segunda-feira, 7 de março de 2016

O processo obsessivo


"Tenho compaixão das multidões." - Jesus -(  Marcos, 8: 2 )-



Amados irmãos, bom dia!
Somos chamados a amarmos uns aos outros. Somente assim daremos nossa parcela de colaboração para a construção de um mundo fraterno onde direitos e deveres sejam comuns a todos. Tenhamos compaixão das multidões.



O processo obsessivo: o obsessor






“Pululam em torno da Terra os maus Espíritos, em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo. A obsessão que é um dos efeitos de semelhante ação, como as enfermidades e todas as atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita com esse caráter. É importante considerar, entretanto, que [...] a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau.

O Obsessor

Obsessor - Do latim obsessore. Aquele que causa a obsessão; que importuna. O obsessor é uma pessoa como nós. [...] Não é um ser diferente, que só vive de crueldades, nem um condenado sem remissão pela Justiça Divina. Não é um ser estranho a nós. Pelo contrário. É alguém que privou de nossa convivência, de nossa intimidade, por vezes com estreitos laços afetivos. É alguém, talvez, a quem amamos, outrora. [...] O obsessor é o irmão, a quem os sofrimentos e desenganos desequilibraram, certamente com a nossa participação. Os maus Espíritos são aqueles que ainda não foram tocados de arrependimento; que se deleitam no mal e nenhum pesar por isso sentem; que são insensíveis às reprimendas, repelem a prece e muitas vezes blasfemam do nome de Deus. São essas almas endurecidas que, após a morte, se vingam nos homens dos sofrimentos que suportam, e perseguem com o seu ódio aqueles a quem odiaram durante a vida, quer obsidiando-os, quer exercendo sobre eles qualquer influência funesta.

A figura do obsessor realmente impressiona, pelos prejuízos que a sua aproximação e sintonia podem ocasionar. E disto ele tira partido para mais facilmente assustar e coagir a sua vítima. Os Espíritos sedutores se esforçam por nos afastar das veredas do bem, sugerindo-nos maus pensamentos. Aproveitam-se de todas as nossas fraquezas, como de outras tantas portas abertas, que lhes facultam acesso à nossa alma. Alguns há que se nos aferram, como a uma presa, mas que se afastam, em se reconhecendo impotentes para lutar contra a nossa vontade. Contudo, devemos lembrar que os obsessores, não são Espíritos totalmente desprovidos de bons sentimentos, irremediavelmente maus. São, antes de tudo, Espíritos carentes de compreensão, de carinho e amor. São na realidade seres solitários, doentes da alma. [...] O obsessor é, em última análise, um irmão enfermo e infeliz. Dominado pela idéia fixa (monodeísmo) de vingar-se, esquece-se de tudo o mais e passa a viver em função daquele que é o alvo de seus planos.” -( FEB - ESDE - Tomo único )-




Estudo do Livro dos Espíritos






34. As moléculas têm forma determinada? 

“Certamente, as moléculas têm uma forma, porém não sois capazes de apreciá-la.” 

a) — Essa forma é constante ou variável? 

“Constante a das moléculas elementares primitivas; variável a das moléculas secundárias, que mais não são do que aglomerações das primeiras. Porque, o que chamais molécula longe ainda está da molécula elementar.”



Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 6 de março de 2016

A prece de Ismália


"E, sobre tudo isso, revesti-vos de caridade, que é o vínculo da perfeição." -( Paulo aos Colossenses, 3: 14 )-



Amados irmãos, bom dia!
"Renovemo-nos no espírito do Senhor e compreendamos os nossos semelhantes."  Nesse sentido, comecemos nossa semana com nossos corações alegres.





Trecho da prece de Ismália*

“Senhor! (...) dignai-vos assistir os nossos humildes tutelados, enviando-nos a luz de vossas bênçãos santificantes.
Aqui estamos, prontos para executar vossa vontade, sinceramente dispostos a secundar vossos altos desígnios.
Conosco, Pai, reúnem-se os irmãos que ainda dormem, anestesiados pela negação espiritual a que se entregaram no mundo. Despertai-os, Senhor, se é de vossos desígnios sábios e misericordiosos, despertai-os do sono doloroso e infeliz.
Acordai-os para a responsabilidade, para a noção dos deveres justos!...
Magnânimo Rei, apiedai-vos de vossos súditos sofredores;
Criador compassivo, levantai as vossas criaturas caídas;
Pai Justo, desculpai vossos filhos desventurados!
Permiti caia o orvalho do vosso amor infinito sobre o nosso modesto Posto de Socorro!...
Seja feita a vossa vontade acima da nossa, mas se é possível, Senhor, deixai que os nossos doentes recebam um raio vivificante do sol da vossa bondade!...” [...]
“Temos, ao nosso lado, Senhor, infortunadas mães que não souberam descobrir o sentido sublime da fé, resvalando, imprudentemente, nos despenhadeiros da indiferença criminosa; pais que não conseguiram ultrapassar a materialidade no curso da existência humana, incapazes de ver a formosa missão que lhes confiastes; cônjuges desventurados pela incompreensão de vossas leis augustas e generosas; jovens que se entregaram, de corpo e alma, aos alvitres da ilusão!... Muitos deles, atolaram-se no pantanal do crime, agravando débitos dolorosos! Agora dormem, Pai, à espera de vossos desígnios santos. Sabemos, contudo, Senhor, que este sono não traduz repouso do pensamento... Quase todos os nossos asilados são vítimas de terríveis pesadelos, por terem olvidado, no mundo material, os vossos mandamentos de amor e sabedoria. Sob a imobilidade aparente, movimenta-se-lhes o Espírito, entre aflições angustiosas que, por vezes, não podemos sondar. São eles, Pai, vossos filhos transviados e nossos companheiros de luta, necessitados de vossa mão paternal para o caminho! Quase todos se desviaram da senda reta, pelas sugestões da ignorância que, como aranha gigantesca dos círculos carnais, tece os fios da miséria, enredando destinos e corações! [...] Sabemos que vossa bondade nunca falha e esperamos confiantes a bênção de vida e luz!...”



Estudo do Livro dos Espíritos






33. A mesma matéria elementar é suscetível de experimentar todas as modificações e de adquirir todas as propriedades? 

“Sim e é isso o que se deve entender, quando dizemos que tudo está em tudo!”1 

O oxigênio, o hidrogênio, o azoto, o carbono e todos os corpos que consideramos simples são meras modificações de uma substância primitiva. Na impossibilidade em que ainda nos achamos de remontar, a não ser pelo pensamento, a esta matéria primária, esses corpos são para nós verdadeiros elementos e podemos, sem maiores conseqüências, tê-los como tais, até nova ordem. 

a) — Não parece que esta teoria dá razão aos que não admitem na matéria senão duas propriedades essenciais: a força e o movimento, entendendo que todas as demais propriedades não passam de efeitos secundários, que variam conforme à intensidade da força e à direção do movimento? 

“É acertada essa opinião. Falta somente acrescentar: e conforme à disposição das moléculas, como o mostra, por exemplo, um corpo opaco, que pode tornar-se transparente e vice-versa.”

1 Este princípio explica o fenômeno conhecido de todos os magnetizadores e que consiste em dar-se, pela ação da vontade, a uma substância qualquer, à água, por exemplo, propriedades muito diversas: um gosto determinado e até as qualidades ativas de outras substâncias. Desde que não há mais de um elemento primitivo e que as propriedades dos diferentes corpos são apenas modificações desse elemento, o que se segue é que a mais inofensiva substância tem o mesmo princípio que a mais deletéria. Assim, a água, que se compõe de uma parte de oxigênio e de duas de hidrogênio, se torna corrosiva, duplicando-se a proporção do oxigênio. Transformação análoga se pode produzir por meio da ação magnética dirigida pela vontade. 

sábado, 5 de março de 2016

Graus da obsessão


"Transformai-vos pela renovação do vosso entendimento." -( Paulo aos Romanos, 12: 2 )-




Amados irmãos, bom dia!
"Transformai-vos pela renovação do vosso entendimento." Nosso Pai celestial nos deu a inteligência para compreendermos os seus preciosos ensinamentos, portanto, busquemos nossa transformação na luz do seu amor.








“Na obsessão, o Espírito atua exteriormente, com a ajuda do seu perispírito, que ele identifica com o do encarnado, ficando este afinal enlaçado por uma como teia e constrangido a proceder contra a sua vontade. A obsessão apresenta caracteres diversos, que é preciso distinguir e que resultam do grau do constrangimento e da natureza dos efeitos que produz. A palavra obsessão é, de certo modo, um termo genérico, pelo qual se designa esta espécie de fenômeno, cujas principais variedades são: a obsessão simples, a fascinação e a subjugação.  

A obsessão simples, geralmente denominada de influenciação espiritual, caracteriza-se pela ação de um Espírito malfazejo, que se impõe, se imiscui na vida da pessoa, causando-lhe inúmeros desconfortos. Neste gênero de obsessão, [...] o médium [o termo médium pode, aqui, ser utilizado no sentido amplo] sabe muito bem que se acha presa de um Espírito mentiroso e este não se disfarça; de nenhuma forma dissimula suas más intenções e o seu propósito de contrariar [...]. Este gênero de obsessão é, portanto, apenas desagradável e não tem outro inconveniente, além do de opor obstáculo às comunicações que se desejara receber de Espíritos sérios, ou dos afeiçoados. Podem incluir-se nesta categoria os casos de obsessão física, isto é, a que consiste nas manifestações ruidosas e obstinadas de alguns Espíritos, que fazem se ouçam, espontaneamente, pancadas ou outros ruídos.  A obsessão simples apresenta, porém, alguns sinais que surgem esporadicamente, mas que se podem repetir e agravar, com o passar do tempo, se nada for feito para neutralizá-los.

Os sinais mais comuns são: irritação, ciúme, inveja, idéia de perseguição, amargura, ansiedades, doenças-fantasma, vaidade, arrogância, irreverência, atitudes debochadas ou inconvenientes, etc. De forma a pessoa passa a adotar comportamentos mais marcantes, diferentes do usual, que surpreendem os que a conhecem melhor.

A fascinação tem consequências muito mais graves. É uma ilusão produzida pela ação direta do Espírito sobre o pensamento do médium e que, de certa maneira, lhe paralisa o raciocínio, relativamente às comunicações. O médium fascinado não acredita que o estejam enganando: o Espírito tem a arte de lhe inspirar confiança cega, que o impede de ver o embuste e de compreender o absurdo do que escreve, ainda quando esse absurdo salte aos olhos de toda gente. A ilusão pode mesmo ir até ao ponto de o fazer achar sublime a linguagem mais ridícula. Fora erro acreditar que a este gênero de obsessão só estão sujeitas as pessoas simples, ignorantes e baldas de senso. Dela não se acham isentos nem os homens de mais espírito, os mais instruídos e os mais inteligentes sob outros aspectos, o que prova que tal aberração é efeito de uma causa estranha, cuja influência eles sofrem.  Já dissemos que muito mais graves são as consequências da fascinação. Efetivamente, graças à ilusão que dela decorre, o Espírito conduz o indivíduo de quem ele chegou a apoderar-se, como faria com um cego, e pode levá-lo a aceitar as doutrinas mais estranhas, as teorias mais falsas, como se fossem a única expressão da verdade. Ainda mais, pode levá-lo a situações ridículas, comprometedoras e até perigosas. Compreende-se facilmente toda a diferença que existe entre a obsessão simples e a fascinação; compreende-se também que os Espíritos que produzem esses dois efeitos devem diferir de caráter.

Na primeira, o Espírito que se agarra à pessoa não passa de um importuno pela sua tenacidade e de quem aquela se impacienta por desembaraçar-se. Na segunda, a coisa é muito diversa. Para chegar a tais fins, preciso é que o Espírito seja destro, ardiloso e profundamente hipócrita, porquanto não pode operar a mudança e fazer-se acolhido, senão por meio da máscara que toma e de um falso aspecto de virtude. Os grandes termos – caridade, humildade, amor de Deus – lhe servem como que de carta de crédito, porém, através de tudo isso, deixa passar sinais de inferioridade, que só o fascinado é incapaz de perceber. Por isso mesmo, o que o fascinador mais teme são as pessoas que veem claro. Daí o consistir a sua tática, quase sempre, em inspirar ao seu intérprete o afastamento de quem quer que lhe possa abrir os olhos.  A subjugação é uma constrição que paralisa a vontade daquele que a sofre e o faz agir a seu mau grado. Numa palavra: o paciente fica sob um verdadeiro jugo. A subjugação pode ser moral ou corporal. No primeiro caso, o subjugado é constrangido a tomar resoluções muitas vezes absurdas e comprometedoras que, por uma espécie de ilusão, ele julga sensatas: é uma como fascinação. No segundo caso, o Espírito atua sobre os órgãos materiais e provoca movimentos involuntários. Traduz-se, no médium escrevente, por uma necessidade incessante de escrever, ainda nos momentos menos oportunos.  Dava-se outrora o nome de possessão ao império exercido por maus Espíritos, quando a influência deles ia até à aberração das faculdades da vítima. A possessão seria, para nós, sinônimo da subjugação. Por dois motivos deixamos de adotar esse termo: primeiro, porque implica a crença de seres criados para o mal e perpetuamente votados ao mal, enquanto que não há senão seres mais ou menos imperfeitos, os quais todos podem melhorar-se; segundo, porque implica igualmente a idéia do apoderamento de um corpo por um Espírito estranho, de uma espécie de coabitação, ao passo que o que há é apenas constrangimento. A palavra subjugação exprime perfeitamente a idéia. Assim, para nós, não há possessos, no sentido vulgar do termo, há somente obsidiados, subjugados e fascinados.” -( FEB - ESDE - Tomo único )-



Estudo do Livro dos Espíritos







32. De acordo com o que vindes de dizer, os sabores, os odores, as cores, o som, as qualidades venenosas ou salutares dos corpos não passam de modificações de uma única substância primitiva?

“Sem dúvida e que só existem devido à disposição dos órgãos destinados a percebê-las.” 

A demonstração deste princípio se encontra no fato de que nem todos percebemos as qualidades dos corpos do mesmo modo: enquanto que uma coisa agrada ao gosto de um, para o de outro  é detestável; o que uns vêem azul, outros vêem vermelho; o que para uns é veneno, para outros é inofensivo ou salutar.



Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 4 de março de 2016

Obsessão e desobsessão


"Sois vós tão insensatos que, tendo começado pelo Espírito, acabeis agora pela carne?" -( Paulo aos Gálatas, 3: 3 )-



Amados irmãos, bom dia!
Hoje começamos um estudo onde poderemos compreender o porque de certos comportamentos e suas formas. 
Quando nos foi dito: vigiai e orai, é também a isso a que se referia nosso Mestre. Busquemos D'Ele e dos bons Espíritos o entendimento e a força para nos prevenirmos.








Obsessão: conceito e causas

Conceito de obsessão

“Pululam em torno da Terra os maus Espíritos, em consequência da inferioridade moral de seus habitantes. A ação malfazeja desses Espíritos é parte integrante dos flagelos com que a Humanidade se vê a braços neste mundo.
A obsessão que é um dos efeitos de semelhante ação, como as enfermidades e todas as atribulações da vida, deve, pois, ser considerada como provação ou expiação e aceita com esse caráter. Chama-se obsessão à ação persistente que um Espírito mau exerce sobre um indivíduo. Entre os escolhos que apresenta a prática do Espiritismo, cumpre se coloque na primeira linha a obsessão, isto é, o domínio que alguns Espíritos logram adquirir sobre certas pessoas. Nunca é praticada senão pelos Espíritos inferiores, que procuram dominar. Os bons Espíritos nenhum constrangimento infligem. Aconselham, combatem a influência dos maus e, se não os ouvem, retiram-se. Os maus, ao contrário, se agarram àqueles de quem podem fazer suas presas. Se chegam a dominar algum, identificam- se com o Espírito deste e o conduzem como se fora verdadeira criança.

Causas da obsessão

As causas da obsessão variam, de acordo com o caráter do Espírito. É, às vezes, uma vingança que este toma de um indivíduo de quem guarda queixas da sua vida presente ou do tempo de outra existência. Muitas vezes, também, não há mais do que o desejo de fazer mal: o Espírito, como sofre, entende de fazer que os outros sofram; encontra uma espécie de gozo em os atormentar, em os vexar, e a impaciência que por isso a vítima demonstra mais o exacerba, porque esse é o objetivo que colima, ao passo que a paciência o leva a cansar-se. Com o irritar-se e mostrar-se despeitado, o perseguido faz exatamente o que quer o seu perseguidor.
Esses Espíritos agem, não raro por ódio e inveja do bem; daí o lançarem suas vistas malfazejas sobre as pessoas mais honestas. [...] Outros são guiados por um sentimento de covardia, que os induz a se aproveitarem da fraqueza moral de certos indivíduos, que eles sabem incapazes de lhes resistirem. Assim como as enfermidades resultam das imperfeições físicas que tornam o corpo acessível às perniciosas influências exteriores, a obsessão decorre sempre de uma imperfeição moral, que dá ascendência a um Espírito mau.

Há Espíritos obsessores sem maldade, que alguma coisa mesmo denotam de bom, mas dominados pelo orgulho do falso saber. Têm suas idéias, seus sistemas sobre as ciências, a economia social, a moral, a religião, a filosofia, e querem fazer que suas opiniões prevaleçam. [...] São os mais perigosos, porque os sofismas nada lhes custam e podem tornar cridas as mais ridículas utopias. Como conhecem o prestígio dos grandes nomes, não escrupulizam em se adornarem com um daqueles diante dos quais todos se inclinam [...]. Procuram deslumbrar por meio de uma linguagem empolada, mais pretensiosa do que profunda, eriçada de termos técnicos e recheada das retumbantes palavras –– caridade e moral. Cuidadosamente evitarão dar um mau conselho, porque bem sabem que seriam repelidos [...]. A moral, porém, para esses Espíritos é simples passaporte, é o que menos os preocupa. O que querem, acima de tudo, é impor suas idéias por mais disparatadas que sejam.” -( FEB - ESDE - Tomo único )- 



Estudo do Livro dos Espíritos







31. Donde se originam as diversas propriedades da matéria? 

“São modificações que as moléculas elementares sofrem, por efeito da sua união, em certas circunstâncias.” 



Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 3 de março de 2016

A prática mediúnica e as perturbações mentais



"Mas aquele que permanecer até o fim será salvo." -( Mateus, 24: 13 )-



Amados irmãos, bom dia!
Muitos são chamadas, poucos os escolhidos. Na prática mediúnica também assim o é, mas, a todos é feito esse convite e dependerá do nosso esforço pessoal e da nossa dedicação para que se realize. Busquemos edificar nossa casa espiritual no alicerce do Senhor que não nos deixará sem o cumprimento de suas promessas.









A prática mediúnica e as perturbações mentais


“A prática da mediunidade não produz perturbações mentais de qualquer natureza, sobretudo distúrbios graves, genericamente denominados de loucura. Entretanto, devemos considerar que existem pessoas que possuem uma estrutura psíquica delicada cujas emoções, por menores que sejam, lhes provocam abalos. São [...] pessoas relativamente às quais se devem evitar todas as causas de sobre excitação e o exercício da mediunidade é uma delas.

Não devemos esquecer que é relativamente fácil estabelecer ligações mentais com Espíritos não suficientemente moralizados e ser por eles influenciados. Nesta situação, as nossas emoções, humor e comportamento podem ser negativamente alterados. Os integrantes da reunião mediúnica, em especial, por terem um contato mais assíduo com os desencarnados, devem ter consciência dos cuidados de que se reveste o exercício da mediunidade.

Muitos colaboradores das atividades mediúnicas, a despeito da boa vontade demonstrada, esquecem [...] de que toda edificação da alma requer disciplina, educação, esforço e perseverança. Mediunidade construtiva é a língua de fogo do Espírito Santo [alusão ao fenômeno de Pentecostes citado em Atos dos Apóstolos, 2:1-4.], luz divina para a qual é preciso conservar o pavio do amor cristão, o azeite da boa vontade pura. Sem a preparação necessária, a excursão dos que provocam ingresso no reino invisível é, quase sempre, uma viagem nos círculos de sombra. Alcançam grandes sensações e esbarram nas perplexidades dolorosas. Fazem descobertas surpreendentes e acabam nas ansiedades e dúvidas sem fim. [...] Espírito algum dispensará o esforço de si mesmo, no aprimoramento íntimo...


Sabemos que o [...] pensamento exterioriza-se e projeta-se, formando imagens e sugestões que arremessa sobre os objetivos que se propõe atingir. Quando benigno e edificante, ajusta-se às Leis que nos regem, criando harmonia e felicidade, todavia, quando desequilibrado e deprimente, estabelece aflição e ruína. A química mental vive na base de todas as transformações, porque realmente evoluímos em profunda comunhão telepática com todos aqueles encarnados ou desencarnados que se afinam conosco. Percebe-se, portanto, que a mediunidade, em si, [...] não produzirá a loucura, quando esta já não exista em gérmen; porém, existindo este, o bom-senso está a dizer que se deve usar de cautelas, sob todos os pontos de vista, porquanto qualquer abalo pode ser prejudicial. Do seu exercício cumpre afastar, por todos os meios possíveis, as [pessoas] que apresentem sintomas, ainda que mínimos, de excentricidade nas idéias, ou de enfraquecimento das faculdades mentais, porquanto, nessas pessoas, há predisposição evidente para a loucura [genericamente considerada], que se pode manifestar por efeito de qualquer sobre excitação. As idéias espíritas não têm, a esse respeito, maior influência do que outras, mas, vindo a loucura a declarar-se, tomará o caráter de preocupação dominante, como tomaria o caráter religioso, se a pessoa se entregasse em excesso às práticas de devoção, e a responsabilidade seria lançada ao Espiritismo. O que de melhor se tem a fazer com todo indivíduo que mostre tendência à idéia fixa é dar outra diretriz às suas preocupações, a fim de lhe proporcionar repouso aos órgãos enfraquecidos.” -( FEB - ESDE - Tomo único )-




Estudo do Livro dos Espíritos






30. A matéria é formada de um só ou de muitos elementos? 

“De um só elemento primitivo. Os corpos que considerais simples não são verdadeiros elementos, são transformações da matéria primitiva.”



Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 2 de março de 2016

O exercício irregular da mediunidade

"Não percas a tua fé entre as sombras do mundo. Ainda que os teus pés estejam sangrando, segue para a frente, erguendo-a por luz celeste, acima de ti mesmo." - (  Meimei) -


Queridos irmãos. bom dia!
É com imensa alegria que aqui estamos novamente, para tratarmos de assuntos que nos edificam a alma, esclarece o nosso intelecto, fazendo com que sejamos melhores hoje do que fomos ontem. Esta é a proposta do Mestre, que nos desenvolvamos em amor e na prática do bem.




Como todas as outras faculdades, a mediunidade é um dom de Deus, que se pode empregar tanto para o bem quanto para o mal, e da qual se pode abusar. Seu fim é por-nos em relação direta com almas daqueles que viveram a fim de recebermos ensinamentos e iniciações da vida futura. Assim como a vista nos poe em relação  com o mundo visível, a mediunidade nos liga ao invisível. Aquele que dela se utiliza para  o seu adiantamento e o de seus irmãos, desempenha uma verdadeira missão e será recompensado. O que abusa e emprega em coisas fúteis ou para satisfazer interesses materiais, desvia-se do seu fim providencial, e tarde ou cedo será punido, como todo homem que faça mau uso de uma faculdade qualquer. Assim a faculdade é concedida a quem precisa dela para se melhorarem, para ficarem em condições de receber  bons ensinamentos. Se não aproveitam da concessão, sofrerão as consequências. Jesus não pregava de preferência aos pecadores, dizendo ser preciso dar àquele que não tem?..., 
Existem situações, porém, em que o exercício da mediunidade é considerado irregular, não porque esteja acarretando debilidade física ou psíquica, mas pelos inconvenientes que produzem. O desenvolvimento da mediunidade em crianças, por exemplo é desaconselhado pelos Espíritos superiores. Outro ponto não menos importante, diz respeito à inconstância de alguns trabalhadores espíritas às reuniões mediúnicas. São  trabalhadores desatentos que não param para refletir sobre a importância e seriedade da tarefa, dela se furtando ante o menor obstáculo que surge no caminho.
Neste sentido, a Casa Espírita deve estar aparelhada para orientar com segurança, atenta às seguintes orientações de Kardec: Todos os dias a experiência nos traz a confirmação de que as dificuldades e os desenganos, com que muitos topam na prática do espiritismo, se originam da ignorância dos princípios desta ciência... Se bem cada um traga em si o gérmen das qualidades necessárias para se tornar um médium, tais qualidades existem em graus muito diferentes e o seu desenvolvimento depende de causas que a ninguém é dado conseguir de  verifiquem a vontade...Seu objetivo consiste em indicar os meios de desenvolvimento da faculdade mediúnica, tanto quanto o permitam as disposições de cada um e, sobretudo, dirigir-lhes os obstáculos que podem e hão de necessariamente encontrar, lidando com uma nova ordem de coisas, inicia-las na maneira de confabularem com os Espíritos, indicar-lhes os meios de conseguirem boas comunicações, tal o círculo que temos  de abranger, sob pena de fazermos trabalho incompleto...As essa considerações ainda aditaremos outra, muito importante: a má impressão que produzem nos novatos as experiências que apresentam o inconveniente de gerar ideias falsas a cerca do mundo dos Espíritos e e dar azo a zombaria e a uma crítica quase sempre fundada. De tais reuniões, os incrédulos raramente saem convertidos e dispostos a reconhecer que no Espiritismo haja alguma coisa de sério. Para opinião errônea de grande número de pessoas, muito mais do que a se pensa tem contribuído  a ignorância e a leviandade de vários médiuns. Desde alguns anos, o Espiritismo há realizado grandes progressos: imensos, porém são os que conseguiu realizar, a partir do momento em que tomou rumo filosófico, porque entrou a ser apreciado pela gente instruída. Presentemente, já não é um espetáculo: é uma doutrina de que não mais riem os que zombavam das mesas girantes. Esforçando-nos por levá-lo para esse terreno e por mantê-lo aí, nutrimos a convicção de que lhe granjeamos mais adeptos úteis, do que provocando a torto e a direito manifestações que se prestariam a abusos. - ( FEB ) -


Estudo do Livro dos Espíritos




                                                          Propriedade da Matéria

Questão 29 - A ponderabilidade é um atributo essencial da matéria?

- Da matéria como vós a entendeis, sim; mas não da matéria considerada como fluido universal. A matéria etérea e sutil que forma esse fluído é imponderável para vós e  nem por isso é menos o princípio da vossa matéria pesada.
A gravidade é uma propriedade relativa; fora das esferas de atração dos mundos, não há peso, do mesmo modo que não há nem acima, nem abaixo.

Muita Luz!


terça-feira, 1 de março de 2016

Animismo e perturbação espiritual


"E dizendo: Varões, porque fazeis essas coisas? Nós também somos homens como vós, sujeitos às mesmas paixões." -( Atos, 14: 15 )-



Amados irmãos, bom dia!
Somos chamados a sair das fraquezas humanas para os dons celestiais e esse é o tempo e o lugar onde devemos frequentar a escola da iluminação, poder e triunfo a que fomos destinados.
Que nosso Mestre Jesus e os bons Espíritos nos auxiliem a entender essa grandiosa missão.







Animismo e perturbação espiritual

“Um ponto que merece ser considerado, em relação às manifestações anímicas, diz respeito às vinculações com processos de perturbação espiritual, alguns de difícil solução. Muitas vezes, conforme as circunstâncias, [...] pode cair a mente nos estados anômalos de sentido inferior, dominada por forças retrógradas que a imobilizam, temporariamente, em atitudes estranhas ou indesejáveis. Neste aspecto, surpreendemos multiformes processos de obsessão, nos quais Inteligências desencarnadas de grande poder senhoreiam vítimas inabilitadas à defensiva, detendo-as, por tempo indeterminado, em certos tipo de recordação, segundo as dívidas cármicas a que se acham presas. Frequentemente, pessoas encarnadas, nessa modalidade de provação regeneradora, são encontráveis nas reuniões mediúnicas, mergulhadas nos mais complexos estados emotivos, quais se personificassem entidades outras, quando, na realidade, exprimem a si mesmas, a emergirem da subconsciência nos trajes mentais em que se externavam noutras épocas, sob o fascínio constante dos desencarnados que as subjugam. Nesta situação, o animismo se manifesta descontrolado. O assunto está muito bem estudado no livro Nos Domínios da Mediunidade, de autoria do Espírito André Luiz, capítulo 22 (Emersão do Passado). Diz respeito à história de uma senhora enferma, que busca os serviços de auxílio espiritual numa instituição espírita. Em determinado momento, essa pessoa fala e age como se estivesse sob efeito de transe mediúnico, veiculando a comunicação de um perseguidor espiritual. Entretanto, não há, efetivamente, Espírito comunicante. Não existe, também, o menor vestígio de mistificação, consciente ou inconsciente. Trata-se de alguém, carente de auxílio, que [...] imobilizou grande coeficiente de forças do seu mundo emotivo [em torno de uma experiência malsucedida, vivida em reencarnação anterior] [...], a ponto de semelhante cristalização mental haver superado o choque biológico do renascimento no corpo físico, prosseguindo quase que intacta. Fixando-se nessa lembrança, quando instada de mais perto pelo companheiro que lhe foi irrefletido algoz, passa a comportar-se qual se estivesse ainda no passado que teima em ressuscitar. É então que se dá a conhecer como personalidade diferente, a referir-se à vida anterior. [...] Sem dúvida, em tais momentos, é alguém que volta do pretérito a comunicar-se com o presente, porque ao influxo das recordações penosas de que se vê assaltada, centraliza todos os seus recursos mnemônicos tão-somente no ponto nevrálgico em que viciou o pensamento. Para o psiquiatra comum é apenas uma candidata à insulinoterapia ou ao eletrochoque, entretanto, [...] é uma enferma espiritual, uma consciência torturada, exigindo amparo moral e cultural para a renovação íntima, única base sólida que lhe assegurará o reajustamento definitivo.” -( FEB - ESDE - Tomo único )-



Estudo do Livro dos Espíritos







28. Pois que o espírito é, em si, alguma coisa, não seria mais exato e menos sujeito a confusão dar aos dois elementos gerais as designações de — matéria inerte e matéria inteligente? 

“As palavras pouco nos importam. Compete-vos a vós formular a vossa linguagem de maneira a vos entenderdes. As vossas controvérsias provêm, quase sempre, de não vos entenderdes acerca dos termos que empregais, por ser incompleta a vossa linguagem para exprimir o que não vos fere os sentidos.” 

Um fato patente domina todas as hipóteses: vemos matéria destituída de inteligência e vemos um princípio inteligente que independe da matéria. A origem e a conexão destas duas coisas nos são desconhecidas. Se promanam ou não de uma só fonte; se há pontos de contacto entre ambas; se a inteligência tem existência própria, ou se é uma propriedade, um efeito; se é mesmo, conforme à opinião de alguns, uma emanação da Divindade, ignoramos. Elas se nos mostram como sendo distintas; daí o considerarmo-las formando os dois princípios constitutivos do Universo. Vemos acima de tudo isso uma inteligência que domina todas as outras, que as governa, que se distingue delas por atributos essenciais. A essa inteligência suprema é que chamamos Deus.



Que a graça e a paz sejam conosco!