domingo, 7 de fevereiro de 2016

Mediunidade com Jesus - Palestra -



"Quero, pois, que os homens orem em todo lugar, levantando mãos santas, sem ira nem contenda." -( Paulo, I Timóteo, 2: 8 )-




Amados irmãos, bom dia!
Com o objetivo de enfatizar o estudo em curso, sugerimos para hoje uma excelente palestra do nosso irmão Haroldo Dutra. Que os bons Espíritos nos auxiliem na compreensão de tão relevante tema.








Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Dos médiuns IV

"Bem aventurados os misericordiosos, porque eles receberão misericórdia" - ( Mt 5:5 ) -

Boa tarde irmãos!
Que tenhamos vontade e coragem para mudar nossas atitudes, nos fazendo sempre melhor, para caminhar rumo ao Cristo. Que estas reflexões nos façam rever nossas ações, trabalhando nossa humildade e misericórdia para com o próximo e para conosco mesmo.






Mediunidade espontânea nas crianças



“Se, em contrapartida, a mediunidade é espontânea na criança, fica claro – conforme já foi dito anteriormente – que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. Sendo assim, o que é natural tem um motivo a mais para ser tratado com naturalidade, segundo deduzimos das seguintes palavras do Espírito superior, dirigidas a Kardec: Nota que a criança, que tem visões, geralmente não se impressiona com estas, que lhe parecem coisa naturalíssima, a que dá muito pouca atenção e quase sempre esquece. Mais tarde, o fato lhe volta à memória e ela o explica facilmente, se conhece o Espiritismo.  É certo que, com o crescimento, a criança vai-se desligando pouco a pouco das injunções do mundo espiritual, passando a envolver-se mais efetivamente com as ocorrências do plano físico e, como consequência, as manifestações mediúnicas podem escassear, ressurgindo, principalmente, na adolescência, se ela tem um compromisso maior com a mediunidade. 

Como exemplo de espontaneidade mediúnica nas crianças, vejamos o que se passou com o médium Francisco Cândido Xavier – segundo Ramiro Gama –, quando contava apenas sete anos de idade: Entregue pelo pai aos cuidados da madrinha – após a desencarnação da genitora –, o menino Chico padecia muito com os maus tratos que daquela recebia. O que o consolava eram os momentos que passava junto a Maria João de Deus, sua mãe desencarnada, abrigado à sombra das bananeiras, no fundo do quintal. Numa dessas preciosas oportunidades, o menino, muito aflito, pediu ao bondoso Espírito que o retirasse da casa da madrinha. A mãe, em vista disso, receitou-lhe paciência e, confortando o filho, deu-lhe notícias do pedido que já havia feito a Jesus, no sentido de enviar um “anjo bom”, que tomasse conta dele e dos outros irmãos. Assim, cheio de esperanças, sempre que tinha oportunidade de estar com a mãe, Chico lhe perguntava sobre a chegada do “anjo”, ao que o Espírito serenamente respondia: Espere, meu filho! 

Após algum tempo de viuvez, o senhor João Cândido Xavier, pai de Chico, resolveu casar-se em segundas núpcias com Cidália Batista, que logo reclamou os filhos de Maria João de Deus – inclusive o Chico –, que se encontravam espalhados por diversas casas. Ao ver a criança, Cidália não pôde esconder a amarga surpresa diante das inúmeras marcas estampadas em seu ventre, resultado das torturas causadas pela penetração de pontas de garfo. Assim, sob o impacto da emoção, beijou e abraçou o pequeno, que correspondeu totalmente aos gestos de carinho da bondosa senhora. Após esses instantes distinguidos pela ternura, a madrasta perguntou-lhe: — Você sabe quem sou, meu filho? O menino, prontamente, respondeu: — Sei sim. A senhora é o anjo bom de que minha mãe já falou...”  -( FEB – ESDE - Tomo único )-








6. O sentimento íntimo que temos da existência de Deus não poderia ser fruto da educação, resultado de idéias adquiridas?

“Se assim fosse, por que existiria nos vossos selvagens esse sentimento?”

Se o sentimento da existência de um ser supremo fosse tão- -somente produto de um ensino, não seria universal e não existiria senão nos que houvessem podido receber esse ensino, conforme se dá com as noções científicas.

Muita Luz!

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Dos médiuns III


" Aprender é a única alternativa que nos move e dividir esse aprendizado é o nosso maior desejo". - ( François ) -


Bom dia irmãos!
Queridos, que nesta jornada terrena, possamos aproveitar ao máximo esta doutrina que tanto nos oferece em conhecimento, em mudança de comportamento, em rever o nosso caminhar, sabedores que  somos, que este caminhar não termina, por sermos Espíritos eternos.
Que o Pai celestial nos conceda a dádiva de estarmos juntos sempre, caminhando rumo a ele.







Mediunidade nas crianças



“Ao tratar, em O livro dos médiuns, dos “inconvenientes e perigos da mediunidade”, Kardec indaga ao Espírito que o assistia naquela ocasião: Haverá inconveniente em desenvolver-se a mediunidade nas crianças? Em resposta, o Espírito diz, de modo incisivo: Certamente e sustento mesmo que é muito perigoso, pois que esses organismos débeis e delicados sofreriam por essa forma grandes abalos, e as respectivas imaginações, excessiva sobre-excitação. Assim, os pais prudentes devem afastá-las dessas idéias, ou, quando nada, não lhes falar do assunto, senão do ponto de vista das consequências morais. Mais adiante o Codificador insiste: Há, no entanto, crianças que são médiuns naturalmente, quer de efeitos físicos, quer de escrita e de visões. Apresenta isto o mesmo inconveniente? Não; [responde o Espírito], quando numa criança a faculdade se mostra espontânea, é que está na sua natureza e que a sua constituição se presta a isso. O mesmo não acontece, quando é provocada e sobre-excitada.
Posto isso, dois aspectos ficam evidentes, no que diz respeito à mediunidade nas crianças, vista sob a ótica da Doutrina Espírita: a inconveniência de se estimular o exercício da mediunidade na fase infantil e a manifestação espontânea dessa faculdade nos pequeninos.”  


Inconveniência e perigo no estímulo ao exercício da mediunidade nas crianças


“Com efeito, se o exercício da mediunidade requer do próprio adulto disciplina, sintonia com os Espíritos superiores, meditação constante, estudo sério e continuado, como exigir que a criança – incapaz ainda de tantos rigores – a exercite de modo adequado? Educar a mediunidade tem o sentido de colocar-se na dependência magnética, mental e moral de Espíritos dos mais variados níveis evolutivos. Desse modo, sendo a criança inexperiente e possuindo um organismo frágil, fica necessariamente exposta aos efeitos de uma aproximação obsidiante.  Em relação a este assunto, Kardec diz o seguinte: A prática do Espiritismo [...] demanda muito tato para a inutilização das tramas dos Espíritos enganadores. Se estes iludem a homens feitos, claro é que a infância e a juventude mais expostas se acham a ser vítimas deles. Sabe-se, além disso, que o recolhimento é uma condição sem a qual não se pode lidar com Espíritos sérios. As evocações feitas estouvadamente e por gracejo constituem verdadeira profanação, que facilita o acesso aos Espíritos zombeteiros, ou malfazejos. Ora, não se podendo esperar de uma criança a gravidade necessária a semelhante ato, muito de temer é que ela faça disso um brinquedo, se ficar entregue a si mesma.”  -( FEB - ESDE - Tomo único )-


                                  Estudo do Livro dos Espíritos





5. Que dedução se pode tirar do sentimento instintivo, que todos os homens trazem em si, da existência de Deus? 

“A de que Deus existe; pois, donde lhes viria esse sentimento, se não tivesse uma base? É ainda uma conseqüência do princípio — não há efeito sem causa.”

Muita Luz!

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Dos médiuns II


"Mas ele disse: Antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e as guardam." -(  Lucas, 11: 28 )-



Amados irmãos, bom dia!
A prática diária de nossa  fé é o que nos torna melhores. O estudo e a meditação nos apresentam o caminho. Que nosso amado mestre Jesus e os bons Espíritos nos auxiliem em nossa caminhada.






Médiuns de efeitos intelectuais


“A classificação adotada por Kardec para os médiuns de efeitos intelectuais é a seguinte:

Médiuns audientes: Esses ouvem os Espíritos; é, algumas vezes, como se escutassem uma voz interna que lhes ressoasse no foro íntimo; doutras vezes é uma voz exterior, clara e distinta, qual a de uma pessoa viva [encarnada]. Os médiuns audientes também podem conversar com os Espíritos. Quando se habituam a comunicar-se com certos Espíritos, eles os reconhecem imediatamente pelo som da voz.

Médiuns falantes: [o mesmo que psicofônicos] Os médiuns audientes, que nada mais fazem do que transmitir o que ouvem, não são propriamente médiuns falantes, os quais, as mais das vezes, nada ouvem. Com eles, o Espírito atua sobre os órgãos da palavra, como atua sobre a mão dos médiuns escreventes. [...] Em geral, o médium falante se exprime sem ter consciência do que diz e diz amiúde coisas inteiramente fora do âmbito de suas idéias habituais, de seus conhecimentos e, até, fora do alcance da sua inteligência. Não é raro verem-se pessoas iletradas e de inteligência vulgar expressar-se, em tais momentos, com verdadeira eloquência e tratar, com incontestável superioridade, de questões sobre as quais seriam incapazes de emitir, no estado ordinário, uma opinião. Se bem esteja perfeitamente acordado quando exerce a sua faculdade, raro é que o médium falante guarde lembrança do que disse. Nem sempre, porém, é integral a sua passividade. Alguns há que têm intuição do que dizem, no próprio instante em que proferem as palavras.

Médiuns videntes: Dá-se esta qualificação às pessoas que, em estado normal e perfeitamente despertas, gozam da faculdade de ver os Espíritos. A possibilidade de vê-los em sonho resulta, sem contestação, de uma espécie de mediunidade, mas não são médiuns videntes, propriamente ditos. [...]

Médiuns sonambúlicos: Pode-se considerar o sonambulismo como uma variedade da faculdade mediúnica, ou, antes, são duas ordens de fenômenos que frequentemente se encontram ligados. O sonâmbulo age sob a influência do seu próprio Espírito; sua própria alma é que, em momentos de emancipação, vê, ouve e percebe além dos limites dos sentidos. O que ele exprime haure-o de si mesmo; suas idéias são, em geral, mais justas do que no seu estado normal, mais extensos os seus conhecimentos, porque livre se lhe acha a alma. Em suma, ele vive antecipadamente a vida dos Espíritos. O médium, ao contrário, é instrumento de uma inteligência estranha; é passivo e o que diz não vem do seu próprio eu. Em resumo: o sonâmbulo externa seus próprios pensamentos e o médium exprime os de outrem.

Médiuns inspirados: Nestes médiuns, muito menos aparentes são do que nos outros os sinais exteriores da mediunidade; é toda intelectual e moral a ação que os Espíritos exercem sobre eles e se revela nas menores circunstâncias da vida, como nas maiores concepções. Sobretudo debaixo desse aspecto é que se pode dizer que todos são médiuns, porquanto ninguém há que não tenha Espíritos protetores e familiares a empregar todos os esforços por lhe sugerir salutares idéias. No inspirado, difícil muitas vezes se torna distinguir as idéias que lhe são próprias do que lhe é sugerido. A espontaneidade é principalmente o que caracteriza esta última. Nos grandes trabalhos da inteligência é onde mais se evidencia a inspiração. Os homens de gênio, de todas as categorias, artistas, sábios, literatos, oradores, são sem dúvida Espíritos adiantados, capazes, por si mesmos, de compreender e conhecer grandes coisas; ora, precisamente porque são considerados capazes, é que os Espíritos que visam à execução de certos trabalhos lhes sugerem as idéias necessárias, de sorte que na maioria dos casos eles são médiuns sem o saberem. Têm, contudo, vaga intuição de uma assistência estranha, porquanto aquele que apela para a inspiração nada mais faz do que uma evocação. [...]

Médiuns de pressentimentos: Pessoas há que, em dadas circunstâncias, têm uma imprecisa intuição das coisas futuras. Essa intuição pode provir de uma espécie de dupla vista, que faculta se entrevejam as consequências das coisas presentes; mas, doutras vezes, resulta de comunicações ocultas, que fazem de tais pessoas uma variedade dos médiuns inspirados.

Médiuns proféticos: É igualmente uma variedade dos médiuns inspirados. Recebem, com a permissão de Deus e com mais precisão do que os médiuns de pressentimentos, a revelação das coisas futuras, de interesse geral, que eles recebem o encargo de tornar conhecidas aos homens, para lhes servir de ensinamento. De certo modo, o pressentimento é dado à maioria dos homens, para uso pessoal deles; o dom da profecia, ao contrário, é excepcional e implica a idéia de uma missão na Terra.

Médiuns extáticos: os que, em estado de êxtase, recebem revelações da parte dos Espíritos.[...]

Médiuns pintores [o mesmo que pictógrafos] ou desenhistas: os que pintam ou desenham sob a influência dos Espíritos. Falamos dos que obtêm trabalhos sérios, visto não se poder dar esse nome a certos médiuns que Espíritos zombeteiros levam a fazer coisas grotescas, que desabonariam o mais atrasado estudante. [...]

Médiuns músicos: os que executam, compõem, ou escrevem músicas, sob a influência dos Espíritos. Há médiuns músicos, mecânicos, semi-mecânicos, intuitivos e inspirados, como os há para as comunicações literárias.

Dentre os médiuns de efeitos intelectuais, Kardec destaca, pela sua importância à época da elaboração da Codificação Espírita, os escreventes ou psicógrafos, classificando-os segundo o modo de execução, segundo o desenvolvimento da faculdade, segundo o gênero e a particularidade das comunicações, segundo as qualidades físicas do médium, e segundo as qualidades morais do médium, conforme se encontra nos itens 191 a 195 do cap. 16 da segunda parte de O livro dos médiuns. Veremos aqui as principais características dos médiuns psicógrafos, considerando-se tão-somente o modo de execução da sua faculdade, por apresentarem essas características os traços mais relevantes para a sua identificação. A denominação de médium psicógrafo [...] é dada a pessoas que escrevem sob a influência dos Espíritos. Assim como um Espírito pode atuar sobre os órgãos vocais de um médium falante e fazê-lo pronunciar palavras, também pode servir-se da sua mão para fazê-lo escrever. A mediunidade psicográfica apresenta três variedades bem distintas: os médiuns mecânicos, os intuitivos e os semimecânicos. Com o médium mecânico, o Espírito lhe atua diretamente sobre a mão, impulsionando-a. O que caracteriza este gênero de mediunidade é a inconsciência absoluta, por parte do médium, do que sua mão escreve. O movimento desta independe da vontade do escrevente; movimenta-se sem interrupção, a despeito do médium, enquanto o Espírito tem alguma coisa a dizer, e pára desde que este último haja concluído. Com o médium intuitivo, à transmissão do pensamento serve de intermediário o Espírito do médium. O outro Espírito, nesse caso, não atua sobre a mão para movê-la, atua sobre a alma, identificando-se com ela e imprimindo-lhe sua vontade e suas idéias. A alma recebe o pensamento do Espírito comunicante e o transcreve. Nesta situação, o médium escreve voluntariamente e tem consciência do que escreve, embora não grafe seus próprios pensamentos. Torna-se frequentemente difícil distinguir o pensamento do médium do que lhe é sugerido, o que leva muitos médiuns deste gênero a duvidar da sua faculdade. Podem reconhecer-se os pensamentos sugeridos pelo fato de não serem nunca preconcebidos; eles surgem à proporção que o médium vai escrevendo e não raro são opostos à idéia que este previamente concebera. Podem mesmo estar fora dos conhecimentos e da capacidade do médium. Há grande analogia entre a mediunidade intuitiva e a inspiração; a diferença consiste em que a primeira se restringe quase sempre a questões de atualidade e pode aplicar-se ao que esteja fora das capacidades intelectuais do médium; por intuição pode este último tratar de um assunto que lhe seja completamente estranho.
A inspiração se estende por um campo mais vasto e geralmente vem em auxílio das capacidades e preocupações do Espírito encarnado. Os traços da mediunidade são, de regra, menos evidentes. O médium semi-mecânico, ou semi-intuitivo participa dos outros dois gêneros. No médium puramente mecânico, o movimento da mão independe da sua vontade; no médium intuitivo, o movimento é voluntário e facultativo. O médium semi-mecânico sente na mão uma impulsão dada mau grado seu, mas ao mesmo tempo tem consciência do que escreve, à medida que as palavras se formam. Com o primeiro, o pensamento vem depois do ato de escrever; com o segundo, precede-o; com o terceiro, acompanha-o.

Finalmente, Kardec inclui, ainda, entre médiuns psicógrafos, os seguintes:

Médiuns polígrafos: aqueles cuja escrita muda com o Espírito que se comunica, ou aptos a reproduzir a escrita que o Espírito tinha em vida.  

Médiuns poliglotas: [o mesmo que médiuns de xenoglossia] os que têm a faculdade de [...] escrever [podem tais médiuns também falar], em línguas que lhes são desconhecidas. [...]

Médiuns iletrados: os que escrevem, como médiuns, sem saberem ler, nem escrever, no estado ordinário.”  -( FEB - ESDE - Tomo único )-




ESTUDO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS










Capítulo II - PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS


4. Onde se pode encontrar a prova da existência de Deus?

“Num axioma que aplicais às vossas ciências. Não há efeito sem causa. Procurai a causa de tudo o que não é obra do homem e a vossa razão responderá.”

Para crer-se em Deus, basta se lance o olhar sobre as obras da Criação. O Universo existe, logo tem uma causa. Duvidar da existência de Deus é negar que todo efeito tem uma causa e avançar que o nada pôde fazer alguma coisa.


Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

Dos Médiuns I

"Fora da caridade não há salvação". - ( Paulo de Tarso )

Amados irmãos, bom dia!
Que o amor do Cristo nos una e nos fortaleça.
Iniciaremos hoje o capítulo que explana sobre os médiuns. Esperamos que o estudo seja proveitoso e esclarecedor. 
Agradecemos pela atenção de cada um, nos animando e nos fazendo crer que estamos no caminho certo. 
Que o nosso Mestre Jesus possa abençoar cada um abundantemente.





                                                            DOS MÉDIUNS


Consoante e ensino de Allan Kardec, os ... médiuns apresentam numerosíssimas variedades nas suas  aptidões, o que os torna mais ou menos próprios para obtenção da tal ou tal fenômeno, de tal ou tal gênero de comunicação. Podem dividir-se os médiuns em duas grandes categorias; médiuns de efeitos físicos e médiuns intelectuais...Se analisarmos os diferentes fenômenos produzidos sob influência mediúnica, veremos que, em todos há uma efeito físico e que aos efeitos físicos se alia quase sempre  quase sempre um efeito inteligente. Difícil é muitas vezes determinar o limite entre os dois, mas isso nenhuma consequência apresenta. sob a denominação de médiuns de efeitos intelectuais abrangentes os que podem, mais particularmente, servir de intermediários para as comunicações regulares e fluentes.

1- MÉDIUNS DE EFEITOS FÍSICOS

São os seguintes os principais médiuns de efeitos físicos. de acordo com a classificação adotada por Kardec.

- Médiuns tiptólogos:  aqueles pela influência dos quais se produzem ruídos, as pancadas. Variedade muito comum, com ou sem intervenção da vontade.

- Médiuns motores: os que produzem o movimento dos corpos inertes...

- Médiuns de translações e de suspensões: os que produzem a translação aérea e a suspensão dos corpos inertes no espaço, sem ponto de apoio. Entre eles, há os que podem elevar-se a si mesmos...( levitação).

- Médiuns de efeitos musicais: provocam a execução de composições, em certos instrumentos de música, sem contato com eles.

-Médiuns de aparições: o mesmo médium de materialização, os que podem provocar aparições fluídicas ou tangíveis, visíveis para os assistentes...

-Médiuns de transporte; os que podem servir de auxiliares aos Espíritos para o transporte de objetos materiais. Variedades dos médiuns motores e de translações.

-Médiuns pneumatógrafos: os que obtém a escrita direta, conforme seja maior ou menor o poder do médium, obtém-se simples traços, sinais, letras, palavras, frases e mesmo páginas inteiras. Basta de ordinário colocar uma folha de papel dobrada num lugar qualquer, ou indicado pelo Espíritos, durante dez minutos, ou em um quarto de hora, às vezes mais.

- Médiuns curadores: consiste a mediunidade desta espécie na faculdade que certas pessoas possuem de curar pelo simples contato, pela imposição das mãos, pelo olhar, por um gesto, mesmo sem o concurso de qualquer medicamento. Semelhante faculdade incontestavelmente tem o seu princípio na força magnética; difere desta, entretanto, pela energia e instantaneidade da ação, ao passo que as curas magnéticas, exigem um tratamento metódico, mais ou menos longo. Todos os magnetizadores são mais ou menos aptos a curar, se sabem proceder convenientemente; dispõem da ciência que adquiriram. Nos médiuns curadores, a faculdade é espontânea e alguns a possuem sem nunca ter ouvido falar em magnetismo. - ( FEB - ESDE - Tomo Único )




ESTUDO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS




Deus e o infinito

Pergunta número 3 - Poder-se-ia dizer que Deus é infinito?

- Definição incompleta. Pobreza da linguagem dos homens, que é insuficiente para definir as coisas que estão acima de sua inteligência.
"Deus é infinito em suas perfeições, mas o infinto é uma abstração. Dizer que Deus é infinito é tomar o atributo pela própria coisa, e definir uma coisa que não é conhecida, por uma coisa que também não o é".

Muita Luz e Paz.

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Manifestações dos Espíritos nos grupos mediúnicos


"A oração nem sempre nos retira do sofrimento, mas sempre nos reveste de forças para suporta-lo" Emmanuel.







Amados irmãos, bom dia!
É com imensa alegria que conversaremos hoje sobre as reuniões mediúnicas, retirando dúvidas e curiosidades que por vezes nos acometem. Esperamos que a leitura seja edificante e esclarecedora. E que a Espiritualidade Superior esteja sempre a nos proteger e fortalecer na continuidade deste trabalho.
Que o Divino Mestre possa nos abençoar abundantemente e que  tudo seja conforme a sua vontade.


                        MANIFESTAÇÕES DOS ESPÍRITOS NOS GRUPOS MEDIÚNICOS


“Nas reuniões mediúnicas, usuais nas casas espíritas, os Espíritos se manifestam de forma espontânea, segundo planejamento estipulado pela direção espiritual do grupo mediúnico. No entanto, é comum evocar a assistência dos benfeitores espirituais, os quais revelam a sua presença por meio de mensagens consoladoras e esclarecedoras. Deixar a manifestação dos Espíritos comunicantes a critério da direção espiritual indica comportamento prudente, evitando a ocorrência de alguns inconvenientes, tais como: o Espírito não pode ou não deve se manifestar; estimular, direta ou indiretamente, a provocação de fenômeno mediúnico, sem maior finalidade. Emmanuel nos esclarece, a propósito, que nas [...] reuniões doutrinárias [mediúnicas], acima de todas as expressões fenomênicas, devem prevalecer a sinceridade e a aplicação individuais, no estudo das leis morais que regem o intercâmbio entre o planeta e as esferas do invisível. De modo algum se deverá provocar as manifestações mediúnicas, cuja legitimidade reside nas suas características de espontaneidade, mesmo porque o programa espiritual das sessões está com os mentores que as orientam do plano invisível, exigindo-se de cada estudioso a mais elevada porcentagem de esforço próprio na aquisição de conhecimento, porquanto o plano espiritual distribuirá sempre, de acordo com as necessidades e os méritos de cada um. Forçar o fenômeno mediúnico é tisnar uma fonte de água pura com a vasa das paixões egoísticas da Terra, ou com as suas injustificáveis inquietações.

Este benfeitor não aconselha a evocação direta e pessoal de Espíritos nas reuniões mediúnicas, em caso algum. Justifica esta assertiva, explicando assim: Se essa evocação é passível de êxito, sua exequibilidade somente pode ser examinada no plano espiritual. Daí a necessidade de sermos espontâneos, porquanto, no complexo dos fenômenos espiríticos, a solução de muitas incógnitas espera o avanço moral dos aprendizes sinceros da Doutrina. O estudioso bem-intencionado, portanto, deve pedir sem exigir, orar sem reclamar, observar sem pressa, considerando que a esfera espiritual lhe conhece os méritos e retribuirá os seus esforços de acordo com a necessidade de sua posição evolutiva e segundo o merecimento do seu coração. Podereis objetar que Allan Kardec se interessou pela evocação direta, procedendo a realizações dessa natureza, mas precisamos ponderar, no seu esforço, a tarefa excepcional do Codificador, aliada a necessidades e méritos ainda distantes da esfera de atividade dos aprendizes comuns.” -( FEB )-



Dando seguimento ao estudo do Livro dos Espíritos, vejamos a segunda pergunta feita por Allan Kardec ao Espírito de Verdade.

2. Que se deve entender por infinito?

“O que não tem começo nem fim: o desconhecido; tudo o que é desconhecido é infinito.” 


MUITA LUZ!

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

Evocações e comunicações espontâneas dos Espíritos


" E nos últimos dias acontecerá, diz o Senhor, que do meu Espírito derramarei sobre toda carne".  - ( Atos, 2:17 ) -







Amados irmãos, bom dia!
É com grande alegria que retornamos às publicações e desde já pedimos a todos que orem para que esse trabalho seja sustentado pela Espiritualidade Maior e possa contribuir para o conhecimento dos ensinamentos do nosso Mestre e Irmão, Jesus.
Continuando nossos estudos sobre comunicações mediúnicas, agora também estaremos disponibilizando, os ensinamentos do Livro dos Espíritos, codificado por Allan Kardec. A cada dia será colocado um tópico para que sobre ele reflitamos durante esse dia e assim, os possamos conhecer profundamente. Esse livro vem no formado de perguntas e respostas.
Cabe esclarecer que, abaixo do estudo do dia estarão essas questões.
Que os bons Espíritos sejam conosco!








Evocações e comunicações espontâneas dos Espíritos

“Os Espíritos podem comunicar-se espontaneamente, ou acudir ao nosso chamado, isto é, vir por evocação. Pensam algumas pessoas que todos devem abster-se de evocar tal ou tal Espírito e ser preferível que se espere aquele que queira comunicar-se. Fundam-se em que, chamando determinado Espírito, não podemos ter a certeza de ser ele quem se apresente, ao passo que aquele que vem espontaneamente, de seu moto próprio, melhor prova a sua identidade, pois que manifesta assim o desejo que tem de se entreter conosco. Em nossa opinião isso é um erro: primeiramente, porque há sempre em torno de nós Espíritos, as mais das vezes de condição inferior, que outra coisa não querem senão comunicar-se; em segundo lugar e mesmo por esta última razão, não chamar a nenhum em particular é abrir a porta a todos os que queiram entrar. Numa assembléia, não dar a palavra a ninguém é deixá-la livre a toda gente e sabe-se o que daí resulta. A chamada direta de determinado Espírito constitui um laço entre ele e nós; chamamo-lo pelo nosso desejo e opomos assim uma espécie de barreira aos intrusos. Sem uma chamada direta, um Espírito nenhum motivo terá muitas vezes para vir confabular conosco, a menos que seja o nosso Espírito familiar.  

Cada uma destas duas maneiras de operar tem suas vantagens e nenhuma desvantagem haveria, senão na exclusão absoluta de uma delas. As comunicações espontâneas inconveniente nenhum apresentam, quando se está senhor dos Espíritos e certo de não deixar que os maus tomem a dianteira. Então, é quase sempre bom aguardar a boa vontade dos que se disponham a comunicar-se, porque nenhum constrangimento sofre o pensamento deles e dessa maneira se podem obter coisas admiráveis; entretanto, pode suceder que o Espírito por quem se chama não esteja disposto a falar, ou não seja capaz de fazê-lo no sentido desejado. Sabemos que o [...] desejo natural de todo aspirante a médium é o de poder confabular com os Espíritos das pessoas que lhe são caras; deve, porém, moderar a sua impaciência, porquanto a comunicação com determinado Espírito apresenta muitas vezes dificuldades materiais que a tornam impossível ao principiante. Para que um Espírito possa comunicar-se, preciso é que haja entre ele e o médium relações fluídicas, que nem sempre se estabelecem instantaneamente. Só à medida que a faculdade se desenvolve, é que o médium adquire pouco a pouco a aptidão necessária para pôr-se em comunicação com o Espírito que se apresente. Pode dar-se, pois, que aquele com quem o médium deseje comunicar-se, não esteja em condições propícias a fazê-lo, embora se ache presente, como também pode acontecer que não tenha possibilidade, nem permissão para acudir ao chamado que lhe é dirigido. Convém, por isso, que no começo ninguém se obstine em chamar determinado Espírito, com exclusão de qualquer outro, pois amiúde sucede não ser com esse que as relações fluídicas se estabelecem mais facilmente, por maior que seja a simpatia que lhe vote o encarnado. Antes, pois, de pensar em obter comunicações de tal ou tal Espírito, importa que o aspirante leve a efeito o desenvolvimento da sua faculdade, para o que deve fazer um apelo geral e dirigir-se principalmente ao seu anjo guardião.” -( FEB )-






Amados irmãos, O Livro dos Espíritos nos apresenta os ensinamentos através de questionamentos feitos por Allan Kardec e as respostas que foram dadas pelos próprios Espíritos. No livro há uma introdução muito importante que inserimos a seguir em parte, a fim de nos auxiliar o entendimento.



INTRODUÇÃO AO ESTUDO DO LIVRO DOS ESPÍRITOS


"Para se designarem coisas novas são precisos termos novos. Assim o exige a clareza da linguagem, para evitar a confusão inerente à variedade de sentidos das mesmas palavras. Os vocábulos espiritual, espiritualista, espiritualismo têm acepção bem definida. Dar-lhes outra, para aplicá-los à doutrina dos Espíritos, fora multiplicar as causas já numerosas de anfibologia. Com efeito, o espiritualismo é o oposto do materialismo. Quem quer que acredite haver em si alguma coisa mais do que matéria, é espiritualista. Não se segue daí, porém, que creia na existência dos Espíritos ou em suas comunicações com o mundo visível. Em vez das palavras espiritual, espiritualismo, empregamos, para indicar a crença a que vimos de referir-nos, os termos espírita e espiritismo, cuja forma lembra a origem e o sentido radical e que, por isso mesmo, apresentam a vantagem de ser perfeitamente inteligíveis, deixando ao vocábulo espiritualismo a acepção que lhe é própria.

Diremos, pois, que  O LIVRO DOS ESPÍRITOS doutrina espírita ou o Espiritismo tem por princípio as relações do mundo material com os Espíritos ou seres do mundo invisível. Os adeptos do Espiritismo serão os espíritas, ou, se quiserem, os espiritistas. Como especialidade, O Livro dos Espíritos contém a doutrina espírita; como generalidade, prende-se à doutrina espiritualista, uma de cujas fases apresenta. Essa a razão por que traz no cabeçalho do seu título as palavras: Filosofia espiritualista.

Há outra palavra acerca da qual importa igualmente que todos se entendam, por constituir um dos fechos de abóbada de toda doutrina moral e ser objeto de inúmeras controvérsias, à míngua de uma acepção bem determinada. É a palavra alma. A divergência de opiniões sobre a natureza da alma provém da aplicação particular que cada um dá a esse termo. 

Uma língua perfeita, em que cada idéia fosse expressa por um termo próprio, evitaria muitas discussões. Segundo uns, a alma é o princípio da vida material orgânica. Não tem existência própria e se aniquila com a vida: é o materialismo puro. Neste sentido e por comparação, diz-se de um instrumento rachado, que nenhum som mais emite: não tem alma. De conformidade com essa opinião, a alma seria efeito e não causa. Pensam outros que a alma é o princípio da inteligência, agente universal do qual cada ser absorve uma certa porção. Segundo esses, não haveria em todo o Universo senão uma só alma a distribuir centelhas pelos diversos seres inteligentes durante a vida destes, voltando cada centelha, mortos os seres, à fonte comum, a se confundir com o todo, como os regatos e os rios voltam ao mar, donde saíram. 

Essa opinião difere da precedente em que, nesta hipótese, não há em nós somente matéria, subsistindo alguma coisa após a morte. Mas é quase como se nada subsistisse, porquanto, destituídos de individualidade, não mais teríamos consciência de nós mesmos. Dentro desta opinião, a alma universal seria Deus, e cada ser um fragmento da divindade. Simples variante do panteísmo. Segundo outros, finalmente, a alma é um ser moral, distinto, independente da matéria e que conserva sua individualidade após a morte. Esta acepção é, sem contradita, a mais geral, porque, debaixo de um nome ou de outro, a idéia desse ser que sobrevive ao corpo se encontra, no estado de crença instintiva, não derivada de ensino, entre todos os povos, qualquer que seja o grau de civilização de cada um. Essa doutrina, segundo a qual a alma é causa e não efeito, é a dos espiritualistas. Sem discutir o mérito de tais opiniões e considerando apenas o lado linguístico da questão, diremos que estas três aplicações do termo alma correspondem a três idéias distintas, que demandariam, para serem expressas, três vocábulos diferentes. 

Aquela palavra tem, pois, tríplice acepção e cada um, do seu ponto de vista, pode com razão defini-la como o faz. O mal está em a língua dispor somente de uma palavra para exprimir três idéias. A fim de evitar todo equívoco, seria necessário restringir-se a acepção do termo alma a uma daquelas idéias. A escolha é indiferente; o se faz mister é o entendimento entre todos, reduzindo-se o problema a uma simples questão de convenção. Julgamos mais lógico tomá-lo na sua acepção vulgar e por isso chamamos ALMA ao ser imaterial e individual que em nós reside e sobrevive ao corpo. Mesmo quando esse ser não existisse, não passasse de produto da imaginação, ainda assim fora preciso um termo para designá-lo. Na ausência de um vocábulo especial para tradução de cada uma das duas outras idéias a que corresponde a palavra alma, denominamos:

Princípio vital o princípio da vida material e orgânica, qualquer que seja a fonte donde promane, princípio esse comum a todos os seres vivos, desde as plantas até o homem. Pois que pode haver vida com exclusão da faculdade de pensar, o princípio vital é coisa distinta e independente. A palavra vitalidade não daria a mesma idéia. Para uns o princípio vital é uma propriedade da matéria, um efeito que se produz achando-se a matéria em dadas circunstâncias. Segundo outros, e esta é a idéia mais comum, ele reside em um fluido especial, universalmente espalhado e do qual cada ser absorve e assimila uma parcela durante a vida, tal como os corpos inertes absorvem a luz. Esse seria então o fluido vital que, na opinião de alguns, em nada difere do fluido elétrico animalizado, ao qual também se dão os nomes de fluido magnético, fluido nervoso, etc. Seja como for, um fato há que ninguém ousaria contestar, pois que resulta da observação: é que os seres orgânicos têm em si uma força íntima que determina o fenômeno da vida, enquanto essa força existe; que a vida material é comum a todos os seres orgânicos e independe da inteligência e do pensamento; que a inteligência e o pensamento são faculdades próprias de certas espécies orgânicas; finalmente, que entre as espécies orgânicas dotadas de inteligência e de pensamento há uma dotada também de um senso moral especial, que lhe dá incontestável superioridade sobre as outras: a espécie humana. Concebe-se que, com uma acepção múltipla, o termo alma não exclui o materialismo, nem o panteísmo. O próprio espiritualismo pode entender a alma de acordo com uma ou outra das duas primeiras definições, sem prejuízo do Ser imaterial distinto, a que então dará um nome qualquer. Assim, aquela palavra não representa uma opinião: é um Proteu, que cada um ajeita a seu bel-prazer. Daí tantas disputas intermináveis. Evitar-se-ia igualmente a confusão, embora usando-se do termo alma nos três casos, desde que se lhe acrescentasse um qualificativo especificando o ponto de vista em que se está colocado, ou a aplicação que se faz da palavra. Esta teria, então, um caráter genérico, designando, ao mesmo tempo, o princípio da vida material, o da inteligência e o do senso moral, que se distinguiriam mediante um atributo, como os gases, por exemplo, que se distinguem aditando-se ao termo genérico as palavras hidrogênio, oxigênio, ou azoto. Poder-se-ia, assim, dizer, e talvez fosse o melhor, a alma vital — indicando o princípio da vida material; a alma intelectual — o princípio da inteligência, e a alma espírita — o da nossa individualidade após a morte. Como se vê, tudo isto não passa de uma questão de palavras, mas questão muito importante quando se trata de nos fazermos entendidos. De conformidade com essa maneira de falar, O LIVRO DOS ESPÍRITOS a alma vital seria comum a todos os seres orgânicos: plantas, animais e homens; a alma intelectual pertenceria aos animais e aos homens; e a alma espírita somente ao homem. Julgamos dever insistir nestas explicações pela razão de que a doutrina espírita repousa naturalmente sobre a existência, em nós, de um ser independente da matéria e que sobrevive ao corpo. A palavra alma, tendo que aparecer com frequência no curso desta obra, cumpria fixássemos bem o sentido que lhe atribuímos, a fim de evitarmos qualquer engano. Passemos agora ao objeto principal desta instrução preliminar."




DEUS E O INFINITO


1. Que é Deus? 

“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.” ¹



1 O texto colocado entre aspas, em seguida às perguntas, é a resposta que os Espíritos deram. Para destacar as notas e explicações aditadas pelo autor, quando haja possibilidade de serem confundidas com o texto da resposta, empregou-se um outro tipo menor. Quando formam capítulos inteiros, sem ser possível a confusão, o mesmo tipo usado para as perguntas e respostas foi o empregado.



Que a graça e a paz sejam conosco!