segunda-feira, 7 de agosto de 2017

A mulher sirofenícia


"Meu filho, guarda minhas palavras, conserva contigo meus preceitos. Observa meus mandamentos e viverás." -( Provérbios, 7: 1 )-




Amados irmãos, bom dia!
A verdadeira vida somente pode ser realidade para nós, à medida que praticamos os ensinamentos do Mestre Jesus. Que saibamos assim viver.








Texto evangélico:

E, partindo Jesus dali, foi para as partes de Tiro e de Sidom. E eis que uma mulher cananéia, que saíra daquelas cercanias, clamou, dizendo: Senhor, Filho de Davi, tem misericórdia de mim, que minha filha está miseravelmente endemoninhada. Mas ele não lhe respondeu palavra. E os seus discípulos, chegando ao pé dele, rogaram-lhe, dizendo: Despede-a, que vem gritando atrás de nós. E ele, respondendo, disse: Eu não fui enviado senão às ovelhas perdidas da casa de Israel. Então, chegou ela e adorou-o, dizendo: Senhor, socorre-me. Ele, porém, respondendo, disse: Não é bom pegar o pão dos filhos e deitá-lo aos cachorrinhos. E ela disse: Sim, Senhor, mas também os cachorrinhos comem das migalhas que caem da mesa dos seus senhores. Então, respondeu Jesus e disse-lhe: Ó mulher, grande é a tua fé. Seja isso feito para contigo, como tu desejas. E, desde aquela hora, a sua filha ficou sã. Mateus. 15: 21-28 

"A atitude de Jesus perante a mulher que lhe roga auxílio se revela, à primeira vista, surpreendente. O acontecimento em estudo envolve aspectos valiosos para quantos têm buscado na Boa Nova o sentido de compreender, não somente os valores de ordem educacional, mas, também aspectos da maior transcendência no que se reporta ao mecanismo da própria evolução. Retirando, porém, o espírito da letra, compreende-se porque Jesus agiu daquela forma. Algumas informações históricas são importantes para a contextualização da história. 

A palavra cananeu tem origem em Canaã, filho de Cam (ou Cão), neto de Noé, cujos descendentes falavam a língua semítica. Há três referências  históricas relacionadas ao vocábulo, assim especificadas: 

Habitantes que viviam restritos na região sirofenícia, propriamente dita, em especial, a Fenícia: os arqueus, os sineus e os zemareus. - Povos existentes nas regiões conhecidas como sirofenícia e siro-palestina (vale do Sidom a Gaza; mar Morto; cidades de Sodoma e Gomorra e região de Lasa, ao Norte): heteus, jebuseus, amorreus, heveus, girgaseus, além dos arqueus, sineus e zemareus, citados no item anterior. - Qualquer mercador ou comerciante, visto que o comércio era a atividade que mais caracterizava os cananeus. Os sirofenícios eram famosos pela produção de artigos de luxo, artesões que trabalhavam, admiravelmente, o mármore e outras pedras lavradas. Quanto à religião, os cananeus eram politeístas, adoradores de vários deuses, sendo os mais conhecidos Baal, Hadade e Dagom, assim como as deusas Aserá, Astarte e Anate. 

Retornando ao texto evangélico, registrado por Mateus, percebemos que a fama de Jesus não se limitava à Palestina, estendendo-se além-fronteiras. A cada instante, os registros evangélicos apontam a capacidade polarizadora do Mestre. Sua autoridade faz-se presente como um sol a irradiar vida abundante. Não necessitava fazer-se anunciar. Bastava sua presença, sua movimentação e, às vezes, ligeiras informações durante a sua passagem ou chegada a algum lugar, para que dele se aproximassem os trôpegos e os carentes de toda ordem, criaturas ávidas de orientação e arrimo. A proposta orientadora de Jesus é dirigida, preferencialmente, aos deserdados, aos caídos, como era a situação da mulher sirofenícia. Por considerar a origem étnico-cultural da mulher cananéia, e para evitar dar “aos cães as coisas santas”, ou deitar-se “aos porcos as vossas pérolas” (Mateus, 7:6), segundo a linguagem evangélica, Jesus agiu com cautela, a fim de não imprimir ação coercitiva, capaz de violentar a personalidade da irmã que, aliás, soube receber o auxílio com lucidez, porque sabia, realmente, o que necessitava. -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






553. Que efeito podem produzir as fórmulas e práticas mediante as quais pessoas há que pretendem dispor do concurso dos Espíritos?  

“O efeito de torná-las ridículas, se procedem de boa-fé. No caso contrário, são tratantes que merecem castigo. Todas as fórmulas são mera charlatanaria. Não há palavra sacramental nenhuma, nenhum sinal cabalístico, nem talismã, que tenha qualquer ação sobre os Espíritos, porquanto estes só são atraídos pelo pensamento e não pelas coisas materiais.” 

a) — Mas, não é exato que alguns Espíritos têm ditado, eles próprios, fórmulas cabalísticas? 

“Efetivamente, Espíritos há que indicam sinais, palavras estranhas, ou prescrevem a prática de atos, por meio dos quais se fazem os chamados conjuros. Mas, ficai certos de que são Espíritos que de vós outros escarnecem e zombam da vossa credulidade.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 6 de agosto de 2017

Raboni


"A balança fraudulenta é abominada pelo Senhor, mas o peso justo lhe é agradável." -( Provérbios, 11: 1 )-




Amados irmãos, bom dia!
"Em cada resposta aos outros, em cada gesto para com os semelhantes, em cada manifestação dos teus pontos de vista e em cada demonstração de tua alma, grafas com tinta perene, a história de tua passagem." -( Mãos unidas - Chico Xavier / Emmanuel )-








Análise do segundo texto de João: Maria de Magdala 

E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. [...] E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. [...] E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer Mestre)! (Jo, 20:1-2; 11; 13-16). 

Maria de Magdala representa o exemplo dos que cometem equívocos graves em sua marcha evolutiva, mas que conseguem, ao toque do amor do Cristo, reajustar-se perante a Lei de Deus e voltar-se, definitivamente, para o bem. Seguiu Jesus em muitas de suas peregrinações, estando presente nos momentos dolorosos da crucificação, em companhia de outras mulheres, e também no sublime instante da ressurreição do Senhor. Humberto de Campos nos transmite oportunas informações sobre esse valoroso Espírito: Maria de Magdala ouvira as pregações do Evangelho do Reino, não longe da vila principesca onde vivia entregue a prazeres, em companhia de patrícios romanos, e tomara-se de admiração profunda pelo Messias. Que novo amor era aquele apregoado aos pescadores singelos por lábios tão divinos? Até ali, caminhara ela sobre as rosas rubras do desejo, embriagando-se com o vinho de condenáveis alegrias. No entanto, seu coração estava sequioso e em desalento. Jovem e formosa, emancipara-se dos preconceitos férreos de sua raça; sua beleza lhe escravizara aos caprichos de mulher os mais ardentes admiradores; mas seu Espírito tinha fome de amor. 

O profeta nazareno havia plantado em sua alma novos pensamentos. Depois que lhe ouvira a palavra, observou que as facilidades da vida lhe traziam agora um tédio mortal ao Espírito sensível. As músicas voluptuosas não encontravam eco em seu íntimo, os enfeites romanos de sua habitação se tornaram áridos e tristes. Maria chorou longamente, embora não compreendesse ainda o que pleiteava o profeta desconhecido. Entretanto, seu convite amoroso parecia ressoar-lhe nas fibras mais sensíveis de mulher. Jesus chamava os homens para uma vida nova.  Procurou, decidida, o Mestre, a quem abriu o coração: «— Senhor, ouvi a vossa palavra consoladora e venho ao vosso encontro!... [...] Sou uma filha do pecado. Todos me condenam. Entretanto, Mestre, observai como tenho sede do verdadeiro amor!...Minha existência, como todos os prazeres, tem sido estéril e amargurada ...»  Jesus escutou-lhe atencioso o desabafo sincero e falou-lhe, então, sobre a Boa Nova, o reino dos céus, a bondade e misericórdia do Pai Celestial. Mostrou-lhe os sacrifícios que marcam a vida dos que buscam o amor verdadeiro. Não lhe criticou os desvios, nem as faltas cometidas, mas abraçou-a como irmã querida, oferecendo o seu apoio inestimável. 

Sabe-se que, a partir desse instante, Maria Madalena se transformou, dedicando-se com fervor e humildade em servir Jesus, irrestritamente, através do amor ao próximo. Renunciou a todos os prazeres que o mundo lhe oferecia, acolhendo como filhas as irmãs que sofriam, os infortunados do caminho, os aleijados e os leprosos. Passou a viver junto a eles, em permanente dedicação.  Submeteu-se a todo tipo de infortúnio, exemplificando-se como fiel servidora do Cristo, sem jamais desfalecer ou reclamar de algo. Vivendo junto aos leprosos (hansenianos), cuidando deles, foi contaminada pelo agente infeccioso, responsável pela doença. A morte do corpo a alcançou num momento em que a enfermidade se espalhava, inflexível, por todo o seu organismo, cobrindo-o de pústulas e lesões deformantes. Entretanto, o seu Espírito estava em paz, ela conseguira passar pela porta estreita e alcançara a glória da felicidade verdadeira." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






552. Que se deve pensar da crença no poder, que certas pessoas teriam, de enfeitiçar? 

“Algumas pessoas dispõem de grande força magnética, de que podem fazer mau uso, se maus forem seus próprios Espíritos, caso em que possível se torna serem secundados por outros Espíritos maus. Não creias, porém, num pretenso poder mágico, que só existe na imaginação de criaturas supersticiosas, ignorantes das verdadeiras leis da Natureza. Os fatos que citam, como prova da existência desse poder, são fatos naturais, mal observados e sobretudo mal compreendidos.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 5 de agosto de 2017

Quase todos sabem, poucos fazem


“Nisto todos conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” - Jesus - ( João, 13:35 )




Amados irmãos, bom dia!
A cada manhã somos chamados ao exercício do amor. Temos oportunidades infinitas de experimentar essa sensação que, além do bem a que se destina, nos dá uma paz que só quando amamos podemos sentir. É a paz do Senhor. Como Deus é amor e somos chamados a ser sua imagem e semelhança, não percamos essas oportunidades, pois, só aquele que ama conhece a Deus.






Análise do texto de João: a unção dos pés de Jesus

Foi, pois, Jesus seis dias antes da Páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera e a quem ressuscitara dos mortos. Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então, Maria, tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. (Jo12:1-3). 

"Vemos, neste texto, situação semelhante à analisada no anterior: Marta que serve a ceia, Maria que unge os pés de Jesus com um bálsamo. Ela está sempre aos pés do Senhor, revelando atitude humilde e devotada. Marta encontra-se ao lado de Jesus, atende-o com afeto e dedicação, mas não se desliga dos demais. O quadro reflete duas modalidades de servidores: um que se abstrai de tudo para estar com o Mestre, fervorosamente. Outro que é fiel e dedicado, também, mas que faz uma ponte entre Jesus e os demais seres humanos. Os dois comportamentos estão corretos e são necessários. 

Em determinado contexto, a atitude de Maria é a mais indicada, noutro é a de Marta. O desafio é fazer o que é certo. «Fazer algo em Cristo é fazer sempre o melhor para todos: sem expectativa de remuneração. Sem exigências. Sem mostrar-se. Sem exibir superioridade. Sem tributos de reconhecimento. Sem perturbações.»  Entre saber e fazer existe singular diferença. Quase todos sabem, poucos fazem. Todas as seitas religiosas, de modo geral, somente ensinam o que constitui o bem. Todas possuem serventuários, crentes e propagandistas, mas os apóstolos de cada uma escasseiam cada vez mais. Há sempre vozes habilitadas a indicar os caminhos. É a palavra dos que sabem. Raras criaturas penetram valorosamente a vereda, muita vez em silêncio, abandonadas e incompreendidas. É o esforço supremo dos que fazem. 

Há outro ponto a considerar, útil na análise do comportamento das duas irmãs: a liderança de Marta se justifica, no sentido de fornecer condições de boa hospedagem, por indicar, segundo a tradição judaica, que ela era a dona da casa — casada com certo Simão, o leproso — e a irmã mais velha, a quem cabia as iniciativas de dirigir as atividades diárias, no lar.  Em relação às unções a Jesus, o Evangelho relata que ocorreram duas: uma administrada por uma pecadora penitente, na Galiléia (Lc 7:37-38), outra pela piedosa Maria de Betânia, indicada neste roteiro. Em ambas as situações, o sentido é o mesmo: devoção, atenção, cuidados, reverência ao Senhor. A ação de ungir apresentava caráter sagrado para os judeus. Tratava-se de uma prática considerada santa. Além disso, a unção simbolizava o “derramamento” do Espírito de Deus sobre a criatura ungida. Assim, era comum ungir os doentes com azeite (Tg 5:14) para que este recebesse benefícios de Deus, o doador da vida." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






PODER OCULTO. TALISMÃS. FEITICEIROS 

551. Pode um homem mau, com o auxílio de um mau Espírito que lhe seja dedicado, fazer mal ao seu próximo? 

“Não; Deus não o permitiria.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada


“Depois, sobrevindo tribulação ou perseguição...”  - Jesus - ( Marcos, 4:17 )




Amados irmãos, bom dia!
"Todos sabem principiar o ministério do  bem, poucos prosseguem na lide salvadora, raríssimos terminam a tarefa edificante. Entretanto, por outro lado, as perigosas realizações da perturbação e da sombra se concretizam com rapidez.  Realmente, é muito difícil perseverar no bem e sempre fácil atingir o mal. Todavia, depois..." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-






Interpretação do texto evangélico:

Análise do texto de Lucas: Marta e Maria 

E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. E tinha esta uma irmã, chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que me ajude. E, respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada (Lc 10: 38-42). 

"As irmãs, Marta e Maria, recebem a bênção da visita de Jesus na intimidade do lar, oportunidade em que manifestam entusiasmo pela presença do Mestre, na forma que lhes é própria, consoante o temperamento, necessidades e entendimento espirituais. Maria, cujo nome aparece citado em Lucas, 10:38-42 e em João, 11:2; 2832 e 12:3, prostra-se aos pés de Jesus, ouvindo, embevecida, suas narrações e ensinamentos. Naquele momento, nada mais lhe era importante, tudo se tornou secundário, a não ser acomodar-se e escutar o Mestre. Reconhece-se nesta ação de Maria uma espontânea demonstração de devoção ao Salvador. Marta, porém, interpreta equivocadamente o comportamento da irmã, pedindo auxílio ao Mestre: “Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que me ajude”. O Senhor, porém, faz-lhe suave advertência, esclarecendo-lhe para não valorizar em demasia as coisas materiais, ainda que importantes, como a alimentação e o conforto da hospedagem, por serem bens passageiros. Por isto, afirma: “Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada”. “Ela não era menos devotada a Jesus do que Maria, mas não percebeu o caminho certo para recebê-lo, aquele que mais o agradaria.” 

A lição é inestimável, e deve nos conduzir a reflexões mais aprofundadas. O mundo moderno, com as suas contínuas requisições, pode colocar o ser humano à deriva, se ele não tomar cuidado. É importante, à semelhança da atitude de Maria, fazer uma pausa e não deixar passar uma feliz oportunidade de melhoria espiritual, por excesso de zelo ou apego às ações cotidianas. Envolvidos pelas atividades comuns da vida no plano físico, nem sempre agimos com bom senso. É comum as pessoas alegarem falta de tempo, por se encontrarem assoberbadas pelas requisições do dever profissional, familiar, social ou religioso. Neste sentido, surpreendem-se certos comportamentos e atitudes radicais de alguns companheiros de estrada evolutiva que se atrelam a cronogramas rígidos, imutáveis, sem oferecerem espaço para improvisações ou mínimas alterações: não há tempo para contato fraterno, telefonema, carta, e-mail ou visita. As atividades são conduzidas, dia após dia, num ritmo frenético, metódico, tiranizante. Nos tempos atuais há, em geral, uma doentia subjugação a horários, rotinas e processos que mantêm as criaturas distantes, cada vez mais afastadas. Devemos analisar melhor esta questão. É bom investir na qualidade de vida. Ponderar que é possível reestruturar a existência, “escolher a boa parte”, como fez Maria, sair dessa “camisa de força”, mantendo, ainda, a responsabilidade, ordem e disciplina, exigidas pela existência. 

Maria escolheu a boa parte porque concedeu o valor preciso às necessidades de hospedagem e alimentação. A maior parte do seu tempo, os esforços e energias foram canalizados para o essencial. O Cristo encontrava-se presente em sua casa, por algumas horas. Talvez, não mais o visse naquela reencarnação. Assim, por que perder esses instantes, tão especiais, para se dedicar mais tempo às coisas materiais, ainda que estas fossem importantes? “Busquemos o lado melhor das situações, dos acontecimentos e das pessoas. “Maria escolheu a boa parte, que não lhe será tirada”  disse-nos o Senhor. Assimilemos a essência da divina lição. Quem procura a “boa parte” e nela se detém, recolhe no campo da vida o tesouro espiritual que jamais lhe será roubado.” 

“Uma só coisa é necessária”, asseverou o Mestre, em sua lição a Marta, cooperadora dedicada e ativa. Jesus desejava dizer que, acima de tudo, compete-nos guardar, dentro de nós mesmos, uma atitude adequada, ante os desígnios do Todo-Poderoso, avançando, segundo o roteiro que nos traçou a divina Lei. Realizado esse “necessário”, cada acontecimento, cada pessoa e cada coisa se ajustarão, a nossos olhos, no lugar que lhes é próprio. Sem essa posição espiritual de sintonia com o celeste instrutor, é muito difícil agir alguém com proveito." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos







550. Qual o sentido das lendas fantásticas em que figuram indivíduos que teriam vendido suas almas a Satanás para obterem certos favores? 

“Todas as fábulas encerram um ensinamento e um sentido moral. O vosso erro consiste em tomá-las ao pé da letra. Isso a que te referes é uma alegoria, que se pode explicar desta maneira: aquele que chama em seu auxílio os Espíritos, para deles obter riquezas, ou qualquer outro favor, rebela-se contra a Providência; renuncia à missão que recebeu e às provas que lhe cumpre suportar neste mundo. Sofrerá na vida futura as conseqüências desse ato. Não quer isto dizer que sua alma fique para sempre condenada à desgraça. Mas, desde que, em lugar de se desprender da  matéria, nela cada vez se enterra mais, não terá, no mundo dos Espíritos, a satisfação de que haja gozado na Terra, até que tenha resgatado a sua falta, por meio de novas provas, talvez maiores e mais penosas. Coloca-se, por amor dos gozos materiais, na dependência dos Espíritos impuros. Estabelece-se assim, tacitamente, entre estes e o delinqüente, um pacto que o leva à sua perda, mas que lhe será sempre fácil romper, se o quiser firmemente, granjeando a assistência dos bons Espíritos.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Marta, Maria e Maria de Magdala


“Da mesma boca procede bênção e maldição.” -( Tiago, 3:10 )-




Amados irmãos, bom dia!
"Examina o sentido, o modo e a direção de tuas palavras, antes de pronunciá­las. Da mesma boca procede bênção ou maldição para o caminho." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )- 








Texto evangélico:

E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa. E tinha esta uma irmã, chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços e, aproximando-se, disse: Senhor, não te importas que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe, pois, que me ajude. E, respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; e Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada. (Lucas, 10: 38-42.) 

Foi, pois, Jesus seis dias antes da Páscoa a Betânia, onde estava Lázaro, o que falecera e a quem ressuscitara dos mortos. Fizeram-lhe, pois, ali uma ceia, e Marta servia, e Lázaro era um dos que estavam à mesa com ele. Então, Maria, tomando uma libra de unguento de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos; e encheu-se a casa do cheiro do unguento. (João, 12:1-3.) 

E, no primeiro dia da semana, Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra tirada do sepulcro. Correu, pois, e foi a Simão Pedro e ao outro discípulo a quem Jesus amava e disse-lhes: Levaram o Senhor do sepulcro, e não sabemos onde o puseram. [...] E Maria estava chorando fora, junto ao sepulcro. Estando ela, pois, chorando, abaixou-se para o sepulcro. [...] E disseram-lhe eles: Mulher, por que choras? Ela lhes disse: Porque levaram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. E, tendo dito isso, voltou-se para trás e viu Jesus em pé, mas não sabia que era Jesus. Disse-lhe Jesus: Mulher, por que choras? Quem buscas? Ela, cuidando que era o hortelão, disse-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, voltando-se, disse-lhe: Raboni (que quer dizer Mestre)! (João, 20:1-2; 11; 13-16.) 

"A tradição judaica mantinha a liberdade feminina semelhante à dos homens, nos tempos antigos. “Israel vivia num mundo patriarcal,  mas sua sociedade era sempre conformada por uma fé que dava igualdade às mulheres aos olhos de Deus.” Antes do exílio babilônico (587–586 a.C.), encontram-se mulheres profetisas, juízas, rainhas, sem jamais serem excluídas do culto de Deus. São, por vezes, veneradas como modelo de sabedoria. A honra das mães é equivalente à dos pais na lei básica de Israel, os Dez Mandamentos. Os direitos de família de viúvas e mães são protegidos por lei. A mulher que se envolve em empreendimentos comerciais lucrativos, que ensina com sabedoria, e que serve à comunidade mediante atos de caridade é reverenciada como ideal. [...] Quando Israel foi levada para o exílio babilônio, seus sacerdotes no exílio determinaram que iriam traçar um plano para a vida de Israel que asseguraria que ela [a nação judia] jamais seria de novo julgada por Deus. Assim, coletaram e escreveram uma legislação sacerdotal que iria assegurar o ritual e a pureza social de Israel. Ao mesmo tempo, enfatizaram a importância da circuncisão como sinal de aliança. Essa ênfase levou a sexualidade para o domínio do culto e relacionou as mulheres à comunidade da aliança apenas através de seus homens.

As ordenações religiosas foram, aos poucos, limitando a ação da mulher. Por exemplo: ao eliminar a prática de derramamento de sangue na sinagoga, pelo sacrifício de animais, as mulheres foram excluídas do culto no período de parto ou de menstruação; o marido podia anular os votos a Deus pronunciados por sua esposa; não podiam aprender ou ensinar a Torá etc. As ações de Jesus em relação às mulheres foram consideradas revolucionárias, também neste sentido. Ele não hesitou em envolver até mulheres estrangeiras impuras em conversação pública. Ignorou todas as restrições de impureza ritual. Ele próprio ensinou mulheres, deu-lhes uma posição igual às dos homens [...] e conferiu-lhes o mais elevado respeito como pessoas.

Estas medidas foram mantidas pelos apóstolos e discípulos nos tempos do Cristianismo primitivo: as mulheres podiam, entre outras atividades, ser batizadas; praticar a caridade; ser ministras da Igreja; pregar no culto; profetizar e ensinar. Marta era irmã de Maria que ungiu nosso Senhor pouco antes de sua morte [Mt 26: 7; Mc 14: 3; Jo: 12: 3] [...]; e de Lázaro, a quem Jesus ressuscitou dos mortos (Jo:11), que era irmão de ambas. Segundo Jo a família veio de Betânia, uma vila provavelmente cerca de 3 km distante de Jerusalém, na estrada de Jericó. O nome Maria Madalena, outra importante personagem do Evangelho, sugere que ela veio da aldeia galileia de Magdala. Em Lucas, 8:2 [...] lemos que entre as mulheres curadas de possessão demoníaca [isto é, subjugação], e que passaram a acompanhar o Senhor e seus discípulos durante o ministério de evangelização dos mesmos, estava também “Maria, chamada Madalena, da qual saíram sete demônios” [sete obsessores] (cf. Mc 16:9; na terminação mais longa)." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






549. Algo de verdade haverá nos pactos com os maus Espíritos? 

“Não, não há pactos. Há, porém, naturezas más que simpatizam com os maus Espíritos. Por exemplo: queres atormentar o teu vizinho e não sabes como hás de fazer. Chamas então por Espíritos inferiores que, como tu, só querem o mal e que, para te ajudarem, exigem que também os sirvas em seus maus desígnios. Mas, não se segue que o teu vizinho não possa livrar-se deles por meio de uma conjuração oposta e pela ação da sua vontade. Aquele que intenta praticar uma ação má, pelo simples fato de alimentar essa intenção, chama em seu auxílio maus Espíritos, aos quais fica então obrigado a servir, porque dele também precisam esses Espíritos, para o mal que queiram fazer. Nisto apenas é que consiste o pacto.” 

O fato de o homem ficar, às vezes, na dependência dos Espíritos inferiores nasce de se entregar aos maus pensamentos que estes lhe sugerem e não de estipulações quaisquer que com eles faça. O pacto, no sentido vulgar do termo, é uma alegoria representativa da simpatia existente entre um indivíduo de natureza má e Espíritos malfazejos.




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 2 de agosto de 2017

Não foram dez os limpos? E onde estão os nove


“Saiba  que  aquele  que  fizer  converter  do  erro  do seu  caminho um pecador, salvará da morte uma alma e cobrirá uma  multidão de pecados.” -( Tiago, 5:20 )-




Amados irmãos, bom dia!
"Se desejas, portanto, propagar o espírito sublime do Cristianismo, atende à obra individual com Jesus. Afasta os corações amados do campo escuro do erro, através de teus atos que constituem lições vivas do amor edificante. Recorda­te de que pela conversão verdadeira e substancial de um só espírito  ao Infinito Bem, escuras multidões de males poderão desaparecer para sempre." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-








Análise do texto de Lucas: a cura de dez leprosos (hansenianos) 

E aconteceu que, indo ele a Jerusalém, passou pelo meio de Samaria e da Galileia; e, entrando numa certa aldeia, saíram-lhe ao encontro dez homens leprosos, os quais pararam de longe. E levantaram a voz, dizendo: Jesus, Mestre, tem misericórdia de nós! E ele, vendo-os, disse-lhes: Ide e mostrai-vos aos sacerdotes. E aconteceu que, indo eles, fi caram limpos. E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz. E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano. E, respondendo Jesus, disse: Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou (Lc 17: 11-19). 

"Há três pontos diferentes entre este relato e o de Marcos, anteriormente estudado: 

a) o número de leprosos atendidos é maior, dez em vez de um; 

b) a “limpeza” das lesões não foi por contato magnético direto, mas por irradiação natural das energias superiores do Cristo; 

c) Jesus deu a instrução de informar a cura aos sacerdotes, que é fato incomum. 

Por que razão Jesus instrui os doentes para relatar o acontecimento aos sacerdotes? A resposta a esta pergunta encontra-se nos versículos dezesseis e dezessete, indicando que um dos doentes era samaritano, por sinal o único que agradeceu a Jesus o benefício recebido: “E um deles, vendo que estava são, voltou glorificando a Deus em alta voz. E caiu aos seus pés, com o rosto em terra, dando-lhe graças; e este era samaritano”. Este, pela fé que possuía foi, efetivamente, o único curado. Os demais receberam a oportunidade de merecer a cura definitivamente. Chama atenção de ser, justamente, o samaritano revelar gratidão e ser efetivamente curado em razão da fé que possuía, conforme se deduz destas palavras de Jesus: “Não foram dez os limpos? E onde estão os nove? Não houve quem voltasse para dar glória a Deus, senão este estrangeiro? E disse-lhe: Levanta-te e vai; a tua fé te salvou”. 

Os judeus desprezavam os samaritanos, em razão das divergências políticas e religiosas, considerando-os hereges. Após o cisma das dez tribos, Samaria se constituiu a capital do reino dissidente de Israel. Destruída e reconstruída várias vezes, tornou-se, sob os romanos, a cabeça da Samaria, uma das quatro divisões da Palestina. [...]Os samaritanos estiveram quase constantemente em guerra com os reis de Judá. Aversão profunda, datando da época da separação, perpetuou-se entre os dois povos, que evitavam todas as relações recíprocas. Aqueles, para tornarem maior a cisão e não terem de vir a Jerusalém pela celebração das festas religiosas, construíram  para si um templo particular e adotaram algumas reformas. Somente admitiam o Pentateuco, que continha a lei de Moisés, e rejeitavam todos os outros livros que a esse foram posteriormente anexados. Seus livros sagrados eram escritos em caracteres hebraicos da mais alta antiguidade. Para os judeus ortodoxos, eles eram heréticos e, portanto, desprezados, anatematizados e perseguidos.

Fica demonstrado, assim, que a valorização das práticas exteriores afasta o homem dos propósitos superiores que toda religião ensina. Como se explica o fato de a cura destes leprosos ter despertado precisamente no samaritano, tido como herege, um avivamento íntimo que não se produziu nos demais? Por que não ficaram os nove judeus possuídos do mesmo entusiasmo, do mesmo ardor sagrado, que invadiu o coração do samaritano? Por que não vieram, como ele, transbordantes de júbilo, render graças ao seu benfeitor? Não receberam, acaso, o mesmo benefício? Por que não experimentaram, como era natural, necessidade de expandirem em demonstrações positivas de gratidão, sentimento este, tão nobre e tão belo? [...] Encontramos a reposta na qualidade da fé alimentada pelos leprosos. A dos nove judeus era a fé falseada em sua natureza, adstrita aos dogmas e às ordenanças de uma igreja sectária. A cura realizada por Jesus atendeu, pois, a objetivos maiores, que chegam até nós, após a sucessão dos séculos, como lições inestimáveis. Curando indistintamente os judeus e os samaritanos, dava Jesus, ao mesmo tempo, uma lição e um exemplo de tolerância; e fazendo ressaltar que só o samaritano voltara a glorifi car a Deus, mostrava que havia nele maior soma de verdadeira fé e de reconhecimento, do que nos que se diziam ortodoxos. Acrescentando: “Tua fé te salvou”, fez ver que Deus considera o que há no âmago do coração e não a forma exterior da adoração. Entretanto, também os outros tinham sido curados. Fora mister que tal se verificasse, para que ele pudesse dar a lição que tinha em vista e tornar-lhes evidente a ingratidão. Quem sabe, porém, o que daí lhes haja resultado; quem sabe se eles terão se beneficiado da graça que lhes foi concedida? Dizendo ao samaritano: “Tua fé te salvou”, dá Jesus a entender que o mesmo não aconteceu aos outros.

Devemos considerar que, independentemente dos benefícios que recebemos ao longo da jornada evolutiva, a gratidão é uma virtude que deve ser cultivada. Neste aspecto, o apóstolo Paulo, já destacava a necessidade de sermos agradecidos (Colossenses, 3:5): Entre os discípulos sinceros, não se justifica o velho hábito de manifestar reconhecimento em frases bombásticas e laudatórias. Na comunidade dos trabalhadores fiéis a Jesus, agradecer significa aplicar proveitosamente as dádivas recebidas, tanto ao próximo, quanto a si mesmo. Para os pais amorosos, o melhor agradecimento dos filhos consiste na elevada compreensão do trabalho e da vida, de que oferecem testemunho. Manifestando gratidão ao Cristo, os apóstolos lhe foram leais até ao último sacrifício; Paulo de Tarso recebe o apelo do Mestre e, em sinal de alegria e de amor, serve à Causa divina, por meio de sofrimentos inomináveis, por mais de trinta anos sucessivos. Agradecer não será tão somente problema de palavras brilhantes; é sentir a grandeza dos gestos, a luz dos benefícios, a generosidade da confiança e corresponder, espontaneamente, estendendo aos outros os tesouros da vida.

A gratidão e a fé do samaritano doente são sentimentos admiráveis, que devem ser estimulados em todos os círculos do ralacionamento humano. Diante da lição eloquente deste soberbo episódio, cumpre imitarmos o leproso samaritano. Cultivemos, portanto, a fé, e não uma fé. Identifiquemo-nos com a religião, e não com uma religião. Pertençamos à igreja, e não a uma igreja. Seja o nosso culto, o da verdade, o da justiça, o do amor. É tal o que Jesus ensina e exemplifica em seu santo Evangelho." -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






548. O Espírito que, como espectador, assiste calmamente a um combate observa o ato de separar-se a alma do corpo? Como é que esse fenômeno se lhe apresenta à observação? 

“Raras são as mortes verdadeiramente instantâneas. Na maioria dos casos, o Espírito, cujo corpo acaba de ser mortalmente ferido, não tem consciência imediata desse fato. Somente quando ele começa a reconhecer a nova condição em que se acha, é que os assistentes podem distingui-lo, a mover-se ao lado do cadáver. Parece isso tão natural, que nenhum efeito desagradável lhe causa a vista do corpo morto. Tendo-se a vida toda concentrado no Espírito, só ele prende a atenção dos outros. É com ele que estes conversam, ou a ele é que fazem determinações.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Quero, sê limpo!


“O Reino de Deus está no meio de vós.”  - Jesus- ( Lucas, 17:21 )




Amados irmãos, bom dia!
"A edificação do Reino Divino é obra de aprimoramento, de ordem, esforço  e aplicação aos desígnios do Mestre, com bases no trabalho metódico e na harmonia necessária. Não te prendas excessivamente às dificuldades do dia de ontem, nem te inquietes demasiado pelos prováveis obstáculos de amanhã. Vive e age bem no dia de hoje, equilibra­te e vencerás." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-  






Interpretação do texto evangélico:

Análise do texto de Marcos: a cura de um leproso (hanseniano) 

E aproximou-se dele um leproso, que, rogando-lhe e pondo-se de joelhos diante dele, lhe dizia: Se queres, bem podes limpar-me. E Jesus, movido de grande compaixão, estendeu a mão, e tocou-o, e disse-lhe: Quero, sê limpo! E, tendo ele dito isso, logo a lepra desapareceu, e ficou limpo. (Mc 1: 40-42). 

A expressão “limpar-me” não sugere, exatamente, um processo de cura, ainda que o desaparecimento das lesões tenha sido imediato, após o toque magnético de Jesus. A limpeza não é cura, mas é condição essencial para que ela se dê. No plano físico, muitos casos, o médico exige primeiro a assepsia daquele envolvido no tratamento, para só depois iniciar o processo terapêutico propriamente dito. Jesus pôde limpar o leproso das chagas existentes em seu corpo físico, como forma auxiliá-lo na cura, cura essa que, tratando-se do Espírito, só ele mesmo, o enfermo, poderia fazer através do tempo pela vivência no bem.

Neste sentido, informa o Espírito Amélia Rodrigues a origem da hanseníase, cuja história deste doente é relatada por Marcos, no texto que é objeto de estudo, mas também por Mateus, 8: 1-4 e por Lucas, 5:12-16. O leproso de hoje contaminou-se espiritualmente em pretérito próximo. Ontem, soberbo e egoísta, banhou-se nas lágrimas dos oprimidos, abusando do corpo como os ventos bravios nas tamareiras solitárias. Retornou aos caminhos de tormento em si mesmo atormentado, para ressarcir penosamente. O legado que hoje recebeu é de responsabilidade antes que de merecimento. O pai misericordioso não deseja a punição do filho rebelde e ingrato, mas a sua renovação...

Amélia Rodrigues esclarece, também, que o enfermo não soube, efetivamente, aproveitar do benefício da cura, esclarecendo: “A cura mais importante não a experimentou: é aquela que não se restringe à forma, e sim, ao Espírito.” -( FEB - EADE )-





Estudo do Livro dos Espíritos






547. Após a morte, os Espíritos, que como vivos se guerreavam, continuam a considerar-se inimigos e se conservam encarniçados uns contra os outros? 

“Nessas ocasiões, o Espírito nunca está calmo. Pode acontecer que nos primeiros instantes depois da morte ainda odeie o seu inimigo e mesmo o persiga. Quando, porém, se lhe restabelece a serenidade nas idéias, vê que nenhum fundamento há mais para sua animosidade. Contudo, não é impossível que dela guarde vestígios mais ou menos fortes, conforme o seu caráter.” 

a) — Continua a ouvir o rumor da batalha? 

“Perfeitamente.”



Que a graça e a paz sejam conosco!