segunda-feira, 14 de novembro de 2016

O tríplice aspecto da Doutrina Espírita - Obras básicas e subsidiárias da Codificação Espírita


“Mas, sobretudo, tende ardente caridade uns para com os outros.” - Pedro - ( I Pedro, 4:8 )




Amados irmãos, bom dia!
"Não basta a virtude apregoada em favor do estabelecimento  do Reino  Divino entre as criaturas.Não nos detenhamos na piedade teórica. Busquemos o amor fraterno, espontâneo, ardente e puro. A caridade celeste não somente espalha benefícios. Irradia também a divina luz." -( Pão Nosso  - Chico Xavier / Emmanuel )-







"Elegendo a fé raciocinada como fator básico de evolução, a Doutrina Espírita se expressa no tríplice aspecto de ciência, filosofia e religião, proporcionando-nos segura orientação e clareando-nos a mente no rumo das legítimas conquistas espirituais. 

Assevera Emmanuel: Podemos tomar o Espiritismo, simbolizado desse modo, como um triângulo de forças espirituais. A Ciência e a Filosofia vinculam à Terra essa figura simbólica, porém, a Religião é o ângulo divino que a liga ao céu. No seu aspecto científico e filosófico, a doutrina será sempre um campo nobre de investigações humanas, como outros movimentos coletivos, de natureza intelectual, que visam o aperfeiçoamento da humanidade. No aspecto religioso, todavia, repousa sua grandeza divina, por constituir a restauração do Evangelho de Jesus Cristo, estabelecendo a renovação definitiva do homem, para a grandeza do seu imenso futuro espiritual. 


Os livros da Codificação Kardequiana, aos quais se acrescenta obras subsidiárias, devidamente selecionadas, são os instrumentos de que se serve o aprendiz na tarefa interpretativa da mensagem de Jesus. Por esta razão, terá que se dedicar com afinco a esse estudo, abrindo novas perspectivas quanto aos seus objetivos de aprendizado. 

As obras da Codificação Espírita, traduzidas e publicadas pela Federação Espírita Brasileira (FEB) são: 

» O livro dos espíritos. 1a edição: 1857. 

» O livro dos médiuns. 1a edição: 1861. 

» O evangelho segundo o espiritismo. 1a edição: 1864. Obs.: a tradução da FEB é a da 3a edição francesa, de 1866, revista e corrigida por Kardec. 

» O céu e o inferno. 1a edição: 1865. 

» A gênese. 1a edição: 1868. 


Além dessas obras, que formam o núcleo básico da Codificação, Allan Kardec escreveu outras obras, também publicadas pela FEB: 

» Revista Espírita: jornal de estudos psicológicos. 12 exemplares anuais, publicados no período de 1858 a 1869. 

» Instrução prática sobre as manifestações espíritas. 1a edição: 1858. 

» O que é o espiritismo. 1a edição: 1859. 

» O espiritismo na sua expressão mais simples. 1a edição: 1862. » Viagem espírita de 1862. 1a edição: 1862. » Obras póstumas. 1a edição: 1890."





Estudo do Livro dos Espíritos






287. Como é acolhida a alma no seu regresso ao mundo dos Espíritos? 

“A do justo, como bem-amado irmão, desde muito tempo esperado. A do mau, como um ser desprezível.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 13 de novembro de 2016

As três revelações divinas: Moisés, Jesus e Kardec


“Ao servo do Senhor não convém contender.” - Paulo - ( II Timóteo, 2:24 )




Amados irmãos, bom dia!
"Foge aos que buscam demanda no serviço do Senhor. Não estão eles à procura de claridade divina para o coração.  Não estamos convocados a querelar e, sim, a servir e a aprender  com o  Mestre; nem fomos chamados à entronização do “eu”, mas, sim, a cumprir os desígnios superiores na construção do Reino Divino em nós." -( Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )-








"Examinando a presença de Jesus no processo evolutivo da humanidade, recordemos as esclarecedoras informações do benfeitor Emmanuel: Até agora, a humanidade da Era Cristã recebeu a grande Revelação em três aspectos essenciais: 

Moisés trouxe a missão da Justiça; o Evangelho, a revelação insuperável do Amor, e o Espiritismo, em sua feição de Cristianismo Redivivo, traz, por sua vez, a sublime tarefa da Verdade. 

No centro das três revelações encontra-se Jesus Cristo, como o fundamento de toda luz e de toda sabedoria. É que, com o Amor, a Lei manifestou-se na Terra no seu esplendor máximo; a Justiça e a Verdade nada mais são que os instrumentos divinos de sua exteriorização [...]. A Justiça, portanto, lhe aplainou os caminhos, e a Verdade, conseguintemente, esclarece os seus divinos ensinamentos. Eis porque, com o Espiritismo simbolizando a Terceira Revelação da Lei, o homem terreno se prepara, aguardando as sublimadas realizações do seu futuro espiritual, nos milênios porvindouros. 

Cada Revelação representa uma síntese dos ensinamentos espirituais necessários ao aprimoramento da humanidade. O Velho Testamento é a revelação da Lei. O Novo é a revelação do amor. O primeiro consubstancia as elevadas experiências dos homens de Deus que procuravam a visão verdadeira do Pai e de sua Casa de infinitas maravilhas. O segundo representa a mensagem de Deus a todos os que O buscam no caminho do mundo.

Esclarece André Luiz que Moisés instalara o princípio da Justiça, coordenando a vida e influenciando-a de fora para dentro. Jesus inaugurou na Terra o princípio do amor, a exteriorizar-se do coração, de dentro para fora, traçando-lhe a rota para Deus. Detectada a maturidade espiritual da humanidade terrestre, novas luzes chegam ao campo terrestre, marcando o advento da terceira revelação divina: a Doutrina Espírita. Caberia a Allan Kardec, o seu codificador, a laboriosa e abençoada tarefa de reunir as verdades anteriormente reveladas para, então, estruturar o corpo doutrinário do Espiritismo, sob a assistência desvelada dos trabalhadores da seara de Jesus." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






286. Deixando seus despojos mortais, a alma vê imediatamente os parentes e amigos que a precederam no mundo dos Espíritos? 

“Imediatamente, ainda aqui, não é o termo próprio. Como já dissemos, é-lhe necessário algum tempo para que ela se reconheça a si mesma e alije o véu material.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 12 de novembro de 2016

O sentido das expressões - O sentido das palavras


“Conserva o modelo das sãs palavras.” - Paulo - ( II Timóteo, 1:13 )




Amados irmãos, bom dia!
"Distribui os recursos que a Providência te encaminhou às mãos operosas, todavia, não te esqueças de que a palavra confortadora ao aflito representa serviço  direto de teu coração na sementeira do bem. O pão do corpo é uma esmola pela qual sempre receberás a justa recompensa, mas o sorriso amigo é uma bênção para a eternidade." -( Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )-








"Continuando na análise do texto de Lucas, anteriormente citado, localizamos no versículo três o seguinte: “pediu-lhe que o afastasse um pouco da praia”. Sabemos que Simão, sendo um pescador, utilizava o seu barco como instrumento de trabalho. Da mesma forma, nas várias posições em que somos colocados na vida, identificamos também, em nós, e à nossa volta, recursos de ação para que possamos atuar no plano que nos é próprio. 

O lar é o ambiente inicial, mas que se prolonga nos centros de interesse profissional, e se configura em outras formas: nas relações sociais, nas facilidades disponíveis, nas informações que ouvimos ou sabemos, nas manifestações do falar ou do agir etc. À medida que nos dedicamos à aquisição de valores espirituais, mais se acentua a necessidade de nos colocarmos à disposição do Cristo. Para isso, cabe-nos tão somente atender ao seu pedido: “afastar um pouco da praia”, ou seja, das cogitações materiais puramente transitórias, para que as autênticas expressões de espiritualidade, que partem das esferas mais altas, circulem entre nós, clareando os caminhos e favorecendo o entendimento da Boa-Nova. O afastamento da “praia”, porém, não pode ser demasiado para que não se percam as possibilidades de auxílio a quantos possam, por nosso intermédio, ser beneficiados pela bondade do Criador, conforme se deduz da colocação de Jesus. Além do mais, as coisas materiais são úteis à ação do Espírito desde que não se viva em função delas. 


Analisemos, ainda, nesse texto de Lucas os dois significados do verbo “lançar”: no primeiro momento Jesus utiliza a forma imperativa (“lançai as vossas redes para pescar”); no segundo, Pedro emprega o tempo futuro do modo indicativo (“sob a tua palavra lançarei a rede”). O imperativo existente na frase de Jesus indica a sua autoridade moral que determina usemos dos nossos valores para “pescar” benefícios espirituais. Já o “lançarei” de Pedro aponta para uma possibilidade de algo vir acontecer. 

Esclarecidos pelas verdades da Doutrina Espírita, percebemos que o Evangelho concita-nos a lançar a nossa rede. Lançar é agir, movimentar mais além. Não há construção de vida consciente sem que apliquemos todas as nossas possibilidades em busca da realização de alguma coisa útil. Cabe, pois, a cada um acionar tais valores sob a inspiração do Cristo, porque, se o esclarecimento ou informação nos auxiliam de fora para dentro, cada ação edificante é um passo efetivo no esforço evolutivo a iniciar-se no campo íntimo de cada um. É preciso que cada um acione tais valores sob a inspiração do Cristo. 

No mesmo texto podemos ainda destacar, igualmente: “barco”, instrumento de trabalho de Simão, traz a ideia de posição, de local que contém todos os valores reunidos no trânsito pelos “mares” da vida. “Redes”, “peixes”, “colheram” e outras palavras, contidas na citação de Lucas, são vocábulos igualmente portadores de muitas ideias, cujo entendimento imprime esforço de renovação com o Cristo." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






285. Os Espíritos se reconhecem por terem coabitado a Terra? O filho reconhece o pai, o amigo reconhece o seu amigo? 

“Perfeitamente e, assim, de geração em geração.” 

a) — Como é que os que se conheceram na Terra se reconhecem no mundo dos Espíritos? 

“Vemos a nossa vida pretérita e lemos nela como em um livro. Vendo a dos nossos amigos e dos nossos inimigos, aí vemos a passagem deles da vida corporal à outra.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 11 de novembro de 2016

Circunstâncias e fatos: sentido geral e específico


“Conserva o modelo das sãs palavras.” - Paulo - ( II Timóteo, 1:13 )




Amados irmãos, bom dia!
"Distribui os recursos que a Providência te encaminhou às mãos operosas, todavia, não te esqueças de que a palavra confortadora ao aflito representa serviço  direto de teu coração na sementeira do bem." -( Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )-






"A apreciação das duas passagens evangélicas que se seguem mostra a força do aprendizado oferecido pelas circunstâncias da vida. 

» E, Jesus chamando os seus discípulos, disse: Tenho compaixão da multidão, porque já está comigo há três dias e não tem o que comer; e não quero despedi-la em jejum, para que não desfaleça no caminho. E os seus discípulos disseram-lhe: Donde nos viriam num deserto tantos pães, para saciar tal multidão? E Jesus disse-lhes: Quantos pães tendes? E eles disseram: Sete e uns poucos peixinhos. Então mandou à multidão que se assentasse no chão. E, tomando os sete pães e os peixes e dando graças, partiu-os e deu-os aos seus discípulos, e os discípulos, à multidão. E todos comeram e se saciaram, e levantaram, do que sobejou, sete cestos cheios de pedaços (Mt 15:32-37). 

Na apreciação desta passagem, relacionada à multiplicação dos pães, notamos que o fator “circunstância” sobressai na narrativa de Mateus. Pelo fato de haver fome, Jesus pôde gravar preciosos ensinamentos para os discípulos, e para todos nós. Assim, enquanto o Senhor identificava necessidades (multidão com fome), procurando recursos para solucioná-las e aplicando medidas concretas, os discípulos apenas enxergavam barreiras e problemas, interrogando: “Donde nos viriam num deserto tantos pães, para saciar tal multidão?” 

» E, entrando num dos barcos, que era o de Simão, pediu-lhe que o afastasse um pouco da terra; e, assentando-se, ensinava do barco a multidão. E, quando acabou de falar, disse a Simão: faze-te ao mar alto, e lançai as vossas redes para pescar. E, respondendo Simão, disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos; mas, porque mandas lançarei a rede. E, fazendo assim, colheram uma grande quantidade de peixes, e rompia-se-lhes a rede (Lc 5:3-6). 

A leitura desse fato põe em evidência, sem muito esforço, temas gerais que estão embutidos no ensinamento de Jesus, tais como: fé, obediência, trabalho, conhecimento. No sentido específico, ou particular, encontramos subsídios para valiosos aprendizados. Vejamos: “E, respondendo Simão disse-lhe: Mestre, havendo trabalhado toda a noite, nada apanhamos, mas sob tua palavra, lançarei a rede”. Esclarecidos pela orientação da Doutrina Espírita, percebemos que o trabalho “de toda a noite” reflete o esforço evolutivo desenvolvido ao longo das reencarnações. Indica que, sem o entendimento evangélico, as nossas aquisições espirituais são infrutíferas, mas, tendo fé na palavra de Jesus, sempre encontramos os elementos necessários para iniciar a nossa ascensão espiritual. 

O trabalho a que se refere Simão não havia oferecido os frutos que se esperavam porque fora realizado “à noite”, isto é, em meio às trevas da ignorância e da incompreensão, muitas delas ainda vinculadas ao nosso Espírito. A noite caracteriza-se por ausência de luz. É um símbolo da escuridão que ainda prepondera no nosso Espírito, indicativo dos diferentes tipos de imperfeições que albergamos. Esta situação, entretanto, pode ser alterada se decidirmos agir sob o peso da “palavra de Jesus”. A nossa transformação moral-intelectual demonstra que não é suficiente estarmos sintonizados com a Luz. É imperioso reconhecer a nossa pequenez e adotar atitudes renovadoras resolutas, seguindo o exemplo do apóstolo Pedro. Este devotado servidor se propôs a lançar “a rede” numa demonstração de humildade e de consciente confiança no Senhor. 

Ao compararmos as duas condições distintas de trabalho, antes e após o conhecimento da mensagem do Cristo, o estudo nos assinala uma das mais belas expressões de fé raciocinada, fundamentada na lógica dos enunciados de Jesus, e que inspiraram o apóstolo a se expressar: “mas sob a tua palavra lançarei a rede”. -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






284. Como podem os Espíritos, não tendo corpo, comprovar suas individualidades e distinguir-se dos outros seres espirituais que os rodeiam? 

“Comprovam suas individualidades pelo perispírito, que os torna distinguíveis uns dos outros, como faz o corpo entre os homens.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

Cargos, funções, ocupações


“Não  vos  escrevi  porque  ignorásseis  a  verdade,  mas  porque a conheceis.” -( I João, 2:21 )- 




Amados irmãos, bom dia!
"O intercâmbio cada vez mais intensivo entre os chamados “vivos” e “mortos” constitui grande acontecimento para as organizações evangélicas de modo  geral. Convém notar, contudo, que as vozes comovedoras e revigorantes do Além repetem, comumente, velhas fórmulas da Revelação  e relembram o passado da Sabedoria terrestre, a fim de extrair conceituação mais respeitável referentemente à vida." -( Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )-






"Na elucidação da mensagem de Jesus, reveste-se de importância o conhecimento a respeito de cargos, funções e outras ocupações exercidas pelos personagens citados nos textos evangélicos. 
O seguinte exemplo é ilustrativo: 

» E o centurião, respondendo disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra e o meu criado sarará (Mt 8:8). 

As deduções espirituais deste texto se dilatam quando percebemos que um centurião, oficial romano e, por isso mesmo, não sintonizado com os conhecimentos e condições inerentes ao povo  judeu, pede um favor em benefício de outrem: não para um familiar ou amigo, mas para um criado. Além disso, as deduções que fez, com base em suas atividades normais, não se prendendo às normas, convicções e tradições judaicas, nos mostram como é simples e natural o entendimento das coisas de Deus, quando vibra em nosso ser a vontade de ver, escutar, sentir e servir com simplicidade, humildade e amor, como o centurião testemunhou. 

A observação cuidadosa das funções e dos cargos mencionados pelos evangelistas, tais como: publicanos, príncipe dos sacerdotes, procurador, pescador, e outros, proporciona, como vimos, maior amplitude à compreensão da mensagem." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






283. Podem os Espíritos, reciprocamente, dissimular seus pensamentos? Podem ocultar-se uns dos outros? 

“Não; para os Espíritos, tudo é patente, sobretudo para os perfeitos. Podem afastar-se uns dos outros, mas sempre se vêem. Isto, porém, não constitui regra absoluta, porquanto certos Espíritos podem muito bem tornar-se invisíveis a outros Espíritos, se julgarem útil fazê-lo.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

Critérios históricos e geográficos


“Porque  esta  é  a  mensagem  que  ouvistes  desde  o  princípio: que nos amemos uns aos outros.” -( I João, 3:11 )-




Amados irmãos, bom dia!
"Em todo o mundo sentimos a enorme inquietação por novas mensagens do  Céu. A maior e mais preciosa de todas, desde o  princípio da organização planetária, é aquela da solidariedade fraternal, no “amemo­-nos uns aos outros”. Esta é a recomendação primordial. Sentindo-­a, cada discípulo  pode examinar, nos círculos da luta diária, o índice de compreensão que já possui, acerca dos Desígnios Divinos." -( Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )-






"O conhecimento dos fatos históricos e das posições geográficas nos auxilia na interpretação do Evangelho, favorecendo o entendimento da sua essência espiritual. Por exemplo, na Parábola do Bom Samaritano temos estas informações: 

» E, respondendo Jesus, disse: Descia um homem de Jerusalém para Jericó, e caiu nas mãos dos salteadores, os quais o despojaram e, espancando-o, se retiraram, deixando-o meio morto. E, ocasionalmente, descia pelo mesmo caminho certo sacerdote; e, vendo-o, passou de largo. E, de igual modo, também um levita, chegando àquele lugar e vendo-o, passou de largo. Mas um samaritano que ia de viagem chegou ao pé dele e, vendo-o, moveu-se de íntima compaixão. E, aproximando-se, atou-lhe as feridas, aplicando-lhes azeite e vinho; e, pondo-o sobre a sua cavalgadura, levou-o para uma estalagem e cuidou dele (Lc 10:30-34). 

A análise desta parábola exalta, com razão, a figura do samaritano, religioso considerado herege pelo fato de ser da Samaria e de seguir apenas os preceitos do Pentateuco moisaico. O texto destaca também que um homem fora assaltado e que outros religiosos, ao vê-lo caído na estrada, ferido e quase morto, não se dispuseram auxiliar. Examinando as expressões que identificam pontos geográficos “Jerusalém” e “Jericó”, muito podemos apreender: Jerusalém, representa o centro das cogitações religiosas, local onde se erguia o templo de Salomão. Assume igualmente o sentido de referência espiritual, simbolizando o ponto central do monoteísmo. 

A parábola revela, assim, que a nossa iniciação espiritual tem início na compreensão de Deus único, Pai e Criador supremo. Numa concepção mais ampla, Jerusalém representa marco de aquisições espirituais, obtida ao longo da nossa jornada evolutiva. A Jerusalém política, geograficamente assentada no Oriente Médio, miscigenada de tradições religiosas dogmáticas e que valorizam os cultos externos, não tem significado para quem deseja progredir espiritualmente. 

Jericó, próxima de Jerusalém, era uma cidade antiga, cercada por muralhas praticamente intransponíveis. Era conhecida, sobretudo, como célebre via de intensa movimentação comercial. Simboliza, no contexto, o campo dos interesses materiais e transitórios. Retrata o plano de sensações imediatistas que devemos abandonar. Jericó, podemos deduzir, revela o estado de queda moral do ser humano, que vive à cata de aventuras em planos vibratórios inferiores, e que se submete aos ataques das trevas, por conta e risco próprios. Na parábola, o Mestre evidencia tanto a disposição de servir do samaritano quanto o perigo a que estamos expostos, em razão da nossa invigilância, quando “descemos” dos planos de relativo entendimento que já conquistamos para o campo de ações menos edificantes, as quais nos sujeitam ao assédio de forças inferiores." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






282. Como se comunicam entre si os Espíritos? 

“Eles se vêem e se compreendem. A palavra é material: é o reflexo do Espírito. O fluido universal estabelece entre eles constante comunicação; é o veiculo da transmissão de seus pensamentos, como, para vós, o ar o é do som. É uma espécie de telégrafo universal, que liga todos os mundos e permite que os Espíritos se correspondam de um mundo a outro.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 8 de novembro de 2016

Esquema de estudo e interpretação do Evangelho


“Eu sei,  e  estou  certo  no  Senhor Jesus,  que  nenhuma coisa é de si mesma imunda a não ser para aquele que a tem por  imunda.” - Paulo - ( Romanos, 14:14 )




Amados irmãos, bom dia!
"Quando Paulo de Tarso escreveu esta observação aos romanos, referia-­se à alimentação que, na época, representava objeto de áridas discussões entre gentios e judeus. Nos dias que passam, o ato de comer já não desperta polêmicas perigosas, entretanto, podemos tomar o versículo e projetá-­lo noutros setores de falsa opinião. Enquanto houver imundície no coração de quem analise ou de quem ensine, os métodos não passarão de coisas igualmente imundas." -( Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )-





               





"O estudo e a interpretação do Evangelho podem ser conduzidos por meio de um esquema, simples e eficiente, que considere aspectos relevantes da mensagem evangélica. Necessário também considerar que todos os fatos ou ensinamentos, embora se revistam de características históricas inerentes ao tempo em que ocorreram, se refletem nos dias atuais, uma vez que os ensinamentos do Cristo são atemporais. 

Na apreciação de uma passagem do Novo Testamento podemos perceber conceitos de ordem geral e, seguindo para uma verificação mais particularizada, encontramos orientações substanciadas em um versículo, numa determinada expressão ou até mesmo numa só palavra. É importante, assim, aprender a identificar características de que as expressões e as palavras se revestem, extraindo-as da forma literal com que se apresentam. 

Lugar, cargos e funções, circunstâncias, gestos, atitudes, pessoas, verbos (tempo e pessoa) são itens que possuem uma mensagem intrínseca e que não podem passar despercebidos ao estudioso do Evangelho." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






281. Por que os Espíritos inferiores se comprazem em nos induzir ao mal? 

“Pelo despeito que lhes causa o não terem merecido estar entre os bons. O desejo que neles predomina é o de impedirem, quanto possam, que os Espíritos ainda inexperientes alcancem o supremo bem. Querem que os outros experimentem o que eles próprios experimentam. Isto não se dá também entre vós outros?”




Que a graça e a paz sejam conosco!