quinta-feira, 7 de julho de 2016

O Evangelho segundo Mateus


"Nem presta para a terra, nem para o monturo; lançam-no fora. Quem tem ouvidos para ouvir, que ouça." - Jesus - ( Lucas, 14: 35 )



Amados irmãos, bom dia!
Transformemos nossas misérias em lições. Se José da Galileia e Maria simbolizam terras de virtudes fartas, o mesmo não sucede com os apóstolos que, a cada passo, necessitam recorrer a fonte de lágrimas que escorrem do monturo de remorsos e fraquezas, propriamente humanos, a fim de fertilizarem o terreno empobrecido de seus corações. De quanto adubo dessa natureza precisaram Madalena e Paulo, por exemplo, até alcançarem a gloriosa posição em que se destacaram? Portanto, saibamos aproveitar nossos erros, aprendendo com eles, para que não se repitam atrapalhando assim, nossa reforma íntima.










“O evangelho de Mateus foi escrito entre 80 e 100 d.C. Seguramente foi depois de 70, após a destruição de Jerusalém, e posterior ao evangelho de Marcos. O texto conhecido nos dias atuais, surgiu na Palestina, escrito em grego, em bom estilo literário, para leitores de língua grega. Posteriormente foi traduzido para o latim (Vulgata). Alguns estudiosos acreditam que o texto original de Mateus foi escrito em aramaico e, mais tarde, traduzido para o grego. Se, efetivamente, esse texto existiu, foi perdido. As linhas gerais da vida do Cristo, encontradas no evangelho de Marcos, são reproduzidas no de Mateus, mas segundo um novo plano, por que os relatos e os discursos se alternam. Por exemplo, em Mateus, 1:4, há o relato da infância e início do ministério de Jesus. Em Mateus, 5:7 vem em discurso: o sermão do monte, as bem-aventuranças e a entrada no Reino. No tempo em que foi escrito, a igreja cristã já ultrapassara os limites de Israel. Mateus foi um dos apóstolos e testemunha de vários acontecimentos. Cobrador de impostos para o Império Romano, era menosprezado pelos judeus, porque consideravam impura a sua profissão. Foi o apóstolo mais intelectual do grupo dos Doze. Percebe-se que o seu evangelho era o de um cristão vindo do Judaísmo, conhecedor das Escrituras, fiel à tradição. Mateus escreve entre os judeus para judeus, procurando defender a tese de que Jesus era o Messias previsto nas escrituras. A sua origem judaica fica evidente quando ele emprega, por exemplo, a expressão reino dos céus, em lugar de reino de Deus, já que o nome Deus não era pronunciado pelos judeus. A narrativa do texto de Mateus dispensa explicações sobre os costumes judaicos, por serem considerados corriqueiros e do entendimento dos seus compatriotas. Na composição literária do seu evangelho, o autor empregou como fontes o evangelho de Marcos e outros escritos particulares. Fez um trabalho de compilação bastante pessoal (é um texto rico de hebraísmos), adaptando e completando as fontes com os próprios conhecimentos. Mateus é chamado o homem dos discursos, por ser quem mais cita as fontes. Mostra aos judeus que Jesus é filho de Davi e de Abraão, portanto, o Messias de Israel. Exorta os fiéis a aceitarem Jesus como o Messias prometido por Deus ao seu povo. Refere-se constantemente ao Antigo Testamento. Fala na universalidade da mensagem cristã, convidando judeus e não judeus a aceitarem os seus ensinamentos. Do ponto de vista cristológico, considera Jesus como Rei, Messias que foi rejeitado e que criou outro povo ou comunidade, que é a Ecclesia (Igreja). Emprega o termo kyrios (Senhor), enquanto os outros usam o termo Mestre.” -( FEB - EADE )-




Estudo do Livro dos Espíritos







156. A separação definitiva da alma e do corpo pode ocorrer antes da cessação completa da vida orgânica? 

“Na agonia, a alma, algumas vezes, já tem deixado o corpo; nada mais há que a vida orgânica. O homem já não tem consciência de si mesmo; entretanto, ainda lhe resta um sopro de vida orgânica. O corpo é a máquina que o coração põe em movimento. Existe, enquanto o coração faz circular nas veias o sangue, para o que não necessita da alma.”




Que a graça e a paz sejam conosco!

quarta-feira, 6 de julho de 2016

O Evangelho segundo Marcos


"Tenho vos dito estas coisas, para que vos não escandalizeis." - Jesus - ( João, 16: 1 )



Amados irmãos, bom dia!
Muitas vezes esperamos que nossos dias sejam apenas de paz e alegria e não nos lembramos que aqui estamos para completar nosso ciclo de evolução. Se aqui estamos é porque somos devedores e nos foi dada mais uma oportunidade de acertar nossas escolhas e contribuir para nossa reforma íntima para que possamos prosseguir rumo à verdadeira vida. Que os bons Espíritos nos auxiliem na compreensão dessas aparentes derrotas, pois,  através delas é que temos lições que nos farão crescer.









“Conforme a mais antiga tradição, esse evangelho foi escrito por João Marcos (João do hebraico, Marcos do latim), sobrinho de Pedro e primo de Barnabé. Ao que se sabe, vivia em Jerusalém com seus pais. Supõe-se que o texto de Marcos foi o que serviu de fonte para as escrituras de Lucas e de Mateus, tendo ele próprio, por sua vez, utilizado outras fontes (Pedro, por exemplo). Foi o primeiro evangelho a ser escrito, num tempo não muito distante da destruição de Jerusalém, ocorrida no ano 70 d.C., possivelmente entre os anos 60 e 70. É um evangelho que apresenta pouca evolução da doutrina cristã, e não conduz a maiores reflexões teológicas. É provável que Marcos tenha acompanhado os acontecimentos da paixão e morte do Cristo. Para escrever o seu evangelho, Marcos deve ter recorrido a três fontes: às suas lembranças, às recordações de pessoas que conviveram com o Mestre e aos documentos que circulavam na jovem comunidade cristã da época. A tradição informa que Marcos teria sido discípulo de Pedro, de quem teria recebido os esclarecimentos evangélicos (I Pedro, 5:13; Atos dos Apóstolos, 12:12). O evangelho de Marcos está escrito em estilo muito simples e de pouca precisão histórica. Descuida-se da sequência cronológica. Há muitas palavras aramaicas, revelando proximidade com os aramaísmos dos originais em que se baseou. São exemplos de aramaísmo as seguintes palavras ou expressões: boanerges (Marcos, 3:17); talita cumi (Marcos, 5:41); efeta (Marcos, 7:34); aba (Marcos, 14:36); eloi, eloi (Marcos, l5: 34). Mostra também vestígios da tradição oral. Há indícios de que Marcos teria redigido o seu texto em Roma. Os historiadores que defendem este ponto de vista se fundamentam nos seguintes indícios: a) na questão sobre o divórcio (Marcos, 10: 1-12) — um problema que afligia apenas os romanos da época; b) na utilização de palavras latinas como kenturiôn (centurião) e pretorion (tribunal), entre outras (Marcos, 6:27; 7:4; 12:42; 15:39, 44,45); c) nome latino para designar a moeda (ou óbulo) ofertada pela viúva (Marcos, 12:41).

O evangelho de Marcos quer mostrar que Jesus é o Messias prometido e aguardado pelos judeus. Tem como escopo apresentar Jesus como filho de Deus (Marcos, 1:11; 3:11; 15:39), sua condição divina, demonstrando que os milagres realizados por Jesus asseguravam ser Ele o Messias prometido. Esclarece também que Jesus é recebido favoravelmente pelas multidões, mas que seu messianismo, humilde e espiritual, decepciona e diminui a expectativa popular. No propósito de nos apresentar Jesus como filho de Deus, incompreendido e rejeitado pelo povo, Marcos se preocupa menos em explanar o ensino do Mestre, fazendo poucas referências aos seus ensinamentos. Escrito em linguagem popular, de estilo vivo, o texto de Marcos deixa de lado o que interessava apenas aos Judeus, focalizando também os interesses dos pagãos recém-convertidos na fé, após a morte de Pedro e Paulo (entre os anos 62 e 63). No entanto, há no Evangelho de Marcos explicações que nem mesmo os gentios compreendiam (Marcos, 3:17; 5:41; 7:34; 10:46; 14:36; 15:34), assim como relatos de costumes judaicos (Marcos, 7:3-4; 14:12; 15:42). O autor faz poucas referências ao Antigo Testamento. Destaca as várias emoções dos personagens (Marcos, 3:34; 8:12; 10:14, 21,32; 16:5-6). O ponto culminante do seu evangelho é a confissão de Pedro, em Cesareia (Marcos, 8:27-30) e a resposta do Cristo, que não declarara antes ser o Messias por causa do falso conceito de libertador temporal, atribuído ao enviado de Deus. Alguns autores afirmam que Marcos usou este “segredo messiânico” para evitar explicações embaraçosas sobre o fato de ter o Cristo morrido da forma como morreu, quando deveria, no entender dos judeus, ser o libertador de um povo. A tradição diz que a casa, citada em Atos dos Apóstolos, 12:12, pertencia a Marcos, e é a mesma em que foi celebrada a última ceia de Jesus (Marcos, 14:4). Supõe-se também que o Jardim de Getsêmani lhe pertencia, que ele (Marcos) era o homem do cântaro (Marcos, 14:13), sendo igualmente o jovem nu, retratado unicamente em seu Evangelho (Marcos,14:51-52). Marcos acompanhou Paulo e Barnabé na primeira viagem do apóstolo dos gentios — de Jerusalém à Antioquia (Atos dos Apóstolos, 13:5) —, mas não completa a viagem, voltando a Jerusalém (Atos dos Apóstolos, 13:13). Com Barnabé foi a Chipre (Atos dos Apóstolos, 15:39), todavia, permaneceu mais tempo com Pedro, servindo de intérprete e de secretário. Tendo participado de trabalho missionário no Egito, morreu vítima de martírio.” -( FEB - EADE )- 




Estudo do Livro dos Espíritos







155. Como se opera a separação da alma e do corpo? 

“Rotos os laços que a retinham, ela se desprende.” 

a) — A separação se dá instantaneamente por brusca transição? Haverá alguma linha de demarcação nitidamente traçada entre a vida e a morte? 

“Não; a alma se desprende gradualmente, não se escapa como um pássaro cativo a que se restitua subitamente a liberdade. Aqueles dois estados se tocam e confundem, de sorte que o Espírito se solta pouco a pouco dos laços que o prendiam. Estes laços se desatam, não se quebram.” 

Durante a vida, o Espírito se acha preso ao corpo pelo seu envoltório semimaterial ou perispírito. A morte é a destruição do corpo somente, não a desse outro invólucro, que do corpo se separa quando cessa neste a vida orgânica. A observação demonstra que, no instante da morte, o desprendimento do perispírito não se completa subitamente; que, ao contrário, se opera gradualmente e com uma lentidão muito variável conforme os indivíduos. Em uns é bastante rápido, podendo dizer-se que o momento da morte é mais ou menos o da libertação. Em outros, naqueles sobretudo cuja vida foi toda material e sensual, o desprendimento é muito menos rápido, durando algumas vezes dias, semanas e até meses, o que não implica existir, no corpo, a menor vitalidade, nem a possibilidade de volver à vida, mas uma simples afinidade com o Espírito, afinidade que guarda sempre proporção com a preponderância que, durante a vida, o Espírito deu à matéria. É, com efeito, racional conceber-se que, quanto mais o Espírito se haja identificado com a matéria, tanto mais penoso lhe seja separar-se dela; ao passo que a atividade intelectual e moral, a elevação dos pensamentos operam um começo de desprendimento, mesmo durante a vida do corpo, de modo que, em chegando a morte, ele é quase instantâneo. Tal o resultado dos estudos feitos em todos os indivíduos que se têm podido observar por ocasião da morte. Essas observações ainda provam que a afinidade, persistente entre a alma e o corpo, em certos indivíduos, é, às vezes, muito penosa, porquanto o Espírito pode experimentar o horror da decomposição. Este caso, porém, é excepcional e peculiar a certos gêneros de vida e a certos gêneros de morte. Verifica-se com alguns, suicidas.




Que a graça e a paz sejam conosco!

terça-feira, 5 de julho de 2016

Os evangelhos canônicos e os apócrifos


"Que farei então de Jesus, chamado o Cristo?" - Pilatos - ( Mateus, 27: 22 )



Amados irmãos, bom dia!
Muitos procuram nosso Mestre apenas quando as coisas não vão bem, como se fosse um posto de gasolina ou uma oficina. Nem sempre lembramos dele no decorrer do nosso dia e nem quando estamos felizes, poucos imitam Simão Pedro, Paulo de Tarso que, uma vez iluminados seguiram-no até a morte. É indispensável transformá-lo em padrão permanente da vida. Que nosso compromisso seja verdadeiro e sincero e que não deixemos de estar com ele em todos os momentos do nosso dia a dia.







“Os evangelhos são narrativas cuidadosamente escritas sobre o nascimento, a vida, o ministério, a morte e a ressurreição de Jesus de Nazaré. Não podemos jamais esquecer que os textos existentes em o Novo Testamento retratam, além dos ensinamentos do Cristo, a pregação e a vida dos apóstolos e discípulos diretos. Estudos críticos (e sérios) demonstram que nos textos evangélicos há diferenças que evidenciam a influência pessoal do escritor, sem deixar de lado a inspiração divina. Assim, os três primeiros evangelhos (Mateus, Marcos e Lucas) — chamados de evangelhos sinóticos — têm muitos aspectos comuns e também muitas diferenças. As semelhanças vão de algumas palavras a textos inteiros. As diferenças são encontradas nas narrativas de fatos e de acontecimentos relacionados à vida e à missão do Cristo, percebendo-se discrepâncias, aqui e ali. Em termos numéricos, podemos representar a questão sinótica assim: » dos 661 versículos do evangelho de Marcos, 600 estão no de Mateus e 350 no de Lucas; » os evangelhos de Mateus e Lucas têm 240 versículos em comum, os quais não constam do evangelho de Marcos; » Mateus e Lucas inseriram outros versículos, segundo interpretação própria. Os evangelistas Mateus e João foram apóstolos de Jesus. Lucas e Marcos não conviveram com Ele. Os escritos evangélicos, também chamados de Escrituras Gregas, foram divididos em “canônicos” — textos que fazem parte do Novo Testamento — e “apócrifos” (palavra que significa coisa escondida, oculta). Os apócrifos (ou deuterocanônicos), definidos no Concílio de Niceia, são manuscritos redigidos pelos discípulos de Jesus e que não foram (nem são) reconhecidos pela Igreja Católica, sob a alegação de que a veracidade dos mesmos não poderia ser comprovada.  Existem cerca de 112 textos, apócrifos, 52 no Antigo Testamento e 60 no Novo Testamento. A tradição contabiliza um número maior. Exemplos de livros apócrifos:

1. Evangelhos: de Maria de Madalena; de Tomé; de Filipe; o árabe que trata da infância de Jesus; do pseudo-Tomé; de Tiago; da morte e assunção de Maria.

2. Atos: de Pedro; de Tecla; de Paulo; dos 12 apóstolos; de Pilatos.

3. Epístolas: de Pilatos a Herodes; de Pilatos a Tibério; de Pedro a Filipe; de Paulo aos laodicenses; epístola aos coríntios, de Aristeu.

4. Apocalipses: de Tiago; de João; de Estêvão; de Pedro; de Elias; de Esdras; de Baruc; de Sofonias.

5. Testamentos: de Abraão; de Isaac; de Jacó; dos 12 Patriarcas; de Moisés; de Salomão; de Jó.

6. Outros livros: A filha de Pedro; a descida do Cristo aos infernos; declaração de José de Arimateia; vida de Adão e Eva; jubileus, 1, 2 e 3; Henoque; Salmos de Salomão; Oráculos Sibilinos.

Os evangelhos de Marcos, Mateus e Lucas são chamados de sinópticos, porque apresentam, entre si, muitas semelhanças, podendo ser dispostos em colunas paralelas e “abarcados com um só olhar”. Quanto ao quarto evangelho, o de João, este permanece único, pois se distingue significativamente dos demais em conteúdo, estilo e forma.
A hipótese mais aceita para justificar as similaridades existentes nos evangelhos sinóticos é denominada “teoria das duas fontes”. Nessa teoria, Marcos teria utilizado uma fonte (possivelmente originária de Pedro), a qual serviria de subsídios para os relatos de Mateus e Lucas. A outra fonte, utilizada por estes dois evangelistas, é totalmente desconhecida e se chama Fonte Q (inicial da palavra alemã quelle = fonte). Os textos evangélicos sofreram, ao longo dos tempos três grandes modificações: no texto original, escrito pelos evangelistas, durante a elaboração da Vulgata e na redação final, que é a que temos atualmente. Por entre essas fases, ocorreram influências em variados sentidos, levando a relações literárias, de semelhança ou de diferenças, que são observadas entre os evangelhos no seu estado atual. Assim, pode-se perceber, que a redação de Marcos deve ter sofrido influência do documento — fonte de Mateus — daí verifica-se as semelhanças onde é dependente — onde, por sua vez, deve ter influenciado a última redação do primeiro evangelho. Os evangelhos segundo Mateus, Marcos e Lucas mencionam os ensinamentos de Jesus sobre o Reino de Deus mais de noventa vezes, o que é bastante significativo. O evangelho de João desenvolve a ideia de crença nas 99 citações, o que também nos fornece um material para reflexão.” -( FEB - EADE )- 




Estudo do Livro dos Espíritos







SEPARAÇÃO DA ALMA E DO CORPO 

154. É dolorosa a separação da alma e do corpo? 

“Não; o corpo quase sempre sofre mais durante a vida do que no momento da morte; a alma nenhuma parte toma  nisso. Os sofrimentos que algumas vezes se experimentam no instante da morte são um gozo para o Espírito, que vê chegar o termo do seu exílio.” 

Na morte natural, a que sobrevém pelo esgotamento dos órgãos, em conseqüência da idade, o homem deixa a vida sem o perceber: é uma lâmpada que se apaga por falta de óleo.




Que a graça e a paz sejam conosco!

segunda-feira, 4 de julho de 2016

OS APÓSTOLOS DE JESUS. A MISSÃO DOS DOZE APÓSTOLOS


"Examinai-vos a vós mesmos, se permaneceis na fé, provai-vos a vós mesmos." - Paulo - ( II Coríntios, 13: 5 )



Amados irmãos, bom dia!
A verdadeira fé somente pode ser vivida se for em nós mesmos. Devemos nos ocupar em torná-la real em nós e não aos olhos dos outros. Nosso propósito deve ser exclusivamente com nosso Pai, pois, ele sim enxerga o que precisa ser visto se nosso comportamento permanecer firme e puro. Que nossa mão direita não saiba o que faz a esquerda.







A ESCRITURA DOS EVANGELHOS. OS EVANGELISTAS

“O ambiente histórico em que o Evangelho surgiu é o do Judaísmo, formado e alimentado pelos livros sacros do Antigo Testamento, condicionado pelos acontecimentos históricos, pelas instituições nas quais se encontrou inserido, e pelas correntes religiosas que o especificaram. A palavra evangelho, do grego euangélion, quer dizer boa-notícia ou boa-nova, por extensão. O sentido mais antigo da palavra está relacionado a uma gorjeta que era dada aos que traziam “boas-notícias”. Nas cidades gregas empregava-se o vocábulo evangelho quando ecoava a notícia de uma vitória militar, ou nascimento do filho de um rei ou imperador. Uniam-se à notícia cânticos e cerimônias festivas, dando-se uma conotação de alegria. O Novo Testamento abrange quatro conjuntos de livros, assim discriminados:

a) Evangelhos;
b) Atos dos Apóstolos;
c) Epístolas;
d) Apocalipse.

Neste roteiro estão inseridas informações sobre o Evangelho de Jesus, segundo os registros de Mateus, Marcos, Lucas e João. O Evangelho [Boa Nova], cerne doutrinário do Cristianismo, contém aspectos da biografia terrena de Jesus Cristo e seus principais ensinamentos de caráter moral, coligidos segundo informações de Mateus, Marcos, Lucas e João. Mateus e João, discípulos diretos (apóstolos), de contato pessoal com o Mestre, escreveram respectivamente em hebraico e em grego; Marcos e Lucas, redigiram seus textos em grego, o primeiro transmitindo reminiscências de Pedro, o segundo investigando e recolhendo informações por via indireta. Harmonizam-se os quatro textos num todo orgânico, composto sem acomodações, sob inspiração mediúnica, cujo influxo não derrogou a liberdade volitiva e os pensadores psíquicos:

Mateus, menosprezado funcionário, atende ao aceno do novo chefe e nele passa a vislumbrar o diretor supremo, o rei em nomenclatura humana, embora em nível do reino dos céus;

Marcos, atemorizado quando jovem com a intensidade da tarefa, sublima depois, vendo em Jesus o servo incansável, paradigma da fraternidade a serviço divino;

Lucas, mais intelectualizado, apresenta Jesus como entidade imaculada, presa pela genealogia ao pai Adão, porém subtraída ao pecado pela redenção no Pai Criador.

João, mais espiritualizado, portanto mais próximo da essência dos ensinamentos de Jesus, tem olhos de ver no Cristo a entidade celestial, o verbo mesmo de Deus, não apenas o rei, o servo, o homem, sinopse da biografia terrena.

O Cristo nada escreveu. Suas palavras, disseminadas ao longo dos caminhos, foram transmitidas de boca em boca e, posteriormente, transcritas em diferentes épocas, muito tempo depois da sua morte. Uma tradição religiosa popular formou-se pouco a pouco, tradição que sofreu constante evolução até o século IV [...]. Durante [...] meio século depois da morte de Jesus, a tradição cristã, oral e viva, é qual água corrente em que qualquer se pode saciar. Sua propaganda se fez por meio da prédica [sermão, discurso religioso], pelo ensino dos apóstolos, homens simples, iletrados, mas iluminados pelo pensamento do Mestre. Não é senão do ano 60 ao 80 que aparecem as primeiras narrações escritas, a de Marcos a princípio, que é a mais antiga, depois as primeiras narrativas atribuídas a Mateus e Lucas, todas, escritos fragmentários e que se vão acrescentar de sucessivas adições, como todas as obras populares. Foi somente no fim do século I, de 80 a 98, que surgiu o evangelho de Lucas, assim como o de Mateus, o primitivo, atualmente perdido; finalmente, de 98 a 110, apareceu, em Éfeso, o evangelho de João. Ao lado desses evangelhos, únicos depois reconhecidos pela Igreja, grande número de outros vinha à luz. Desses, são conhecidos atualmente uns vinte; mas, no século III, Orígenes os citava em maior número. Lucas faz alusão a isso no primeiro versículo da obra que traz o seu nome.

Os textos evangélicos utilizados pelos povos não anglo-saxônicos originam-se da Vulgata (divulgada) Latina, fixada a partir do século IV, quando o erudito Jerônimo, secretário do papa Dâmaso I, verte do grego para o latim textos autenticáveis, e separa os considerados de autoria obscura ou apócrifa. Sabemos, no entanto, que existiu a chamada Bíblia dos Setenta, corpo doutrinário traduzido, ao que se diz, por setenta sábios de Alexandria, do qual se teria tirado setenta cópias. O grego, em que os evangelhos foram escritos, foi o popular dialeto alexandrino chamado kini, que era a língua mais falada ou, pelo menos, compreendida pelos homens cultos de todas as localidades do Oriente e do Ocidente do Império Romano. Por essa razão os evangelistas usaram o grego e não o hebraico para escrever os evangelhos, tornando-os, assim, acessíveis a um maior número de pessoas. Naquele tempo, não havia pontuação nem separação de palavras na escrita. Os textos utilizavam apenas as letras maiúsculas do alfabeto grego. As palavras eram redigidas com letras minúsculas e sem espaçamentos. A colocação de espaços entre as palavras e as frases foi adotada a partir do século IX d.C. A pontuação surgiu com o aparecimento da imprensa no século XV. A organização dos textos bíblicos em capítulos foi introduzida no Ocidente pelo cardeal inglês Hugo, no século XIII. A subdivisão dos capítulos em versículos foi criação do tipógrafo parisiense Roberto Stefen, no século XVI. Não obstante a existência de várias traduções inglesas da Bíblia, empreendidas durante a Idade Média, somente no século XVI a História registra a tradução definitiva da Bíblia inglesa, na forma que conhecemos atualmente. Na conferência de Hampton Court, em 1604, foi proposta uma nova tradução da Bíblia. Cinquenta e quatro tradutores foram convidados para o empreendimento dessa tarefa em Oxford, Cambridge e Westminster. Essa tradução, dedicada ao rei James I, foi publicada em 1611, em volumes grandes. Trata-se de uma tradução, também conhecida como a Versão Autorizada, que se enraizou de tal forma na história religiosa e literária dos povos de língua inglesa que as edições posteriores cuidavam apenas de simples revisões, e não de substituições.


Algumas dessas revisões foram: a Revisão Inglesa de 1885 e a Versão-Padrão Americana (American Standard Version) de 1901. Esta última foi vigorosamente revisada pela Revised Standard Version de 1946–1952. Os textos bíblicos publicados em língua inglesa — que têm como base a tradução de William Tyndale, de 1525–1526 —, sobretudo o Novo Testamento, apresentam diferenças das edições publicadas pelos demais povos. É que a tradução inglesa foi realizada diretamente do original grego e não do latim (Vulgata).” -( FEB - EADE )-




Estudo do Livro dos Espíritos







153. Em que sentido se deve entender a vida eterna? 

“A vida do Espírito é que é eterna; a do corpo é transitória e passageira. Quando o corpo morre, a alma retoma a vida eterna.” 

a) — Não seria mais exato chamar vida eterna à dos Espíritos puros, dos que, tendo atingido a perfeição, não estão sujeitos a sofrer mais prova alguma? 

“Essa é antes a felicidade eterna. Mas isto constitui uma questão de palavras. Chamai as coisas como quiserdes, contanto que vos entendais.”





Que a graça e a paz sejam conosco!

domingo, 3 de julho de 2016

Palestra sobre Paulo - Haroldo Dutra


"Em tudo somos atribulados, mas não angustiados; perplexos mas não desanimados." -( II Coríntios, 4: 8 )-



Amados irmãos, bom dia!
Como disse Paulo, em tudo somos atribulados, mas se permanecermos com o firme propósito de caminhar atendendo ao chamado do nosso Mestre, jamais seremos derrotados. Os problemas são grande fonte de crescimento. Quando observamos atentamente as lições neles contidas, concluímos que nos revelam os pontos em que mais necessitamos aprimorar para que seja manifesta nossa reforma íntima. 
Sugerimos uma palestra do nosso irmão Haroldo Dutra sobre o apóstolo Paulo, onde podemos perceber quantas tribulações teve que enfrentar para chegar a ser esse tão nobre exemplo de evolução. Que possa nos incentivar em nossa caminhada.









Estudo do Livro dos Espíritos








152. Que prova podemos ter da individualidade da alma depois da morte? 

“Não tendes essa prova nas comunicações que recebeis? Se não fôsseis cegos, veríeis; se não fôsseis surdos, ouviríeis; pois que muito amiúde uma voz vos fala, reveladora da existência de um ser que está fora de vós.” 

Os que pensam que, pela morte, a alma reingressa no todo universal estão em erro, se supõem que, semelhante à gota dágua que cai no Oceano, ela perde ali a sua individualidade. Estão certos, se por todo universal entendem o conjunto dos seres incorpóreos, conjunto de que cada alma ou Espírito é um elemento. Se as almas se confundissem num amálgama só teriam as qualidades do conjunto, nada as distinguiria umas das outras. Careceriam de inteligência e de qualidades pessoais quando, ao contrário, em todas as comunicações, denotam ter consciência do seu eu e vontade própria. A diversidade infinita que apresentam, sob todos os aspectos, é a consequência mesma de constituírem individualidades diversas. Se, após a morte, só houvesse o que se chama o grande Todo, a absorver todas as individualidades, esse Todo seria uniforme e, então, as comunicações que se recebessem do mundo invisível seriam idênticas. Desde que, porém, lá se nos deparam seres bons e maus, sábios e ignorantes, felizes e desgraçados; que lá os há de todos os caracteres: alegres e tristes, levianos e ponderados, etc., patente se faz que eles são seres distintos. A individualidade ainda mais evidente se torna, quando esses seres provam a sua identidade por indicações incontestáveis, particularidades individuais verificáveis, referentes às suas vidas terrestres. Também não pode ser posta em dúvida, quando se fazem visíveis nas aparições. A individualidade da alma nos era ensinada em teoria, como artigo de fé. O Espiritismo a torna manifesta e, de certo modo, material.




Que a graça e a paz sejam conosco!

sábado, 2 de julho de 2016

Mensagem: O menestrel


"Mas os cuidados deste mundo, os enganos das riquezas e as ambições doutras coisas, entretanto, sufocam a palavra, que fica infrutífera," - Jesus - ( Marcos, 4: 19 )



Amados irmãos, bom dia!
Observando a história da nossa vida, se conseguirmos a sinceridade de uma análise fiel conosco mesmo, não nos será possível deixar de reconhecer que, todos os fracassos e insucessos foram, exclusivamente da nossa responsabilidade, ou da falta dela. Desde de nossa criação no plano superior tem sido dada todas as orientações, intuições e exemplos que, se observados, viveríamos hoje situações muito diferentes. O Senhor nos criou para o melhor e não nos obrigou a isso nos privilegiando com o nosso livre arbítrio, mas, a cada um deu a oportunidade de ser um colaborador na construção desse mundo que tanto falamos e aspiramos viver.
Vamos meditar hoje sobre esse belo texto de Willian Shakespeare e que estejamos abertos a tão nobre mensagem.







Estudo do Livro dos Espíritos







151. Que pensar da opinião dos que dizem que após a morte a alma retorna ao todo universal? 

“O conjunto dos Espíritos não forma um todo? não constitui um mundo completo? Quando estás numa assembléia, és parte integrante dela; mas, não obstante, conservas sempre a tua individualidade.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!

sexta-feira, 1 de julho de 2016

Dados biográficos dos apóstolos - Tiago Menor; Simão, o zelote e Tomé ou Dídimo



"E, tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos." -( Atos, 4: 31 )-



Amados irmãos, bom dia!
A oração é o combustível que move o crente; sem ela não há entendimento e nem compreensão das coisas celestiais. É luz no caminho e conforto ao coração. Devemos cultivar esse hábito na certeza que é o nosso Espírito que se comunica quando em oração nos encontramos. Vigiai e orai já nos ensinou nosso Mestre Jesus.







Tiago Menor

Referências evangélicas sobre o apóstolo: Mateus, 10:3; Lucas, 6:15; Marcos, 3:18; Atos dos Apóstolos, 1:13.

“Era filho de Alfeu e de Cleofas (parenta de Maria Santíssima), portanto, irmão de Levi (Mateus). Quase nada se sabe sobre Tiago Menor, do ponto de vista das Escrituras, além do simples registro do seu nome no rol dos apóstolos e do fato de ser filho de Alfeu e ser irmão de um certo José (Mateus, 10:3 e Marcos, 15:40).” -( FEB - EADE )-






Simão, o zelote

Referências evangélicas sobre o apóstolo: Mateus, 10:9; Marcos, 3:18; Lucas, 6:15 e Atos dos Apóstolos, 1:13.

“Era chamado assim porque pertencia à seita dos zelotes, zelosos, ou zeladores, seita ultranacionalista e não religiosa, a qual lutava para a libertação de Israel do jugo romano. Vivia da profissão de pescador. O apóstolo “[...] era Galileu, parece que nascido em Caná [daí ser chamado também de Simão, o Cananeu], onde Jesus, nas bodas transformou a água em vinho. [...] O historiador grego Nicéforo diz que ele percorreu o Egito, a Cirenaica e a África; que anunciou a Boa Nova na Mauritânia e em toda a Líbia, e depois nas ilhas Britânicas fez muitos milagres.” -( FEB - EADE )-








Tomé ou Dídimo

Referências evangélicas sobre o apóstolo: Mateus, 10:3; Marcos, 3:18; Lucas, 6:15; Atos dos Apóstolos, 1:13.

“Era chamado Dídimo, o Gêmeo, embora não haja qualquer registro de que tenha tido um irmão gêmeo. Descendente de antigo pescador de Dalmanuta, não seguiu, no entanto, essa profissão. “Ficou famoso por duvidar da ressuscitação de Jesus, afirmando que só vendo, acreditaria. Jesus, então, apareceu-lhe, oito dias depois, mostrando-lhe as cicatrizes dos pés e das mãos, e a chaga do lado. Julga-se que Tomé foi pregar, após a dispersão, o Evangelho aos persas, hindus e árabes [...]”. Acompanhou Jesus durante os três anos de sua prédica, mostrando-se-lhe muito afeiçoado.” -( FEB - EADE )-




Estudo do Livro dos Espíritos









150. A alma, após a morte, conserva a sua individualidade? 

“Sim; jamais a perde. Que seria ela, se não a conservasse?” 

a) — Como comprova a alma a sua individualidade, uma vez que não tem mais corpo material? 

“Continua a ter um fluido que lhe é próprio, haurido na atmosfera do seu planeta, e que guarda a aparência de sua última encarnação: seu perispírito.” 

b) — A alma nada leva consigo deste mundo? 

“Nada, a não ser a lembrança e o desejo de ir para um mundo melhor, lembrança cheia de doçura ou de amargor, conforme o uso que ela fez da vida. Quanto mais pura for, melhor compreenderá a futilidade do que deixa na Terra.” 




Que a graça e a paz sejam conosco!