“Tu, porém, fala o que convém à sã doutrina.” - Paulo - ( Tito, 2:1 )
Amados irmãos, bom dia!
"Toma cuidado em usar o verbo, como convém ao Espírito do Cristo que nos rege os destinos. É muito fácil falar aos que nos interpelam, de maneira a satisfazê-los, e não é difícil replicar-lhes como convém aos nossos interesses e conveniências particulares; todavia, dirigirmo-nos aos outros, com a prudência amorosa e com a tolerância educativa, como convém à sã doutrina do Mestre, é tarefa complexa e enobrecedora, que requisita a ciência do bem no coração e o entendimento evangélico nos raciocínios. Que os ignorantes e os cegos da alma falem desordenadamente, pois não sabem, nem vêem... Tu, porém, acautela-te nas criações verbais, como quem não se esquece das contas naturais a serem acertadas no dia próximo." -( Vinha de Luz - Chico Xavier / Emmanuel )-
E, chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados, e Ele, com
a sua palavra, expulsou deles os Espíritos e curou todos os que estavam
enfermos... (Mt 8:16).
“Os endemoniados aqui referidos eram pessoas obsidiadas;
Jesus, com sua palavra, afastava espíritos obsessores.” Encontramos também nesse texto do Evangelho outra alusão
a benfeitores espirituais anônimos, os quais, num esforço de cooperação
e de solidariedade auxiliam os que se encontram sob o jugo de
entidades perturbadoras e perturbadas.
Parece que, ao tempo de Jesus, eram em grande número, na Judeia,
os obsidiados e os possessos, a oportunidade que Ele teve de curar a
muitos.[...] Sem apresentarem caráter epidêmico, as obsessões individuais
são muitíssimo frequentes e se apresentam sob os mais variados
aspectos que, entretanto, por um conhecimento amplo do Espiritismo,
facilmente se descobrem. Podem, não raro, trazer consequências
danosas à saúde, seja agravando afecções orgânicas já existentes, seja
ocasionando-as.
As manifestações obsessivas têm uma razão de ser, não ocorrendo
por acaso, como bem nos esclarece o Espírito Dias da Cruz.
É que pelo ímã do pensamento doentio e descontrolado, o homem
provoca sobre si a contaminação fluídica de entidades em desequilíbrio, capazes de conduzi-lo à escabiose e à ulceração, à dipsomania
[desejo mórbido e incontrolável por bebidas alcoólicas] e à loucura,
à cirrose e aos tumores benignos ou malignos de variada procedência,
tanto quanto aos vícios que corroem a vida moral, e, através do
próprio pensamento desgovernado, pode fabricar para si mesmo as
mais graves eclosões de alienação mental, como sejam as psicoses de
angústia e ódio, vaidade e orgulho, usura e delinquência, desânimo
e egocentrismo, impondo ao veículo orgânico processos patológicos
indefiníveis, que lhe favorecem a derrocada ou a morte.
O versículo 16 do texto registrado por Mateus, esclarece que
Jesus “curou todos os que estavam enfermos”, merecendo de Allan
Kardec os comentários que se seguem.
De todos os fatos que dão testemunhos do poder de Jesus, os mais
numerosos são, não há contestar, as curas. Queria Ele provar dessa
forma que o verdadeiro poder é o daquele que faz o bem; que o seu
objetivo era ser útil e não satisfazer à curiosidade dos indiferentes, por
meio de coisas extraordinárias. Aliviando os sofrimentos, prendia a si
as criaturas pelo coração e fazia prosélitos mais numerosos e sinceros,
do que se apenas os maravilhasse com espetáculos para os olhos.
Daquele modo, fazia-se amado, ao passo que se limitasse a produzir
surpreendentes fatos materiais, conforme os fariseus reclamavam, a
maioria das pessoas não teria visto nele senão um feiticeiro, ou um
mágico hábil, que os desocupados iriam apreciar para se distraírem.
A Doutrina Espírita, na sua posição de Cristianismo Redivivo,
procura seguir os exemplos do Cristo.
O Espiritismo, igualmente, pelo bem que faz é que prova a sua missão
providencial. Ele cura os males físicos, mas cura, sobretudo, as doenças
morais e são esses os maiores prodígios que lhe atestam a procedência.
Seus mais sinceros adeptos não são os que se sentem tocados pela
observação de fenômenos extraordinários, mas os que dele recebem a
consolação para as suas almas; os a quem liberta das torturas da dúvida;
aqueles a quem levantou o ânimo na aflição, que hauriram forças na
certeza, que lhes trouxe, acerca do futuro, no conhecimento do seu ser
espiritual e de seus destinos. Esses os de fé inabalável, porque sentem
e compreendem. Os que no Espiritismo unicamente procuram efeitos
materiais, não lhes podem compreender a força moral.
Realmente, o Cristo foi e é incomparável. Trouxe-nos lições sublimes,
doando-nos o seu Evangelho como roteiro de luz a ser seguido
por todos os que desejam atingir as culminâncias da espiritualidade
superior.
Ninguém reuniu sobre a Terra tão elevadas expressões de recursos
desconhecidos quanto Jesus. Aos doentes, bastava tocar-lhe as vestiduras
para que se curassem de enfermidades dolorosas; suas mãos
devolviam o movimento ao paralíticos, a visão aos cegos. Entretanto,
no dia do Calvário, vemos o Mestre ferido e ultrajado, sem recorrer aos poderes que lhe constituíam apanágio divino, em benefício da
própria situação. Havendo cumprido a lei sublime do amor, no serviço
do Pai, entregou-se à sua vontade, em se tratando dos interesses de si
mesmo. A lição do Senhor é bastante significativa. É compreensível que
o discípulo estude e se enriqueça de energias espirituais, recordando-se, porém, de que, antes do nosso, permanece o bem dos outros e que
esse bem, distribuído no caminho da vida, é voz que falará por nós a
Deus e aos homens, hoje ou amanhã." -( FEB - EADE )-
Estudo do Livro dos Espíritos
SIMPATIA E ANTIPATIA TERRENAS
386. Podem dois seres, que se conheceram e estimaram, encontrar-se
noutra existência corporal e reconhecer-se?
“Reconhecer-se, não. Podem, porém, sentir-se atraídos um para o outro. E, frequentemente, diversa não é a
causa de íntimas ligações fundadas em sincera afeição. Um
do outro dois seres se aproximam devido a circunstâncias
aparentemente fortuitas, mas que na realidade resultam
da atração de dois Espíritos, que se buscam reciprocamente
por entre a multidão.”
a) — Não lhes seria mais agradável reconhecerem-se?
“Nem sempre. A recordação das passadas existências
teria inconvenientes maiores do que imaginais. Depois de
mortos, reconhecer-se-ão e saberão que tempo passaram
juntos.”
Que a graça e a paz sejam conosco!
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