quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Identificação das fontes de comunicação mediúnica


"Portanto, nós também, pois que estamos rodeado de uma tão grande nuvem de testemunhas, deixemos todo o embaraço." -( Paulo aos Hebreus, 12: 1 )-



Amados irmãos, bom dia!
A cada manhã nos é oferecida outra oportunidade para nossa evolução. Os Espíritos, tanto bons quanto os ainda fracos, estão a todo tempo ao nosso lado. Uns buscando nos auxiliar, outros retardar nossa evolução. Busquemos, pois, o conhecimento, a fim de estarmos preparados para diferenciar um ao outro. Que nosso Divino Mestre nos capacite nessa estrada.









“Uma das maiores dificuldades que o médium encontra para a realização da sua tarefa – sobretudo se ele é iniciante – diz respeito à procedência das comunicações que transmite, ainda que tenha conhecimentos sobre os fenômenos anímicos e os mediúnicos. O assunto desperta, naturalmente, algumas indagações: é possível saber com segurança se a comunicação é mediúnica, propriamente dita, ou é anímica? Será que sob [...] a evocação de certas imagens, o pensamento do médium não se tornaria sujeito a determinadas associações, interferindo automaticamente no intercâmbio entre os homens da Terra e os habitantes do Além?  Poderíamos definir [...] o limite onde cessa a ação própria da alma e começa a dos Espíritos?

Saber distinguir se a comunicação é do próprio médium ou de um Espírito demanda tempo e aprendizado. Faz-se necessário observar com atenção a natureza das comunicações, a linguagem e a identidade dos Espíritos comunicantes. Não se trata, porém, de tarefa de fácil execução. Entretanto, é possível analisar as principais dificuldades para identificar as fontes de comunicação mediúnica.




Distinção entre fenômeno mediúnico e fenômeno anímico


É por vezes muito difícil distinguir, num dado efeito, o que provém diretamente da alma do médium do que promana de uma causa estranha, porque com frequência as duas ações se confundem e convalidam. É assim que nas curas por imposição das mãos, o Espírito do médium pode atuar por si só, ou com a assistência de outro Espírito; que a inspiração poética ou artística pode ter dupla origem. Mas, do fato de ser difícil fazer-se uma distinção como essa não se segue seja impossível. Não raro, a dualidade é evidente e, em todos os casos, quase sempre ressalta de atenta observação.

Outro ponto que deve ser levado em conta, na distinção de um e do outro fenômeno, além da observação assinalada por Kardec, é o conhecimento sobre mediunidade: seus mecanismos, as influências a que o médium está sujeito, etc. Buscando símbolo mais singelo, figuremos o médium como sendo uma ponte a ligar duas esferas, entre as quais se estabeleceu aparente solução de continuidade, em virtude da diferenciação da matéria do campo vibratório. Para ser instrumento relativamente exato, é-lhe imprescindível haver aprendido a ceder, e nem todos os artífices da oficina mediúnica realizam, a breve trecho, tal aquisição, que reclama devoção à felicidade do próximo, elevada compreensão do bem coletivo, avançado espírito de concurso fraterno e de serena superioridade nos atritos com a opinião alheia.

No mediunismo comum, portanto, o colaborador servirá com a matéria mental que lhe é própria, sofrendo-lhe as imprecisões naturais diante da investigação terrestre; e, após adaptar-se aos imperativos mais nobres da renúncia pessoal, edificará, não de improviso, mas à custa de trabalho incessante, o templo interior de serviço, no qual reconhecerá a superioridade do programa divino acima dos caprichos humanos. Atingida essa realização, estará preparado para sintonizar-se com o maior número de desencarnados e encarnados, oferecendo-lhes, como a ponte benfeitora, oportunidade de se encontrarem uns com os outros, na posição evolutiva em que permaneçam, através de entendimentos construtivos.  Sendo assim, as influências anímicas diminuirão com o passar do tempo – sem jamais cessar de todo –, à medida que o médium adquirir mais conhecimento e mais experiência, porque a mediunidade, como tudo na vida, tem [...] sua evolução, seu campo, sua rota. Não é possível laurear o estudante no curso superior, sem que ele tenha tido suficiente aplicação nos cursos preparatórios, através de alguns anos de luta, de esforço, de disciplina.” -( FEB - ESDE - Tomo único )-



Estudo do Livro dos Espíritos







16 - Aqueles que professam esta doutrina pretendem nela encontrar a demonstração de alguns atributos de Deus. Os mundos sendo infinitos, Deus é por isso mesmo, infinito, o vazio ou nada não estando em nenhuma parte, Deus está por toda parte, uma vez que tudo é parte integrante de Deus, ele dá a todos os fenômenos da Natureza uma razão de ser inteligente .  Que se pode opor a esse raciocínio?

      _ A razão. Refleti maduramente e não vos será difícil reconhecer-lhe o absurdo.
     Esta doutrina faz de Deus um ser material que, embora dotado de uma inteligência suprema, seria em grande o que somos em pequeno. Ora, a matéria se transformando sem cessar, se o fosse assim, Deus não teria nenhuma responsabilidade e estaria sujeito a todas as vicissitudes, a todas as necessidades, mesmo da Humanidade; faltar-lhe-ia um dos atributos essenciais da Divindade: a imutabilidade. As propriedades da matéria não podem se aliar à ideia de Deus sem o rebaixar em nosso pensamento e todas as sutilezas do sofisma não chegariam para resolver o problema de sua natureza íntima. Não sabemos tudo o que ele é, mas sabemos o que ele não pode deixar de ser e esse sistema está e, contradição com as suas propriedades mais essenciais. Ele confunde o criador com a criatura, absolutamente como se quisesse que uma máquina engenhosa fosse uma parte integrante do mecânico que a concebeu.
   A inteligência de Deus se revela em suas obras, como a de um pintor em seu quadro; mas as obras de Deus não são mais o próprio Deus que o quadro não é o pintor que o concebeu e executou. 

Muita Luz!

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Da prática mediúnica II


"Bem aventurado o homem que sofre a tentação." -( Tiago, 1: 12 )-



Amados irmãos, bom dia!
O versículo acima a princípio pode nos parecer estranho, mas, uma vez compreendido mostra-nos o quanto nos fortaleceu o Senhor nos permitindo escolher a direção. Sua infinita bondade nos sustenta e fortalece para que sejamos capazes de fazer a melhor escolha, sempre. Que saibamos trilhar o caminho reto, a fim de que seja real a nossa reforma íntima.











Qualidades que o médium espírita deve desenvolver para obter assistência dos bons Espíritos

"Faz-se mister que todos os Espíritos, vindos ao planeta com a incumbência de operar nos labores mediúnicos, compreendam a extensão dos seus sagrados deveres para a obtenção do êxito no seu elevado e nobilitante trabalho.  

Todos os médiuns, para realizarem dignamente a tarefa a que foram chamados a desempenhar no planeta, necessitam identificar-se com o ideal de Jesus, buscando para alicerce de suas vidas o ensinamento evangélico, em sua divina pureza; a eficácia de sua ação depende do seu desprendimento e da sua caridade, necessitando compreender, em toda a amplitude, a verdade contida na afirmação do Mestre: “Dai de graça o que de graça receberdes.” Quem conhece as condições em que os bons Espíritos se comunicam, a repulsão que sentem por tudo o que é de interesse egoístico, e sabe quão pouca coisa se faz mister para que eles se afastem, jamais poderá admitir que os Espíritos superiores estejam à disposição do primeiro que apareça [...]. O simples bom senso repele semelhante idéia. [...] Quem, pois, deseje comunicações sérias deve, antes de tudo, pedi-las seriamente e, em seguida, inteirar-se da natureza das simpatias do médium com os seres do mundo espiritual. Ora, a primeira condição para se granjear a benevolência dos bons Espíritos é a humildade, o devotamento, a abnegação, o mais absoluto desinteresse moral e material.  

O médium espírita, em especial, deve: Esquivar-se à suposição de que detém responsabilidades ou missões de avultada transcendência [...]. Como também deve buscar [...] silenciar qualquer prurido de evidência pessoal na produção desse ou daquele fenômeno. [...] Estar atento para não envaidecer-se, [...] ainda quando provenha de círculos bem-intencionados, recusar o tóxico da lisonja. [...]  A primeira necessidade do médium é evangelizar-se a si mesmo antes de se entregar às grandes tarefas doutrinárias, [...].  O médium tem obrigação de estudar muito, observar intensamente e trabalhar em todos os instantes pela sua própria iluminação.  Para que ocorra uma educação desejável, é necessário o estudo da própria faculdade, assim como da Doutrina Espírita, a fim de identificar-se o mecanismo das forças de que se dispõe, bem como dos valores éticos e instrutivos do Espiritismo, que devem ser incorporados ao dia-a-dia, gerando conquistas morais que libertam o médium das paixões inferiores e atraem os Seres Espirituais interessados no progresso da Humanidade. Adicione-se a disciplina como fator relevante, graças ao contributo da qual se fixam os hábitos salutares no exercício da faculdade, para que se colimem os fins específicos dessa função a que denominam de natureza extra-sensorial. [...] Certamente, esta não é uma tarefa para ser realizada de um golpe, em momento de empatia ou de entusiasmo, antes decorre de um processo de autocontrole de largo curso, que se logra mediante exercício constante, gerador do clima emocional harmonioso que favorece o silêncio mental indispensável. Ninguém estabelece que o médium deva ser um espírito perfeito para atingir esse estado; no entanto, é desejável que ele se esforce por melhorar-se sempre, galgando mais altos degraus da evolução, aspirando por mais significativas conquistas morais. Por isso é que não basta a mediunidade para a concretização dos serviços que nos competem. Precisamos da Doutrina do Espiritismo, do Cristianismo Puro, a fim de controlar a energia medianímica, de maneira a mobilizá-la em favor da sublimação espiritual na fé religiosa, [...]. O Espiritismo, simbolicamente, é Jesus que retorna ao mundo, convidando-nos ao aperfeiçoamento individual, por intermédio do trabalho construtivo e incessante.” -( FEB - ESDE - Tomo único )-




Estudo do Livro dos Espíritos








15. Que se deve pensar da opinião segundo a qual todos os corpos da Natureza, todos os seres, todos os globos do Universo seriam partes da Divindade e constituiriam, em conjunto, a própria Divindade, ou, por outra, que se deve pensar da doutrina panteísta? 

“Não podendo fazer-se Deus, o homem quer ao menos ser uma parte de Deus.” 



Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Da prática mediúnica I


"E ao primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro, de madrugada, sendo ainda escuro, e viu a pedra removida do sepulcro." -( João, 20: 1 )-



Amados irmãos, bom dia!
Quando a tempestade vier, não percamos tempo em lamentações e sofrimentos desnecessários, assim como Madalena, ainda de madrugada, saiamos em busca da nossa felicidade.



Imperfeições que afastam os bons Espíritos






“Na extensa comunidade de almas da Terra avultam, em maioria, as consciências ainda enfermiças, por moralmente endividadas com a Lei Divina; consequentemente, a maior parte das organizações medianímicas, no Planeta, não podem escapar a essa regra. Mais de dois terços dos médiuns do mundo jazem, ainda, nas zonas de desequilíbrio espiritual, sintonizados com as inteligências invisíveis que lhes são afins. Sendo assim, não se pode esquecer que a [...] mediunidade é uma energia peculiar a todos, em maior ou menor grau de exteriorização, energia essa que se encontra subordinada aos princípios de direção e à lei do uso, tanto quanto a enxada que pode ser mobilizada para servir ou ferir, conforme o impulso que a orienta, melhorando sempre, quando em serviço metódico, ou revestindo-se de ferrugem asfixiante e destrutiva, quando em constante repouso.

As imperfeições morais são, assim, as portas que permitem o acesso aos maus Espíritos. As que mais se evidenciam são: [...] o orgulho, o egoísmo, a inveja, o ciúme, o ódio, a cupidez, a sensualidade e todas as paixões que escravizam o homem à matéria.  [...] A que, porém, eles exploram com mais habilidade é o orgulho, porque é a que a criatura menos confessa a si mesma. O orgulho tem perdido muitos médiuns dotados das mais belas faculdades e que, se não fora essa imperfeição, teriam podido tornar-se instrumentos notáveis e muito úteis, ao passo que, presas de Espíritos mentirosos, suas faculdades, depois de se haverem pervertido, aniquilaram-se e mais de um se viu humilhado por amaríssimas decepções. O orgulho, nos médiuns, traduz-se por sinais inequívocos, a cujo respeito tanto mais necessário é se insista, quanto constitui uma das causas mais fortes de suspeição, no tocante à veracidade de suas comunicações. Começa por uma confiança cega nessas mesmas comunicações e na infalibilidade do Espírito que lhas dá. Daí um certo desdém por tudo o que não venha deles: é que julgam ter o privilégio da verdade.

O prestígio dos grandes nomes, com que se adornam os Espíritos tidos por seus protetores, os deslumbra e, como neles o amor próprio sofreria, se houvessem de confessar que são ludibriados, repelem todo e qualquer conselho; evitam-nos mesmo, afastando-se de seus amigos e de quem quer que lhes possa abrir os olhos. Se condescendem em escutá-los, nenhum apreço lhes dão às opiniões, porquanto duvidar do Espírito que os assiste fora quase uma profanação. Aborrecem-se com a menor contradita, com uma simples observação crítica e vão às vezes ao ponto de tomar ódio às próprias pessoas que lhes têm prestado serviço. Por favorecerem a esse insulamento a que os arrastam os Espíritos que não querem contraditores, esses mesmos Espíritos se comprazem em lhes conservar as ilusões, para o que os fazem considerar coisas sublimes as mais polpudas absurdidades. Assim, confiança absoluta na superioridade do que obtém, desprezo pelo que deles não venha, irrefletida importância dada aos grandes nomes, recusa de todo conselho, suspeição sobre qualquer crítica, afastamento dos que podem emitir opiniões desinteressadas, crédito em suas aptidões, apesar de inexperientes: tais as características dos médiuns orgulhosos. Devemos também convir em que, muitas vezes, o orgulho é despertado no médium pelos que o cercam. Se ele tem faculdades um pouco transcendentes, é procurado e gabado e entra a julgar-se indispensável. Logo toma ares de importância e desdém, quando presta a alguém o seu concurso. É necessário, portanto, fugir [...] aos perigos que ameaçam a mediunidade, como ambição, a ausência de autocrítica, a falta de perseverança no bem e a vaidade com que se julga invulnerável. O medianeiro carrega consigo os maiores inimigos de si próprio.” -( FEB - ESDE - Tomo único )-




Estudo do Livro dos Espíritos








PANTEÍSMO

14. Deus é um ser distinto, ou será, como opinam alguns, a resultante de todas as forças e de todas as inteligências do Universo reunidas? 

“Se fosse assim, Deus não existiria, porquanto seria efeito e não causa. Ele não pode ser ao mesmo tempo uma e outra coisa. 

“Deus existe; disso não podeis duvidar e é o essencial. Crede-me, não vades além. Não vos percais num labirinto donde não lograríeis sair. Isso não vos tornaria melhores, antes um pouco mais orgulhosos, pois que acreditaríeis saber, quando na realidade nada saberíeis. Deixai, conseguintemente, de lado todos esses sistemas; tendes bastantes coisas que vos tocam mais de perto, a começar por vós mesmos. Estudai as vossas próprias imperfeições, a fim de vos libertardes delas, o que será mais útil do que pretenderdes penetrar no que é impenetrável.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

Da prática mediúnica



"Todo aquele, pois, que escuta as minhas palavras e as pratica, assemelha-lo-ei ao homem prudente que edificou a sua casa sobre a rocha." - Jesus -( Mateus, 7: 24 )-



Amados irmãos, bom dia!
Hoje iremos meditar sobre as qualidades essenciais ao médium. Sabemos que todos temos o dom da mediunidade, mas, o que nos diferencia é a forma como a ela nos entregamos. Busquemos sempre o caminho reto e a assistência dos bons Espíritos para que a nossa evolução seja uma realidade.











“Indiscutivelmente a mediunidade, no aspecto em que a conhecemos na Terra, é a resultante de extrema sensibilidade magnética, embora, no fundo, estejamos informados de que os dons mediúnicos, em graus diversos, são recursos inerentes a todos. Cada ser é portador de certas atividades e, por isso mesmo, é instrumento da vida. [...] Importa reconhecer, porém, que existem mentes reencarnadas, em condições especialíssimas, que oferecem qualidades excepcionais para os serviços de intercâmbio entre os vivos da carne e os vivos do Além. Nessas circunstâncias, identificamos os medianeiros adequados aos fenômenos de manifestação do espírito liberto, nos círculos de matéria mais densa. Contudo, nem sempre os donos dessas energias são mensageiros da sublimação interior. [...] Mais de dois terços dos médiuns do mundo jazem, ainda, nas zonas de desequilíbrio espiritual, sintonizados com as inteligências invisíveis que lhes são afins. Reclamam, em razão disso, estudo e boa-vontade no serviço do bem, a fim de retomarem a subida harmônica aos cimos da luz [...].  

Os médiuns, em qualquer região da vida, filtros que são de rogativas e respostas, precisam, pois, acordar para a realidade de que viveremos sempre em companhia daqueles que buscamos, de vez que, por toda parte, respiramos ajustados ao nosso campo de atração.


Qualidades essências ao médium

O exercício da faculdade mediúnica não guarda relação com o desenvolvimento moral dos médiuns. A faculdade [...] propriamente dita se radica no organismo; independe do moral. O mesmo, porém, não se dá com o seu uso, que pode ser bom, ou mau, conforme as qualidades do médium.

Forçoso reconhecer, todavia, que a mediunidade, na essência, quanto a energia elétrica em si mesma, nada tem a ver com os princípios morais que regem os problemas do destino e do ser. Dela podem dispor, pela espontaneidade com que se evidencia, sábios e ignorantes, justos e injustos, expressando-se-lhe, desse modo, a necessidade de condução reta, quanto a força elétrica exige disciplina a fim de auxiliar. Sendo assim, se o [...] médium, do ponto de vista da execução, não passa de um instrumento, exerce, todavia, influência muito grande, sob o aspecto moral. Pois que, para se comunicar, o Espírito desencarnado se identifica com o Espírito do médium, esta identificação não se pode verificar, senão havendo, entre um e outro, simpatia e, se assim é lícito dizer-se, afinidade. A alma exerce sobre o Espírito livre uma espécie de atração ou de repulsão, conforme o grau da semelhança existente entre eles. Ora, os bons têm afinidade com os bons e os maus com os maus, donde se segue que as qualidades morais do médium exercem influência capital sobre a natureza dos Espíritos que por ele se comunicam. Se o médium é vicioso, em torno dele se vêm grupar os Espíritos inferiores, sempre prontos a tomar o lugar aos bons Espíritos evocados. As qualidades que, de preferência, atraem os bons Espíritos são: a bondade, a benevolência, a simplicidade do coração, o amor do próximo, o desprendimento das coisas materiais.


A par da questão moral, apresenta-se uma consideração efetiva não menos importante, que entende com a natureza mesma da faculdade. A mediunidade séria não pode ser e não o será nunca uma profissão, não só porque se desacreditaria moralmente, identificada para logo com a dos ledores da boa-sorte, como também porque um obstáculo a isso se opõe. É que se trata de uma faculdade essencialmente móvel, fugidia e mutável, com cuja perenidade, pois, ninguém pode contar. [...] A mediunidade [...], não é uma arte, nem um talento, pelo que não pode tornar-se uma profissão. Ela não existe sem o concurso dos Espíritos; faltando estes, já não há mediunidade. Pode subsistir a aptidão, mas o seu exercício se anula. Daí vem não haver no mundo um único médium capaz de garantir a obtenção de qualquer fenômeno espírita em dado instante. Explorar alguém a mediunidade é, conseguintemente, dispor de uma coisa da qual não é realmente dono. A mediunidade é coisa santa, que deve ser praticada santamente, religiosamente.”  -( FEB - ESDE - Tomo único )-




Estudo do Livro dos Espíritos








13. Quando dizemos que Deus é eterno, infinito, imutável, imaterial, único, onipotente, soberanamente justo e bom, temos idéia completa de seus atributos? 

“Do vosso ponto de vista, sim, porque credes abranger tudo. Sabei, porém, que há coisas que estão acima da inteligência do homem mais inteligente, as quais a vossa linguagem, restrita às vossas idéias e sensações, não tem meios de exprimir. A razão, com efeito, vos diz que Deus deve possuir em grau supremo essas perfeições, porquanto, se uma lhe faltasse, ou não fosse infinita, já ele não seria superior a tudo, não seria, por conseguinte, Deus. Para estar acima de todas as coisas, Deus tem que se achar isento de qualquer vicissitude e de qualquer das imperfeições que a imaginação possa conceber.” 

Deus é eterno. Se tivesse tido princípio, teria saído do nada, ou, então, também teria sido criado, por um ser anterior. É assim que, de degrau em degrau, remontamos ao infinito e à eternidade. É imutável. Se estivesse sujeito a mudanças, as leis que regem o Universo nenhuma estabilidade teriam. É imaterial. Quer isto dizer que a sua natureza difere de tudo o que chamamos matéria. De outro modo, ele não seria imutável, porque estaria sujeito às transformações da matéria. É único. Se muitos Deuses houvesse, não haveria unidade de vistas, nem unidade de poder na ordenação do Universo. É onipotente. Ele o é, porque é único. Se não dispusesse do soberano poder, algo haveria mais poderoso ou tão poderoso quanto ele, que então não teria feito todas as coisas. As que não houvesse feito seriam obra de outro Deus.  É soberanamente justo e bom. A sabedoria providencial das leis divinas se revela, assim nas mais pequeninas coisas, como nas maiores, e essa sabedoria não permite se duvide nem da justiça nem da bondade de Deus.



Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Não tropecemos




“Jesus  respondeu:  Não  há  doze  horas  no  dia?  Se  alguém andar de dia, não tropeça, porque vê a luz deste mundo.”  -(João, 11:9)-  



Amados irmãos, bom dia!
Somos chamados a seguir o mestre Jesus, pois, Ele é o único caminho, a única verdade e a única luz. O nosso caminhar somente terá sentido à medida que nos vencermos e praticarmos seus ensinamentos. Cabe a cada um de nós essa atitude. Busquemos ao Senhor e Ele nos acolherá.
Temos tido grandes exemplos ao longo da história e é chegada a hora de fazermos nossa história.
Que os bons Espíritos sejam conosco para que nossa reforma íntima se realize.



Não tropecemos 


O conteúdo da interrogativa do Mestre tem vasta significação  para os discípulos da atualidade. “Não há doze horas no dia?” Conscientemente, cada qual deveria inquirir de si mesmo em que estará aplicando tão grande cabedal de tempo. Fala-­se com ênfase do  problema de desempregados na época moderna. Entretanto, qualquer crise nesse sentido não resulta da carência de trabalho e, sim, da ausência de boa ­vontade individual. Um inquérito minucioso nesse particular revelaria a realidade. Muita gente permanece sem atividade por revolta contra o  gênero de serviço que lhe é oferecido ou por inconformação, em face dos salários. Sobrevém, de imediato, o desequilíbrio. A ociosidade dos trabalhadores provoca a vigilância dos mordomos e as leis transitórias do mundo refletem animosidade e desconfiança. Se os braços estacionam, as oficinas adormecem. Ocorre o  mesmo nas esferas de ação espiritual. Quantos aprendizes abandonam seus postos, alegando  angústia de tempo? quantos não se transferem para a zona da preguiça, porque aconteceu  isso  ou  aquilo, em pleno desacordo com os princípios superiores que abraça? E, por bagatelas, grande número de servidores vigorosos procuram a retaguarda cheia de sombras. Mas aquele que conserva acuidade auditiva ainda escuta com proveito a palavra do Senhor: – Não há doze horas no dia? Se alguém andar de dia não tropeça.”   -( O Pão Nosso - Chico Xavier / Emmanuel )-




Agora uma linda canção para meditarmos








Estudo sobre os Livro dos Espíritos






12. Embora não possamos compreender a natureza íntima de Deus, podemos formar idéia de algumas de suas perfeições?


“De algumas, sim. O homem as compreende melhor à proporção que se eleva acima da matéria. Entrevê-as pelo pensamento.”


Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 13 de fevereiro de 2016

Momento para oração


"Permaneça o amor fraternal." -( Paulo aos Hebreus, 13: 1 )-








Amados irmãos, bom dia!
Hoje sugerimos uma pausa para meditarmos sobre como tem sido nossa caminhada e o que precisa ser mudado.
Busquemos na oração a direção dos bons Espíritos depositando nossa confiança no divino Mestre Jesus, pois, Ele se compraz em nos ajudar, orientar e proteger.



Prece de Aniceto


“Senhor, ensina-nos a receber as bênçãos do serviço! Ainda não sabemos, Amado Jesus, compreender a extensão do trabalho que nos confiaste! Permite, Senhor, possamos formar em nossa alma a convicção de que a Obra do Mundo te pertence, a fim de que a vaidade não se insinue em nossos corações com as aparências do bem! Dá-nos, Mestre, o espírito de consagração aos nossos deveres e desapego aos resultados que pertencem ao teu amor! Ensina-nos a agir sem as algemas das paixões, para que reconheçamos os teus santos objetivos! Senhor Amorável, ajuda-nos a ser teus leais servidores. Mestre Amoroso, concede-nos, ainda, as tuas lições. Juiz reto, conduze-nos aos caminhos direitos. Médico Sublime, restaura-nos a saúde. Pastor Compassivo, guia-nos à frente das águas vivas Engenheiro Sábio, dá-nos o teu roteiro. Administrador Generoso, inspira-nos a tarefa. Semeador do Bem, ensina-nos a cultivar o campo de nossas almas. Carpinteiro Divino, auxilia-nos a construir nossa casa eterna. Oleiro Cuidadoso, corrige-nos o vaso do coração. Amigo Desvelado, sê indulgente, ainda, para com as nossas fraquezas. Príncipe da Paz, compadece-te de nosso espírito frágil, abre nossos olhos e mostra-nos a estrada de teu Reino!”

XAVIER, Francisco Cândido. Os mensageiros. Pelo Espírito André Luiz.



Prece dos Médiuns


Deus onipotente, permite que os bons Espíritos me assistam na comunicação que solicito. Preserva-me da presunção de me julgar resguardado dos Espíritos maus; do orgulho que me induza em erro sobre o valor do que obtenha; de todo sentimento oposto à caridade para com outros médiuns. Se cair em erro, inspira a alguém a idéia de me advertir disso e a mim a humildade que me faça aceitar reconhecido a crítica e tomar como endereçados a mim mesmo, e não aos outros, os conselhos que os bons Espíritos me queiram ditar. Se for tentado a cometer abuso, no que quer que seja, ou a me envaidecer da faculdade que te aprouve conceder-me, peço que ma retires, de preferência a consentires seja ela desviada do seu objetivo providencial, que é o bem de todos e o meu próprio avanço moral.








11. Será dado um dia ao homem compreender o mistério da Divindade?


“Quando não mais tiver o espírito obscurecido pela matéria. Quando, pela sua perfeição, se houver aproximado de Deus, ele o verá e compreenderá.” 

A inferioridade das faculdades do homem não lhe permite compreender a natureza íntima de Deus. Na infância da Humanidade, o homem o confunde muitas vezes com a criatura, cujas imperfeições lhe atribui; mas, à medida que nele se desenvolve o senso moral, seu pensamento penetra melhor no âmago das coisas; então, faz idéia mais justa da Divindade e, ainda que sempre incompleta, mais conforme à sã razão.



Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

A influência moral do médium e do meio nas comunicações mediúnicas I


"E fazei veredas direitas para os vossos pés, para o que manqueja não se desvie inteiramente, mas antes seja sarado." -( Paulo aos Hebreus, 12: 13 )-



Amados irmãos, bom dia!
Há um ditado popular que diz:  "diga-me com quem tu andas e eu te direi quem és". Há uma grande sabedoria a ser apreendida aí e que hoje, os bons Espíritos veem nos revelar.
Abramos nosso coração e nosso entendimento para a importância de nossos atos, pensamentos e companhias, a fim de que estejamos sempre envolvidos pelo bem e, assim, sejamos os bons frutos, a pedra escolhida.











Influência do meio nas comunicações mediúnicas


“O meio onde se encontra o médium também exerce influência nas manifestações mediúnicas, uma vez que todos [...] os Espíritos que cercam o médium o auxiliam, para o bem ou para o mal.  Podem, no entanto, os Espíritos superiores, quando julgam necessário, vencer a influência negativa do meio. Não comparecem, todavia, às reuniões onde sabem, de antemão, que a sua presença será inútil. Junto a pessoas pouco instruídas, mas sinceras, eles, de boa mente, se apresentam, ainda mesmo quando ali não encontram bons instrumentos mediúnicos. Não vão, porém, aos ambientes instruídos onde predomina a ironia. Em tais meios, é necessário se fale aos ouvidos e aos olhos: esse o papel dos Espíritos batedores e zombeteiros. Convém que aqueles que se orgulham da sua ciência sejam humilhados pelos Espíritos menos instruídos e menos adiantados. Com efeito, fora [...] erro acreditar alguém que precisa ser médium, para atrair a si os seres do mundo invisível. Eles povoam o espaço; temo-los incessantemente em torno de nós, [ao nosso lado, vendo-nos, observando-nos], intervindo em nossas reuniões, seguindo-nos, ou evitando-nos, conforme os atraímos ou repelimos. A faculdade mediúnica em nada influi para isto: ela mais não é do que um meio de comunicação. De acordo com o que já foi dito a respeito das causas de simpatia e antipatia entre os Espíritos, [...]facilmente se compreenderá que devemos estar cercados daqueles que têm afinidade com o nosso próprio Espírito, conforme é este graduado, ou degradado. [...] Partindo deste princípio, suponhamos uma reunião de homens levianos, inconsequentes, ocupados com seus prazeres; quais serão os Espíritos que preferentemente os cercarão? Não serão de certo Espíritos superiores, do mesmo modo que não seriam os nossos sábios e filósofos os que iriam passar o seu tempo em semelhante lugar. Assim, onde quer que haja uma reunião de homens, há igualmente em torno deles uma assembléia oculta, que simpatiza com suas qualidades ou com seus defeitos, feita abstração completa de toda idéia de evocação.

Admitamos agora que tais homens tenham a possibilidade de se comunicar com os seres do mundo invisível, por meio de um intérprete, isto é, por um médium; quais serão os que lhes responderão ao chamado? Evidentemente, os que os estão rodeando de muito perto, à espreita de uma ocasião para se comunicarem. Se, numa assembléia fútil, chamarem um Espírito superior, este poderá vir e até proferir algumas palavras ponderosas, como um bom pastor que acode ao chamamento de suas ovelhas desgarradas. Porém, desde que não se veja compreendido, nem ouvido, retira-se, como em seu lugar o faria qualquer de nós, ficando os outros com o campo livre. No entanto, nem [...] sempre basta que uma assembléia seja séria, para receber comunicações de ordem elevada. Há pessoas que nunca riem e cujo coração, nem por isso, é puro. Ora, o coração, sobretudo, é que atrai os bons Espíritos. Nenhuma condição moral exclui as comunicações espíritas; os que, porém, estão em más condições, esses se comunicam com os que lhes são semelhantes, os quais não deixam de enganar e de lisonjear os preconceitos. Por aí se vê a influência enorme que o meio exerce sobre a natureza das manifestações inteligentes.

O Espírito André Luiz, na obra Nos Domínios da Mediunidade, ao tratar de uma reunião de efeitos físicos para socorro a enfermos no plano físico, refere-se ao comportamento negativo de alguns irmãos encarnados, desatentos aos altos objetivos da referida sessão: Alguns encarnados, como habitualmente acontece, não tomavam a sério as responsabilidades do assunto e traziam consigo emanações tóxicas, oriundas do abuso de nicotina, carne e aperitivos, além das formas pensamentos menos adequadas à tarefa que o grupo devia realizar. Prosseguindo, reproduz comentário do Assistente Aulus: A posição neuropsíquica dos companheiros encarnados que nos compartilham a tarefa, no momento, não ajuda. Absorvem-nos os recursos, sem retribuição que nos indenize, de alguma sorte, a despesa de fluidos laboriosamente trabalhados. Em seguida, acrescenta o mencionado autor: Efetivamente, escuras emissões mentais esguichavam contínuas, entrechocando-se de maneira lastimável. Os amigos, ainda na carne, mais se nos figuravam crianças inconscientes. Pensavam em termos indesejáveis, expressando petições absurdas, no aparente silêncio a que se acomodavam, irrequietos. Exigiam a presença de afeições desencarnadas, sem cogitarem da oportunidade e do merecimento imprescindíveis, criticavam essa ou aquela particularidade do fenômeno ou prendiam a imaginação a problemas aviltantes da experiência vulgar.  

Em o livro No País das Sombras, a famosa médium de materializações Elizabeth d’Espérance refere-se a um fato ocorrido em uma de suas sessões mediúnicas, causado por um dos participantes da reunião, fato esse que lhe acarretou séria enfermidade física. São suas palavras: O triunfo que tinha coroado as nossas experiências havia-me, em grande parte, cegado acerca das condições exigidas para a produção das manifestações espíritas. Talvez que o mesmo se tivesse dado com os meus amigos. Inconscientemente ou, talvez, por intuição, havíamos adotado muitos dos meios necessários para sermos bem sucedidos, e o resultado parecia justificar a idéia que bastaria reunirmos toda a energia para obtermos o que desejávamos a respeito dos fenômenos. Como os fatos se produziam é o que não podíamos compreender. Sabíamos que a presença de certas pessoas os favorecia, ao passo que a de outras os contrariava [...]. O nosso constante êxito foi para nós uma fonte de perigos.
Continua adiante: Não sei como a sessão principiou; tinha visto Iolanda [Espírito materializado] colocar seu jarro no ombro e sair do gabinete. Mais tarde, entretanto, soube o que se passou. O que experimentei foi uma sensação angustiosa e horrível, como se me quisessem sufocar ou esmagar, como se eu fosse uma boneca de borracha violentamente apertada nos braços de uma pessoa. Depois, senti-me invadida pelo terror, constrangida pela agonia da dor; julguei que ia perder a razão e precipitar-me num abismo medonho, onde nada via, nada ouvia, nada compreendia, a não ser o eco de um grito penetrante que parecia vir de longe. Sentia-me cair, mas não sabia em que lugar. Tentava segurar-me, prender-me a alguma coisa, mas o apoio faltava-me; desmaiei, e só tornei a mim para estremecer de horror, com a idéia de haver recebido um golpe mortal. Os meus sentidos pareciam dispersos, e não foi senão aos poucos que pude concentrá-los suficientemente para compreender o que sucedera. Iolanda tinha sido agarrada por alguém, que a tomou por mim própria. Foi o que me contaram. Esse fato era tão extraordinário que, se me não achasse em tão penoso estado de prostração, eu teria rido, porém não pude pensar nem em mover-me. Sentia que pouca vida restava em mim, e esse sopro de vida era para mim um tormento. A hemorragia pulmonar, que durante a minha estada no Sul fora aparentemente curada, reapareceu, e uma onda de sangue quase me sufocou.

Dessa sessão resultou para mim uma longa e grave enfermidade, que fez demorar por muitas semanas a nossa partida da Inglaterra, pois que eu não podia ser transportada. Sendo assim, por tudo que foi exposto, evidencia-se, para todos aqueles que se dedicam ao trato da mediunidade, a necessidade de empreenderem os melhores esforços para a própria renovação moral, buscando, dia a dia, transformar as antigas imperfeições em valores positivos da alma, uma vez que, só desse modo, encontrarão a paz da consciência pela certeza do dever cumprido.” -( FEB - ESDE - Tomo único )-








ATRIBUTOS DA DIVINDADE


 10. Pode o homem compreender a natureza íntima de Deus? 

“Não; falta-lhe para isso o sentido.”



Que a graça e a paz sejam conosco!