quarta-feira, 22 de março de 2017

Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar


“Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça.”  - Jesus - ( Lucas, 22:32 )




Amados irmãos, bom dia!
"Justo destacar que Jesus, ciente de que Simão permanecia num mundo em que imperam as vantagens de caráter material, não intercedesse, junto ao Pai, a fim de que lhe não faltassem recursos físicos, tais como a satisfação do corpo, a remuneração substanciosa ou a consideração social. Declara o Mestre haver pedido ao Supremo Senhor para que em Pedro não  se enfraqueça o dom da fé." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )- 








"A pesca maravilhosa nada tem de surpreendente nem de miraculoso, “[...] desde que se conheça o poder da dupla vista e a causa, muito natural, dessa faculdade. Jesus a possuía em grau elevado e pode dizer-se que ela constituía o seu estado normal, conforme o atesta grande número de atos da sua vida [...].” 

Examinando, de perto, esse texto evangélico percebe-se que, num primeiro momento, o apóstolo Pedro se revelou descrente quanto à possibilidade de encontrar peixes, uma vez que ele e os seus companheiros, passaram a noite trabalhando e nada obtiveram. Mas em razão da confiança depositada no Mestre, atende-lhe a orientação e lança as redes no local indicado, obtendo surpreendente êxito. 

A atitude de Pedro revela características marcantes de sua personalidade: trata-se de um trabalhador incansável, que não teme assinalar as dificuldades enfrentadas (informa ao Mestre que passara toda a noite trabalhando no mar e nada pescara), mas que se revela extremamente obediente, pronto para cumprir instruções, vindas de uma autoridade superior. Na verdade, percebe-se que no íntimo do seu coração, o venerável servidor aguardava o auxílio de Deus. 

As orientações precisas de Jesus ao apóstolo foram: “faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar”. São instruções que nos conduzem a outras reflexões, conforme assinala o benfeitor Emmanuel: Este versículo nos leva a meditar nos companheiros de luta que se sentem abandonados na experiência humana. [...] Em surgindo, pois, a tua época de dificuldade, convence-te de que chegaram para tua alma os dias de serviço em “mar alto”, o tempo de procurar os valores justos, sem o incentivo de certas ilusões da experiência material. Se te encontras sozinho, se te sentes ao abandono, lembra-te de que, além do túmulo, há companheiros que te assistem e esperam carinhosamente. O Pai nunca deixa os filhos desamparados, assim, se te vês presentemente sem laços domésticos, sem amigos certos na paisagem transitória do Planeta, é que Jesus te enviou a pleno mar da experiência, a fim de provares tuas conquistas em supremas lições."





Estudo do Livro dos Espíritos






415. Que utilidade podem elas ter, se as olvidamos? 

“De ordinário, ao despertardes, guardais a intuição desse fato, do qual se originam certas idéias que vos vêm espontaneamente, sem que possais explicar como vos acudiram. São idéias que adquiristes nessas confabulações.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 21 de março de 2017

Faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes


“E se alguém cuida saber alguma coisa, ainda não sabe  como convém saber.”  - Paulo - ( I Coríntios, 8:2 )




Amados irmãos, bom dia!
"Os que conhecem espiritualmente as situações ajudam sem ofender, melhoram sem ferir, esclarecem sem perturbar. Sabem como convém saber e aprenderam a ser úteis. Usam o silêncio e a palavra, localizam o bem e o mal, identificam a sombra e a luz e distribuem com todos os dons do Cristo. Informam-­se quanto à Fonte da Eterna Sabedoria e ligam-­se a ela como lâmpadas perfeitas ao  centro da força. Fracassos e triunfos, no plano das formas temporárias, não lhes modificam as energias. Esses sabem porque sabem e utilizam os próprios conhecimentos como convém saber." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-  







Interpretação do texto evangélico: 

E entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco à multidão. E, quando acabou de falar, disse a Simão: faze-te ao mar  alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede. E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique (Lc 5:3-7). 

"O povo cercava Jesus, atraído pelo magnetismo do seu verbo e cativado pelas amorosas vibrações da sua personalidade iluminada. Diz Lucas que, assediado pelas multidões que pretendiam detê-lo para que não as deixasse mostrou-lhes a necessidade que tinha de pregar o Evangelho do reino de Deus também em outras cidades; mas, oprimido por essa multidão, quando se achava na praia do Lago de Genesaré, provavelmente o Tiberíades, que era atravessado pelo Rio Jordão, entrou na barca de Simão e pediu a este humilde pescador que a afastasse um pouco da terra. Então, mais livre do povo, dali ensinava a multidão. [...] Pedro, bem como seus sócios Tiago e João, [...] não eram capazes de imaginar que, sob as ordens daquele moço, fosse possível, após insana lida, durante uma noite inteira de atirar redes, sem colherem peixe algum, essas redes encheram-se por encanto, a ponto de ser preciso chamar outros companheiros que estavam em outra barca para auxiliá-los a puxá-las para terra, pois se rompiam ao peso de tantos peixes. [...] 

A prodigiosa força espiritual de Jesus, sua grande autoridade, os seus inúmeros auxiliares que no invisível punham em ação a sua Palavra, todos esses elementos, sós ou reunidos, explicam muito bem a reunião dos peixes em determinado lugar, para que as redes se enchessem, e o efeito desse fenômeno calasse no ânimo de seus discípulos." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






414. Podem duas pessoas que se conhecem visitar-se durante o sono? 

Certo e muitos que julgam não se conhecerem costumam reunir-se e falar-se. Podes ter, sem que o suspeites, amigos em outro país. É tão habitual o fato de irdes encontrar-vos, durante o sono, com amigos e parentes, com os que conheceis e que vos podem ser úteis, que quase todas as noites fazeis essas visitas.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 20 de março de 2017

Aprendendo com fatos extraordinários


“Vós,  portanto,  amados,  sabendo  isto  de  antemão,  guardai­vos de que, pelo engano dos homens abomináveis, sejais  juntamente arrebatados e descaiais da vossa firmeza.”  - Pedro - ( II Pedro, 3:17 )




Amados irmãos, bom dia!
"O mundo está cheio de enganos dos homens abomináveis que invadiram os domínios da política, da ciência, da religião e ergueram criações chocantes para os espíritos menos avisados; contam­-se por milhões as almas com eles arrebatadas às surpresas da morte e absolutamente desequilibradas nos círculos da vida espiritual.  Mas o discípulo de Jesus, bafejado pelos benefícios do Céu todos os dias, que se rodeia de esclarecimentos e consolações, luzes e bênçãos, esse deve saber, de antemão, quanto lhe compete realizar  em serviço e vigilância e, caso aceite as ilusões dos homens abomináveis, agirá sob a responsabilidade que lhe é própria, entrando na partilha das aflitivas realidades que o aguardam nos planos inferiores." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-






A pesca maravilhosa


Texto evangélico: 

E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco à multidão. E, quando acabou de falar, disse a Simão: faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas, lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede. E fizeram sinal aos companheiros que estavam no outro barco, para que os fossem ajudar. E foram e encheram ambos os barcos, de maneira tal que quase iam a pique. E, vendo isso Simão Pedro, prostrou-se aos pés de Jesus, dizendo: Senhor, ausenta-te de mim, por que sou um homem pecador. Pois que o espanto se apoderara dele e de todos os que com ele estavam, por causa da pesca que haviam feito (Lc 5:3-9). 

Os fatos narrados nesse texto evangélico aconteceram pouco tempo depois da morte de João Batista. E Jesus começa a trabalhar. Antes de tudo, cerca-se de cooperadores. Devemos admirar nesta passagem a humildade de Jesus: Ele, o Espírito excelso, convida modestos colaboradores para a sua obra grandiosa. Assim nos adverte que, em quaisquer setores de atividades, todo trabalho exige cooperação. Os apóstolos eram elevados Espíritos encarnados com a missão de ajudarem Jesus. Por conseguinte, estavam em condições de compreenderem o trabalho que Jesus lhes confiaria. Esses missionários, escolhidos por Jesus quando ainda estavam no mundo espiritual, seriam os primeiros depositários do Evangelho. E quando Jesus partisse, deles se irradiaria o movimento de evangelização da humanidade." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






VISITAS ESPÍRITAS ENTRE PESSOAS VIVAS 

413. Do princípio da emancipação da alma parece decorrer que temos duas existências simultâneas: a do corpo, que nos permite a vida de relação ostensiva; e a da alma, que nos proporciona a vida de relação oculta. É assim? 

“No estado de emancipação, prima a vida da alma. Contudo, não há, verdadeiramente, duas existências. São antes duas fases de uma só existência, porquanto o homem não vive duplamente.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 19 de março de 2017

Jesus lhes restaura o bom ânimo


“Disse-­lhes Jesus: A minha comida é fazer eu a vontade  daquele que me enviou, e cumprir a sua obra.” -( João, 4:34 )-




Amados irmãos, bom dia!
"Não é razoável permanecer o homem em referências infindáveis aos desígnios do Alto, quando não cogita de materializar a própria tarefa. O Pai, naturalmente, guarda planos indevassáveis acerca de cada filho. É imprescindível, no entanto, que a criatura coopere na objetivação dos propósitos divinos em si própria, compreendendo que se trata de lamentável abuso muita alusão  à vontade de Deus quando vivemos distraídos do trabalho que nos compete." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-






"O diálogo ocorrido durante a viagem para Emaús apresenta pontos que merecem ser destacados. O primeiro diz respeito ao entendimento de Cléopas e do seu companheiro de viagem sobre Jesus: “[...] foi um profeta, poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo” (versículo 19); o segundo retrata a triste constatação do que fizeram ao Senhor: “E como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram.” (versículo 20); o terceiro indica a decepção, ou amargura, pela crucificação: “E nós esperávamos que fosse Ele o que remisse Israel [...]” (versículo 21); o quarto demonstra o sentimento de incerteza, comum nos que ainda não possuem fé sólida, acreditando ou desacreditando: “É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que Ele vive. E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram” (versículos 22, 23 e 24). 

Após ouvi-los, captando-lhes as dúvidas e a frágil confiança, Jesus lhes restaura o bom ânimo, conduzindo-os à nova posição vibracional quando lhes afirma com energia: “[...] Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras” (versículos 25 a 27). 

O Cristianismo é uma doutrina que precisa ser aprendida e sentida. [...] Aquele que não sente em si mesmo a influência da moral cristã, desconhece o que ela é, embora tenha perfeito conhecimento teórico de todos os seus preceitos e postulados. [...] Na fé em Jesus Cristo não há confusão. Sua doutrina é integral; e só podemos conhecê-la seguindo as pegadas do Senhor, que é a sua personificação. Jesus é um  mestre cuja escola é Ele mesmo. [...] O Cristianismo não se reduz a teorias: é luz, é verdade, é vida.

Por outro lado, o Mestre também percebeu que os discípulos tinham pouco esclarecimento a respeito da vida após a morte do corpo, daí terem sido assaltados pelo desânimo e pelas dúvidas. Esta postura, aliás, é comum em todos nós, Espíritos imperfeitos: emitimos opiniões superficiais, às vezes irresponsáveis, sobre acontecimentos e pessoas, por falta de esclarecimento ou por espírito de intolerância para com as ações dos que conosco convivem. Foi necessário, pois, que Jesus falasse de forma incisiva aos seus interlocutores, convocando-os a se libertarem daquela postura mental cristalizada. Por esse motivo, Jesus lhes indaga com veemência: “Porventura não convinha que o Cristo padecesse estas coisas e entrasse na sua glória?”. Ante o silêncio dos discípulos, passa então a explicar-lhes o significado do seu sofrimento, realizando um retrospecto histórico que começa com Moisés e todos os profetas. 

E chegaram à aldeia para onde iam, e Ele fez como quem ia para mais longe. E eles o constrangeram, dizendo: Fica conosco, porque já é tarde, e já declinou o dia. E entrou para ficar com eles. E aconteceu que, estando com eles à mesa, tomando o pão, o abençoou e partiu-o e lho deu. Abriram-se-lhes então os olhos, e o conheceram, e Ele desapareceu-lhes. E disseram um para o outro: Porventura não ardia em nós o nosso coração quando, pelo caminho, nos falava, e quando nos abria as Escrituras? E, na mesma hora, levantando-se, tornaram para Jerusalém, e acharam congregados os onze, e os que estavam com eles, os quais diziam: Ressuscitou verdadeiramente o Senhor, e já apareceu a Simão. E eles lhes contaram o que lhes acontecera no caminho, e como deles foi conhecido no partir do pão (Lc 24:28-35). 

Quando aprendemos exercitar a observação, percebemos que há um sentido maior nas coisas mais simples que fazem parte do cotidiano. Entendemos, assim, que uma sabedoria divina rege todas manifestações relacionadas à existência do ser humano. Neste sentido, após ouvir o Senhor, criar com ele um elo de vibrações simpáticas e harmônicas, os dois discípulos chegam à aldeia, ao final do dia. Estando em paz, insistem ao viajante desconhecido para permanecerem juntos, compartilhando a refeição. 

Outra lição valiosa diz respeito à necessidade gregária inerente ao ser humano, sobretudo quando o gregarismo resulta da livre escolha. A atmosfera espiritual reinante ao final da jornada era completamente diferente de quando esta foi iniciada. Envolvidos, assim, numa vibração de paz, o Senhor senta com eles à mesa, aceitando e compreendendo a extensão do convite que lhe era feito. Chegara, pois, o momento de sair do anonimato e revelar-se aos discípulos. Dessa forma, utiliza um gesto bastante conhecido, assim expresso por Lucas: “Tomando o pão, o abençoou e partiu-o, e lho deu”. Não se tratava, evidentemente de uma gesticulação mecânica, sem propósito, mas de uma marca capaz de identificar o Cristo: a bênção do pão. Retirando o bloqueio mental que os impedia de ver com lucidez, reconheceram que Jesus estivera com eles o tempo todo. Essa situação se repete conosco, Espíritos em processo evolutivo: nem sempre reconhecemos a presença do Senhor ao nosso lado, nem sempre entendemos a sua mensagem. A linguagem do Cristo sempre se afigurou a muitos aprendizes indecifrável e estranha. [...] Isso ocorre a muitos seguidores do Evangelho, porque se utilizam da força mental em outros setores. Creem vagamente no socorro celeste, nas horas de amargura, mostrando, porém, absoluto desinteresse ante o estudo e ante a aplicação das leis divinas. [...] Registram os chamamentos do Cristo, todavia, algemam furiosamente a atenção aos apelos da vida primária. Percebem, mas não ouvem. Informam-se, mas não entendem. Nesse campo de contradições, temos sempre respeitáveis personalidades humanas e, por vezes, admiráveis amigos. Conservam no coração enormes potenciais de bondade, contudo, a mente deles vive empenhada no jogo das formas perecíveis. 

São preciosas estações de serviço aproveitáveis com o equipamento, porém, ocupado em atividades mais ou menos inúteis. Não nos esqueçamos, pois, de que é sempre fácil assinalar a linguagem do Senhor, mas é preciso apresentar-lhe o coração vazio de resíduos da Terra, para receber-lhe, em espírito e verdade, a palavra divina. Somente após a bênção do pão, foi que “abriram-se-lhes então os olhos. E o conheceram, e ele desapareceu-lhes.” É surpreendente o fato de Jesus desaparecer no momento em que é identificado pelos companheiros de viagem. Entendemos, porém, que Jesus agiu assim porque o seu trabalho de auxílio junto aos peregrinos da estrada de Emaús tinha sido concluído. “Desapareceu-lhes” porque  o momento não era mais de instrução, de orientação, de estímulo e de apaziguamento. Felizes e abençoados pelo encontro com o Mestre, retornam, de imediato, a Jerusalém para testemunharem aos demais cristãos a ressurreição de Jesus. Por onde formos, Jesus, Mestre silencioso, nos chama ao testemunho da lição que aprendemos. Nas menores experiências, no trabalho ou no lazer, no lar ou na via pública, eis que nos convida ao exercício incessante do bem. Nesse sentido, o discípulo do Evangelho encontra no mundo o santuário de sua fé e na humanidade a sua própria família. Assinalando, pois, a norma cristã, como inspiração para todas as lides cotidianas, ouçamos a palavra do Senhor em todos os ângulos do caminho, procurando segui-lo com invariável fidelidade, hoje e sempre." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






412. Pode a atividade do Espírito, durante o repouso, ou o sono corporal, fatigar o corpo? 

“Pode, pois que o Espírito se acha preso ao corpo qual balão cativo ao poste. Assim como as sacudiduras do balão abalam o poste, a atividade do Espírito reage sobre o corpo e pode fatigá-lo."




Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 18 de março de 2017

Ele vive


“Eu, porém, vos digo: amai os vossos inimigos.”  - Jesus - ( Mateus, 5:44 )




Amados irmãos, bom dia!
"Geralmente, somos devedores de altos benefícios a quantos nos perseguem e caluniam; constituem os instrumentos que nos trabalham a individualidade, compelindo-­nos a renovações de elevado alcance que raramente compreendemos nos instantes mais graves da experiência. São eles que nos indicam as fraquezas, as deficiências e as necessidades a serem atendidas na tarefa que estamos executando." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-  






E nós esperávamos que fosse Ele o que remisse Israel; mas, agora, com tudo isso, é já hoje o terceiro dia desde que essas coisas aconteceram. É verdade que também algumas mulheres dentre nós nos maravilharam, as quais de madrugada foram ao sepulcro; e, não achando o seu corpo, voltaram, dizendo que também tinham visto uma visão de anjos, que dizem que Ele vive. E alguns dos que estavam conosco foram ao sepulcro e acharam ser assim como as mulheres haviam dito, porém, não o viram. E Ele lhes disse: Ó néscios e tardos de coração para crer tudo o que os profetas disseram! Porventura, não convinha que o Cristo padecesse essas coisas e entrasse na sua glória? E, começando por Moisés e por todos os profetas, explicava-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras (Lc 24:21-27). 

"Independentemente das motivações de Jesus de manter-se em anonimato, o texto de Lucas registra algo efetivamente relevante: os sentimentos de afeto e ternura, atenção e cuidados do Mestre para com os dois viajantes, como bem nos esclarece Emmanuel. 

Os discípulos, a caminho de Emaús, comentavam, amargurados, os acontecimentos terríveis do Calvário. Permaneciam sob a tormenta da angústia. A dúvida penetrava-lhes a alma, levando-os ao abatimento, à negação. Um homem desconhecido, porém, alcançou-os na estrada. Oferecia o aspecto de mísero peregrino. Sem identificar-se, esclareceu as verdades da Escritura, exaltou a cruz e o sofrimento. Ambos os companheiros, que se haviam emaranhado no cipoal de contradições ingratas, experimentaram agradável bem-estar, ouvindo a argumentação confortadora. Somente ao termo da viagem, em se sentindo fortalecidos no tépido ambiente da hospedaria, perceberam que o desconhecido era o Mestre. Ainda existem aprendizes na “estrada simbólica de Emaús”, todos os dias. Atingem o Evangelho e espantam-se em face dos sacrifícios necessários à eterna iluminação espiritual. Não entendem o ambiente divino da cruz e procuram “paisagens mentais” distantes. Entretanto, chega sempre um desconhecido que caminha ao lado dos que vacilam e fogem. Tem a forma de um viandante incompreendido, de um companheiro inesperado, de um velho generoso, de uma criança tímida. Sua voz é diferente das outras, seus esclarecimentos mais firmes, seus apelos mais doces. Quem partilha, por um momento, do banquete da cruz, jamais poderá olvidá-la. Muitas vezes, partirá mundo afora, demorando-se nos trilhos escuros; no entanto, minuto virá em que Jesus, de maneira imprevista, busca esses viajores transviados e não os desampara enquanto não os contempla, seguros e livres, na hospedaria da confiança." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






411. Estando desprendido da matéria e atuando como Espírito, sabe o Espírito encarnado qual será a época de sua morte? 

“Acontece pressenti-la. Também sucede ter plena consciência dessa época, o que dá lugar a que, em estado de vigília, tenha a intuição do fato. Por isso é que algumas pessoas prevêem com grande exatidão a data em que virão a morrer.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 17 de março de 2017

A aparição de Jesus aos discípulos


“Mas os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas  e as ambições doutras coisas, entrando, sufocam a palavra, que  fica infrutífera.”  - Jesus - ( Marcos, 4:19 )




Amados irmãos, bom dia!
"A árvore da fé viva não cresce no coração, miraculosamente. Qual acontece na vida comum, o Criador dá tudo, mas não prescinde do  esforço da criatura. Qualquer planta útil reclama especial atenção no desenvolvimento. Indispensável cogitar-­se do trabalho de proteção, auxílio e defesa. É imprescindível tratar a planta divina com desvelada ternura e instinto  enérgico de defesa. Há muitos perigos sutis contra ela, quais sejam os tóxicos dos maus livros, as opiniões ociosas, as discussões excitantes, o hábito de analisar os outros antes do  auto ­exame. Ninguém pode, pois, em sã consciência, transferir, de modo integral, a vibração da fé ao espírito alheio, porque, realmente, isso é tarefa que compete a cada um." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-








"Os ensinamentos espíritas demonstram que a aparição de Jesus aos discípulos, mesmo sob a aparência de um simples viajante, nada teve de surpreendente quando se conhece os mecanismos que produzem o fenômeno. Na verdade, as “[...] manifestações mais comuns se dão durante o sono, por meio dos sonhos: são as visões.” 

Os Espíritos bem-intencionados aparecem para consolar “[...] as pessoas que deles guardam saudades, provar-lhes que existem e estão perto delas; dar conselhos e, algumas vezes, pedir para si mesmos assistência.” Evidentemente, Jesus, diretor espiritual do orbe, tornou-se visível para prestar amparo, revelando a imortalidade do seu Espírito. A despeito das aparições espirituais serem consideradas fatos naturais, não acontecem permanentemente. O motivo básico é que estando “[...] o homem cercado de Espíritos, o vê-los a todos os instante o perturbaria, embaraçar-lhe-ia os atos e tirar-lhe-ia a iniciativa na maioria dos casos, ao passo que, julgando-se só, ele age mais livremente.”

O princípio das aparições de Espíritos “[...] é o mesmo de todas as manifestações, reside nas propriedades do perispírito, que pode sofrer diversas modificações, ao sabor do Espírito.” Devemos, entretanto, considerar os seguintes esclarecimentos prestados por Allan Kardec: As aparições propriamente ditas dão-se quando o vidente se acha em estado de vigília e no gozo da plena e inteira liberdade das suas faculdades. Apresentam-se, em geral, sob a forma vaporosa e diáfana, às vezes vaga e imprecisa. [...] Doutras vezes, as formas se mostram nitidamente acentuadas, distinguindo-se os menores traços da fisionomia, a ponto de se tornar possível fazer-se da aparição uma descrição completa. [...] Podendo tomar todas as aparências, o Espírito se apresenta sob a que melhor o faça reconhecível, se tal é o seu desejo. [...] Os Espíritos superiores têm uma figura bela, nobre e serena; os mais inferiores denotam alguma coisa de feroz e bestial, não sendo raro revelarem ainda vestígios dos crimes que praticaram, ou dos suplícios que padeceram.

Continuemos, um pouco mais, com as elucidações do Codificador do Espiritismo a respeito das materializações de Espíritos. O Espírito, que quer ou pode fazer-se visível, reveste às vezes uma forma ainda mais precisa, com todas as aparências de um corpo sólido, ao ponto de causar completa ilusão e dar a crer, aos que observam a aparição, que têm diante de si um ser corpóreo. Em alguns casos, finalmente, e sob o império de certas circunstâncias, a tangibilidade se pode tornar real, isto é, possível se torna ao observador tocar, palpar, sentir, na aparição, a mesma resistência, o mesmo calor que num corpo vivo, o que não impede que a tangibilidade se desvaneça com a rapidez do relâmpago. Nesses casos, já não é somente com o olhar que se nota a presença do Espírito, mas também pelo sentido tátil.

São essas as explicações espíritas relativas à aparição de Jesus aos seus discípulos, sua tangibilidade e o seu desaparecimento, ocorrido durante a refeição, no momento em que foi reconhecido por seus companheiros de viagem. Não deixa de ser um fato curioso Jesus ter-se manifestado como simples viajante aos discípulos na estrada de Emaús, quando se revelou como o Cristo a Maria de Magdala, nas primeiras horas daquele dia, e aos apóstolos, durante a refeição do meio-dia. Algum motivo superior justificou essa atitude do Mestre. Podemos apenas levantar algumas conjecturas, sem que com isso encontremos a resposta concreta ou satisfatória: será que a sua aparição abrupta não iria assustar os discípulos, ainda bastante impressionados com os acontecimentos do calvário e da crucificação? Talvez a necessidade de  ampará-los libertando-os da tristeza e da saudade fosse mais urgente? Quem sabe ocorreu ao Senhor a necessidade de, anonimamente, sondar-lhes as disposições íntimas relacionadas ao trabalho de cristianização do mundo, que lhes caberia no futuro?" -( FEB - EADE )- 





Estudo do Livro dos Espíritos






410. Dá-se também que, durante o sono, ou quando nos achamos apenas ligeiramente adormecidos, acodem-nos idéias que nos parecem excelentes e que se nos apagam da memória, apesar dos esforços que façamos para retê-las. Donde vêm essas idéias? 

“Provêm da liberdade do Espírito que se emancipa e que, emancipado, goza de suas faculdades com maior amplitude. Também são, frequentemente, conselhos que outros Espíritos dão.” 

a) — De que servem essas idéias e esses conselhos, desde que, pelos esquecer, não os podemos aproveitar? 

“Essas idéias, em regra, mais dizem respeito ao mundo dos Espíritos do que ao mundo corpóreo. Pouco importa que comumente o Espírito as esqueça, quando unido ao corpo. Na ocasião oportuna, voltar-lhe-ão como inspiração de momento.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 16 de março de 2017

Jesus se aproximou e ia com eles



“E  perseveravam  na  doutrina  dos  apóstolos  e  na  comunhão e no partir do pão e nas orações.” -( Atos, 2:42 )-




Amados irmãos, bom dia!
"Raríssimos perseveram na doutrina dos apóstolos, na comunhão  com o  Evangelho, no espírito de fraternidade, nos serviços da fé viva. A maioria prefere os chamados “pontos de vista”, comunga com o personalismo destruidor, fortalece a raiz do egoísmo e raciocina sem iluminação espiritual. A Bondade do Senhor é constante e imperecível. Reparemos, pois, em que direção somos perseverantes. Antes de aplaudir os mais afoitos, procuremos saber se estamos com a volubilidade dos homens ou com a imutabilidade do Cristo." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-






Interpretação do texto evangélico: 

E eis que, no mesmo dia, iam dois deles para uma aldeia que distava de Jerusalém sessenta estádios, cujo nome era Emaús. E iam falando entre si de tudo aquilo que havia sucedido. E aconteceu que, indo eles falando entre si e fazendo perguntas um ao outro, o mesmo Jesus se aproximou e ia com eles. Mas os olhos deles estavam como que fechados, para que o não conhecessem. E Ele lhes disse: Que palavras são essas que, caminhando, trocais entre vós e por que estais tristes? E, respondendo um, cujo nome era Cléopas, disse-lhe: És tu só peregrino em Jerusalém e não sabes as coisas que nela têm sucedido nestes dias? E Ele lhes perguntou: Quais? E eles lhe disseram: As que dizem respeito a Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo; e como os principais dos sacerdotes e os nossos príncipes o entregaram à condenação de morte e o crucificaram (Lc 24:13-20). Segundo o registro de Lucas, dois discípulos, Cléopas (Kleopatros, do grego: “pai famoso”) e outro desconhecido, caminhavam de Jerusalém para Emaús (nome que literalmente significa “águas quentes”), uma cidade situada 12 Km para o norte, dia da Páscoa. Estavam abatidos e desiludidos e discutiam os acontecimentos terríveis de alguns dias antes. Quando um estranho juntou-se a eles manifestando ignorância da história que tanto os comovera, eles explicaram sobre o Jesus crucificado e como “nós esperávamos que fosse Ele quem iria redimir Israel” (Lc 24:21). 

Convidado para participar da ceia com Cléopas e o seu companheiro, o estranho revelou ser Jesus ao benzer o pão e parti-lo; imediatamente depois, desapareceu. Os dois voltaram com pressa para Jerusalém para levar a notícia aos outros discípulos e, enquanto isso, Jesus aparecia a todos eles. 

Apesar do sofrimento que traziam na alma, os discípulos seguiam adiante trocando, entre si, ideias a respeito do martírio do seu Messias. Traziam os olhos fechados, como assinala o texto evangélico, possivelmente para qualquer tipo de percepção, decorrente da desarmonia íntima produzida pelo trauma emocional da crucificação. Entretanto, não estavam abandonados pelo Senhor. Jesus seguira-os, qual amigo oculto, fixando-lhes a verdade no coração com as fórmulas verbais, carinhosas e doces. Grande parte do caminho foi atravessada em companhia daquele homem, amoroso e sábio, que ambos interpretaram por generoso e simpático desconhecido e, somente ao partir do pão, reconhecem o Mestre muito amado. Os dois aprendizes não conseguiram a identificação nem pelas palavras, nem pelo gesto afetuoso; contudo, tão logo surgiu o pão materializado, dissiparam todas as dúvidas e creram. Não será o mesmo que vem ocorrendo no mundo há milênios?" -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






409. Doutras vezes, num estado que ainda não é bem o do adormecimento, estando com os olhos fechados, vemos imagens distintas, figuras cujas mínimas particularidades percebemos. Que há aí, efeito de visão ou de imaginação? 

Estando entorpecido o corpo, o Espírito trata de desprender-se. Transporta-se e vê. Se já fosse completo o sono, haveria sonho.”




Que a graça e a paz sejam conosco!