sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Adoração: significado e objetivo



"A adoração consiste [...] na elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma".   -( Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 649 )-



Amados irmãos, bom dia!
"Somente a Ti pertençam toda a honra e toda a glória, agora e para sempre". Elevemos nossos olhos e nossos corações ao Senhor e sejamos gratos por todas as bençãos que Ele nos da. Vamos meditar hoje sobre a significado objetivo da adoração.








Adoração: significado e objetivo


"O vocábulo adoração significa, segundo o Dicionário Houaiss da Língua Portuguesa, ato ou efeito de adorar, que está intimamente relacionado à palavra veneração, culto que se rende a alguém ou algo considerado divindade. No sentido vulgar do termo, adorar traduz-se como prestar culto à divindade. Todavia, afirmam os Espíritos Superiores que adoração consiste na [...] elevação do pensamento a Deus. Deste, pela adoração, aproxima o homem sua alma 1 . Esclarecem também que a [...] adoração está na lei natural, pois resulta de um sentimento inato no homem. Por essa razão é que existe entre todos os povos, se bem que sob formas diferentes. 

Tempos houve em que cada família, cada tribo, cada cidade e cada raça tinha os seus deuses particulares, em cujo louvor o fogo divino ardia constantemente na lareira ou nos altares dos templos que lhes eram dedicados. Retribuindo essas homenagens (assim se acreditava), os deuses tudo faziam pelos seus adoradores, chegando até a se postar à frente dos exércitos das comunas ou das nações a que pertenciam, ajudando-as em guerras defensivas ou de conquista. É importante destacar que a [...] palavra deus tinha, entre os antigos, acepção muito ampla. Não indicava, como presentemente, uma personificação do Senhor da Natureza. Era uma qualificação genérica, que se dava a todo ser existente fora das condições da Humanidade. Ora, tendo-lhes as manifestações espíritas revelado a existência de seres incorpóreos a atuarem como potência da Natureza, a esses seres deram eles o nome de deuses, como lhes damos atualmente o de Espíritos. Pura questão de palavras, com a única diferença de que, na ignorância em que se achavam, mantida intencionalmente pelos que nisso tinham interesse, eles erigiram templos e altares muito lucrativos a tais deuses, ao passo que hoje os consideramos simples criaturas como nós, mais ou menos perfeitas e despidas de seus invólucros terrestres. 

Se estudarmos atentamente os diversos atributos das divindades pagãs, reconheceremos, sem esforço, todos os de que vemos dotados os Espíritos nos diferentes graus da escala espírita, o estado físico em que se encontram nos mundos superiores, todas as propriedades do perispírito e os papéis que desempenham nas coisas da Terra. 

Para entendermos a adoração, precisamos reconhecer que esta acompanha o processo evolutivo da criatura humana, uma vez que, como o homem evolui intelectual e moralmente, aperfeiçoa também sua concepção de Deus e a sua forma de adorá-lo. Podemos, então, acompanhar com nitidez a transformação histórica da ideia de Deus ocorrida na nossa humanidade: partindo das primitivas idéias politeístas, alcançamos significativo progresso religioso com o monoteísmo, a despeito de ainda presos às manifestações de culto exterior. Nesse ponto da história religiosa do Planeta, a nossa rota evolutiva abre-se em uma bifurcação, estabelecida pelo surgimento do Cristianismo. Assim, os povos do hemisfério ocidental abraçam as idéias cristãs, enquanto os povos do hemisfério oriental se mantêm presos às tradições religiosas do seu passado remoto. É oportuno assinalar que vindo [...] iluminar o mundo com a sua divina luz, o Cristianismo não se propôs destruir uma coisa que está na Natureza. 

Orientou, porém, a adoração para Aquele a quem é devida. 

Quanto aos Espíritos, a lembrança deles se há perpetuado, conforme os povos, sob diversos nomes, e suas manifestações, que nunca deixaram de produzir-se, foram interpretadas de maneiras diferentes e muitas vezes exploradas sob o prestígio do mistério. Enquanto para a religião essas manifestações eram fenômenos miraculosos, para os incrédulos sempre foram embustes. Hoje, mercê de um estudo mais sério, feito à luz meridiana, o Espiritismo, escoimado das idéias supersticiosas que o ensombraram durante séculos, nos revela um dos maiores e mais sublimes princípios da Natureza. Devemos considerar, no entanto, que longe ainda nos encontramos de adorar Deus em espírito e verdade, conforme preconiza o Espiritismo, e lembrando a mensagem cristã. Muitas interpretações religiosas ainda trazem o ranço das manifestações ritualísticas, visíveis nos seus cerimoniais de culto externo. Emmanuel, a propósito, lembra-nos que nos [...] tempos primevos, como na atualidade, o homem teve uma concepção antropomórfica de Deus. Nos períodos primários da Civilização, como preponderavam as leis de força bruta e a Humanidade era uma aglomeração de seres que nasciam da brutalidade e da aspereza, que apenas conheciam os instintos nas suas manifestações, a adoração aos seres invisíveis que personificavam os seus deuses era feita de sacrifícios inadmissíveis em vossa época. Hodiernamente, nos vossos tempos de egoísmo utilitário, Deus é considerado como poderoso magnata, a quem se pode peitar com bajulação e promessa, no seio de muitas doutrinas religiosas. 

Os Espíritos Orientadores da Codificação Espírita nos esclarecem que [...] adoração verdadeira é do coração. Em todas as vossas ações, lembrai-vos sempre de que o Senhor tem sobre vós o seu olhar. Esclarecem igualmente que a adoração exterior será útil, [...] se não consistir num vão simulacro. É sempre útil dar um bom exemplo. Mas, os que somente por afetação e amor-próprio o fazem, desmentindo com o proceder a aparente piedade, mau exemplo dão e não imaginam o mal que causam. Na verdade, continuam elucidando os Espíritos Codificadores, Deus prefere os que o adoram do fundo do coração, com sinceridade, fazendo o bem e evitando o mal, aos que julgam honrá-lo com cerimônias que os não tornam melhores para com os seus semelhantes. 

Todos os homens são irmãos e filhos de Deus. Ele atrai a si todos os que lhe obedecem às leis, qualquer que seja a forma sob que as exprimam. É hipócrita aquele cuja piedade se cifra nos atos exteriores. Mau exemplo dá todo aquele cuja adoração é afetada e contradiz o seu procedimento. Declaro-vos que somente nos lábios e não na alma tem religião aquele que professa adorar o Cristo, mas que é orgulhoso, invejoso e cioso, duro e implacável para com outrem, ou ambicioso dos bens deste mundo. Deus, que tudo vê, dirá: o que conhece a verdade é cem vezes mais culpado do mal que faz, do que o selvagem ignorante [...]. E como tal será tratado no dia da justiça. Se um cego, ao passar, vos derriba, perdoá-lo-eis; se for um homem que enxerga perfeitamente bem, queixar-vos-eis e com razão. Não pergunteis, pois, se alguma forma de adoração há que mais convenha, porque equivaleria a perguntardes se mais agrada a Deus ser adorado num idioma do que noutro. Ainda uma vez vos digo: até ele não chegam os cânticos, senão quando passam pela porta do coração". -( FEB )-







Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

O bem e o mal



"O bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário".



Amados irmãos, bom dia!
Fomos criados à imagem e semelhança de Deus, mas, precisamos com o nosso esforço diário, tornar isso possível. Foi-nos dado esse privilégio de assim o ser, mas, também a liberdade de assim realizar. Como seres ignorantes temos muito a aprender e aos que assim procederem alcançarão  com mais rapidez esse estado. Aos que nessa caminhada não se esforçarem devidamente, a estrada será maior. Eis, pois, a diferença entre o bem e o mal que estudaremos hoje.








O bem e o mal


“Sendo Deus o princípio de todas as coisas e sendo todo sabedoria, todo bondade, todo justiça, tudo o que dele procede há de participar dos seus atributos, porquanto o que é infinitamente sábio, justo e bom nada pode produzir que seja ininteligente, mau e injusto. O mal que observamos não pode ter nele a sua origem. Com efeito, esclarece Emmanuel, o [...] determinismo divino se constitui de uma só lei, que é a do amor para a comunidade universal. Todavia, confiando em si mesmo, mais do que em Deus, o homem transforma a sua fragilidade em foco de ações contrárias a essa mesma lei, efetuando, desse modo, uma intervenção indébita na harmonia divina. Eis o mal. Urge recompor os elos sagrados dessa harmonia sublime. Eis o resgate. Vede, pois, que o mal, essencialmente considerado, não pode existir para Deus, em virtude de representar um desvio do homem, sendo zero na Sabedoria e na Providência Divinas. O Criador é sempre o Pai generoso e sábio, justo e amigo, considerando os filhos transviados como incursos em vastas experiências. Mas, como Jesus e os seus prepostos são seus cooperadores divinos, e eles próprios instituem as tarefas contra o desvio das criaturas humanas, focalizam os prejuízos do mal com a força de suas responsabilidades educativas, a fim de que a Humanidade siga retamente no seu verdadeiro caminho para Deus.
Dessa forma, o [...] bem é tudo o que é conforme à lei de Deus; o mal, tudo o que lhe é contrário. Assim, fazer o bem é proceder de acordo com a lei de Deus. Fazer o mal é infringi-la. Não é difícil ao homem distinguir o bem do mal [...] quando crê em Deus e o quer saber. Deus lhe deu a inteligência para distinguir um do outro.

Basta, para isso, que aplique a si mesmo o preceito de Jesus [...] vede o que queríeis que vos fizessem ou não vos fizessem. Tudo se resume nisso. Note-se, entretanto, que a [...] regra do bem e do mal, que se poderia chamar de reciprocidade ou de solidariedade, é inaplicável ao proceder pessoal do homem para consigo mesmo.

É importante que o homem conheça os seus limites. A lei natural, neste sentido, é-lhe guia seguro desse proceder, como explicam os Espíritos Superiores: Quando comeis em excesso, verificais que isso vos faz mal. Pois bem, é Deus quem vos dá a medida daquilo de que necessitais. Quando excedeis dessa medida, sois punidos. Em tudo é assim. A lei natural traça para o homem o limite das suas necessidades. Se ele ultrapassa esse limite, é punido pelo sofrimento. Se atendesse sempre à voz que lhe diz – basta, evitaria a maior parte dos males, cuja culpa lança à Natureza.

A lei de Deus é a mesma para todos; porém, o mal depende principalmente da vontade que se tenha de o praticar. O bem é sempre o bem e o mal sempre o mal, qualquer que seja a posição do homem. Diferença só há quanto ao grau da responsabilidade.

Tanto mais culpado é o homem, quanto melhor sabe o que faz.

As circunstâncias dão relativa gravidade ao bem e ao mal. Muitas vezes, comete o homem faltas, que, nem por serem consequência da posição em que a sociedade o colocou, se tornam menos repreensíveis. Mas, a sua responsabilidade é proporcionada aos meios de que ele dispõe para compreender o bem e o mal. Assim, mais culpado é, aos olhos de Deus, o homem instruído que pratica uma simples injustiça, do que o selvagem ignorante que se entrega aos seus instintos.

A ambição desvairada, o orgulho, o egoísmo, entre outras paixões inferiores, podem levar o homem a destruir o seu semelhante. Dizem os Espíritos Superiores que essa [...] necessidade desaparece, entretanto, à medida que a alma se depura, passando de uma a outra existência. Então, mais culpado é o homem, quando o pratica, porque melhor o compreende.

Essa compreensão se expressa, por exemplo, quando, nas situações de legítima defesa, o agredido busca salvar a sua vida. ou, ainda, quando, nas guerras, procede com sentimento de humanidade. De toda forma, o mal recai sempre sobre o seu causador. Aquele que induz o seu semelhante a praticar o mal pela posição em que o coloca tem mais responsabilidade do que este último, porque [...] cada um será punido, não só pelo mal que haja feito, mas também pelo mal a que tenha dado lugar. De igual modo, aquele que, embora não praticando o mal, se aproveita do mal praticado por outrem, é tão culpado quanto este, uma vez que aproveitar [...] do mal é participar dele. Talvez não fosse capaz de praticá-lo; mas, desde que, achando-o feito, dele tira partido, é que o aprova; é que o teria praticado, se pudera, ou se ousara. Pode-se dizer que os [...] males de toda espécie, físicos ou morais, que afligem a Humanidade, formam duas categorias que importa distinguir: a dos males que o homem pode evitar e a dos que lhe independem da vontade. 

Entre os últimos cumpre se incluam os flagelos naturais. Tendo o homem que progredir, os males a que se acha exposto são um estimulante para o exercício da sua inteligência, de todas as suas faculdades físicas e morais, incitando-o a procurar os meios de evitá-los. Se ele nada houvesse de temer, nenhuma necessidade o induziria a procurar o melhor; o espírito se lhe entorpeceria na inatividade; nada inventaria, nem descobriria. A dor é o aguilhão que o impele para a frente, na senda do progresso. Porém, os males mais numerosos são os que o homem cria pelos seus vícios, os que provêm do seu orgulho, do seu egoísmo, da sua ambição, da sua cupidez, de seus excessos em tudo. Aí a causa das guerras e das calamidades que estas acarretam, das dissensões, das injustiças, da opressão do fraco pelo forte, da maior parte, afinal, das enfermidades. Deus promulgou leis plenas de sabedoria, tendo por único objetivo o bem. Em si mesmo encontra o homem tudo o que lhe é necessário para cumpri-las. A consciência lhe traça a rota, a lei divina lhe está gravada no coração e, ao demais, Deus lha lembra constantemente por intermédio de seus messias e profetas, de todos os Espíritos encarnados que trazem a missão de o esclarecer, moralizar e melhorar e, nestes últimos tempos, pela multidão dos Espíritos desencarnados que se manifestam em toda parte. Se o homem se conformasse rigorosamente com as leis divinas, não há duvidar de que se pouparia aos mais agudos males e viveria ditoso na Terra. Se assim não procede, é por virtude do seu livre-arbítrio: sofre então as consequências do seu proceder. Entretanto, Deus, todo bondade, pôs o remédio ao lado do mal, isto é, faz que do próprio mal saia o remédio. Um momento chega em que o excesso do mal moral se torna intolerável e impõe ao homem a necessidade de mudar de vida. Instruído pela experiência, ele se sente compelido a procurar no bem o remédio, sempre por efeito do seu livre-arbítrio. Quando toma melhor caminho, é por sua vontade e porque reconheceu os inconvenientes do outro. A necessidade, pois, o constrange a melhorar-se moralmente, para ser mais feliz, do mesmo modo que o constrangeu a melhorar as condições materiais da sua existência.


Pode dizer-se que o mal é a ausência do bem, como o frio é a ausência do calor. Assim como o frio não é um fluido especial, também o mal não é atributo distinto; um é o negativo do outro. Onde não existe o bem, forçosamente existe o mal. Não praticar o mal já é um princípio do bem. Deus somente quer o bem; só do homem procede o mal. Se na criação houvesse um ser preposto ao mal, ninguém o poderia evitar; mas, tendo o homem a causa do mal em «si mesmo», tendo simultaneamente o livre-arbítrio e por guia as leis divinas, evitá-lo-á sempre que o queira. O mal não tem, pois, existência real, não há mal absoluto no Universo, mas em toda a parte a realização vagarosa e progressiva de um ideal superior; em toda a parte se exerce a ação de uma força, de um poder, de uma coisa que, conquanto nos deixe livres, nos atrai e arrasta para um estado melhor. Por toda a parte, a grande lida dos seres trabalhando para desenvolver em si, à custa de imensos esforços, a sensibilidade, o sentimento, a vontade, o amor! Em suma, diremos que [...] o bem é o único determinismo divino dentro do Universo, determinismo que absorve todas as ações humanas, para as assinalar com o sinete da fraternidade, da experiência e do amor”. -( FEB )-



Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Lei natural: definição e caracteres


"A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta". -( Allan Kardec: O livro dos espíritos, questão 614 )-



Amados irmãos, bom dia!
Hoje iremos refletir sobre a lei natural. Como sabemos, essa é a lei de Deus e para que as coisas funcionem em nossas vidas, tem que estar de acordo com elas. Nem sempre estamos disposto a encarar de frente as suas razões, mas, todos os nossos fracassos se devem à não observância dela. Que nosso entendimento esteja aberto à sua compreensão e ao cumprimento que nos compete.










“A lei natural é a lei de Deus. É a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta.

São características fundamentais da lei de Deus: a eternidade e a imutabilidade, atributos do próprio Deus, que a criou.

Todas as leis [...] da Natureza são leis divinas, pois que Deus é o autor de tudo. O sábio estuda as leis da matéria, o homem de bem estuda e pratica as da alma. Entre as leis divinas, umas regulam o movimento e as relações da matéria bruta: as leis físicas, cujo estudo pertence ao domínio da Ciência. As outras dizem respeito especialmente ao homem considerado em si mesmo e nas suas rela- ções com Deus e com seus semelhantes. Contêm as regras da vida do corpo, bem como as da vida da alma: são as leis morais.

A lei de Deus está escrita na consciência.

Em razão disto, todos [...] podem conhecê-la, mas nem todos a compreendem. Os homens de bem e os que se decidem a investigá-la são os que melhor a compreendem. Todos, entretanto, a compreenderão um dia, porquanto forçoso é que o progresso se efetue. A lei de Deus é continuamente revelada aos homens, não obstante estar ela escrita na consciência, porque é passível de ser esquecida e desprezada pelo ser humano. Quis, assim, Deus que ela fosse sempre lembrada. [...] Em todos os tempos houve homens que tiveram essa missão. São Espíritos superiores, que encarnam com o fim de fazer progredir a Humanidade. Esses missionários, porém, quando encarnados, podem ser influenciados pela vida no plano físico e, cometendo enganos, induzem a Humanidade a se transviar por princípios falsos. Isso aconteceu com [...] aqueles que não eram inspirados por Deus e que, por ambição, tomaram sobre si um encargo que lhes não fora cometido. Todavia, como eram, afinal, homens de gênio, mesmo entre os erros que ensinaram, grandes verdades muitas vezes se encontram.

O amor ao próximo, ensinado por Jesus, é um preceito que resume a lei de Deus. Certamente [...] esse preceito encerra todos os deveres dos homens uns para com os outros. Cumpre, porém, se lhes mostre a aplicação que comporta, do contrário deixarão de cumpri-lo, como o fazem presentemente. Demais, a lei natural abrange todas as circunstâncias da vida e esse preceito compreende só uma parte da lei. Aos homens são necessárias regras precisas; os preceitos gerais e muito vagos deixam grande número de portas abertas à interpretação. Para que seja mais bem explicitada, a lei natural pode se dividida [...] em dez partes, compreendendo as leis de adoração, trabalho, reprodução, conservação, destruição, sociedade, progresso, igualdade, liberdade e, por fim, a de justiça, amor e caridade [...]. * Essa divisão da lei de Deus em dez partes é a de Moisés e de natureza a abranger todas as circunstâncias da vida, o que é essencial. Podes, pois, adotá-la, sem que, por isso, tenha qualquer coisa de absoluta, como não o tem nenhum dos outros sistemas de classificação, que todos dependem do prisma pelo qual se considere o que quer que seja. A última lei é a mais importante, por ser a que faculta ao homem adiantar-se mais na vida espiritual, visto que resume todas as outras.
A vivência da lei de Deus conduz o homem ao bem. E o [...] verdadeiro homem de bem é o que cumpre a lei de justiça, de amor e de caridade, na sua maior pureza. Por extensão, reconhece-se [...] o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega para domar suas inclinações más. Dessa forma, tanto [...] quanto podemos perceber o Pensamento Divino, imanente em todos os seres e em todas as coisas, o Criador se manifesta a nós outros – criaturas conscientes, mas imperfeitas – através de leis que Lhe expressam os objetivos no rumo do Bem Supremo. Lembremo-nos, pois, de que no concerto admirável da Criação, somente será possível regenerar e burilar a nós mesmos para que a vida imperecível em nós se retrate vitoriosa, mas não nos esqueçamos de que, apesar da grandeza cósmica, nosso desequilíbrio no mal pode comprometer todo o sistema em que as Leis Divinas se expressam, através do trono sublime da natureza [...]”. -( FEB )-




A graça e a paz sejam conosco!


terça-feira, 4 de agosto de 2015

A Terra: mundo de expiação e provas


"Mas se não me credes quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis quando vos falar das coisas do céu?" -( São João, 3: 12 )-



Amados irmãos, bom dia!
Estudando as diferentes categorias dos mundos, hoje veremos a situação do nosso planeta. Ainda habitamos um mundo de espiação e provas devido ao estado em que nos encontramos ainda. Que saibamos aproveitar a oportunidade de aqui estarmos e busquemos colaborar fielmente com nossa evolução.




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“Ensina a Doutrina Espírita que a [...] Terra não é o ponto de partida da primeira encarnação humana. O período da humanização começa, geralmente, em mundos ainda inferiores à Terra. As nossas existências no orbe terráqueo [...] são, porém, das mais materiais e das mais distantes da perfeição. 

A Terra pertence à categoria dos mundos de expiação e provas, razão por que aí vive o homem a braços com tantas misérias. Muitos se admiram de que na Terra haja tanta maldade e tantas paixões grosseiras, tantas misérias e enfermidades de toda natureza, e daí concluem que a espécie humana bem triste coisa é. Provém esse juízo do acanhado ponto de vista em que se colocam os que o emitem e que lhes dá uma falsa ideia de conjunto. Deve-se considerar que na Terra não está a Humanidade toda, mas apenas uma pequena fração da Humanidade. Com efeito, a espécie humana abrange todos os seres dotados de razão que povoam os inúmeros orbes do Universo. Ora, que é a população da Terra, em face da população total desses mundos? Muito menos que a de uma aldeia, em confronto com a de um grande império. 

A situação material e moral da Humanidade terrena nada tem que espante, desde que se leve em conta a destinação da Terra e a natureza dos que a habitam. Faria dos habitantes de uma grande cidade falsíssima ideia quem os julgasse pela população dos seus quarteirões mais ínfimos e sórdidos. Num hospital, ninguém vê senão doentes e estropiados; numa penitenciária, veem-se reunidas todas as torpezas, todos os vícios; nas regiões insalubres, os habitantes, em sua maioria, são pálidos, franzinos e enfermiços. Pois bem: figure-se a Terra como um subúrbio, um hospital, uma penitenciária, um sítio malsão, e ela é simultaneamente tudo isso, e compreender-se-á por que as aflições sobrelevam aos gozos, porquanto não se mandam para o hospital os que se acham com saúde, nem para as casas de correção os que nenhum mal praticaram; nem os hospitais e as casas de correção se podem ter por lugares de deleite. Ora, assim como, numa cidade, a população não se encontra toda nos hospitais ou nas prisões, também na Terra não está a Humanidade inteira. E, do mesmo modo que do hospital saem os que se curaram e da prisão os que cumpriram suas penas, o homem deixa a Terra, quando está curado de suas enfermidades morais. 

A superioridade da inteligência, em grande número dos seus habitantes, indica que a Terra não é um mundo primitivo, destinado à encarnação dos Espíritos que acabaram de sair das mãos do Criador. As qualidades inatas que eles trazem consigo constituem a prova de que já viveram e realizaram certo progresso. Mas, também, os numerosos vícios a que se mostram propensos constituem o índice de grande imperfeição moral. Por isso os colocou Deus num mundo ingrato, para expiarem aí suas faltas, mediante penoso trabalho e misérias da vida, até que hajam merecido ascender a um planeta mais ditoso. Note-se, entretanto, conforme assinala Emmanuel, que a [...] capacidade intelectual do homem terrestre é excessivamente reduzida, em face dos elevados poderes da personalidade espiritual independente dos laços da matéria. Os elos da reencarnação fazem o papel de quebra-luz sobre todas as conquistas anteriores do Espírito reencarnado. Nessa sombra, reside o acervo de lembranças vagas, de vocações inatas, de numerosas experiências, de valores naturais e espontâneos, a que chamais subconsciência. 

O homem comum é uma representação parcial do homem transcendente, que será reintegrado nas suas aquisições do passado, depois de haver cumprido a prova ou a missão exigidas pelas suas condições morais, no mecanismo da justiça divina. Aliás, a incapacidade intelectual do homem físico tem sua origem na sua própria situação, caracterizada pela necessidade de provas amargas. O cérebro humano é um aparelho frágil e deficiente, onde o Espírito em queda tem de valorizar as suas realizações de trabalho. Por outro lado, também [...] se explicam pela pluralidade das existências e pela destinação da Terra, como mundo expiatório, as anomalias que apresenta a distribuição da ventura e da desventura entre os bons e os maus neste planeta. Semelhante anomalia, contudo, só existe na aparência, porque considerada tão-só do ponto de vista da vida presente. Aquele que se elevar, pelo pensamento, de maneira a apreender toda uma série de existências, verá que a cada um é atribuída a parte que lhe compete, sem prejuízo da que lhe tocará no mundo dos Espíritos, e verá que a justiça de Deus nunca se interrompe. 

Nem todo o sofrimento suportado na Terra, porém, constitui expiação de determinada falta cometida em pregressas reencarnações. Muitas vezes são simples provas buscadas pelo Espírito para concluir a sua depuração e ativar o seu progresso. Assim, a expiação serve sempre de prova, mas nem sempre a prova é uma expiação. Provas e expiações, todavia, são sempre sinais de relativa inferioridade, porquanto o que é perfeito não precisa ser provado. Pode, pois, um Espírito haver chegado a certo grau de elevação e, nada obstante, desejoso de adiantar-se mais, solicitar uma missão, uma tarefa a executar, pela qual tanto mais recompensado será, se sair vitorioso, quanto mais rude haja sido a luta. Para que na Terra sejam felizes os homens, preciso é que somente a povoem Espíritos bons, encarnados e desencarnados, que somente ao bem se dediquem. Havendo chegado o tempo, grande emigração se verifica dos que a habitam: a dos que praticam o mal pelo mal, ainda não tocados pelo sentimento do bem, os quais, já não sendo dignos do planeta transformado, serão excluídos, porque, senão, lhe ocasionariam de novo perturbação e confusão e constituiriam obstáculo ao progresso. Irão expiar o endurecimento de seus corações, uns em mundos inferiores, outros em raças terrestres ainda atrasadas, equivalentes a mundos daquela ordem, aos quais levarão os conhecimentos que hajam adquirido, tendo por missão fazê-las avançar. Substituí-los-ão Espíritos melhores, que farão reinem em seu seio a justiça, a paz e a fraternidade. 

A Terra, no dizer dos Espíritos, não terá de transformar-se por meio de um cataclismo que aniquile de súbito uma geração. A atual desaparecerá gradualmente e a nova lhe sucederá do mesmo modo, sem que haja mudança alguma na ordem natural das coisas. Tudo, pois, se processará exteriormente, como sói acontecer, com a única, mas capital diferença de que uma parte dos Espíritos que encarnavam na Terra aí não mais tornarão a encarnar. Em cada criança que nascer, em vez de um Espírito atrasado e inclinado ao mal, que antes nela encarnaria, virá um Espírito mais adiantado e propenso ao bem. Dessa forma, o [...] bem reinará na Terra quando, entre os Espíritos que a vêm habitar, os bons predominarem, porque, então, farão que aí reinem o amor e a justiça, fonte do bem e da felicidade. Por meio do progresso moral e praticando as leis de Deus é que o homem atrairá para a Terra os bons Espíritos e dela afastará os maus. Estes, porém, não a deixarão, senão quando daí estejam banidos o orgulho e o egoísmo. Assim, como vimos, avizinha-se o momento da transformação moral da Humanidade, e da consequente ascensão da Terra na hierarquia dos mundos. Essa transformação se verificará por meio da encarnação de Espíritos melhores, que constituirão na Terra uma geração nova. Então, os Espíritos dos maus, que a morte vai ceifando dia a dia, e todos os que tentem deter a marcha das coisas serão daí excluídos, pois que viriam a estar deslocados entre os homens de bem, cuja felicidade perturbariam”. -( FEB )-



Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 3 de agosto de 2015

Encarnação nos diferentes mundos



"Mas se não me credes quando vos falo das coisas da Terra, como me crereis quando vos falar das coisas do céu?" -( São João, 3: 12 )-



Amados irmãos, bom dia!
Quão maravilhoso é o nosso Senhor que em tudo pensou em nossa felicidade. Na imensidão do universo podemos antever a grandeza para a qual fomos criados. Caminhando na estrada da Luz temos a certeza de Sua presença a todo instante e em todo lugar. Louvado seja nosso Pai agora e sempre!









Encarnação nos diferentes mundos

"De acordo com o ensinamento da Doutrina Espírita, tendo [...] o Espírito que passar por muitas encarnações, segue-se que todos nós temos tido muitas existências e que teremos ainda outras, mais ou menos aperfeiçoadas, quer na Terra, quer em outros mundos.

Para chegarem à perfeição, que é o seu destino final, os Espíritos não precisam, entretanto, passar pela imensa variedade de mundos existentes no Universo, uma vez que muitos desses mundos pertencem ao mesmo grau da escala evolutiva, e os Espíritos, ao se retirarem de um deles, nada aprenderiam nos outros que se lhe assemelhassem. Podem, no entanto, encarnar num mundo em que já viveram para desempenhar missões, que concorram para o seu adiantamento. Por outro lado, a pluralidade das existências de um Espírito num mesmo orbe se explica pela necessidade de ele ocupar, de cada vez, [...] posição diferente das anteriores e nessas diversas posições se lhe deparam outras tantas ocasiões de adquirir experiência.

Ao passar de um planeta para outro, conserva o Espírito a sua inteligência, uma vez que [...] a inteligência não se perde. Pode, porém, acontecer que ele não disponha dos mesmos meios para manifestá-la, dependendo isto da sua superioridade e das condições do corpo que tomar. Note-se, a propósito, que os [...] Espíritos podem conservar-se estacionários, mas não retrogradam. Dessa forma, os [...] Espíritos que encarnam em um mundo não se acham a ele presos indefinidamente, nem nele atravessam todas as fases do progresso que lhes cumpre realizar, para atingir a perfeição. Quando, em um mundo, eles alcançam o grau de adiantamento que esse mundo comporta, passam para outro mais adiantado, e assim, por diante, até que cheguem ao estado de puros Espíritos. São outras tantas estações, em cada uma das quais se lhes deparam elementos de progresso apropriados ao adiantamento que já conquistaram. É-lhes uma recompensa ascenderem a um mundo de ordem mais elevada, como é um castigo o prolongarem a sua permanência em um mundo desgraçado, ou serem relegados para outro ainda mais infeliz do que aquele a que se veem impedidos de voltar quando se obstinaram no mal.

Essa passagem dos Espíritos para um outro planeta mais ou menos adiantado, em relação ao mundo em que estavam encarnados, pode ser individual ou coletiva. Para melhor compreensão desse processo, comparemos essa transmigração de um mundo a outro à que se dá com as desencarnações e reencarnações na Terra. Assim é que no [...] intervalo de suas existências corporais, os Espíritos se encontram no estado de erraticidade e formam a população espiritual ambiente da Terra. Pelas mortes e pelos nascimentos, as duas populações, terrestre e espiritual, deságuam incessantemente uma na outra. Há, pois, diariamente, emigrações do mundo corpóreo para o mundo espiritual e imigrações deste para aquele: é o estado normal. Essa transfusão, que se efetua entre a população encarnada e desencarnada de um planeta, igualmente se efetua entre outros mundos, quer individualmente, nas condições normais, quer por massas, em circunstâncias especiais. Há, pois, emigrações e imigrações coletivas de um mundo para outro, donde resulta a introdução, na população de um deles, de elementos inteiramente novos. Novas raças de Espíritos, vindo misturar-se às existentes, constituem novas raças de homens. Ora, como os Espíritos nunca mais perdem o que adquiriram, consigo trazem eles sempre a inteligência e a intuição dos conhecimentos que possuem, o que faz que imprimam o caráter que lhes é peculiar à raça corpórea que venham animar. Para isso, só necessitam de que novos corpos sejam criados para serem por eles usados. Uma vez que a espécie corporal existe, eles encontram sempre corpos prontos para os receber. Não são mais, portanto, do que novos habitantes. Em chegando à Terra, integram-lhe, a princípio, a população espiritual; depois, encarnam, como os outros. À medida que o Espírito se purifica, o corpo que o reveste se aproxima igualmente da natureza espírita. Torna-se-lhe menos densa a matéria, deixa de rastejar penosamente pela superfície do solo, menos grosseiras se lhe fazem as necessidades físicas, não mais sendo preciso que os seres vivos se destruam mutuamente para se nutrirem. O Espírito se acha mais livre e tem, das coisas longínquas, percepções que desconhecemos. Vê com os olhos do corpo o que só pelo pensamento entrevemos. [...] A duração da vida, nos diferentes mundos, parece guardar proporção com o grau de superioridade física e moral de cada um, o que é perfeitamente racional. Quanto menos material o corpo, menos sujeito às vicissitudes que o desorganizam. Quanto mais puro o Espírito, menos paixões a miná-lo. Sendo assim, nas [...] esferas superiores à Terra o império da matéria é menor. Os males por esta originados atenuam-se, à medida que o ser se eleva e acabam por desaparecer. Lá, o ser humano não mais se arrasta penosamente sob a ação de pesada atmosfera; desloca-se de um lugar para outro com muita facilidade. As necessidades corpóreas são quase nulas e os trabalhos rudes, desconhecidos. Mais longa que a nossa, a existência aí se passa no estudo, na participação das obras de uma civilização aperfeiçoada, tendo por base a mais pura moral, o respeito aos direitos de todos, a amizade e a fraternidade. Isto posto, podemos dizer que os mundos, como tudo no Universo, estão sujeitos à lei do progresso. [...] Todos começaram, como o vosso [ensinam os Espíritos Superiores], por um estado inferior e a própria Terra sofrerá idêntica transformação. Tornar-se-á um paraíso, quando os homens se houveram tornado bons. Por sua vez, os corpos que servem de instrumentos aos Espíritos em suas encarnações nos diferentes mundos são mais ou menos materiais, [...] conforme o grau de pureza a que chegaram os Espíritos. É isso o que assinala a diferença entre os mundos que temos de percorrer, porquanto muitas moradas há na casa de nosso Pai, sendo, conseguintemente, de muitos graus essas moradas. Aliás, não só o corpo material, mas também a substância do perispírito não é a mesma em todos os mundos. [...] Passando de um mundo a outro, o Espírito se reveste da matéria própria desse outro [...]. Há mesmo mundos em que o Espírito deixa de revestir corpos materiais, só tendo por envoltório o perispírito [...] e mesmo esse envoltório se torna tão etéreo que para vós – dizem os Instrutores da Codificação – é como se não existisse. Esse o estado dos Espíritos puros". -( FEB )-



Que a graça e a paz sejam conosco!


domingo, 2 de agosto de 2015

O filme dos Espíritos


" No princípio Deus criou os céus e a terra". - ( Gênesis 1:1 ) -



Amados irmãos, bom dia!
Que a alegria de viver se renove em cada coração. Hoje estamos sugerindo um ótimo filme sobre a doutrina que abraçamos e desejamos que a mensagem nele contida possa clarear nosso entendimento e nos ajudar em nossa reforma íntima.






Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 1 de agosto de 2015

Haroldo Dutra Dias, Seminário: A Regeneração do Mundo


" No princípio Deus criou os céus e a terra". - ( Gênesis 1:1 ) -



Queridos irmãos, bom dia!
A luz, a paz e o amor de nosso Redentor, esteja conosco hoje e sempre.
Assistiremos uma palestra do nosso irmão Haroldo Dutra, sobre o mundo em Regeneração, pois muito nos interessa este assunto, tendo em vista, ser este mundo o nosso planeta Terra.

Palestra proferida na manhã de sábado, dia 09/03/2013, durante a XV Conferência Estadual Espírita, promovido pela Federação Espírita do Paraná. A transmissão pública foi realizada pela TVCEI.




               


Que a Graça e a Generosidade esteja conosco.