisas, cuidas que, fazendo-as tu, escaparás ao juízo e Deus? (Rm 1:28-31; 2:2-3).” -( FEB - EADE )- 




Estudo do Livro dos Espíritos









196. Não podendo os Espíritos aperfeiçoar-se, a não ser por meio das tribulações da existência corpórea, segue-se que a vida material seja uma espécie de crisol ou de depurador, por onde têm que passar todos os seres do mundo espírita para alcançarem a perfeição? 

“Sim, é exatamente isso. Eles se melhoram nessas provas, evitando o mal e praticando o bem; porém, somente ao cabo de mais ou menos longo tempo, conforme os esforços que empreguem; somente após muitas encarnações ou depurações sucessivas, atingem a finalidade para que tendem.”  

a) — É o corpo que influi sobre o Espírito para que este se melhore, ou o Espírito que influi sobre o corpo? 

“Teu Espírito é tudo; teu corpo é simples veste que apodrece: eis tudo.” 

O suco da vide nos oferece um símile material dos diferentes graus da depuração da alma. Ele contém o licor que se chama espírito ou álcool, mas enfraquecido por uma imensidade de matérias estranhas, que lhe alteram a essência. Esta só chega à pureza absoluta depois de múltiplas destilações, em cada uma das quais se despoja de algumas impurezas. O corpo é o alambique em que a alma tem que entrar para se purificar. Às matérias estranhas se assemelha o perispírito, que também se depura, à medida que o Espírito se aproxima da perfeição.




Que a graça e a paz sejam conosco!